30 de agosto de 2016

Registro da cena: Flávio Charchar

Às vezes estamos tão perto de algo que é difícil ter uma visão crítica, perceber a real dimensão daquilo. Geralmente o resultado disso é a superestimação de iniciativas próximas da gente, como aquela banda ruim de amig@s que você gosta principalmente devido ao valor sentimental. Mas o inverso também acontece e por vezes subestimamos aquilo com o qual estamos acostumados. Reparar no trabalho do fotógrafo Flávio Charchar me fez pensar nisso.

Talvez você não o conheça pessoalmente mas, se já se envolveu de alguma forma com a cena musical independente de BH, é bem provável que já tenha visto alguma(s) de suas fotos. São dele ensaios fotográficos de diversos artistas da cena local como Nobat, Todos os Caetanos do Mundo, Sentidor, Aline Calixto, Túlio Araújo e outros. É daquele raro (infelizmente) tipo de pessoa com presença constante nos mais diversos shows, de Napalm Death a Eumir Deodato, de balada de playboy a experimental fritação.

Antigo bancário, enveredou pelo audiovisual fazendo parte do Coletivo Pegada e atualmente é um dos principais fotógrafos do meio musical em BH. Conferir seu portifólio no Flickr (com mais de 30 mil fotos) é também acompanhar um recorte do que tem acontecido na cultura de BH.

Lote 42 na Benfeitoria Silva Tiago Iorc Nobat Luneta Mágica

26 de agosto de 2016

Festival No Ar Coquetel Molotov chega a BH e divulga primeiras atrações


Em 2007/2008, eu depositava a grana dos correios pra que o pessoal do Recife me enviasse as edições da revista Coquetel Molotov. Em 2011, conheci Salvador indo trabalhar em uma edição do festival por lá. Então dá um prazer especial divulgar que estou envolvido na primeira edição do festival No Ar Coquetel Molotov BH.

A versão mineira do Coquetel é uma realização da Quente em parceria com a Coda (criadora e produtora do festival do Recife) e será realizada no dia 15 de outubro no CentoeQuatro, uma antiga fábrica de tecidos no centro de BH convertida em espaço cultural. As primeiras atrações divulgadas são a cantora Ava Rocha (pela primeira vez em BH), o grupo mineiro Pequeno Céu (prestes a lançar disco novo) e o pernambucano Jam da Silva. Várias outras atrações e atividades serão divulgadas nas próximas semanas, mas os ingressos já estão à venda por valores super em conta: R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). Realizado no Recife desde 2004, o Coquetel Molotov consolidou-se como um dos principais festivais do país e, além de reunir a nata do indie nacional, já teve bandas gringas como Dinossaur Jr, The Kills, Teenage Fanclub, Health, Blonde Redhead, Nouvelle Vague, Peter Bjorn and John, The Sea and Cake e Guillemots.

SOBRE AS PRIMEIRAS ATRAÇÕES CONFIRMADAS
Voz rara, doce e poderosa, cheia de texturas tropicalistas e herdeira direta de Macalé, Ava Rocha é uma das maiores revelações da música brasileira. A filha de Glauber e da também cineasta Paula Gaitán atua em parceria com o marido e compositor Negro Leo. Seu disco “Ava Patrya Yndia Yracema” foi produzido por Jonas Sá, gravado e mixado por Martins Scian, com uma banda poderosa e cheio de participações especiais, mas sem desviar em nenhum acorde ou letra do estilo Ava ao mesmo tempo forte e suave, profundo e solar.



O Pequeno Céu começou como um projeto solo de Manuel Horta, que em 2009 lançou seu primeiro trabalho (todo gravado e tocado pelo próprio Manuel). A partir de 2011, o projeto foi ampliado e se tornou uma banda, lançando o disco "Sargaço" no fim de 2014. Musicalmente, é uma mistura entre a música popular brasileira e o math-rock. Uma obra livre que ganha corpo através da transfiguração do post-rock com afrobeat, jazz e de referências ao samba e ao universo da MPB.


Jam Da Silva é um artista capaz de cruzar as barreiras geográficas e estéticas. Com vasta experiência musical, já lançou dois álbuns em carreira solo – Dia Santo (2009) e NORD (2014) – e outros inúmeros discos coletivos. O músico viajou em várias excursões e colaborou com uma série de artistas internacionais e nacionais, ao vivo e em estúdios. Seu álbum "NORD" é uma provocação ao destino, exílio voluntário em busca de uma aproximação geográfica e sensorial gravado entre o Brasil e a Islândia.


CentoeQuatro - 15 de outubro 

Coudelaria Souza Leão - 22 de outubro

22 de agosto de 2016

Far From Alaska e Kill Moves em BH


Prestes a lançar seu segundo disco, a banda potiguar Far From Alaska toca na mostra Música Quente nesta sexta, 26 de agosto, na A Autêntica, a partir das 22h. Um dos nomes mais comentados do rock alternativo brasileiro, a banda já participou de festivais como SXSW, Lollapalooza e Planeta Terra e recentemente foi premiada na Midem, uma das principais feiras de música do mundo, realizada anualmente em Cannes, como artista revelação do ano. Formada em 2012, a banda possui no currículo os EPs Stereochrome, de 2012, e o álbum modeHuman, de 2014.



O show de abertura será da mineira Kill Moves e marcará o lançamento do primeiro EP da banda, No Rewind. A estética do Kill Moves é baseada no rock alternativo dos anos 90 e nos trabalhos das bandas integrantes de selos como Matador e Sub Pop, marcados pelo indie rock, shoegaze e grunge.


Mais sobre os outros shows que rolaram na mostra no musica.quente.org.br.

Ingressos à venda na Sympla.