Pesquisar este blog

Carregando...

21 de novembro de 2016

6 vídeos: Tagore, O Terno, Carne Doce, Wannabe Jalva e Oceania

Foi-se o tempo de usar a expressão "parece clipe gringo" como sinônimo de qualidade. Com diferentes orçamentos e estéticas, a produção brasileira atual reflete a evolução do mercado independente e é cheia de bons exemplos de clipes que são ótimas introduções aos trabalhos das bandas (além de funcionarem isoladamente também).

Autor de um dos grandes álbuns de 2016, o pernambucano Tagore também lançou dois ótimos singles: "Mudo" (alguém aí disse "hit indie"?) e "Pienal", ambos seguindo a linha da psicodelia moderna transformada em fenômeno mundial pelo Tame Impala. A banda gaúcha Wannabe Jalva veio repaginada e swingada em "Mareá", cantando em português e com participação do Curumin. A Carne Doce, de Goiânia, cresceu em seu segundo disco e reflete isso no single "Artemísia", densa e poética (musical e visualmente). Os paulistas d'O Terno são uma fábrica de bons vídeos, praticamente o equivalente brasileiro do Ok Go (só que musicalmente muito melhor, né?). Aqui, registro apenas o clipe de "Ai, ai, como eu me iludo", simplesmente um dos melhores do ano, não apenas no Brasil. E pra fechar, vídeo novo do Oceania, banda recém-formada pelo Gustavo Drummond, lenda do rock alternativo mineiro e que esteve à frente do Diesel e do Udora. Gravado em um esquema de baixíssimo orçamento, dentro de uma sala e com "fundo infinito" de tnt feito pelos próprios integrantes, é exemplo de que não é necessário ter muita estrutura para se alcançar bons resultados de acordo com a estética de cada banda.
 

10 de novembro de 2016

O Terno e Young Lights ao vivo em BH

Alguns vídeos da edição da mostra Música Quente que fizemos em BH no dia 21 de outubro com o lançamento do disco Melhor do que parece, d'O Terno, na cidade. Essa foi a última edição do Música Quente em 2016, projeto através do qual a Quente fez uma série de shows de lançamentos de discos em BH. Você pode assistir a vídeos de todos os shows em uma playlist específica no canal da Quente no Youtube.



2 de novembro de 2016

TREMOR, um festival pra comemorar os 20 anos da Obra

Se alguma vez você já se envolveu com a vida cultural noturna de BH é provável que já tenha ouvido falar d'A Obra. Localizada no subsolo de um prédio comercial da Savassi (um dos bairros mais movimentados da cidade, na região centro-sul), a Obra é o principal reduto do rock alternativo na cidade, na ativa desde 1997. Por lá passaram bandas como a japonesa Guitar Wolf, Marcelo D2 e Pitty em início de carreira e centenas de artistas alternativos, de Wander Wildner, MQN e Wry, a Gram, Black Drawing Chalks, Supercordas e novos nomes como Francisco El Hombre, My Magical Glowing Lens e Rafael Castro, sem contar o espaço sempre aberto pra novas bandas de BH. Não foram poucas as vezes em que saí direto da Obra pra faculdade.

Pra marcar os 20 anos da casa, A Obra e a Quente se juntaram pra criar o Tremor, um festival que se estende por oito meses e culmina justamente no dia 22 de junho de 2017, data do aniversário. Uma vez por mês, sempre às quintas, importantes bandas da cena alternativa tocarão ao lado de grupos de destaque na noite belorizontina. A ideia é misturar diferentes gerações de bandas e apresentar novos artistas ao público ao mesmo tempo em que promove shows de nomes já consagrados no underground.

A primeira edição do projeto é no dia 3 de novembro com a banda paulistana Ludovic, nome fundamental do rock alternativo brasileiro dos anos 2000 e que voltou à ativa em 2015 após longo hiato, e os mineiros da Aldan. No dia 22 de dezembro será a vez da lendária Autoramas, também prestes a completar 20 anos de existência, tocar novamente n'A Obra, dessa vez com a mineira Pequena Morte. Os shows de janeiro de 2017 já estão fechados e serão divulgados no fim de dezembro. Quem tiver indicações de artistas que gostaria de ver na Obra pode enviar diretamente para os produtores nas páginas da Quente e da Obra no Facebook.