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31 de julho de 2013

Festival Natura Musical 2013

Quem acompanha o Meio Desligado sabe que não há espaço para agenda cultural por aqui, mas abro uma exceção para o festival Natura Musical, que acontece em BH no dia 4 de Agosto, domingo. Trabalho no festival desde seu início e acredito que esta é a edição com a melhor programação. 

Na Praça Duque de Caxias (a famosa "praça do Bolão"), em Santa Teresa, os shows começam pela manhã com o Curupaco e Barbatuques, na parte do festival dedicada ao público infantil. De tarde, a praça recebe a Sala da Toscaria, projeto de jam sessions baseadas em clássicos da música brasileira, que terá o baiano Russo Passapusso (da excelente banda Baiana System) como convidado, Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci (no último show da turnê de seu CD de estreia e prestes a lançar disco novo - fica a dica!) e Lenine. Tudo de graça, sem necessidade de pegar ingresso. Só chegar e curtir.

Na outra praça onde o evento acontece (em parte simultaneamente aos shows de Santa Teresa) tocam Lia Sophia, Dibigode com Fernando Catatau (Cidadão Instigado), Paralamas do Sucesso (na turnê de 30 anos da banda), Paulinho da Viola convidando a Velha Guarda da Portela (na semana de celebração de 80 anos de Monarco, um dos ícones da escola) e Caetano Veloso, que fará o show de encerramento com participação do Trio Preto + 1. Para os shows da Praça da Estação o acesso também é gratuito, mas nesse caso é preciso retirar ingressos previamente no posto de troca na própria Praça da Estação, na praça Duque de Caxias ou na internet, no site Blue Ticket. Cada pessoa pode retirar dois ingressos.



Programação completa do Festival Natura Musical:

PRAÇA DUQUE DE CAXIAS (9 às 19h)

9h Oficina Barbatuques
10h Curupaco
11h20 Barbatuques
13h Sala da Toscaria
14h20 Tulipa Ruiz
16h Marcelo Jeneci
17h20 Lenine


PRAÇA DA ESTAÇÃO (13h às 23h)

13h Abertura dos portões
14h Lia Sophia
15h30 Dibigode convida Fernando Catatau
17h Paralamas do Sucesso
19h Paulinho da Viola convida Velha guarda da Portela
21h Caetano Veloso convida Trio Preto+1

Já vi os setlists dos shows e posso garantir que a maioria vai satisfazer tanto quem quer ouvir clássicos como pra quem quer se surpreender...

30 de julho de 2013

Jornalismo cultural, internet e Meio Desligado

Demorei para responder a entrevista da Aline Ruiz, estudante de jornalismo que está fazendo seu trabalho de conclusão de curso sobre o tema "As redes sociais e a internet como canal de divulgação de produtos culturais: o espaço da música independente", mas aí estão as respostas que enviei para tentar ajudar no projeto dela.

Observação: os vídeos não são da entrevista, mas os temas estão relacionados.

Jornalismo cultural e internet

Atualmente, como você descreve o jornalismo cultural na mídia tradicional e nos blogs?

Para falar a verdade, eu quase não "leio" blogs sobre música e cultura. No geral, visito alguns blogs e dou play nos vídeos ou nas músicas e vou ler outra coisa. A maioria dos blogs mais atualizados que acompanho têm o texto ruim (nem tanto na questão gramatical, mas principalmente de sentido), escrevem superficialidades que não me interessam. Prefiro focar no que me interessa - no caso, aquela determinada música que estão apresentando aos leitores - e fazer outra coisa simultaneamente. Então, é um pouco difícil eu opinar sobre o jornalismo cultural na web atualmente.

Na mídia tradicional, sinto que é praticamente a mesma coisa desde quando comecei a me interessar por jornalismo cultural, com a diferença da música independente ter maior abertura agora e uma quantidade muito maior de conteúdo online publicado pelos veículos "tradicionais" (e ainda entra aquela questão da velocidade das informações). 

Você acha que a internet afetou um pouco o jornalismo cultural da mídia tradicional?
Sim. Tanto em relação ao que será escrito/gravado como em questões mais estéticas, como diagramação e edição, sem contar que a facilidade de acesso à informação afeta também o jornalista no momento de apuração e redação, uma vez que suas referências podem ser bem maiores agora e demandam menos esforço do que sem internet.

Como você caracteriza essa transição do jornalismo cultural das mídias tradicionais para a internet, no caso, para os blogs?
Hibridismo. Ou multidisciplinaridade. 

Na sua opinião, a internet ‘melhorou’ o jornalismo cultural atual? Por que?
Acredito que a internet potencializa o jornalismo cultural, no sentido de que dá maiores possibilidades em relação ao que pode ser feito. Se o resultado será melhor ou pior, depende mais de quem efetua a ação do que do meio utilizado.

Na sua opinião, a música independente continua ‘invisível’ para a mídia tradicional? Visibilidade é algo que elas (bandas) só encontram na internet mesmo?
Não. Eu não só escrevo sobre bandas independentes como trabalho com elas de diferentes formas e as vejo na Folha de S. Paulo, no O Globo, no Estadão, na Rolling Stone, enfim, nos principais veículos do Brasil. Na internet existe mais material sobre essas bandas, mas há uma inserção crescente desses artistas nos grandes veículos.


Meio Desligado

Por que Meio Desligado?
A ideia era que "se você está meio desligado, esse blog é um lugar para se ligar no que está acontecendo". Não é bem um slogan (porque seria um slogan muito ruim), mas resume a ideia. O endereço original do blog era nemparece.blogspot.com, era uma piada com o título, tipo "nem parece meio desligado".

Como é realizado o seu trabalho no Meio Desligado? Escolhas de pautas, bandas para falar a respeito, etc?
Atualmente varia muito. Às vezes é algo que percebo durante algum trabalho (como nos casos de posts sobre fotos de bandas e empreendedor individual), pode ser desdobramento de alguma coisa que li ou ouvi por aí, alguma conversa na rua, algo que senti durante algum show... o que menos gera conteúdo pra mim é release (apesar de serem cruciais quando já tenho uma ideia sobre a qual escrever).

O Meio Desligado tem impacto sobre as bandas que divulga? Tem exemplo de alguma banda? Se sim, qual?
Vejo as banda usando citações de textos do blog no release, recebendo convites pra shows ou até mesmo pra uso comercial de suas músicas a partir de publicações aqui.

Qual é o diferencial do Meio Desligado?
Eu não me pauto pelo que os outros blogs estão publicando e raramente por algum release recebido. Tento escrever sobre o que os outros não estão falando ou ao menos dar outra perspectiva ao assunto. Nem sempre consigo, mas é bom relembrar quais são os objetivos. =D

Qual a opinião das bandas a respeito do blog e do seu trabalho?
Acho que a maioria queria que eu escrevesse mais sobre bandas, mas imagino que gostem ou ao menos respeitem um pouco. Afinal, recebo no mínimo 20 releases por dia, isso deve significar que estar no Meio Desligado represente algo positivo para o artista.

E o seu público? Qual o papel deles no blog e qual a importância dessa participação?
Já pensei em parar algumas vezes, mas sei que teria a necessidade de escrever e continuar mesmo que ninguém lesse. 
Os leitores já foram mais ativos no Meio Desligado. Costumavam contribuir mais na construção coletiva em torno de um post. Atualmente, a interação costuma se resumir a compartilhamentos nas redes sociais, algum elogio ao artista comentado. Acredito que é um pouco de mudança de hábito dos leitores e resultado do conteúdo que crio, mas não tenho interesse algum em criar enquente ou tentar ser polêmico apenas pra mostrar que as pessoas estão lendo o blog. Saber que as pessoas estão acessando o que você cria é um dos maiores estímulos para continuar. 

28 de julho de 2013

Incredibox, mais uma experiência musical online

O site não é novo, mas sempre me surpreendo quando uso o Incredibox. Simulando sons feitos com a boca, o usuário tem uma base de 20 samples para usar e ordenar como quiser através de avatares estilizados para dar origem aos sons. A interface divertida é um dos grandes diferenciais do Incredibox, que também permite que as criações sejam gravadas e compartilhadas (mas o download das músicas é pago). 

Para quem quiser usar o Incredibox como fonte mas não se limitar à criação online, uma dica: grave a base de áudio do site no seu próprio computador (simplesmente usando um gravador de áudio ou através de uma placa de áudio externa e software de edição de áudio) e depois remonte da forma que quiser, no software que estiver acostumado a usar.

Abaixo, exemplo da interface do site e, no link da imagem, uma brincadeira que fiz no Incredibox para apresentar seu funcionamento. Clica aí.


14 de julho de 2013

Banda Uó no Music Alliance Pact de Julho

O Meio Desligado é o representante exclusivo do Brasil no Music Alliance Pact, projeto global que envolve cerca de 40 blogs especializados em música, de diferentes países, que mensalmente realiza uma coletânea com bandas independentes/alternativas desses países. Todo dia 15 é publicada a coletânea com uma música escolhida pelo representante de seu respectivo país de origem. No Brasil, essa função é exercida pelo Meio Desligado, que neste mês enviou uma música da Banda Uó, "O Gosto Amargo do Perfume".

Clique nos nomes das músicas para ouví-las ou faça o download da coletânea completa (mais indicado!).

ARGENTINA: Zonaindie
San Dimas is an instrumental indie-rock band from Rosario, one of Argentina's largest and most cultural cities. Generación Espontánea is one of the best tracks from their latest album, La Música y Las Cosas, and it was also part of a compilation released in 2012 by Planeta X, their label.

Originally a solo project for frontman Thom Savage, Kins made the move from Melbourne to Brighton in the UK two years ago and have been working hard at their craft since. Kin's new track Aimless is just that - it's both a dreamy saunter and an angular dance. Thom's distinct voice remains the subtle hero of this track. While this shares the unconvention of Local Natives, Alt-J, perhaps even Dappled Cities at their synth-tuned best, comparisons don't apply to Kins. One of Australia's best exports and most underrated bands.

AUSTRIA: Walzerkönig
Singer John Dawa and the band that formed around him stand for honest and unpretentious folk music. Two voices, a cello, a cajón and an acoustic guitar are all the ingredients they need. Their frequent live performances with a hippie touch (flower garlands on mic stands, that sort of thing) have earned them a constantly growing fanbase. Some Things Are Different is the opener of their full-length debut This Should Work.

Banda Uó

Texto em inglês enviado para os blogs gringos: Banda Uó are like a big kitsch joke, a sense of fun that is manifest through their fearless use of pop references with Brazilian technobrega (which can be translated as something like "cheesy techno"). In this song, they use Two Door Cinema Club's Something Good Can Work as 'inspiration' for messing up.
Tradução: Banda Uó é como uma grande piada kitsch que se apropria sem medo de referências do pop junto ao technobrega. Nesta música em questão, tomam "Something good can work", da banda britânica Two Door Cinema Club, como "inspiração" para bagunçar tudo.

Air Marshal Landing are three friends who make music that sounds greater than the sum of its parts. Together since 2009, they've recently put the finishing touches on their first long-player, You Used To Be Me, which is ballsy enough to mix genres and is unapologetic in its catchiness.

CHILE: Super 45
Emiliana Araya is Kinética and she's returning this year with II, her second album, this time helped by Milton Mahan and Pablo Muñoz (De Janeiros) in the production side. In addition to her usual electronic beats, Kinética explores pop and soul from an experimental prism, adding new elements to her intimate songs. Halo is a MAP exclusive download and a preview of her new record, which features collaborations from Marcos Meza and Fakuta.

El Ombligo - Trinidadla El Ombligo has gone largely unnoticed in the Colombian music scene. So that's why we want to emphasize this union of many musicians, local and abroad, from Germany to Mexico, under the command of Colombian bass player Santiago Botero. They are doing what they call a new folklore, starting from Andrés Landeros' cumbia to 60s free jazz. The fascinating Trinidadla is taken from their 2012 album Canción Psicotropica y Jaleo.

Following up on 2012's acclaimed third full-length, Out Of Options, Bodebrixen aka Andreas Brixen and Aske Bode have released a great first synthpop taste of an as-yet-untitled EP which will be released later this year. The Wave is a summery MAP exclusive download.

DOMINICAN REPUBLIC: La Casetera
El Trio is a progressive rock band from Santiago who recently released their third album Las Manos. One minute is all it takes to really appreciate the magic of Canterbule Pt. III in which jazz and rock combine beautifully. You can hear and download their genre-bending songs on Bandcamp.

ECUADOR: Plan Arteria
The sound of Los Pescados is a mix of garage-rock, blues and grunge. The duo, Nelson Coral (guitar, vocals) and Juan Fernando Andrade (drums), from Manabí are like their albums - powerful and groundbreaking.

ESTONIA: Rada7.ee
Barthol Lo Mejor jumpstarts your night with trash electro. This young dance god is upbeat and raw like Justice, Soulwax and Huoratron. Patrol The Block is taken from his new EP CitYearning, available from Bandcamp.

FINLAND: Glue
Just a few months after his excellent debut as a solo artist, singer-songwriter Matti Jasu gathered the band again and recorded a follow-up album, laying down seven songs in an intense one-day session. The New Year is the first single off Pin On The Map and is fun, guitar-based Americana with sweet pop melody and harmonies. You can listen to the album online or buy the CD for a very affordable price on Bandcamp.

Jim Ver is a classically trained musician and songwriter who works on solo instrumental projects, film scores and movie scripts. His second EP, Pictures, works as a collection of ambient, soothing sound poems. It's clear that words are not needed to tell a story, and his tales are told in chords and cadences. For the most part, he minimally relies on piano but the effect, both subdued and majestic, creates a much more overwhelming setting and, as a result, it's difficult not to be dragged into it.

INDONESIA: Deathrockstar
Inspired by Nine Inch Nails, Ministry and Rob Zombie, Helmproyek sound like a demo by an obscure industrial band that has been locked and buried for a couple of decades and just recently found by an unlucky soul.

IRELAND: Harmless Noise
At the forefront of grime production in Ireland, Major Grave is a bright spot, having built a solid rep from scratch in the under-represented genre, recently releasing a track on the UK's esteemed Big Dada compilation. Here he takes up'n'comer Ms Hazel's pop ditty You Cannot Break My Heart and with her vocal pristine, transforms its dance vibe into a bass-heavy baller with a sweet electronic motif.

ITALY: Polaroid
Wolther Goes Stranger was originally the solo project of guitarist Luca Mazzieri, from the band A Classic Education, but has now become a trio. The title of their debut album is Love Can't Talk. Maybe love can't, but Wolther Goes Stranger definitely do, and their speech is full of sex and synths, buried under obssessive beats. Music to get naked to. This summer is going to be very hot.

Vocaloid, a singing synthesizer software most popularly associated with the green-haired character Hatsune Miku, has been put to more and more experimental usage over the past few months. Here's one of the best examples yet, in which the digi voice of character Sekka Yufu sings only syllables and become smothered in the synth blanket conjured by Tokyo producer k■nie. Would still be gorgeous without the Vocaloid, but becomes more intriguing with it.

Peklectrick is the studio-based solo project of former Dripht guitarist Patrick Galea. It is an eclectic mix of guitar-driven music with abundant doses of reggae, some blues and a little funk. The music comes wrapped in socially conscious lyrics, a punk rock ethos and a tongue that is firmly stuck in cheek. Surreally speaking, it is the sound of The Clash meeting Beck in Jamaica to discuss the blues over some Scotch. The music is what award-winning producer David Vella referred to as "so cool it's almost illegal". Peklectrick is currently on an indefinite hiatus taking care of other business, contemplating his next move and drinking tea.

Apache O'Rapsi, from the northern region of Mexico, is the bass player of an important local band called Suave As Hell. With his very mature solo project, he released a couple of singles in 2012, and now he has delivered Remedios Varios, an album that includes all those songs. The powerful music and naive lyrics emotionally encompass our deep Mexican roots, landscapes and flavours. Tarde Oscilante is one of those arid, nostalgic melodies.

NETHERLANDS: Subbacultcha!
You only have to listen to Those Foreign Kids to know there's more to Haarlem than pretty tulip fields; their avant-garde noise pop is not only a ferocious aural assault but a welcomed one. The just-released track Get Eaten from debut album Zero Gravity Somersaulting Craze features vocals from Merinde Verbeek of Mineral Beings. Jump into their noisy universe.

PERU: SoTB
Ten years of experience and four records confirm Gaia as one of the best rock bands in the country. Giroscopios, Coordenadas y La Fábrica De Nubes is the name of their most recent album, available for free download on their website. It displays a musical evolution as well as the professional maturity of each of its members. Latest single Sobrepeso boasts typically strong melodies.

When you live in a country where rockism is still strong it's hard to find a band like Crab Invasion. Ironically, they started from (indie) rock origins and still use guitars, but in a different way. Sophisticated chord progressions, catchy melodies, vocal harmonies - it's all in the songs of this young group led by 22-year-old Jakub Sikora. And it will be much more when their upcoming debut album is released.

David Santos' solo project Noiserv first appeared on MAP in 2009. Since then, Noiserv has conquered his place in the Portuguese music scene and is recognized as one of the most innovative young artists in the country. So much so that in 2010 he was asked to create the soundtrack for a documentary about José Saramago, the Nobel Prize winner. Noiserv will release his new album in October and Today Is The Same As Yesterday, But Yesterday Is Not Today (see video) will be on it.

PUERTO RICO: Puerto Rico Indie
When Julian Brau and Rebecca Adorno met in 2007, their lives took a turn that led directly to Suturee. Now a four-piece trying their luck in New York City, Suturee still works with delicate orchestral pop arrangements that playfully oppose Brau's and Adorno's voices. The band turned to crowdfunding last year in order to finance their sophomore effort, Skim The Surface. One of the rewards offered through their successful Indiegogo campaign involved recording a cover chosen by the backer, and that is how today you can hear Suturee's unique take on The Misfits classic Skulls.

ROMANIA: Babylon Noise
Environments are an experimental act from Bucharest. Their songs are inspired by beautiful things such as childhood memories, books and peaceful places. Stefan Panea comes up with the core arrangements, which are then disfigured, enhanced and re-recorded live with Alex 'Para' Ghita (drums) and Marius Costache (effects and noise). You can step into their world through Bandcamp.

SCOTLAND: The Pop Cop
Close To Home is very much the sound of now - cut 'n' paste vocals carried on waves of brooding electronic pop and tribal drums. It's the colossal production that lifts Eilidh Hadden from teenage singer-songwriter hopeful to the realms of genuine contender. Comparisons to Ellie Goulding are inevitable, and apt. It's still early days for Eilidh but if she remains on this path then her future could be dazzling.

SOUTH KOREA: Korean Indie
Rock trio Telefly has been wowing live audiences in Seoul for a number of years. Two years after their first full-length, the band returned with the EP Avalokiteśvara earlier this month showcasing their own brand of psychedelic music. Lead track Meddle has a tough sound with great drive and energy.

SPAIN: Musikorner
Monki Valley doesn't like to be labeled, but we can say he's originally from the Canary Islands and he's got Red Bull Music Academy's eyes on him. He's more than just tropical electronica, and he is currently exploring, musically, the landscapes of remote countries such as Brazil and Peru.

UNITED STATES: We Listen For You
Oakland's Trails And Ways feels less Oakland and more Bilbao, Barcelona or Barranquilla, depending on how their first EP, aptly named Trilingual, falls. The highlight of the record for me is Como Te Vas, an infectious summer anthem guaranteed to play well in Ibiza or on the BART.

11 de julho de 2013

Sobre fotos de divulgação

Dibigode

Foto de divulgação. Algo básico, mas por vezes pouco explorado e mal utilizado. Como jornalista,  produtor, designer (puf...) e assessor de imprensa (ui!), acabo me envolvendo em diferentes processos relacionados às imagens das bandas e achei relevante comentar sobre o assunto. Na produção e agenciamento das bandas com as quais trabalho, ajudo a pensar o conceito e estética a serem utilizados; como jornalista, recebo várias imagens promocionais diariamente; como assessor de imprensa, repasso as fotos aos veículos de mídia e tento dar destaque a elas nas publicações; e como designer muitas vezes tenho que trabalhar a imagem dos artistas junto à identidade visual do evento em questão.

Pausa: esse parágrafo tem como inspiração este vídeo.

Retornando...

Na hora de preparar as fotos de divulgação de uma banda, um ponto crucial é alinhar estética e conceito. A imagem deve dialogar com a proposta da banda. Não é preciso tentar representar sua sonoridade em apenas uma imagem, mas ambas devem dialogar de forma a colaborar para a construção de sentido que envolve a sua criação artística. Dentro disso, vale tanto uma super produção fotográfica como um registro feito em celular (mas com boa resolução), dependendo do conceito por trás.

Pensando nisso, listo abaixo algumas dicas e exemplos de fotos de divulgação:

  • Fundamental ter as fotos na maior resolução possível. Você não vai enviar fotos de 13 MB para os jornalistas mas, caso solicitado, é importante ter os arquivos que permitam impressões em formatos maiores;
  • Tenha opções de foto verticais e horizontais, isso facilita a adaptação ao layout das publicações;
  • Você pode achar um ensaio fotográfico preto e branco lindo, mas alguns veículos não. Algumas publicações publicam somente fotos coloridas, então é bom ter opções para esses casos;
  • Coloque o nome do fotógrafo diretamente nos nomes dos arquivos das imagens, como "Cidadão Instigado - fotor por Fulano". Assim você agiliza o processo e garante o crédito ao fotógrafo que trabalha com você. É recorrente, até mesmo nas equipes de grandes artistas, o envio de fotos sem crédito (o que, em muitos casos, inviabiliza a publicação das imagens);
  • Dar o crédito ao fotógrafo é essencial, mas escrever o nome do mesmo sobre a imagem, não. O mesmo vale para colocar a logo da banda sobre as fotos: nunca faça isso para as imagens que serão enviadas para imprensa;
  • Mesmo que seu ensaio fotográfico em estúdio ou em locação seja muito bom, certifique-se de ter ao menos algumas boas fotos (em alta resolução) feitas ao vivo, tanto para eventuais usos em peças promocionais como para publicação na imprensa;
  • Ao enviar fotos para sites e blogs, não anexe os arquivos em alta resolução. Prepare versões das imagens em resoluções mais baixas, próprias para a internet. Ao receber fotos pesadas no email do Meio Desligado, por exemplo, eu geralmente apago os emails para liberar espaço e só tenho o trabalho de redimensionar a foto se for algo no qual realmente tenha interesse.

Exemplos de boas fotos de divulgação de artistas, no sentido de serem esteticamente interessantes e estarem conectadas aos trabalhos dos artistas representados:

Laura Lopes

Jair Naves

Iconili

Siba

Bona Fortuna

Karina Buhr

Fotos, em ordem: Dibigode, Laura Lopes (por Augusto Barros), Jair Naves, Iconili (por Chá Gelado), Siba (por Talita Miranda), Bona Fortuna (por Bárbara Magalhães) e Karina Buhr (por Priscila Buhr).

4 de julho de 2013

Empreendedor individual: o que é e como fazer

A situação é simples e se repete com frequência: o artista costuma tocar em bares e casas de show pequenas e quando é convidado para se apresentar em algum festival ou instituição pública se vê diante da necessidade de emitir nota fiscal. Nesses casos, muitos buscam alguma empresa que possa emitir uma nota por eles e acabam recorrendo a esses "atravessadores" sempre que precisam de nota fiscal. O que a maioria não sabe é que parte do processo de profissionalização constituindo-se como pessoa jurídica (tendo um CNPJ) pode ser extremamente simples através do cadastro como Microempreendedor Individual.

O Portal do Empreendedor o define Microempreendedor Individual (MEI) como "a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Para ser um microempreendedor individual, é necessário faturar no máximo até R$ 60.000,00 por ano e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular. O MEI também pode ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria". 

Ao se registrar, é possível escolher até 15 tipos de serviços prestados, entre eles o de cantor/músico independente, DJ, produção eventos, locação de palcos e instrumentos e muitos outros. Caso o MEI se formalize no decorrer do ano, a receita bruta de R$ 60.000,00 será proporcional aos meses após formalização.  Por exemplo: R$ 60.000,00  dividido por 12 meses = R$ 5.000,00 por mês. Logo, se uma empresa for registrada em Abril, a receita bruta não poderá ultrapassar R$ 45.000,00 (R$ 5.000,00 x 9 meses = R$ 45.000,00).

Após a formalização, você pagará imposto "zero" para o Governo Federal e apenas valores simbólicos para o Município (R$ 5,00 de ISS, para prestadores de serviço) e para o Estado (R$ 1,00 de ICMS, no caso de comércio). Já o INSS será reduzido a 5% do salário mínimo (R$ 33,90), somando o total entre R$ 34,90 e R$ 39,90 por mês pra emitir notas sem desconto algum. Dependendo da cidade do empreendedor, a emissão das notas fiscais será eletrônica ou física (através dos blocos carbonados). No interior de MG, por exemplo, cidades como Ipatinga e Sabará permitem somente a emissão de notas fiscais eletrônicas. Em BH, é possível escolher entre emitir a nota eletrônica ou ter o bloco de notas.

O Microempreendedor Individual não precisa de contador e só faz uma declaração no fim do ano, via internet, com os rendimentos do ano que se encerra. Caso o faturamento anual ultrapasse R$ 60.000, há dois cenários possíveis:
- Faturamento foi maior que 60.000,00, porém não ultrapassou R$ 72.000,00
Nesse caso o seu empreendimento passará a ser considerado uma Microempresa. A partir daí o pagamento dos impostos passará a ser de um percentual do faturamento por mês, que varia de 4% a 17,42%, dependendo do tipo de negócio e do montante do faturamento. O valor do excesso deverá ser acrescentado ao faturamento do mês de janeiro e os tributos serão pagos juntamente com o DAS referente àquele mês. 
- Faturamento foi superior a R$ 72.000,00. 
Nesse caso o enquadramento no Simples Nacional é retroativo e o recolhimento sobre o faturamento, conforme explicado na primeira situação, passa a ser feito no mesmo ano em que ocorreu o excesso no faturamento, com acréscimos de juros e multa.

Para registrar-se o processo é simples e pode ser feito no Portal do Empreendedor. No caso de bandas, cada integrante pode fazer seu cadastro individual e assim evitar ultrapassar o limite anual da categoria.

Feito o cadastro, é preciso ficar atento às cobranças: sindicatos e outras empresas tentam tirar proveito do desconhecimento dos recém-cadastrados e costumam enviar boletos que fingem ser de contribuições obrigatórias. Como o próprio Governo alerta, o único custo da formalização é o pagamento mensal de R$ 33,90 (INSS), R$ 5,00 (no caso de prestadores de serviço) e R$ 1,00 (comércio e indústria) por meio de carnê emitido exclusivamente no Portal do Empreendedor. "Qualquer outra cobrança, mesmo que legal, é de pagamento voluntário. Informe-se antes de pagar", avisa, no Portal do Emprendedor.