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30 de dezembro de 2011

Coletânea 2011 Meio Desligado


Ouça a coletânea completa acima ou faça o download no Facebook do Meio Desligado. A cada audição o player toca as músicas em uma ordem diferente, não existe uma ordem pré-definida. Os CDs completos de todas as bandas que estão na coletânea são facilmente encontrados para download.

Essa é a minha tentativa de resumir a vasta produção independente/alternativa brasileira em 2011 em 24 músicas. Uma visão que mescla minhas experiências pessoais durante o ano e também uma seleção crítica.

Abaixo, a lista completa de artistas e músicas e breves comentários sobre cada uma das bandas/músicas.

Nuda - "A maré nenhuma"
Um dos novos clássicos criados em 2011. Fundamental para tentar entender o atual momento da música  brasileira, mesclando referências diversas com originalidade (assim como é percebido em todo o CD da Nuda, Amarénenhuma).

Jair Naves - "Um passo por vez"
Uma das músicas mais bonitas dos últimos tempos. Só isso.

Wado - "Com a ponta dos dedos (com Marcelo Camelo e Mallu Magalhães)"
Dez anos após sua estreia, Wado lançou o que talvez seja o melhor álbum de sua carreira e um dos três melhores de 2011 na seleção do Meio Desligado. "Com a ponta dos dedos" pode não virar o hit que merecia, mas toca de forma especial praticamente todos que a escutam.

Lirinha - "Ela vai dançar"
Assim como Wado, Lirinha foi autor de um dos melhores e mais surpreendentes CDs de 2011. "Ela vai dançar" é uma das melhores do álbum, parceria entre Lirinha e Fábio Trummer, vocalista do Eddie (banda que lançou em seu novo CD outra versão desta música).

Jennifer Lo-fi - "Troffea"
Entre os anos 90 e o início dos anos 2000 isso era o que se chamava de emo, certo? Hoje em dia o máximo que dá pra dizer é que é rock experimental viciante.

Quarto Negro - "Do medo ao medo"
Uma das melhores surpresas do ano. Desconocidos, o CD do Quarto Negro, merece ser ouvido muitas e muitas vezes.

Churrasco! - "Trilha pra moleque cuspir da janela do ônibus na cabeça de quem tá na rua"
O Churrasco! é um projeto conceitual que montei e provavelmente não dê continuidade. Gravei essa música sozinho, no quarto, por isso a baixa qualidade. Como é algo que fez parte da minha vida em 2011, decidi incluir aqui (e também para romper a barreira e o preconceito de que jornalistas não produzem conteúdo artístico).

Lise - "Cuando el tiempo es la poesia"
Pós-rock e hip hop. Uma das músicas que mais ouvi em 2011.

Bambas2 - "World cry (com Karina Buhr, Jesse Royal e Gustah)"
Brasil + Jamaica organizado pelo produtor BiD. Às vezes soa como "forró de maconheiro hipster", como defini para um amigo, mas, por mais que você duvide que algo assim possa ser bom, é.

São Paulo Underground - "Just lovin"
Maurício Takara (Hurtmold, M. Takara, Mundo Tigre, Instituto), Guilherme Granado (Hurtmold, Bodes e Elefantes), Richard Ribeiro (Porto, Marcelo Jeneci, Gui Amabis) e o trompetista gringo Rob Mazurek. As referências indicam o que esperar do novo trabalho da banda.

4instrumental - "Não mais"
A típica banda que ainda não toca pra milhares de pessoas em todo o país simplesmente porque os roqueiros fãs de sons setentistas ainda não a ouviram.

Eskimo - "Forte apache"
Outra banda surpreendente. Pop bizarro, sem recalque, sem medo de experimentar.

Lupe de Lupe - "Carta a minha filha em prantos"
Noise com sentimento, porra!

Bixiga70 - "Zambo beat"
Outra ótima estreia de 2011, a Bixiga70 faz instrumental "cabeçudo", mas ao mesmo tempo acessível e dançante.

Flávio Renegado - "Minha tribo é o mundo"
Principal artista independente de Minas Gerais, em seu segundo CD Flávio Renegado faz músicas inspiradas nas grandes metrópoles mundiais, resultando em uma sonoridade mais contemporânea.

CSS - "La liberacion"
Punk safado do terceiro (e último?) CD do CSS.

Pequena Morte - "Bararuê"
Se existiu um hit (em BH, pelo menos) ska tipicamente brasileiro em 2011, foi este.

Kassin - "Calça de ginástica"
Porque uma canção que trata sobre sexo e sensualidade dessa forma (tanto letra como música) é raro.

Academia da Berlinda - "Bem melhor"
Sempre me lembra música de abertura de novela (mas é bom!). Vazou ainda no fim de 2010, mas foi lançado oficialmente em 2011.

Felipe Cordeiro - "Lambada com farinha"
Poderia ter colocado uma música da Gang do Eletro ou da Gaby Amarantos, principais expoentes da "nova música paraense", mas essa "Lambada com farinha" de Felipe Cordeiro funciona melhor como contraponto às outras escolhas instrumentais da coletânea, focadas no experimentalismo.

Constantina - "Bagagem extra"
Reflete o melhor momento da carreira do Constantina, com mais identidade e diversidade sonora. Sensacional tanto em estúdio como ao vivo (provavelmente foi a banda que mais vi ao vivo neste ano).

Criolo - "Não existe amor em SP"
Ele foi o artista mais elogiado e mais criticado do ano. Amor e ódio que definem 2011.

Tiê - "Mapa mundi"
Tiê lançou um bom CD em 2011, cuja repercussão foi aquém do merecido. Essa versão de "Mapa mundi", do Thiago Pethit, é um dos destaques do álbum.

ruído/mm - "O prestidigitador"
Se definisse uma ordem para a coletânea, esta seria a música de encerramento, para fechar com esperança e a sensação de trabalho (bem-feito) cumprido. ruído/mm é sutil e devastador simultaneamente.

29 de dezembro de 2011

Melhores vídeoclipes brasileiros de 2011

Quarto Negro | "Vesânia II (Delírio Mútuo)"
Dirigido por Mr. Chill

A Banda Mais Bonita da Cidade | "Oração"
Dirigido por Vinícius Nisi

Blubell | "Chalala"
Dirigido por José Sampaio



Hidrocor | "Ma cherie"
Dirigido por Fernanda Vidal e Marcelo Perdido. 


Fusile | "Blue blood"
Dirigido pelo vocalista da banda, Shairon Lacerda, e Hudson Vianna

Criolo | "Subirusdoistiozin"
Dirigido por Tom Stringhini


Mombojó | "Antimonotonia"
Dirigido por Fernando Sanches 

Marcelo Jeneci | "Felicidade"
Dirigido por Lucas Cirillo

Gaby Amarantos | "Xirley Xarque" (cover de Zé Cafofinho e Suas Correntes)
Dirigido por Priscilla Brasil


Móveis Coloniais de Acaju | "O Tempo"
Dirigido por Steve ePonto

26 de dezembro de 2011

32 perfis no Twitter para seguir em 2012

Se você está lendo este texto, o primeiro perfil indicado para seguir no Twitter é, obviamente, o @meiodesligado. Na sequência, sugiro também o @revrbr, perfil da minha empresa de comunicação digital que deu os primeiros passos nos últimos meses de 2011 - um período curto mas agitado, com clientes importantes como o festival Eletronika, os artistas Aline Calixto, Flávio Renegado e Marcia Castro, entre outros. Para quem tem interesse em tecnologia, comunicação e arte, acredito que seja um perfil útil.

Feita a introdução, veja abaixo a lista com algumas das @s que considero mais interessantes e que formam a lista do Meio Desligado de perfis no Twitter para serem acompanhados em 2012. Cada um deles segue com sua respectiva @ e exemplo de um tweet publicado. Provavelmente me lembrarei de outros perfis mais para frente e atualizarei a lista. Tentei colocar perfis que abordam temas semelhantes próximos uns dos outros, mas alguns são muito abrangentes, tornando difícil a classificação.

  • @googlediscovery - "Google Street View mostra devastação de terremoto e tsunami no Japão - http://t.co/e2T0AHTQ"
  • @estadaolink - "Timeline do Facebook terá publicidade. Curtiu? http://bit.ly/slUf8Y"
  • @mashable - "53 New Digital Media Resources You May Have Missed - http://on.mash.to/s7Qyj9"
  • @_info - "Como baixar vídeos do YouTube do jeito fácil (edição revista e ampliada) - http://t.co/ikNA6Hx8"
  • @Creators_Brasil - "O ano em listas: os melhores hacks do kinect em 2011 http://t.co/IJ7RMFRV"
  • @wired - "MIT will launch a set of free online courses in spring 2012. How will this affect the future of learning and schooling? http://t.co/1eMLPEOR"
  • @porquetts - "Beto Jamaica: Vocalista do grupo 'É o Tchan'. Twitteiros comentam a participação deles no Programa Silvio Santos #PorqueTTs"
  • @sebrae - "Pequenas empresas criam mais de 102 mil empregos em novembro. Setor de serviços puxou as contratações. http://t.co/HCeYpaUB"
  • @institutoclaro - "E-book "O Professor Virtual"! Dicas sobre o uso das redes para educadores: http://t.co/Nc4CW90O"
  • @EstadaoCultura - "Literatura 2011: os mais vendidos, os prêmios e os eventos que marcaram o ano http://t.co/YjGa5jX7"
  • @aortamobile - "Veja alguns dados interessantes sobre o Facebook http://t.co/BL9VC1Ca"
  • @estrombo - "As lan houses são mais que elementos de inclusão, pois elas têm o poder de disseminar conteúdo: http://t.co/9XDXkZZW"
  • @aespaconave - "Sabe quais são as maiores dificuldades e facilidades de um empreendedor cultural e criativo? #pesquisa #resultado http://t.co/KZkhpOmB"
  • @PabloCapile "Só em 2011 foram 5 mil shows realizados em todos os estados do país e mais de 170 festivais! Foram 2,5 milhões de reais pagos de cachê!"
  • @torturra - "São Paulo, mas pode chamar de escrotolândia. Do uol: "20% dos paulistanos acham que só gays e prostitutas pegam AIDS"
  • @rodrigosavazoni - A luta contra o rio da história! A visão política de @gilbertogil no Festival @culturadigital: http://www.trezentos.blog.br/?p=6581 #culturadigitalbr"
  • @andrelemos - "Final Draft of Brazilian Copyright Reform Bill Leaked by Forum Magazine | @scoopit http://t.co/szap9mi2"
  • @gbeiguelman - "Independent voices of 2011: The most influential non-celebrity users of Twitter http://zite.to/uxKwBA via @zite"
  • @raquelrecuero - "A web como plataforma de ativismo também foi apontada por muita gente como o melhor de 2011 na entrevista da @YouPix"
  • @revistapiaui - #thepiauiherald Retrospectiva 2011: Aécio pego em blitz com partido desgovernado thepiauiherald.com.br"
  • @decio_coutinho - "Boa reflexão sobre memes perigosos, hospedeiros, vetores e vermes no mundo atual http://t.co/P7cG7euT"
  • @dafnesampaio - "as 25 músicas nacionais de 2011 + lado B com outras 30 [última parte da retrospectiva musical no Esforçado] > http://t.co/4YUwUf2i"
  • @rbressane - "Boom econômico BR 2: defensor de animal em rede social; fotógrafo de gatinho; paparazzo de comida; curtidor de geral; analista memético."
  • @rufatto - "Black Keys é o Michel Teló da galera moderna."
  • @MiojoIndie - "Incluir Angles do Strokes como um dos melhores discos do ano, é o mesmo que apontar Lanterna Verde como um dos melhores filmes de 2011."
  • @cultmerc - "Goiás autoriza a criação da Secretaria Estadual de Cultura http://htl.li/7ERF5 #cultmerc"
  • @HominisCanidaee - "Up Metal/ Rock! @Desalma - Promo EP (2011), download ai: http://ow.ly/89XB1 Som do Demo no dia de natal cai bem ne?! Muito bom... o/"
  • @diImabr - "Por enquanto comer, dormir, viajar, demitir ministros, etc... RT @willpmoreschi @diImabr Quais são os planos para 2012??"
  • @sound3vision - vale pelos RTs que ele dá, tipo "Beirut é o Falamansa gringo e vocês sabem que isso é verdade" e "imagine um que loucos um exorcismo de alguém possuído pelo espírito natalino"
  • @fakeallansieber - "Um dos slogans da campanha para Peréio vereador em SP (2012): Cu e voto não se pede. SE GANHA.""
  • @bhmodels - "Morena, seios médios, corpo bem moldado e bumbum durinho http://bhmodels.com.br/thaisoliver"

25 de dezembro de 2011

Por um FDE mais rancoroso e humano

O texto sobre o Fora do Eixo / Abrafin / Pernambuco que publiquei na semana passada rendeu uma série de comentários extremamente interessantes sobre o tema, mas um deles me chamou mais atenção que os demais. Seu diferencial é se tratar de uma opinião com a qual me identifico muito e que, apesar de aparentemente ser o oposto do que propus, complementa o que escrevi. 

De autoria do ser onipresente da internet, o famoso "anônimo", o texto propõe que o Fora do Eixo assuma mais os seus erros, que dê mais transparência inclusive aos sentimentos das pessoas que formam a rede FDE. Ou seja, que se humanize.

Parabéns ao autor. Abaixo, o texto publicado na caixa de comentários, na íntegra. A "carta de desculpas" a que ele se refere está no site da Casa Fora do Eixo, o vídeo com a polêmica fala do Capilé está no YouTube e a reclamação do "preguiçoso e birrento" China está no blog do artista.

Muito legal mesmo esse texto. De tudo que já saiu dessa história, incluindo aí a carta de desculpas escrito pelo parnasiano Olavo Bilac do FDE, esse texto com certeza foi o mais esclarecedor. 
Tentando colaborar mais pra discussão, tenho algumas considerações: 
- O FDE é foda. Se tem uma coisa que eles não fazem é mamar nas tetas do governo, editais, e etc. A galera trampa igual uns malucos, não estão ficando ricos, e trabalham em algo que realmente acreditam, com tesão. Só por causa disso, antes de qualquer um falar mal do movimento, procure saber mais sobre o assunto, conhecer, conversar com as pessoas; 
- apesar disso, o FDE tá virando um "chato". Explico. No facebook e no twitter, tá pior do que aquelas correntes de "ajude esse meninininho com essa doença". Todo mundo é feliz, tá tudo ok, tudo up. Você já viu alguém do FDE escrever no Facebook: "caralho, to estressado, to triste". Jamais. Parece que rola uma forçação de barra violenta, o que torna qualquer comentário de qualquer pessoa do FDE meio "falsa". Não que seja falsa de verdade, mas é tudo muito bom, tudo perfeito, todos os comentários são lindos. É claro, tem que haver uma auto-afirmação, mas quando é tudo assim, perde a graça e o valor. 
- Pablo Capilé mandou muito mal nas declarações. Fiquei até surpreso, pois o cara é uma das pessoas mais visionárias que eu já tive notícia. Aquela fala no vídeo sobre pernambuco, por mais fora de contexto que esteja, é horrível. Deletar o vídeo do canal do ustream foi coisa de Veja, Estadão. E a resposta no site da Casa FDE SP foi pior ainda. Longo, cansativo, não conectado com a linguagem da internet. O texto desse site é mil vezes melhor e nem pede desculpas. 
- Aquele texto do China falando mal do FDE pela enésima vez, também é horrível, pois replica as mesmas críticas de 5 anos atrás. O China, no fim das contas, é um preguiçoso birrento. O problema é que a fala do Capilé também foi preguiçosa e birrenta. Fez a mesma crítica a Pernambuco de 5 anos atrás, e pior, COM rancor. Aí fica difícil falar do pós-rancor.  
- falando em pós-rancor, esse história também já tá virando outra "chatisse". A gente viu, que o maior representante do FDE - sim, o Pablo é o grande representante FDE, e não "um dos gestores", me poupe Olavo - tem rancor, isso é claro. E não tem nada de errado com isso. As vezes, é bom ter rancor, faz crescer, e superar o rancor, é melhor ainda. 
- Essa história toda serviu pra mostrar o quanto o FDE tá grande, e o Pablo, já é uma pessoa pública. Vídeos paródia no Youtube, notícias e mais notícias, memes, comentários fervorosos. Falem mal, mas falem de mim... ops, do FDE. Praqueles que tão achando que isso é o fim do FDE, só peço pra vocês se informarem melhor, pois quem acha isso nem sabe direito o que é o FDE. 2 mil pessoas num congresso, não é pra qualquer um.
Enfim, por um FDE mais rancoroso e humano.

24 de dezembro de 2011

Mod MTV, meu programa de “TV” favorito em 2011

Comandado pelo Ronaldo Lemos, principal nome no Brasil (e um dos principais em todo o mundo) em relação ao Creative Commons e direitos autorais na internet, o Mod MTV é um programa que aborda a relação da tecnologia e da cultura digital com o mundo contemporâneo. As aspas no "TV" no título devem-se ao modelo de distribuição do programa, cada vez mais recorrente: apesar de ser transmitido pela MTV, está disponível para ser assistido no site do canal e no YouTube, além de ter uma versão em inglês para o público internacional exclusiva na web. E, ao longo de todo o ano, nunca o assisti na TV. Acompanho todos os programas pela internet, navegando entre o site do Mod no portal da MTV e vídeos publicados por usuários no YouTube (uma vez que a própria MTV não disponibilizou todas as edições em seu site).

Além de poder ser assistido na web, o Mod é complementado por seu blog, no qual diversos links sobre os temas tratados nos programas são reunidos para que o público possa se aprofundar nos assuntos.

Abaixo, algumas das edições do Mod que exemplificam o modo como o programa lida com a tecnologia e a cultura contemporânea.

23 de dezembro de 2011

Dois encontros e dois achados em vídeo

Elza Soares e Emicida (sensacional essa parceira deles no Compacto Petrobras)



Wado e Marcelo Camelo | Com a ponta dos dedos


E os dois vídeos abaixo, que estavam na minha lista de "ver mais tarde" no Vimeo e só encontrei recentemente.

Seychelles | Viatura em Chamas

Lucas Santtana_Super Violão Mashup

"Vocês deviam arrumar um advogado aqui, porque na polícia ninguém sabe falar inglês"

Dica do Adriano Cintra, ex-membro (aparentemente, o responsável pelas músicas) do CSS (ou Cansei de Ser Sexy, para os saudosistas), para suas ex-companheiras de banda. Desde que saiu da banda Adriano as proibiu de usar as bases das músicas que ele fez (o que não foi atendido) e nenhum acordo entre as partes foi feito até o momento. O vídeo de desabafo abaixo é uma resposta de Cintra à banda, que quis proibir o músico (através de contrato) de poder mencionar o CSS nas redes sociais (ele cita Facebook, Twitter, blogs e YouTube).


Agora que ele saiu da banda poderia pensar numa carreira de comediante. Sério. Assista a este outro vídeo no qual ele vende/doa (não ficou bem claro) cartazes emoldurados da banda e anuncia que em breve irá se desfazer de outros materiais do CSS.

22 de dezembro de 2011

Menos ego, menos ódio, menos inveja. MENOS COR, MAIS QUEM: algumas lições de 2011 - Fora do Eixo, Abrafin, mimimi, mememe

Existe um personagem na cultura hip hop norte-americana chamado de "hater" (algo como "odiador", em português). É a personificação da inveja e do ego ferido. Alguém incapaz de compartilhar o sucesso alheio e de pensar coletivamente (e que, em tempos de internet, "xinga muito no Twitter"). Basicamente, o "hater" da cena musical brasileira é o sujeito que reclama muito e nada faz. Ele fica à espera de que as ideias maravilhosas que ele acredita ter se tornem realidade, que seu talento seja reconhecido, e fica inconformado com o fato de que outras pessoas consigam evoluir frente a sua estagnação. Nos últimos tempos conheci muitas pessoas e viajei por muitos lugares, em todas as regiões do país. Infelizmente, posso dizer que o "hater" é uma das figuras onipresentes na cena musical brasileira. 

Recentemente, a realização da 4ª edição do Congresso Fora do Eixo em São Paulo e a saída dos festivais mais antigos da Abrafin acarretou uma acalorada discussão sobre a rede Fora do Eixo e a associação de festivais, porta de entrada para um debate mais profundo sobre o atual estágio da cena musical brasileira. No entanto, o que tem se visto? Manifestações de ego, ódio, inveja e, como os membros do Fora do Eixo utilizam, rancor. Ao divulgar a saída dos 12 festivais da Abrafin na comunidade da Bizz no Facebook, logo vieram os comentários rancorosos/irônicos, até que o José Flávio Júnior, crítico de música da revista Bravo!, escreveu "Por que voces torcem contra? O que ganham com isso?" e completou: "Meu desejo hoje eh de que todo mundo que faz algo pelos sons alternativos no Brasil PARE imediatamente. Nego nao merece. Simplesmente nao merece". Minha sensação é exatamente a mesma. Por que essa atitude entre jornalistas, músicos e outras pessoas que supostamente também querem o desenvolvimento da cena? Não deveria haver essa briga entre festivais, produtores, Fora do Eixo ou Estados. Todos temos o mesmo objetivo e é a união e o trabalho coletivo, a colaboração, a troca de conhecimento que possibilitam o desenvolvimento e o crescimento de público, de estrutura, do mercado como um todo. Já passou da hora de deixar o ego de lado e tomar atitudes construtivas e que visem o bem coletivo.

Para piorar, em momento tão propício para o debate, o que mais tem se visto (inclusive entre jornalistas considerados "referência" no meio musical - e aí as aspas são mais do que dignas) são comentários superficiais e preguiçosos. Muitas pessoas republicaram em seus perfis no Facebook o polêmico vídeo do Pablo Capilé, do Fora do Eixo, criticando fortemente Pernambuco e sua cena musical. Ok, totalmente válido. No entanto, ao analisar os comentários, pouco ou nada se diz sobre o real assunto do debate, sobre o mercado da música e produção cultural. É a simples manifestação do "hater", o ato de criticar como fim em si mesmo. E vou além: contei os comentários que encontrei e quase 40% deles se referiam à forma do Pablo se sentar na cadeira. Imagine: o sujeito questiona todo o status de um dos Estados mais importantes culturalmente no país, fala mal (forte e abertamente) de um dos maiores festivais independentes da história do Brasil e tudo o que vai ser dito é "olha como o sujeito senta na cadeira?". Puff... poucas vezes vi um momento tão ideal para usar a frase "Para tudo que eu quero descer, tá tudo errado". Mas acontece que não é hora de parar, de descer do bonde e de largar o que está sendo construído. Acredito na conscientização, na transparência, no debate, na troca de ideias, é assim que uma cena plural e sustentável pode ser construída.

O mesmo José Flávio Júnior, citado anteriormente, escreveu:
“O que eu questiono é se ainda temos o direito de ficarmos alheios a questões políticas, de construção e desenvolvimento da nossa cultura. Tipo o cara que diz "só quero levar meu som e o resto que se exploda". Ou o jornalista que apenas resenha os discos e não participa de discussões, só debate na moita. Ou o produtor que só quer saber do seu evento ou de fazer o seu artista se dar bem. Podemos ser assim em 2012?”

Não, não podemos. A menos que sejamos mais alguns dos que torcem para que os outros fracassem e que algum milagre aconteça para consertar tudo. O Fabrício Nobre respondeu bem à pergunta do Zé Flávio, também no Facebook:
“(José Flávio Junior) não podemos. Para participar tem que topar o pacote todo, não tem como. Um fato é real: protagonizar tem bônus legais e ônus pesados... e infelizmente a porrada vem e volta de todos os lados. 2012 é um ano chave para ver aonde vai parar (ou não) a tal música independente brasileira... e estamos todos (uns mais, outros bem menos) nessa! O pau está quebrando, vem sendo quebrado a muito tempo, desde de sempre, vai quebrar, mas vamos ver quem vai propor mais agendas positivas durante os próximos meses, e vai sair protagonizando o fim do ano que vem. Pablo Capilé e ação Fora do Eixo, mandou muito bem em 2011, mesmo! a Casa Fora do Eixo SP é um sonho para quem tem ou teve banda, o Congresso em SP, Seminários foram impressionantes, e mesmo com a explosão do embate da ABRAFIN (que não vem de hoje, sei como ninguém disso), os resultados do Congresso são expressivos. O Seminário da Música foi muito bom, muita gente envolvida, gente excelente, gente boa, gente das antigas e gente nova, espaço aberto inclusive para puxar estas broncas... se não vejamos: video da saída dos festivais da ABRAFIN foi feito dentro do hotel que recebeu as pessoas para congresso, rolaram reuniões abertas e tudo... e o pós TV foi gravado na Casa FDE e aberto tb. Acho que Fora do Eixo vai seguir forte em 2012, mesmo... ABRAFIN vai ter que se resinificar , e estamos (quem ficou) lá para isso, Talles Lopes e Ivan Ferraro, e todos os membros da entidade estão lá para isso, tem que mostrar o triplo de serviço para acertar essa "conta de fim de ano". E quem saiu tem que mostrar força tb, na ação e debate. Então é "all in" pra todo mundo, não acho que tenha ninguém blefando. Podemos sair todos ganhando e fazer grandes festas, festivais, ações esse ano de 2012 e nos próximos, disputar o que tem que ser disputado e compor no que precisar compor para algum avanço... e também podemos todos tomar no cú... e não tô afim de tomar no cú dessa vez não. Posso ter um monte de culpa para que coisa tenha ficado assim (boa ou ruim), tô disposto para caramba para trabalhar para que a música independente no Brasil avance ( do modo que acho que é correto, e debatendo outros modelos com os mais), acho que avançou nos últimos 5 anos... para muitos lados. Bora!”

Nisso tudo, só discordo do Fabrício em um ponto: "cú" não tem acento.

Voltando ao tema Fora do Eixo/mercado musical, mais uma vez o que mais se fala é sobre o pagamento de cachês. É a parte mais superficial do assunto e tida como ponto principal para alguns, mas vamos lá. A crítica mais recorrente (e que para alguns, parece se sobrepor a todas as demais ações) é que os festivais e coletivos do Fora do Eixo não pagariam cachê. Não é verdade e não dá para generalizar. Existem casos em que não há pagamento de cachês, mas quem reclama disso já parou para pensar no motivo?

Existe algo bem óbvio: grande parte dos eventos do Fora do Eixo são feitos totalmente "na tora", sem leis de incentivo (que são aplicadas nos casos de alguns festivais). Se um coletivo realiza uma ação de forma totalmente independente, iniciando um trabalho de formação de público e divulgação da música independente, é claro que não possuirá recursos para pagar cachês expressivos, sendo que nesses casos o mais justo é uma porcentagem da bilheteria. Se a banda acredita em seu trabalho e acha que tem público, o retorno de bilheteria deverá ser equivalente ao seu prestígio junto ao público. Se ela ainda não tem público, toca por pouca ou nenhuma grana para construir uma base de fãs e divulgar seu trabalho.

Engraçado como algumas das mesmas pessoas que criticam essa lógica de funcionamento no Brasil gastam milhares de reais para se apresentar em festivais estrangeiros que são ainda mais rígidos. Ou alguém acha que grandes festivais internacionais como o SXSW - South by Southwest pagam alguma coisa para as bandas? No SXSW, por exemplo, além de ter que arcar com todos os custos da viagem, a banda ganha apenas um passe-livre nos shows do festival. E só. No entanto, muitos acreditam que participar de um evento desse porte pode contribuir para suas carreiras tanto o Brasil como no exterior e fazem o investimento. A lógica é a mesma no caso dos festivais brasileiros de música independente. São gastos milhares de reais para se disponibilizar uma boa estrutura e formar uma programação com relevância estética que atraia muitas pessoas e a mídia. Bandas que ainda não são conhecidas podem decidir investir para participar e apresentar seus trabalhos ao público (e imprensa) presentes ou podem seguir seus próprios caminhos. Em outros gêneros fora do rock não são raros, inclusive, os casos de artistas que pagam para tocar em determinados eventos devido à exposição que obterão (recentemente descobri que essa também é uma prática recorrente nos EUA). Isso sim, é absurdo, mas não deixa de ser uma estratégia mercadológica do próprio artista.

O Eduardo Ramos, famoso ex-empresário do Cansei de Ser Sexy, tem boa experiência no mercado internacional (e nacional) e certa vez comentou o assunto em uma entrevista:
"Me responde uma coisa: quando o Black Flag começou a fazer tours em 1981, eles pediram ajuda de custo para quem? Os EUA em 1981 eram uma piada, 1000 vezes pior do que o Brasil hoje, então qual a desculpa que alguém vai inventar agora? O circuito independente americano foi formado de uma maneira simples: eu preciso ganhar o dinheiro para ir para outra cidade. Este é o cachê! O cachê é a mesma bilheteria que a merda do Foals ganhou por um ano e meio antes de assinar com a Transgressive, o mesmo cachê que o Animal Collective ganhou antes do Sung Tongs… então mais uma vez, eu só escuto desculpas das bandas! Por isso que tem que ser 8 ou 80!"

Parece familiar? Talvez você não tenha entendido.
"Me responde uma coisa: quando o Black Flag começou a fazer tours em 1981, eles pediram ajuda de custo para quem? Os EUA em 1981 eram uma piada, 1000 vezes pior do que o Brasil hoje, então qual a desculpa que alguém vai inventar agora? O circuito independente americano foi formado de uma maneira simples: eu preciso ganhar o dinheiro para ir para outra cidade. Este é o cachê! O cachê é a mesma bilheteria que a merda do Foals ganhou por um ano e meio antes de assinar com a Transgressive, o mesmo cachê que o Animal Collective ganhou antes do Sung Tongs… então mais uma vez, eu só escuto desculpas das bandas! Por isso que tem que ser 8 ou 80!"

É mais fácil reclamar do que efetivamente agir, buscar soluções, aceitar os desafios. Deixar o ego de lado. Menos aparência, mais essência. Menos cor, mais quemEngraçado como esse título do primeiro EP da banda pernambucana Nuda reflete bem a essência do momento, inclusive pelo fator histórico e as ligações relacionadas.

Conheci os membros da Nuda no Recife, em 2008. Estava na cidade para participar da reunião da Abrafin que acontecia paralelamente ao festival Abril Pro Rock. Pouco depois a Nuda fez seu primeiro show no Sudeste em Belo Horizonte, em evento realizado pelo coletivo Outro Rock em parceria com o Fórceps (coletivo da cidade de Sabará, integrante do Fora do Eixo). Eu ainda morava em Sabará na época e a banda ficou na minha casa. Lá, conheceram o funcionamento do coletivo e do Fora do Eixo. Ao voltarem para Recife, fundaram o Lumo, coletivo Fora do Eixo na cidade. Tempos depois a banda deixou o coletivo por problemas pessoais e, mais tarde, eu também deixei de fazer parte, atuando como parceiro (acredito que posso contribuir mais mantendo meus outros projetos do que dentro do coletivo).

Estamos todos conectados, é bobagem a postura individualista que torce pelo fracasso alheio. Existem diferentes forma de ação e estratégias e é bom que seja assim, a diversidade é mais do que bem-vinda, ela é necessária. É um equívoco trabalhar com uma visão maniqueísta e reducionista.

Para fechar, um caso comparativo relacionado ao mimimi Fora do Eixo vs Pernambuco vs Abrafin, que rendeu até uma paródia envolvendo Hitler - engraçado na execução, constrangedor na forma como deturpa os fatos.


Então, vamos ao caso (verídico).

Um dos festivais que saiu da Abrafin na semana passada tem um projeto na Lei Federal de Incentivo à Cultura de mais de R$ 700.000. Desse valor, pouco mais de R$ 50.000 vai para a produtora do festival. Os artistas pequenos/iniciantes não têm passagem e tem um cachê de R$ 800. Outros artistas na programação têm passagem e cachê de R$ 1.500. Ao todo são 20 bandas na programação. Lembrando: estamos falando de um festival de mais de R$ 700.000, considerado um dos maiores do país.

Outro festival, que permanece na Abrafin e é ligado ao Fora do Eixo, teve R$ 100.000 de orçamento. Sua programação contava com 24 bandas. Dessas, sete eram bandas locais e receberam R$ 400, quatro bandas tinham seus próprios projetos patrocinados e arcaram com os próprios cachês através dos mesmos, oito bandas receberam R$ 600 e transporte/hospedagem e as cinco restantes, atrações mais conhecidas do festival (duas delas premiadas nas mais importantes publicações do país), receberam um total de R$ 14.000, média de R$ 2.800 por artista, além de transporte e hospedagem (alimentação era fornecida a todas as atrações). O coletivo realizador do festival recebeu R$ 20.000 pela produção do evento, mas, conforme a lógica de funcionamento do Fora do Eixo, reinvestiu o valor no próprio coletivo. R$ 15.000 foram usados para a produção do primeiro CD de uma banda local (cujas mil cópias praticamente esgotaram em seis meses) e viabilizar parte da circulação da banda (o que resultou em convites para participações em shows com cachê e turnê internacional).

São dois festivais diferentes, frutos de épocas e lógicas de mercado diferentes. Ambos possuem legitimidade, não questiono isso. Mas apesar de propor a integração e o colaborativismo, seguindo os padrões comparativos e competitivos em voga, é válido perguntar: quem está contribuindo mais para o crescimento da cena e o desenvolvimento do mercado musical?

Balanço oficial do Fora do Eixo em 2011

Para complementar o texto oficial da nova fase da Abrafin e contribuir para a contextualização do debate, segue abaixo o comunicado oficial do Fora do Eixo sobre suas atividades em 2011. Em breve, meu texto sobre tudo isso.


O Fora do Eixo divulga os indicadores das ações realizadas pela rede durante o ano de 2011. Compartilhar estas informações é uma ação que reforça o caráter de código aberto defendido pelo FdE e também funciona como uma provocação: quais outras iniciativas tem seu código aberto, tecnologias compartilhadas e publiciza suas informações detalhadamente?
Dos estudos ao “Império do Empírico”, a rede se destaca – principalmente – pela capacidade de multiplicar os dividendos através da sistematização da troca de serviços, atuando na teoria e prática dos processos da Economia Solidária. Assim, 85% de tudo que o FdE investiu no ano foi em FdE Cards, totalizando 75.400.000,00, que somados aos R$13.000.000,00 investidos, nos fez chegar ao número de 88.400.000,00 de investimento na cultura brasilieira.
A frente da música ainda é o vagão chefe puxando o trem. São 20.000.000,00 FdE Cards e R$12.000.000,00 investidos, totalizando 32.000.000,00. Assim, em 2011, o ano começou forte, com uma das grandes ações da rede, o Festival Grito Rock, que teve 133 edições, sendo 22 em SP e MG; 17 nos estados de RJ e ES; 20 no Nordeste; 12 no Norte; 9 no Centro Oeste; 18 no Sul e mais 13 edições em outros países da América Latina.
Um dos grandes gargalos da música independente em países como o Brasil sempre foi a questão da circulação. O investimento do Fora do Eixo fez com que 13.500 artistas circulassem em nossas plataformas, num total de 5.152 shows por todo o país. Foram realizadas 150 turnês, passando por 133 cidades, 26% delas em SP e 24% no Nordeste, com uma média de 12 shows a cada turnê. Ainda em 2011, foram realizados 1.133 eventos, sendo 31,6% no Nordeste, 27,3% em SP, 13,7% em MG, 9,9% no Norte, 8,7% no Sul, 6,1% no Centro Oeste e 2,6% no RJ e ES.
Foram realizados 170 festivais nos 27 estados do Brasil. A Distro FdE alcançou o número de 61 pontos, com mais de 8.000 títulos distribuídos. A Agência pagou R$ 2.500.000,00 em cachês. Na relação com bandas internacionais, tivemos 51 bandas, sendo 14 da Argentina e 37 de outros países.
Ações do Banco FdE movimentaram 10.550.000,00 FdE Cards, sendo 13,99% do produzido na rede. A frente do Banco FdE compreende as ações de sustentabilidade da rede, como planejamento de projetos, sistematização de dados, gestão das SEDAs (Semana do Audiovisual) dos coletivos e Casas Fora do Eixo, além da elaboração de projetos para lei de incentivo, gestão de recursos financeiros, gestão de recursos humanos e do sistema Fora do Eixo Card. A frente conta com pelo menos um agente de cada ponto Fora do Eixo dedicado a realizar essas atividades diariamente, compartilhando as tecnologias sociais e as plataformas desenvolvidas coletivamente. Este ano foram ao todo 153 projetos escritos e enviados para captação pública ou privada. O Banco FdE é quem faz a interface direta com o movimento de economia solidária, conectando empreendimentos por todo o Brasil.
O PCult movimentou 6.150.000,00 FdE Cards, 8,16% do produzido na rede. Um dos projetos mais significativos do PCult deste ano foram as Colunas Fora do Eixo, que em 2011 percorreram além de 23 estados brasileiros, países como Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador, Honduras, Guatemala, Chile, Argentina, França e Estados Unidos, promovendo debates abertos sobre políticas públicas para cultura. Além disso, realizamos seis Congressos Regionais nas cidades de Porto Alegre (RS), Sabará (MG), Araraquara (SP), Manaus (AM), João Pessoa (PB) e Anápolis (GO), encerrando o ano com a realização do Congresso Nacional FdE em São Paulo (SP), com a participação de mais de 2.000 pessoas e 200 convidados, que debateram durante sete dias o tema da cultura como transformadora das relações de trabalho, sociais e econômicas.
A Universidade Fora do Eixo é o hiperlink da rede com as universidades brasileiras e instituições de ensino formais e não-formais, estabelecendo diálogos com estudantes, professores, reitorias, radios e TVs universitárias. Mas é fora do ambiente acadêmico que a UniFdE se destaca, valorizando a formação livre, faculdades da rua e da vida, ampliando a âmbito da formação para além do ambiente acadêmico, que muitas vezes é engessado e anacrônico. A frente mobilizou 17.000.000,00 FdE Card, 22,55% do investimento total da rede, por meio de projetos como o Observatório Fora do Eixo, que em 2011 teve 85 edições, além do programa de imersões, que envolveu cerca de 65 coletivos diferentes em mais de 70 imersões temáticas e de gestão, e o programa de vivências, que lançou 17 editais que somam 305 vagas de vivência e envolveu mais de 3.000 pessoas de todas as regiões do país.
O Centro Multimídia Fora do Eixo (Comunicação FdE) em suas ações movimentou 7.000.000,00 FdE Cards, correspondentes a 9,28% do produzido na rede. Alinhavado com os preceitos da auto-gestão e do multi-protagonismo, o CMM FdE é grande entusiasta do #CidadãoMultimídia, estimulando o poder de voz de cada indivíduo e a maior comunicabilidade na sociedade, atenuando a necessidade de intermediadores de notícia, atual papel da dita “mídia de massa”. O mapeamento de contas de twitter aponta 2.500 perfis entre institucionais e pessoais. O mesmo para o facebook. Nosso Banco de Mailing – Emails coletados para envio de newsletters periódicas (semanais e/ou especiais) totaliza hoje mais de 46.000 endereços eletrônicos. São 92 sites e blogs que compõe a plataforma de comunicação da rede. E em 2011, o número de transmissões de shows, debates, oficinas e reuniões chega a 894, mais de 2 eventos diários.
Outras frentes também mobilizaram muita força de trabalho, produção de capital tangível e intangível. O Clube de Cinema Fora do Eixo movimentou 6.600.000,00 FdE Cards, o que corresponde a 8,75% da receita produzida. A inovadora #PósTv trouxe uma nova perspectiva televisiva, realizando programas diferenciados que alcançaram um público de 6.485 pessoas, através das 150 edições do Programa Na Casa, 64 Observatórios FdE, 9 #PósCine, 30 transmissões do #DomingonaCasa e 34 transmissões do #CedoeSentado.
A ação em cineclubes realizou 750 sessões no Brasil, sendo 226 em SP, 167 em MG, 33 em RJ e ES, 45 no Centro Oeste, 130 no Norte, 65 no Nordeste, e 84 na Região Sul, totalizando 22.500 espectadores. Outra ação em destaque é a SEDA – Semana do Audiovisual – que teve 17 edições em 2011, sendo a Região Norte, que sofre graves deficiências de infraestrutura em transporte e acesso à internet, a que mais sediou o evento, com 4 edições. O canal da Web TV Fora do Eixo no YouTube publicou 452 videos. Parcerias importantes foram feitas na área audiovisual como o Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo e Festival Internacional de Curtas-metragens de Belo Horizonte.
O Palco Fora do Eixo é a frente que desenvolve ações visando fomentar, estimular e gerar sustentabilidade na cadeia produtiva das artes cênicas. Movimentou 2.500.000,00 FdE Cards, 3,32% do produzido na rede. Atualmente possuí 40 grupos e 20 artistas independentes diretamente vinculados ao projeto, espalhados pelas regionais Sul, Norte, Nordeste e Sudeste. Suas principais campanhas para fomentar a integração das artes foram o Grito Encena (campanha lançada no Grito Rock e mais aderida em 2011) e o Intera, realizado durante as SEDAs. Como plataformas de circulação, divulgação e fomento, foram realizados Cabarés FdE, participação em Festivais FdE, Encontro Palco FdE, Mostra de Teatro FdE, Festivais de Teatro, turnês, oficinas, observatórios, palestras, mapeamentos, elaboração de um catálogo de artistas e apresentações, totalizando 160 ações até dezembro de 2011.
Já a FEL – Fora do Eixo Letras – é a frente que desenvolve ações visando fomentar, estimular e gerar sustentabilidade na cadeia criativa e produtiva da literatura. A FEL movimentou 1.300.000,00 FdE Cards, 1,72% do total da rede. Sua editora publicou 1.500 exemplares de sua edição impressa, o Seda Poemas. Entre os projetos da frente, o Varal da Arte esteve presente em todos os estados do país, passando por mais de 30 cidades. A #ROTAFEL teve 25 textos publicados (RS, PR, SP, MG, BA, RO, AM, AP, RJ, ES, RR), além de textos vindos da Alemanha e Portugal. A frente criou um zine literário intitulado Orfel, que circulou nas versões virtual e impressa por todas as regiões do Brasil. Visando o foco nas Artes Integradas, a FEL teve 10 videopoemas cadastrados que podem ser exibidos em cineclubes, festivais, saraus e outros eventos culturais de todo o país. Em menos de um ano, foram feitas intervenções, leituras dramáticas e recitações literárias em Saraus, Festivais e Noites FdE em mais de 30 cidades. No segundo semestre de 2011, grupos de escritores e revistas circularam com a Fora do Eixo Letras em seus lançamentos, como Leonardo Panço (RJ), Leonardo Prata (ES), Thiago Cascabulho (SP) e Revista Café Espacial (SP). Foram feitas parcerias com Feiras literárias nacionais como a FliPoços (Poços de Caldas), FestPOA Literária e AltFest Olinda. Também houve a inserção da temática da literatura em mesas de debates, observatórios, oficinas, clube de leitores e lançamentos de publicações impressas em mais 20 cidades.
O FESL – FdE Software Livre – produziu 1.100.000,00 FdE Cards, 1,46% do total da rede, trazendo fortemente a pauta de compartilhamento de informação e tecnologia livre. A frente atua desde 2010 na rede e promove ações ligadas à discussão e uso de soluções livres, install fests, oficinas, suporte tecnológicos entre outros. Já migrou aproximadamente 50 máquinas para o uso de software livre e lançou um programa de imersão em SL dentro do projeto da UniFdE. Também está ligada à manutenção de quase todos os sites institucionais do Fora do Eixo (Portal, Congresso, Coluna Presley, Grito Rock, entre outros). Durante 2011, participou de eventos como o Campus Party, fazendo a cobertura do evento e ministrando oficinas. Esteve também no Fórum Internacional de Software Livre, participando das discussões e puxando uma mesa sobre o Fora do Eixo e o Software Livre e no I Fórum da Internet no Brasil, momento em que contribuiu com as discussões sobre a internet no Brasil.
O Nós Ambiente (núcleo sócio-ambiental) produziu 3.200.000,00 FdE Cards, 4,24% do total. Nesta frente foram desenvolvidos projetos como o Cardápio do Banco Fora do Eixo para Festivais, o Combo do Congressista Sustentável, projetos de compostagem urbana e separação de resíduos e instalação de sisternas nas sedes dos coletivos. Foram realizados Observatórios temáticos e oficinas.
A Casa Fora do Eixo São Paulo é uma das sedes da rede que compreende moradia, escritório, espaço de vivências e casa de show. Ela é formada por 19 gestores de diferentes pontos do Brasil que migraram para a maior metrópole do país. Uma das prioridades da Casa é atender aos coletivos da rede, facilitando a realização dos programas desenvolvidos em diversos setores ligados à cultura, como por exemplo artes visuais, audiovisual, música, literatura, artes cênicas, e toda a cadeia produtiva que as envolve.
Assim, uma das atividades mais importantes da Casa é dar suporte de hospedagem e alimentação às pessoas que passam por São Paulo, a fim de proporcionar intercâmbios de conhecimento, vivências e imersões. A Hospedagem Solidária gera resultados interessantes no campo financeiro e no campo da integração entre artistas, agentes culturais e demais atores dessa cadeia produtiva. Elimina-se custos com hotéis e cria-se uma relação mais calorosa, humana, cotidiana, estimulando a vivência coletiva e uma relação mais orgânica entre as pessoas que frequentam a Casa.
Dentro do total movimentado pela rede, Casa FdE SP é responsável por R$ 751.191,46 e 1.280.000 FdE Cards. Entre artistas e/ou grupos visitantes, passaram 5.000 pessoas, sendo que 2.000 ficaram hospedados. Entre as apresentações estão 450 artistas que expuseram seus trabalhos para 12.000 pessoas. Há também o Compacto.Arte, que trabalhas as artes visuais e criou uma galeria livre com vários grafites e intervenções por todo o espaço, realizadas por 100 participantes.
A proposta para 2012 é o surgimento de mais casas nesse modelo pelo país, iniciando 2012 com 7 casas já em janeiro, uma vez que a experiência da Casa FdE SP diagnosticou como o sucesso do projeto formado por zonas autônomas ao mesmo tempo permanentes e temporárias, com mostras artísticas, debates, #IdeiasPerigosas e #ConversasInfinitas. As Casas são todo o tempo frequentadas também por “foras do Fora do Eixo” em circulação, criando ótimos ambientes para trocas, debates e construção de parcerias, além dos espaços de formação e troca de conhecimento livre. Elas são altamente sustentáveis, pois ao mesmo tempo que reduzem gastos em espécie (hotel, restaurante e afins), aumentam o número, intensidade e valor das trocas de serviços, dentro de um sistema econômico autônomo, sensível e complementar. A construção coletiva proporcionada nesses ambientes é um a iniciativa que concretiza o início da des-territorialidade e preserva os sotaques, ao mesmo tempo que os amplifica a todos os cantos do (até o momento) continente. #CidadãodoMundo!

Abrafin 2.0

Por Talles Lopes, presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin)


ABRAFIN termina 2011 rumo a se consolidar, não apenas como uma entidade representativa dos festivais independentes brasileiros, mas numa grande REDE de festivais descentralizados e distribuídos por todo o país. Após ser uma das protagonistas de uma grande transformação na música brasileira quando, em 2005, juntou alguns dos principais produtores de festivais independentes do Brasil para propor uma união que mudaria o panorama do punk “do it yourself” para o “do it together”, fundamentada nos princípios de compromisso com a localidade, continuidade e troca de tecnologia, a entidade partiu de 16 festivais fundadores para 44 em 2010.


Em seis anos, a ABRAFIN conectou produtores, artistas, técnicos e comunicadores com Poder Público e empresas privadas, mostrando todo o potencial destes eventos como catalisadores de um novo cenário da música. Neste tempo muita coisa aconteceu e a entidade finalizou 2010 elegendo uma nova diretoria, que além da continuidade do trabalho desenvolvido desde sua fundação, trouxe a leitura deste novo momento histórico da música e da cultura brasileira.



É hora da Rede das Redes! No contexto da cultura digital e da multiplicidade orgânica dos agentes da cultura brasileira, a Associação Brasileira de Festivais Independentes deve se entender como uma entidade que radicaliza a gestão horizontal e a democratização das plataformas onde a experiência e força de um, só cresce a partir da conectividade intensa com novos agentes, prontos para multiplicar e arregaçar as mangas pelo acesso livre e pleno a essa produção. Durante estes anos a gestão centralizada em uma diretoria funcionou e trouxe grandes ganhos para a Associação, entretanto dentro da lógica da rede, a entidade precisa ser descentralizada e ser de todos para todos e diversos modelos estarão em contínuo contato e troca.



Aí chega a ABRAFIN 2.0, pronta para ser a Rede Brasileira de Festivais Independentes. Mais do que um simples termo, a Rede vem extremar sua transparência e permeabilidade. Surge para 2012 um novo organograma, onde são criados os Circuitos Regionais e os Circuitos Estaduais de Festivais, prontos para receber uma demanda estimulada pela própria ação da entidade, que multiplicou o número de festivais existentes de uma forma quase incontrolável. Na visão da gestão e da maioria dos festivais filiados, qualquer ação de fechamento da entidade para novos festivais vai contra seus princípios porque, mais do que aberta para novos, ela estará cada vez mais atuante na multiplicação de festivais por todo País.



Em meio ao caos dessas transformações que o digital propõe, alguns conseguem entrar na velocidade desta grande fibra ótica de informação e conhecimento e se potencializar; mas alguns precisam parar para respirar e se reencontrar.

A clareza sobre seu trabalho e o lugar que cada um quer estar neste momento são fundamentais para que as decisões sejam tomadas e as redes constituídas. Sendo assim, após a saída de 13 festivais da entidade durante a sua reunião anual em 2011, a entidade recebeu pedido de filiação de 38 novos festivais em reunião pública no Paço das Artes da USP. Dos estilos mais diversos, das mais diferentes idades, e dos mais improváveis rincões do país, estes festivais representam o resultado de um trabalho que está só começando, e que tem um grande horizonte pela frente.



A ABRAFIN abre 2012 olhando para este horizonte, e buscando, através de eixos prioritários, encarar os desafios de fazer música no século XXI:



1) Descentralização dos processos de Gestão / Estruturação dos Circuitos Regionais de Festivais

Serão criados núcleos regionais de gestão, responsáveis pelo desenvolvimento e execução de todo o planejamento estratégico da entidade naquela região, com base no dialogo estabelecido com os demais núcleos regionais. O objetivo principal deste núcleo será a constituição e a qualificação de um circuito regional forte e potencializado pela capacidade de troca entre todos os festivais. Em 2012, serão realizados encontros regionais de festivais independentes para que possamos desenvolver esta plataforma dos Circuitos Regionais.

Os Circuitos Regionais serão os primeiros pontos de conexão entre os novos festivais e a entidade; a partir desta conexão, o festival passará a ter um acompanhamento qualificado até chegar a sua 3a. edição, quando passa a fazer parte definitivamente do Colegiado Nacional de Festivais. Numa sociedade em rede, não faz sentido a lógica do mercado, que pauta apenas a sobrevivência dos mais fortes. Se o principal objetivo da entidade é desenvolver o cenário de festivais independentes no Brasil, temos que pensar que hoje temos condições de identificar os novos empreendimentos com muita rapidez, e a partir daí, fazer um acompanhamento que garanta a qualificação daquele festival.



2) Capacitação e Qualificação do Mercado Musical

Está claro que avançamos bastante nos últimos anos, mas que muita coisa ainda precisa melhorar e,, para isso a ABRAFIN passa a ter um programa sistêmico de qualificação e capacitação do setor musical local, a partir dos festivais independentes.

De um lado, precisamos pensar na qualificação dos seminários e espaços de debate, e vamos criar um sistema de circulação de agentes culturais (artistas, produtores, gestores públicos, jornalistas e intelectuais) que, além de ser os responsáveis pela circulação de conhecimento pelos festivais, formarão um CONSELHO CONSULTIVO da entidade, avaliando os festivais visitados e apresentando propostas para a melhoria dos mesmos.

Além disso, um cardápio de oficinas e workshops será oferecido aos festivais, para atender demandas de formação técnica por todo o país, a partir de um programa de formação continuada pelos festivais.



3) Programa de Intercâmbio Cultural

América Latina - Em parceria com a ADIMI (Associação para o Desenvolvimento da Industria da Música na Ibero-América) vai desenvolver um projeto de circulação internacional de artistas latino americanos pelos festivais brasileiros. Este programa contará com a coordenação de Octavio Arbelaez (Colombia- ADIMI), Benjamin Taukmin (Brasil- ADIMI), Sylvie Duran (Costa Rica-ADIMI) Fabricio Nobre (Brasil-ABRAFIN) e Talles Lopes (Brasil-ABRAFIN). A idéia é selecionar artistas que tenham projetos musicais representativos da cultura do seu país, para a partir disso potencializarmos as trocas culturais com o Brasil.

Além disso, a partir desta parceria institucional, a ABRAFIN vai fazer em 2012 um mapeamento dos festivais latino americanos, em parceria com a ADIMI, buscando ampliar as redes e circuitos regionais na América Latina, e ampliar desta forma a circulação musical independente por todo o continente. A ADIMI conta hoje com representantes de 15 países latinos americanos, mais Portugal e Espanha.



Estes 3 pontos são os eixos prioritários da entidade para 2012, e a partir dele, daremos seqüência ao trabalho de articulação e organização dos festivais brasileiros. Temos uma agenda política em andamento, e que precisa ser atualizada sempre; temos as diversas interfaces institucionais e mercadológicas que precisam ser exploradas, mas mais do que isso, temos uma nova cultura de colaboração e articulação em rede a ser posicionada e apontada como presente, e não apenas um futuro desejável.



Este é nosso horizonte, um horizonte palpável e compartilhado, com todos os festivais relacionados a seguir, e que formam o calendário 2012 da ABRAFIN, a rede Brasileira de Festivais Independentes. Para quem quiser se juntar a este rede, ela está aberta, e basta acessar o formulário.



CALENDÁRIO ABRAFIN 2012


Janeiro
Circuito Sertão é Mais Rock (Região do Sertão/PB) -
http://cajarockfm.blogspot.com/2010/10/circuito-sertao-e-mais-rock-2011-acrs.html
Goyaz Festival (Goiânia/GO) - http://www.goyazfestival.com.br/
ABC do Som (São Caetano/SP) - http://tnb.art.br/oportunidades/festival-abc-do-som/

Fevereiro
Encontro da Nova Consciência (Campina Grande/PB) - http://novaconsciencia.multiply.com/

Março
Grito Rock (BR) - http://gritorock.com.br/

Abril
ABC pro HC (São Bernardo/SP) - www.abcprohc.com.br
Satolep Circus (Pelotas/RS) - www.satolepcircus.blogspot.com

Maio
Bananada (Goiânia/GO) - http://www.myspace.com/bananada
Martelada (Brasília/DF) - http://tnb.art.br/oportunidades/festival-martelada-2011/
Maionese (Maceió/AL) - www.popfuzz.com.br/headline/festival-maionese-2011/
GAIA (Araraquara/SP) - http://www.festivalgaia.com.br/
Rock Sertão (Nossa Senhora da Glória/SE)

Junho
Festival Fora do Eixo (Goiânia/BH/RJ/SP) - http://festivalforadoeixo.wordpress.com/
Festival Canja de Artes Integradas (Bauru/SP) - http://www.festivalcanja.com/

Julho
Festival Brejo (Piracanjuba/GO) - http://tnb.art.br/oportunidades/brejo-festival-2011/
Cajá Rock (Cajazeiras/PB)
Festival Caipiro Rock (Serrana/SP) - http://tnb.art.br/oportunidades/festival-caipiro-rock-2011/
Brejo (Piracanjuba/GO) - http://tnb.art.br/oportunidades/brejo-festival-2011/
Festival Gramophone (Sete Lagoas/MG) - http://festivalgramophone.blogspot.com/
Escambo (Sabará/MG) - http://escambo.forceps.com.br/
Forcaos (Fortaleza/CE) - http://www.dragaodomar.org.br/materias.php?pg=forcaos

Agosto
Paris em Conserto (Paraibuna/SP)
Festival Megafônica (Belém/PA) - http://tnb.art.br/oportunidades/festival-megafonica/
Alambique do Som (Barbacena/MG) - http://alambiquedosom.wordpress.com/
Encontro Novas Tendências (Uberaba/MG) - http://circuitomineiro.org/5%C2%BA-encontro-novas-tendencias-vem-ai/
Musical Mente Plural (Niterói/RJ) - http://musicalmenteplural.blogspot.com/
Feira da Música do Nordeste (Fortaleza/CE) - http://www.feiradamusica.com.br/
Pá na Pedra (Ribeirão das Neves/MG) - http://panapedra.wordpress.com/
Gaia (Araraquara/SP) - http://www.festivalgaia.com.br/

Setembro
CONTATO (São Carlos/SP) - http://www.contato.ufscar.br/
Vaca Amarela (Goiânia/GO)- http://festivalvacaamarela.com.br/
Transborda (Belo Horizonte/MG) - http://circuitomineiro.org/tag/festival-transborda/
Festival Balido (Ipatinga/MG) - http://circuitomineiro.org/tag/festival-balido/
Varadouro (Rio Branco/AC) - http://www.festivalvaradouro.art.br/
AR Festival (Itabirito/MG)
TomaRRock (Boa Vista/RR) - http://tnb.art.br/oportunidades/festival-tomarrock-2011/
Festival Até o Tucupi (Manaus/AM) - http://festivalateotucupi.blogspot.com/
Esquina Instrumental (Brasília/DF) - http://coletivoesquina.com/2010/09/07/1%C2%BA-festival-esquina-instrumental-confira-a-programacao/
Festival Goma (Uberlândia/MG) - http://festivalgoma.org/
Festival Sem Paredes (Juiz de Fora/MG) - http://festivalsemparedes.wordpress.com/
Marreco (Patos de Minas/MG) - http://circuitomineiro.org/tag/festival-marreco/

Outubro
Festival Suíça Bahiana (Vitória da Conquista/BA) - http://festivalsuicabahiana.blogspot.com/
UFSCTOCK (Florianópolis/SC) - http://ufsctock.com/muitamistura/
Morrostock (Sapiranga/RS) - http://morrostock.blogspot.com/
Festival Timbrada (São José do Rio Preto) -http://www.wix.com/timbrecoletivo/festivaltimbrada#!o-festival
Piqui Atômico (Catalão/GO) - http://piquiatomico.com.br/
Festival Bigbands (Salvador/BA) - http://festivalbigbands.blogspot.com/
Cardápio Underground (Bragança Paulista/SP) - http://tnb.art.br/oportunidades/8%C2%B0-ardapio-underground/
Festival Fagulha (Ribeirão Preto/SP) - http://coletivofuligem.com.br/
Festival Siriema (Catalão/GO) - https://sites.google.com/site/festivalsiriema/

Novembro
Se Rasgum (Bélem/PA) www.serasgum.com.br
DoSol (Natal/RN) - www.dosol.com.br
Ponto.CE (Fortaleza/CE) - http://pontoce.com.br/
MixMusic (São Paulo/SP) - http://www.mixmusic.com.br/
#VaiSuldeMinas (Poços de Caldas/MG) - http://www.correntecultural.com/vaisuldeminas/
Feira Noise Festival (Feira de Santana/BA) - http://feiranoisefestival.com.br/blog/
7ª Release Alternativo (Goiânia/GO) http://www.fabricacoletiva.com/fosforo-cultural/
Monsters of Roça (Paraibuna/SP) - http://www.monstersofrocaparaibuna.blogspot.com/
Macondo Circus (Santa Maria/RS) http://www.macondocircus.com/edicao/2011/
Manifestasol (Caxias do Sul/RS) - http://manifestasol.wordpress.com/
FUMU (Sorocaba/SP) - http://tnb.art.br/oportunidades/fumu-festival-ufscar-de-musica/
Festival Gemada (Barretos/SP) - https://gemagenerica.wordpress.com/eventos/
Moassa Rock Festival (Esteio/RS) - www.moassarock.blogspot.com
Festival Cardume de Artes Integradas (Santa Luzia/MG) - www.namarracoletivo.blogspot.com
Fogo no Cerrado (Campo Grande/MS) http://pt-br.facebook.com/fogonocerrado

Dezembro
Goiaba Rock Festival (Inhumas/GO) - http://www.tudoin.com.br/noticias/noticia.php?id=247
La Onda (Vespasiano/MG) - http://laondafestival.blogspot.com/
Mundo (João Pessoa/PB) - http://www.festivalmundo.com.br/
Aberto de Surf de Campina Grande (Campina Grande/PB) - http://abertodesurfdecampinagrande.wordpress.com/
Festival Quebramar (Macapá/AP) - http://festivalquebramar.com/
Dezembro Independente (Suzano/SP) - http://dezindie.com.br/

20 de dezembro de 2011

Megaupload: o Napster de 2011, só que ao contrário

Dez anos atrás, o Metallica travava sua malfadada briga contra o Napster e o livre compartilhamento de arquivos digitais. Agora, alguns dos mais famosos músicos do mundo (como Kanye West, Snoop Dogg e will.i.am, do Black Eyed Peas) estão juntos em uma campanha à favor do serviço de hospedagens de arquivos Megaupload, acusado por grandes gravadoras de pirataria.

A história é longa e envolve processos judiciais, mas dois pontos são cruciais neste acontecimento: 

1. A Universal conseguiu fazer com que o vídeo (abaixo) fosse tirado do Youtube alegando infração de direitos autorais, mas o Megaupload agora está processando a Universal por ter tirado o vídeo do ar, uma vez que os artistas que participam do vídeo autorizaram o uso de suas imagens. Acredita-se que, na verdade, a Universal estaria contra o Megaupload por causa do Megabox, serviço de audição e venda de músicas (atualmente em versão beta) que supostamente pagaria 90% do valor das transações aos artistas, enquanto outras lojas online (como o iTunes), pagam menos de 9% aos artistas.


2. O Megaupload está na mira do Congresso americano por causa da controversa SOPA - Stop Online Piracy Act, uma lei que permitiria ao Governo bloquear o acesso a determinados sites, repetindo ações de censura na web vistas em países como China e Irã. A lei está em tramitação e praticamente todos os serviços da chamada web 2.0, que recebem conteúdo produzido pelos usuários, serão afetados caso ela seja aprovada. Tumblr e Mashable foram alguns dos grandes sites que já se manifestaram contra a SOPA e organizaram ações contra a aprovação da lei.



A cultura digital tem se tornado cada vez mais importante e influenciado os negócios de uma das maiores indústrias do mundo: a do entretenimento. O lobby desse grupo junto ao Congresso americano, visando manter seu lucro, além de ser uma espécie de tentativa equivocada de reserva de mercado pode abrir precedentes para restrições que cerceiam a liberdade. Cada vez mais, temas aparentemente exclusivos do meio cultural se relacionam com diferentes aspectos de nossas vidas, interferindo nas relações mercadológicas e cotidianas. Na atualidade, ações iniciadas no mercado musical podem influenciar a democracia e resultar em grandes transformações. Não são apenas as pessoas que estão conectadas...

18 de dezembro de 2011

Uma nova banda por dia... no celular

O Band of the Day é muito semelhante ao que o Track in the Box se propõe a fazer, mas tem como diferencial o fato de ser exclusivo para iPhone (com download gratuito) e muito mais completo, ao contrário do que se espera encontrar em dispositivos móveis. Diariamente uma banda é apresentada aos usuários com músicas completas para audição, crítica de seu trabalho, biografia, discografia, vídeos e citações no Twitter. 


O serviço prima pela curadoria, com interessantes artistas indie desconhecidos e algumas bandas de certo destaque no meio alternativo mas ainda longe do mainstream (uma exceção foi o Bon Iver), como Bass Drum of Death (uma dupla que soa como o Black Rebel Motorcycle Club com influências de Nirvana e Death From Above 1979), The Whip, Phantogram e Eleanor Friedberger. Em funcionamento desde 11 de Setembro deste ano, o Band of the Day teve apenas uma banda brasileira entre suas indicações, a CSS. Para mudar isso, bandas brasileiras podem apresentar seus trabalhos aos curadores do aplicativo através do email bands@955dreams.com.

Para quem baixar o aplicativo, além das bandas citadas acima, indico também o Shabazz Palaces (20 de Setembro), Hello Seahorse (18 de Setembro) e Rupa and the April Fishes (12 de Dezembro, um Gogol Bordello mais sutil e com vocal feminino), mas vale a pena explorar as atrações, já que há muitas bandas legais entre as selecionadas.