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30 de julho de 2012

Formato "álbum" na mira dos assassinos da era digital

(Escrito em 2009 e na pasta de rescunhos desde então)

Uma das maiores características da música nesta primeira década do século 21 é um certo "retorno" ao formato dos singles no que diz respeito ao modo como as pessoas se relacionam com a música. A liberdade permitida pela digitalização da música, velozes conexões de internet e tecnologias mais avançadas de pesquisa e troca de arquivos permitiram que cada vez mais pessoas tivessem o controle sobre o que e quando ouvir. Sem a necessidade de se comprar, obrigatoriamente, álbuns completos nas lojas, cada um pôde buscar músicas isoladamente em serviços de compartilhamento, sites como MySpace e Virb ou comprar apenas a música que lhe interessasse em formato digital nos iTunes da vida.

Se até mesmo o download de músicas é questionado para um futuro recente, dando espaço ao streaming (uma vez que todos estaremos conectados continuamente, não necessitando o arquivamento das músicas em nossos meios pessoais de reprodução), o que dizer da permanência do formato álbum para o lançamento dos trabalhos dos artistas?

Continuará sendo viável comercialmente gastar tempo e dinheiro para se reunir entre 9 e 15 músicas, em média, para serem lançadas juntas? Os LPs (dos original "long play") ainda são uma forma de expressar uma série de músicas conectadas por uma série de ideias ou conceitos (mesmo quando não caem na usual chatice do "álbum conceitual"), gerando uma unidade, ou se tornaram, no geral, apenas mais um vício cômodo do mercado musical?


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