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27 de setembro de 2011

Novo vídeo do CSS, "Hits me like a rock"

... ou um monte de hipsters multiétnicos dançando durante três minutos e meio.


"Hits me like a rock" é o primeiro single do mais recente CD do CSS (ou Cansei de Ser Sexy), La Liberacion, e conta com participação do vocalista Bobby Gillespie, do Primal Scream (em mini-turnê pelo Brasil durante este mês de Setembro).

24 de setembro de 2011

Artistas selecionados no Conexão Vivo 2011

Neste ano, pude acompanhar de perto o processo de curadoria do edital de seleção artística do Conexão Vivo, gigante programa de patrocínios na área musical da Vivo, e participar de algumas etapas. A partir dos 967 artistas que se inscreveram no edital era possível definir a programação de ao menos três (bons) festivais, com vários dias de shows. Sinal de que a produção musical brasileira vive um momento rico e que também demonstra que esses mesmos artistas estão antenados com algumas das possíveis formas de potencializar seus trabalhos através de programas culturais de grandes empresas.

Particularmente, discordo de 20% dos artistas que foram selecionados - não que sejam ruins, mas acredito que opções mais relevantes estavam disponíveis. Mesmo assim, desconheço festival ou programa cultural que tenha um time tão rico e qualificado quanto esse, com nomes já um pouco conhecidos entre os expoentes da nova música brasileira (Mariana Aydar, Aline Calixto, Mombojó, Macaco Bong, Cidadão Instigado) e novíssimas promessas dos mais diversos Estados (4instrumental e Dibigode de Minas, Gloom de Goiás, Strobo e Lia Sophia do Pará, Bixiga 70 e Aeromoças e Tenistas Russas de São Paulo).


Cada um dos artistas selecionados fará três shows em eventos promovidos pela plataforma do Conexão Vivo (que atualmente realiza ações em Minas Gerais, Bahia, Pará, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo) até Setembro de 2012, recebendo cachês entre R$ 5.000 e R$ 10.000. Será a oportunidade de se apresentar em palcos com boa estrutura, divulgação na imprensa e aproximação junto aos mais diversos públicos. Ou seja, oportunidade rara.

Gravei (no celular) relatos com todos os curadores (Carlos Eduardo Miranda, Patricia Palumbo, Israel do Vale, Gilberto Monte e Luiz Brasil) logo após a reunião final de curadoria, captando o sentimento de cada um acerca do edital naquele momento, os quais podem ser assistidos abaixo.




ARTISTAS SELECIONADOS - MÚSICA CANTADA

Escolha da curadoria (em ordem alfabética)
Aline Calixto (MG)
Anelis Assumpção (SP)
Apanhador Só (RS)
Arícia Mess (SP)
Bárbara Eugênia (SP)
BNegão e os Seletores de Frequência (RJ)
Cabruêra (PB)
Cassim & Barbária (SC)
Cérebro Eletrônico (SP)
Cidadão Instigado (CE)
Felipe Cordeiro (PA)
Garotas Suecas (SP)
Gloom (GO)
João Brasil (RJ)
Júnio Barreto (PE)
Lia Sophia (PA)
Lucas Santtana (BA)
Mariana Aydar (SP)
Mestre Galo Preto (PE)
Mombojó (PE)
Momo (RJ)
Passo Torto (SP)
Pélico (SP)
Thiago Pethit (SP)
Volver (PE)
Zé Brown (PE)
Zefirina Bomba (PB)

Voto popular (em ordem de votos recebidos) 
Manu Santos (RJ) 
Aldan (MG) 
Nem Secos (MG) 

Suplentes
Fino Coletivo (RJ)
Joana Flor (SP)
Paquito (BA) 
Nana (BA)
Vivendo do Ócio (BA) 

ARTISTAS SELECIONADOS - MÚSICA INSTRUMENTAL

Escolha da curadoria (em ordem alfabética)
A Banda de Joseph Tourton (PE)
Aeromoças e Tenistas Russas (SP)
Areia (PE)
Batuque Manouche (SP)
Bixiga 70 (SP)
Buguinha Dub (PE)
Camarones Orquestra Guitarrística (RN)
Macaco Bong (MT)
Metaleiras da Amazonia (PA)
Pata de Elefante (RS)
Strobo (PA)
Vendo 147 (BA)

Votação popular (em ordem de votos recebidos) 
Dibigode (MG) 
4instrumental (MG) 
Red Felps (MG) 

Suplentes
Orquestra Voadora (RJ)
Rivotrill (PE) 
Huey (SP)
Tabajara Belo (MG)

23 de setembro de 2011

4instrumental na Music Alliance Pact de Setembro



Considerada uma das melhores bandas ao vivo de Minas Gerais na atualidade, segunda banda instrumental mais votada no Conexão Vivo 2011 e lançamento do mês do selo virtual Compacto Rec, a banda 4instrumental surpreende, positivamente, quase todos que a conhecem. Quarteto formado por jovens músicos virtuose, a 4instrumental carrega no seu som influências decorrentes de seu surgimento em uma cidade histórica com mais de 400 anos e marcada pelo barroco, ao mesmo tempo em que eibe a típica vontade de libertação e experimentação do rock'n'roll. O som possui características do rock progressivo, mas faixas como "Não mais", escolhida para a Music Alliance Pact de Setembro, percorrem estilos como jazz, funk, mangue beat e outros.

O primeiro CD da banda foi gravado na Argentina e lançado pelo coletivo Fórceps, do qual a banda é integrante, durante o festival Escambo, dois meses atrás. O CD agora está disponível para download gratuito através do selo Compacto Rec, do Fora do Eixo.

 BRASILMeio Desligado 
 


Clique abaixo para ouvir as outras bandas de mais de 30 países que integram a coletânea da Music Alliance Pact deste mês ou faça o download de todas as músicas.

22 de setembro de 2011

Ingressos para o Rock in Rio 2011 e dicas de shows

Ficou de bobeira e não conseguiu comprar ingressos pro Rock In Rio, que começa nesta sexta-feira? O site TicketBis tem ingressos à venda para todos os dias do festival, disponíveis para compra via internet.

Apesar da programação esquizofrênica, alguns shows muito bons devem acontecer no festival. Os artistas independentes brasileiros se apresentam no Palco Sunset a partir das 14:40 de cada dia de evento. Abaixo, uma listinha do que não perder nesse palco.



Dia 23/9
Móveis Coloniais de Acaju
Orkestra Rumpilezz

Dia 24/9
Marcelo Yuka + Cibelle + Karina Buhr + Amora Pêra
Tulipa Ruiz + Nação Zumbi
Mike Patton/Mondo Cane + Orquestra de Heliópolis

Dia 25/9
Matanza + BNegão
Korzus + The Punk Metal Allstars
Sepultura + Tambours Du Bronx

Dia 29/9
Marcelo Jeneci + Curumin

Dia 30/9
Buraka Som Sistema + Mixhell
Céu + João Donato

Dia 1/10
Cidadão Instigado + Júpiter Maçã

Dia 2/10
Marcelo Camelo + The Growlers

19 de setembro de 2011

Júlia Says e Retrigger na festa Meio Desligado


Coquetel Molotov 2011: shows



The Fall, Health, Racionais MC's, China, Nuda, Maquinado, Romulo Froes, The Sea and Cake, Guillemots, M. Takara... sensacional a edição deste ano do festival Coquetel Molotov, que acontece no Recife nos dias 14 e 15 de outubro no Centro de Convenções da UFPE. Os ingressos no primeiro lote serão vendidos à R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20 (meia-entrada) no 2º lote.

Um pouco antes de ser realizado em sua cidade natal o Coquetel Molotov faz sua segunda edição consecutiva em Salvador, onde acontecerão shows de HEALTH (EUA), Guillemots (UK), The Fall (UK) e os brasileiros Tom Zé, Mundo Livre S/A, Retrofoguetes, Mombojó e O Círculo. Na capital baiana, os shows acontecem na Concha Acústica do Teatro Castro Alves nos dias 11 e 12 de outubro.



14/10 – 17h — Sala Cine UFPE 
Nuda (PE)
King Size (PE)
Rodrigo Brandão e M.Takara (SP)
Beans (EUA)
14/10 – 21h — Teatro da UFPE
Maquinado (PE)
HEALTH (EUA)
Guillemots (UK)
The Fall (UK)
15/10 – 17h — Sala Cine UFPE
Rua (PE)
Trio Eterno (PE)
Copacabana Club (PR)
Hindi Zahra (França)
15/10 – 21h — Teatro da UFPE
Romulo Fróes (SP)
The Sea and Cake (EUA)
China (PE)
Racionais MCs (SP)

Veja o restante da programação

14 de setembro de 2011

Dona Jandira

No interior de Minas Gerais, ela é vizinha de um dos meus tios. Em BH, é minha vizinha: mora no famoso Edifício Maletta, no centro da capital. Aos 72 anos, Dona Jandira ainda não é muito conhecida do grande público, mas os poucos que conhecem seu trabalho normalmente se perguntam pelo motivo de ainda não terem ouvido esta senhora simpática e talentosa.

Indies, regueiros e tilelês aos quais apresentei o trabalho de Dona Jandira o aprovaram de primeira, principalmente ao assistir esses vídeos produzidos pela equipe do Natura Musical - que, aliás, tem realizado uma produção excepcional.



12 de setembro de 2011

Festival Transborda 2011


Um dos festivais mais legais de Minas Gerais acontece nesta semana em Belo Horizonte: o Transborda - Festival de Artes Transversais. Apesar de ter realizado suas primeiras atividades no último sábado, a programação ganha fôlego a partir da segunda-feira, 12 de setembro, e se estende até o dia 18, domingo, quando serão realizados os shows finais do evento na Praça do Papa. O mote desta edição é a ocupação dos espaços públicos aliada ao trabalho colaborativo, marca registrada do Fora do Eixo, do qual o coletivo Pegada, realizador do festival, é parte.

"O conceito carrega não só a ideia da apropriação da cidade por seus habitantes, como da democratização do acesso a bens culturais, abertura e possibilidade de circulação pela cidade e o deslocamento dos lugares privilegiados de fruição artístico-cultural", indica o material de divulgação. Na atual gestão da Prefeitura de BH, tal movimento se faz ainda mais necessário e urgente. A utilização de espaços públicos na capital tem gerado grandes embates entre a classe artística e a Prefeitura, que nos últimos meses chegou a proibir manifestações artísticas, colocou para "aluguel" uma das principais praças da cidade (a Praça da Estação) e obriga que as praças sejam literalmente "encaixotadas" por algo semelhante a paredes de conteiners para a realização de shows nesses locais. Promover atividades em centros culturais e praças passa a ser mais do que uma ação de descentralização do acesso à produção cultural e se torna um ato político e ideológico, uma demonstração de insatisfação da sociedade civil.



Quem acompanhar muitas atividades do Transborda poderá ter uma visão mais ampla de BH e sua situação sócio-econômica. As ações ocorrem tanto em favelas (Vila Marçola) como em uma das regiões mais ricas da cidade (Praça do Papa, no endinheirado bairro do Mangabeiras, onde vive o Governador de Minas Gerais). A programação inclui shows de bandas como Vanguart, Quarto Negro, Graveola e o Lixo Polifônico, Câmera, Mukeka di Rato, 4instrumental, Lurdez da Luz e Lafusa, além de oficinas, debates, exibições de filmes e intervenções artísticas. Um dos destaques é a 5ª Semana da Comunicação, realizada na UFMG e que integra o Transborda neste ano. Na sexta-feira, acontece o debate Mesa “Música no Século XXI: produção, experiência e consumo”, com os professores Carlos Palombini (UFMG), Bruno Nogueira (UFBA / Faculdades Integradas Barros Melo) e Jeder Janotti (UFPE) e será mediado por mim. Apareçam!

O encerramento acontece no dia 18 tendo entre as atrações o comentado rapper Criolo, Frito na Hora, Zimun, Violins, Cérebro Eletrônico e um dos ícones do metal mineiro, Chakal, entre outras. 

 PROGRAMAÇÃO COMPLETA 

11 de setembro de 2011

Edital de patrocínios culturais da Oi tem prazo de inscrição prorrogado


Empreendedores com projetos aprovados em leis estaduais e municipais de incentivo à cultura podem se inscrever no edital do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados 2012 até o dia 19 de setembro, nova data para o término do período de envio de propostas. A inscrição é gratuita, realizada pela internet, e abrange projetos nas seguintes categorias: Artes Visuais, Cultura Popular, Cinema, Dança, Espaços Culturais, Música, Patrimônio Cultural, Publicação e Documentação, Teatro e Tecnologia e Novas Mídias.

Neste ano, a seleção dos projetos será feita por curadores externos, especializados nas áreas abrangidas, o que deve resultar em maior clareza no processo e melhores projetos selecionados. Nos últimos três anos a Oi investiu cerca de R$ 200 milhões em patrocínios culturais, sendo que em 2011 a marca está ligada a 187 projetos culturais via leis de incentivo.

10 de setembro de 2011

Bizz, Facebook, jornalismo musical, público x privado e democracia

José Flávio Júnior Muita vergonha dos coleguinhas que estão ajudando a criar esse monstro chamado Criolo. A cena pop brasileira não recebia alguém tão pedante e poseur desde sei lá quando. Toda resposta é uma "lição de vida". Essa implicância com a brincadeira do Clemente foi de foder o cú da cobra. O cara lançou um disco nota 7,5 e já está sendo tratado como gênio da raça, acima do bem e do mal. Sendo que ele passou 20 anos como um rapper medíocre, sem que ninguém desse a menor pelota pra ele. Sendo que algumas músicas do Nó na Orelha são velhas pra cacete. Sendo que de Criolo ele tem só o nome - mas estrila se alguém pergunta o motivo dele usar essa alcunha. O Ganjaman deu um golpe de mestre: arrumou um Sabotage branco mas com nome de preto e com apelo junto ao mulherio e colocou a melhor assessora do circuito Augusta para trabalhar a marca na Folha e nos veículos da descolândia. Os jornalistas e publicitários brancos sempre estiveram no papo. Eu quero ver é depois da capa da Serafina. Vingar fora do mundinho é bem mais complicado. 

Alex Antunes novo paulista de cu é rola. eu fui lá falar pro capilé outro dia: como é que o fora do eixo perde a iniciativa estética desse jeito? eu passo cinco anos repetindo "região norte" que nem um maluco pelo brasil inteiro, e nada. deu tempo pra pseudoelite paulista se rearticular e começar a se sentir à vontade pra cagar hypes de novo. e de repente esse povo fofo daqui começa a virar objeto de desejo em festival independente... é foda ou é bem-feito? "jeneci" é a cabeça do meu caralho :)))))))))))))))

Minha ideia inicial era apenas indicar aqui o texto publicado pelo músico e produtor Daniel Ganjaman sobre sua visão do jornalismo musical brasileiro a partir do grupo da extinta revista Bizz no Facebook, mas são necessárias algumas palavras a mais. Acho extremamente válida a discussão sobre o posicionamento da crítica e concordo em grande parte com o que Ganjaman escreve, mas de forma alguma tiro os méritos dos jornalistas José Flávio Júnior (da revista Bravo!) e Alex Antunes - dos quais Ganja publicou comentários, sendo que dois deles abrem este texto - mesmo discordando dos mesmos em muitos casos, não apenas no que se refere ao que escrevem na comunidade da Bizz como em seus textos profissionais.

Declarações extremas têm em si o poder de gerar polêmica e, com isso, fomentar discussões e reflexões, mas não de definir afirmações incontestáveis. Acredito que Ganja reforce demais questões pessoais em seu texto, o que acaba por enfraquecer um pouco seu argumento. Independente de concordar ou não, o caso me chama atenção para questões de privacidade e democratização.

Primeiro, por se tratar de algo que se baseia em informações publicadas em um grupo privado do Facebook. Somente membros podem ler e escrever lá. Para participar você pode solicitar a inclusão ou ser adicionado por alguém. O detalhe é que ao ser adicionado por alguém você não tem a opção de negar o convite, você automaticamente passa a receber as postagens do grupo (exatamente o que aconteceu comigo). Membros do grupo questionaram a publicação de suas publicações fora do ambiente "privado" do Facebook, justificando que se trata de um ambiente descontraído e semelhante a uma mesa de bar, um bate-papo descompromissado. Até mesmo um email trocado entre José Flávio Júnior e a assessora de imprensa do rapper Criolo (do qual Ganjaman é produtor e suscitou toda a discussão) foi publicado, tornando a situação mais delicada.

Praticamente toda forma de comunicação pode ser registrada e reproduzida de alguma forma, mas a internet potencializa isso. Em um grupo de discussão privado você cria barreiras, mas não há como evitar a circulação do conteúdo. O caso do email é semelhante, com a diferença de que existem opções legais que podem ser acionadas para o caso de divulgação de informações particulares enviadas via email e tornadas públicas.

Cada ação na internet é registrada e gera rastros, consentidos ou não, e isso é algo que devemos ter em mente (independente da forma que usamos a rede, seja como jornalistas, criadores de conteúdo profissionais ou outra função). O próprio Ganjaman é "vítima" dessa dinâmica. Apesar de seu artigo/desabafo estar publicado com o título "Grupo no facebook e uma grande piada pronta!", é possível saber que o título original continha a frase "Jornalistas mortos não mentem", uma vez que a URL do texto é http://danielganjaman.blogspot.com/2011/09/jornalistas-mortos-nao-mentem-fred-zero.html e que, no Blogger, plataforma de publicação usada por Ganja, o título inicial de uma publicação define sua URL. Assim como é possível apagar, editar e quebrar lógicas de leitura lineares e temporais, cada uma dessas ações deixa suas marcas.

E ao pensar em rastros, edição, privacidade e distribuição de conteúdo, neste caso entra também no jogo a democratização da fala: ou melhor, a possibilidade de se fazer ouvido/lido independente de deter tal autorização. Ao ser questionado sobre a descontextualização dos comentários de membros da comunidade da Bizz publicados em seu blog, Ganja de certa forma se exime da culpa ao considerar a descontextualização uma prática recorrente no jornalismo. Verdade, é uma prática recorrente no mal jornalismo e que não deveria servir de exemplo, ainda mais quando se questiona a qualidade do próprio jornalismo. Mas em um de seus comentários ele indica um dos grandes pontos do debate: "Não quero brigar com ninguém. Só estou colocando o lado de quem é sempre questionado e nunca teve direito de questionar. Agora tem".

Entende a força disso? Não é uma inversão de papeis, é democratização da fala. São jornalistas, antes detentores da palavra disseminada às massas, se "defendendo" junto a um ex-leitor, agora participante ativo do debate e com grande potencial de distribuição de suas opiniões. Poder expressar suas opiniões não é novidade tão grande e não estou estabelecendo uma relação de paridade entre grandes veículos de comunicação já estabelecidos e quaisquer blogs. O ponto, aqui, é que a famosa democratização na produção e distribuição de conteúdo não vai derrubar a mídia de massa, mas com certeza abala seu conformismo. 

Independente de qual lado da história apoiar ou se solidarizar, o fato é que se trata de (mais) um exemplo do potencial da internet para a construção de debates (muitas vezes criados de forma involuntária) e que beneficiam, neste acaso, tanto a cena musical como o jornalismo cultural brasileiro.

O texto de Ganjaman e os mais de 20 comentários publicados sobre o mesmo estão no blog do artista, o Seleta Coletiva. Todos os comentários publicados no grupo da Bizz sobre o assunto até o momento estão abaixo. Relutei em copiá-los, mas acho importante para que os não-membros tenham acesso às opiniões de quem está diretamente relacionado ao assunto e foi criticado no texto publicado. Se alguém cujos comentários foram publicados quiser que eu os retire é só avisar.

9 de setembro de 2011

Axé indie: Jacaré + Garotas Suecas

Aproveitando que o Cumpadre Washington saiu da Fazenda e mandou avisar que o Tchan voltou...


Isso é pra provar que o Jacaré não morreu, galera.

Ps.: É também um alerta sobre o que esperar do revival dos anos 90 que vai ficar cada vez mais forte.

8 de setembro de 2011

Bambas Dois: fusão entre a música nordestina e jamaicana

Projeto idealizado pelo produtor musical BiD, o Bambas Dois aos poucos aflora e mostra parte do que estará no material audiovisual previsto para ser lançado em outubro deste ano. Lançado na semana passada, o primeiro vídeoclipe traz o ator global Daniel de Oliveira em uma breve participação que pode ajudar a chamar mais atenção para o projeto. "Only Jah love", a música em questão, é exemplo da porção mais jamaicana do Bamba Dois, carregada de ragga em meio a elementos da música nordestina brasileira. Ouvindo outras canções fica mais evidente a mistura entre forró, baião e xote com gêneros como reggae, zouk e dancehall.

 

BiD é produtor renomado no Brasil, responsável por CDs de Chico Science e Nação Zumbi, Chico César e Planet Hemp, além de fundador do Funk Como Le Gusta. Bambas Dois é continuação de seu primeiro álbum solo, Bambas e Biritas – Vol. 1, no qual contou com participações de Seu Jorge, Elza Soares, Rappin Hood, Black Alien e outros. Em Bambas Dois, participam a Nação Zumbi, Dominguinhos, Luiz Melodia, Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso), Siba, Daniel Ganjaman, Karina Buhr e um grande número de artistas jamaicanos, como Ernest Ranglin (Skatalites), Sticky (The Wailers) e Kymani Marley (sim, filho do Bob).


A impressão, sem ouvir o material completo, é de que Bambas Dois é a legítima world music contemporânea sem soar pasteurizada ou se limitar a estereótipos. Engraçado é perceber, no vídeo acima, como a ideia inicial surgiu de forma totalmente inusitada (na Jamaica, enquanto ouviam um CD do Chico César produzido por BiD com maior presença de forró e baião, o piloto de uma lancha começou a cantar por cima das bases instrumentais).

5 de setembro de 2011

Mistureba: Festival de Arte Digital, Psychobilly Fest, Muros e botão mágico

Botão mágico deixa tudo certo na sua vida.

- Festival de Arte Digital


- Psychobilly Fest
Dias: 7 e 8 de Setembro
Horário: 21h
Onde: Hangar (Dr. Muricy, 1091 – Centro – Tel: 3077-8189)
Ingressos: Um dia: R$ 20,00 | Dois dias (passaporte): R$ 30,00

Shows
Dia 7/09
Cwbillys
The Mullet Monster Mafia (São Paulo)
Sick Sick Sinners
Hillbilly Rawhide

Dia 8/09
Feras do Caos
The Brown Vampire Cats (Londrina)
As Diabatz
Ovos Presley

- Muros: Territórios compartilhados
O Seminário Muros: Territórios Compartilhados reunirá pesquisadores de SP, RJ, BA e MG para discutir a intervenção artística em espaços públicos.O evento será realizado em Belo Horizonte, de 13 a 15 de setembro.


4 de setembro de 2011

Eu estava lá



Uma garota com um vestido preto, justo e curto calçando uma sandália de salto agulha altíssimo e suas amigas; um senhor para além dos seus sessenta anos com um chapéu panamá bastante distinto na cabeça; o usual grupo de jornalistas, designers, arquitetos e estudantes à procura de algo novo, sem saber exatamente o que, mas que fosse diferente; um rapaz que logo antes, num debate, dividiu sua angústia: há dez anos em BH e poucas vezes teve acesso ao que está fora do mainstream; artistas; produtores culturais; os que passaram por lá e resolveram entrar; e eu, um projeto de acadêmica tentando produzir algum tipo de sentido para o que vi. Não consegui, mas arrisco um palpite. O que tínhamos em comum? Nada além de estarmos todos ontem, no 104, sentindo o show do Constantina e de seu convidado paulista, o Labirinto.


Disse sentindo por um único motivo: a música do Constantina ainda não foi coreografada. Não conseguimos curti-la do mesmo jeito. Deixe-me explicar melhor: já notaram que os estilos de música aos quais estamos acostumados, provocam movimentos corporais bastante semelhantes nos indivíduos que dividem o gosto por eles? Todos sabem como saltitam os que curtem o reggae, os headbangers também se mexem de forma parecida, os punks quando mosham, os que gostam de samba quando dançam, os micareteiros, as expressões no rosto de quem ouve um jazz bem tocado, enfim, pense num estilo e você imediatamente imagina os movimentos do corpo. O engraçado de ontem, é que isso não aconteceu. Enquanto o Constantina tocava, não havia coreografia! A garota do vestido preto, o senhor, os estudantes, os jornalistas, os que estavam lá por acaso, todos se mexiam, rosto e corpo, de forma evidentemente pessoal, primária, própria e visceral. Não tinha padrão.


Os teóricos que pensam sobre ela – de Platão até Benjamin, passando por Baudelaire – parecem concordar que a arte, aquela mais original, aquela que experimentamos como se estivéssemos vendo, ouvindo, sentindo pela primeira vez, está no campo do afeto, do sentimento primeiro e cada um a experimenta de um jeito singular. Parece-me que presenciei isso ontem. Observando a reação daqueles corpos sentindo a música descoordenadamente... Não sei não, mas arrisco dizer que ouvimos arte, ou melhor, sentimos arte. O Marcelo – o cara que faz esse blog – me disse que não só aqui no Brasil, mas que em outros lugares do mundo, algumas bandas fazem um som numa linha parecida. Se de fato isso se confirma, talvez estejamos presenciando o nascer de um novo estilo musical. Como disse, é só um palpite, mas se for verdade, eu, todas aquelas pessoas e qualquer um que esteve num show recente do Constantina, é testemunha disso. Bacana, né?

3 de setembro de 2011

Pequenas Sessões

Escrevi sobre o festival Pequenas Sessões no início da semana e esqueci de comentar duas coisas importantes:
- fiz o site do festival, http://pequenassessoes.net/. Essa é uma das ações da minha nova empresa, a revrbr. Em breve falo mais sobre ela. Sobre o site, sugiro a navegação via trackpad (ideal) ou pelas setas do teclado
- hoje, 3 de setembro, participo de debate no festival às 19:30, no CentoeQuatro, sobre plataformas digitais e mídias sociais ao lado da professora Carla Soares. A entrada é gratuita

Logo depois do debate acontece o aguardado show do Constantina com o Labirinto, sendo que as duas bandas dividirão o mesmo palco, ao mesmo tempo.

Pra quem ainda não conferiu nada da programação do festival neste ano, publico um vídeo do primeiro dia do Pequenas Sessões 2011, da apresentação do Constantina com o uruguaio Franny Glass (aliás, emocionante).

Votações prorrogadas no Conexão Vivo


O Conexão Vivo, programa de patrocínios na área musical da Vivo, está chegando à etapa final de seu edital de seleção artística, através do qual selecionará 45 artistas para circular pelo Brasil em shows realizados até setembro de 2012. Um grupo de curadores será responsável pela seleção de 39 artistas beneficiados pelo projeto, mas os outros 6 artistas serão selecionados através de voto popular. O prazo inicial tinha fim na noite do dia 2 de setembro, sexta-feira, mas foi prorrogado para as 12:00 do dia 5 de setembro, segunda, dando um pouco mais de tempo para que as bandas façam campanha e angariem mais votos.

Para votar você deve acessar o perfil de alguma das 250 bandas pré-selecionadas entre as quase mil inscritas e clicar no botão "vote neste perfil". A votação também pode ser feita por SMS, enviando a mensagem "conexao NOME DA BANDA" para o número 49810.

1 de setembro de 2011

Mombojó e Nina Becker: novos vídeos

Enquanto a carioca Nina Becker estreia em vídeo minimalista de "Toc toc", de seu CD Vermelho, o novo clipe do Mombojó é mais uma "superprodução kitsch" em clima de seriados de heróis japoneses, assim como fizeram anteriormente no vídeo de "Papapa". O destaque agora fica para o enredo divertida e a participação do Laga, d'A Banda de Joseph Tourton, como um vilão/sósia do vocalista Felipe S.