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28 de novembro de 2015

Os novos festivais de BH que se destacaram em 2015

Em um ano em que a recessão econômica foi um dos assuntos mais comentados, ao menos sete novos festivais dedicados à música alternativa surgiram em BH. Enquanto alguns tradicionais eventos não tiveram edições realizadas em BH neste ano (caso do Natura Musical e do Conexão), outros tiveram edições reduzidas ou pouco inspiradas, o que abriu espaço para novas iniciativas se destacarem.

Abaixo, uma breve lista dos novos festivais belorizontinos que chamaram mais atenção em 2015.

festival Furor

Furor
O Furor, na verdade, começou em dezembro de 2014 e se estendeu até o fim de janeiro de 2015 promovendo uma série de shows às terças e sábados no Mercado Distrital do Cruzeiro, um espaço até então distante da música independente. Apesar do nome um pouco bobo (Furor é acrônimo de "Férias Urbanas Repletas de Ótimos Rolês"), o evento ocupou um período do ano geralmente carente de shows e incluiu alguns bons nomes na programação, como O Terno, Thiago Pethit, Pequeno Céu e Renato Godá. Outro diferencial foi a venda de ingressos no esquema "pague o quanto quiser" (em cotas limitadas) e a opção de comprar o ingresso junto de produtos de bandas locais.


festival Viva

Viva
Além de uma boa programação com algumas das principais bandas indie de BH (e com produção artística da Quente) se apresentando em diferentes casas de shows, o Viva teve como grande diferencial utilizar o Parque da Serra Curral para a realização do seu último dia de programação. Desconhecido da maior parte do público, o parque contribuiu com o clima descontraído de piquenique e ainda permitiu que o público tivesse uma das melhores vistas da cidade, de seu mirante. Na programação, Boogarins, Dibigode, Câmera, Young Lights, Pequeno Céu, The Junkie Dogs e Valv, além de vários DJs.


Sonâncias

Sonâncias
Esse entra na lista de forma especial, já que sou um dos idealizadores e produtores, através da Quente. O Sonâncias é uma mistura de festival, seminário e rodada de negócios. Fizemos quatro noites de debates e em todas elas estavam presentes cerca de 70 pessoas, algo que até então eu nunca tinha visto em ações do tipo. Buscamos experimentar formatos diferentes para as conversas de forma a integrar mais os participantes e (parece que) funcionou bem. Além de reunir nomes representativos do mercado musical nacional, rolaram showcases de novas bandas autorais de BH (reallejo, Douglas Din, Young Lights e Mordomo) e quatro shows principais encerrando cada noite (Baleia, Câmera, Pequeno Céu e Banda Gentileza).

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Outros festivais iniciantes que merecem ser citados são o La Femme Qui Roule (também produção da Quente, vale dizer), o Chacoalha (que vem na onda do Viva de ocupar diferentes casas), Musa e
Shake Shake (que na verdade é mais uma festa itinerante, mas que surgiu esse ano vale ser comentada por aqui).

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