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11 de dezembro de 2013

O óbvio não nos tira do lugar

Faz sete anos desde que criei o Meio Desligado. Passaram-se 10 anos desde que criei meu primeiro blog. Ambos foram extremamente importantes na minha vida e registraram parte dos processos pelos quais passei desde meus 15, 16 anos de idade. Tudo sempre seguiu de uma forma natural e talvez por isso tenha obtido alguns resultados relevantes. 

Experimentar formatos na internet, escrever sobre música independente brasileira e pensar no que podia fazer no jornalismo cultural eram questões ativas na minha vida e que refletiam, entre outras coisas, na produção publicada aqui. Hoje, outros temas (alguns muito próximos daqueles iniciais, é verdade) me instigam mais. E, ao perceber o baixo volume de atualizações por aqui, percebo que o Meio Desligado não deveria se tornar uma obrigação, mas sim permanecer como uma extensão da minha vida, da minha visão do mundo.

Por mais que eu sempre estivesse ocupado fazendo duas faculdades e um estágio simultâneos, morando na periferia e sem grana, aprendendo programação, criando vídeos e músicas (e que nem eram ruins, afinal, até o Hermano Vianna chegou a falar em entrevista para a Carta Capital que eram uma das coisas mais interessantes no Brasil naquela época), mantinha o Meio Desligado com animação e ainda conseguia tempo para criar outros blogs e projetos online. Isso tudo, percebo, por serem ações sinceras, não obrigações. E para continuar com sinceridade é preciso mudar. E mudar, nesse caso, é ter maior liberdade, não saber qual será o próximo passo. O óbvio não nos tira do lugar. Não quero ficar parado.

(Da sala de um apartamento em Laranjeiras, Rio de Janeiro)

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