Instagram

30 de junho de 2011

Escute todas as músicas do Last.fm na íntegra e de graça

Uso o Last.fm desde 2006 e adoro. Trata-se de uma ferramenta/serviço que registra as músicas que você escuta no computador (ou em dispositivos móveis como Ipod e iPhone) e cria bibliotecas online com as mesmas, além de também ser uma rede social baseada na interação entre usuários através da proximidade de gostos musicais. Uma das funções mais legais do Last.fm é que ele pode funcionar como uma rádio online inteligente que se baseia em seu histórico de artistas ouvidos, no histórico de seus "vizinhos" (pessoas que ouviram as mesmas bandas que você), amigos, artistas ou gêneros específicos e outros parâmetros escolhidos pelo usuário. Isso é possível porque o site possui em seu banco de dados quase todas as músicas ouvidas por seus usuários.

Há alguns anos, porém, esse serviço de "rádio" passou a ser pago. Para ouvir as "estações virtuais" o usuário deve pagar $3 mensais. Aos que permanecem na versão gratuita são disponibilizados 30 segundos de cada faixa e, em alguns casos, a música completa para audição e download (caso o próprio artista ou seu selo/gravadora libere a faixa nesta modalidade).

Last.fm free music player em funcionamento

Para acabar com as limitações da versão gratuita do Last.fm basta instalar a extensão Last.fm free music player no navegador Google Chrome. Gratuita, a extensão permite que você escute todas as músicas disponíveis no Last.fm diretamente no seu navegador, sem fazer o download dos arquivos. Basta clicar no botão de play (ao lado dos nomes das músicas no site) que o mini-player da extensão as executa, criando playlists de acordo com a página em que você estiver no Last.fm: se estiver na página do Marcelo Camelo e der play em alguma das músicas, a playlist terá as músicas do artista mais ouvidas pelo público; se estiver na página de um álbum específico, como o Tarot Sport do Fuck Buttons, o álbum poderá ser ouvido na íntegra. No caso de artistas independentes brasileiros várias músicas ainda não estão disponíveis em suas páginas no Last.fm, mas funciona muito bem com artistas estrangeiros ou cujas músicas estão à venda na internet (nesse caso, a probabilidade de o Last.fm ter os arquivos em mp3 é maior).

29 de junho de 2011

Google+, a rede social do Google


Se você já estava achando a internet muito movimentada, saiba que os próximos meses serão ainda mais agitados agora que o Google anunciou sua tão aguardada rede social, a Google+. Lançada nesta terça-feira, 28 de junho, e atualmente disponível para um limitado número de usuários, a rede tem como mote o "compartilhamento da vida real, repensado para a web" (com destaque para a comunicação entre círculos sociais pré-definidos). Diferente da lógica do Facebook e outras redes, o Google+ parece apostar em formas de interação interpessoais mais direcionadas, fugindo do excesso de conteúdo que atrapalha a experiência de navegação nas redes sociais virtuais e gera o famigerado spam.

A rede integrará todos os serviços do Google através de uma barra preta na parte superior da tela, atualmente já disponível quando você acessa (logado) o Google Docs ou a página principal do Google, por exemplo. Além do enorme potencial dessa integração, as funcionalidades do Google+ parecem bastante atraentes. À primeira vista, o Google integrou em seu novo produto algumas das funções mais interessantes de redes mais abrangentes como o Facebook e de serviços específicos de comunicação através de vídeos e fotos - além de georeferenciamento, como o Foursquare, e disponibilização automática de conteúdo na nuvem, como o recém-anunciado iCloud, da Apple.

O histórico do Google em experiências em redes sociais não é muito positivo, vide os "fracassos" do Google Buzz e Google Wave, mas pode ser que com o Google+ a empresa mude esse cenário e redefina, mais uma vez, a forma como interagimos através da internet.

Apresentando o projeto Google+:
O compartilhamento da vida real na perspectiva da web

A necessidade de se conectar com os outros é um dos instintos mais básicos dos seres humanos. Com um sorriso, uma risada ou com um aceno nos conectamos com os outros todos os dias.
Hoje, cada vez mais, as conexões entre as pessoas acontecem on-line. Apesar disso, as nuances e a essência das interações do mundo real são perdidos na rigidez das nossas ferramentas on-line.

Desta forma básica e humana, o compartilhamento on-line é inadequado. Ou até mesmo quebrado. E queremos consertá-lo.

Gostaríamos de trazer as nuances e a riqueza do compartilhamento da vida real para o software. Queremos incluir você, seus relacionamentos e seus interesses, e fazer o Google melhor. 


+Círculos: compartilhe o que é importante com quem mais importa
Nem todos os relacionamentos são criados igualmente. Compartilhamos uma coisa com um colega de trabalho, outra com nossos pais e quase nada com nosso chefe. O problema é que os serviços on-line de hoje transformam amizades em fast food: embrulhando todo mundo com a embalagem "amigos". Assim, o compartilhamento torna-se prejudicado: 
É descuidado. Queremos nos conectar com certas pessoas apenas em alguns momentos, mas o que acontece on-line é que sabemos tudo de todo mundo, o tempo todo. 
É assustador. Cada conversa on-line (com mais de 100 "amigos") é uma exposição pública e, por isso, compartilhamos menos com medo dos holofotes. 
É impessoal. Os conceitos de "amigo" e "família" são diferentes para cada pessoa, da sua própria maneira, nos seus próprios termos. Porém, perdemos essa diferenciação quando estamos on-line. 

Ao analisar essas limitações, nós nos perguntamos: "o que as pessoas fazem de verdade?" E não precisamos buscar muito para descobrir a resposta. As pessoas, de fato, compartilham seletivamente o tempo todo, com seus círculos.
Da família aos colegas da escola, descobrimos que as pessoas já usam os círculos da vida real para se expressarem e para compartilhar de forma precisa com as pessoas certas. Assim, fizemos o mais lógico: trouxemos os Círculos para o software. Simplesmente crie um círculo, adicione pessoas e compartilhe novidades, assim como um dia qualquer:


+Sparks: inicie uma conversa sobre qualquer assunto
Fixações saudáveis inspiram o compartilhamento, e todos temos uma (ou duas, ou três...). Talvez ela seja carros tunados, quadrinhos ou moda, mas a atração é sempre a mesma: ela aparece em uma conversa da qual participamos e, então, é compartilhada com outros fãs. Algumas vezes por horas a fio. O truque é iniciar as coisas e eliminar o tropeço inicial. Felizmente, a web é perfeita para quebrar o gelo.
A web, é claro, está cheia de excelentes conteúdos, desde artigos recentes e fotos vibrantes a vídeos interessantes. E ótimo conteúdo pode gerar ótimas conversas. Porém, nós reparamos que ainda é muito difícil encontrar e compartilhar as coisas que são importantes para nós, sem muito trabalho e perturbação. Então, criamos um mecanismo de compartilhamento on-line chamado Sparks.
Graças ao expertise do Google, o Sparks exibe um feed de conteúdos atraentes de todas as partes da Internet. Sobre qualquer assunto que você queira, em mais de 40 idiomas. É simples: adicione seus interesses e você sempre terá alguma coisa para ler e compartilhar com o círculo certo de amigos:


+Hangouts: pare e diga oi, cara a cara a cara
Da mesa de bar ou da frente de casa, os seres humanos sempre gostaram de estar juntos. E por que não gostariam? É assim que nos distraímos, recarregamos as energias e passamos o tempo com novos e antigos amigos. Estar junto é simples, mas perdemos esse atributo quando estamos on-line.
Pense: quando você entra em um bar ou se senta na frente da sua casa, o sinal que você passa é "Ei, tenho um tempo livre agora, fique a vontade para falar comigo." Além disso, cria-se um entendimento silencioso que coloca as pessoas a vontade e incentiva a conversação. Entretanto, as ferramentas de comunicação on-line de hoje (como mensagens instantâneas ou chats em vídeo) não entendem este aspecto: 
Para começar, elas são chatas. Você pode chamar todo mundo que está como "Disponível" mas, mesmo assim, você corre o risco de interromper os planos de alguém. 
Elas também são bastante inadequadas. Quando a pessoa não responde, você não sabe se a pessoa está lá ou se ela não tem interesse em falar com você. 
Com o Google+ nós queremos fazer os encontros on-line mais divertidos, naturais e espontâneos e, por isso, criamos os Hangouts. Combinando encontros casuais com vídeos ao vivo, os Hangouts permitem que você pare quando for possível e passe um tempo com seus Círculos. Cara a cara a cara:


+Celular: compartilhe o que acontece, agora, sem complicações
Nos dias de hoje o telefone é o acessório de compartilhamento perfeito: está sempre com você, sempre conectado e é a maneira com que interagimos com nossos amigos mais próximos. Nós não queríamos criar "apenas" uma experiência móvel: com o Google+ nós nos concentramos em coisas (como GPS, câmeras e mensagens instantâneas) para deixar seu telefone ainda mais pessoal.


+Local, local, local
Na vida, os lugares que visitamos formatam as conversas de várias formas. Por exemplo, se ligamos para o João do aeroporto, certamente ele perguntaria sobre nossa viagem. Ou, se a Joana nos enviar uma mensagem de texto de um restaurante próximo, talvez encontrá-la para jantar. Com o Google+ você pode adicionar seu local em cada postagem (ou não, você decide).

+Instant upload
Transferir fotos do celular para a Internet é muito complexo e, por isso, ninguém se dá ao trabalho de fazê-lo. Naturalmente que fotos foram feitas para serem compartilhadas e não esquecidas. Por isso, criamos o Instant Upload para garantir que nenhuma foto interessante deixe de ser compartilhada. Cada vez que você tira uma foto, e com a sua pemissão, o Google+ a adiciona a um álbum particular on-line e a deixa disponível para todos os seus dispositivos. Prontas para serem compartilhadas quando você quiser.

+Chat em grupo
Coordenar amigos e família em tempo real é uma tarefa difícil na vida real. Afinal, todo mundo tem uma rotina diferente, em lugares diferentes, e os planos mudam a todo momento. Telefonemas e mensagens SMS funcionam, mas não são ferramentas adequadas para reunir todo mundo. Assim, o Google+ inclui o Chat em grupo: uma experiência de mensagens on-line em grupo que permite que todas as pessoas de um círculo saibam o que está acontecendo, na hora.


A partir de hoje o Google+ está disponível no Android Market e na web móvel (e em breve na App Store).

+Você: colocando você em primeiro lugar, por todo o Google
Este é o projeto Google+ até agora: Círculos, Sparks, Hangouts e celular. Estamos começando os testes externos e, por isso, você perceberá que algumas coisas ainda não estão perfeitas. Por isso, o acesso ao projeto é feito apenas por convite. Porém, o compartilhamento on-line precisa ser visto sob uma nova perspectiva, e já era hora de começarmos a fazer isso. Só mais uma coisa. Na verdade, a única coisa: você.

Você e outros bilhões de pessoas confiam no Google, e nós sabemos da nossa responsabilidade. Aliás, temos os nossos usuários como foco há mais de 10 anos: liberamos os dados, trabalhamos por uma Internet aberta e respeitamos o direito das pessoas de serem quem elas desejam ser. Sabemos, porém, que o Google+ é um tipo diferente de projeto, que precisa de um foco diferente: em você. É por isso que damos a você mais formas de permanecer agir em particular ou em público, mais escolhas relevantes sobre os seus amigos e seus dados e mais maneiras de nos comunicar a sua satisfação. Por todo o Google.

Quando seu convite chegar, esperamos que você participe deste projeto. Mas, no final, quem decide é +Você.

27 de junho de 2011

Emicida, garoto-propaganda do Itaú (e do Sonho Brasileiro)


Pode se preparar: a polícia indie e os hipócritas do "rap de raiz" (algo quase que necessariamente relacionado à pobreza e, parece, determinado a nela permanecer) vão torcer o nariz e reclamar (mais) sobre o Emicida, agora que o rapper paulista estrela uma nova campanha do Banco Itaú. O vídeo faz parte do projeto "O Sonho Brasileiro", resultado de pesquisa de mesmo nome realizada pela Box 1824 com jovens brasileiros entre 18 e 24 anos, com patrocínio do Itaú e Pepsi.

É louvável que empresas desse porte apoiem projetos como esse, mesmo usando o discurso ativista/engajado como forma de aproximação com seus potenciais clientes. O que importa, acima de tudo, é que algo relevante foi produzido e que registra o momento do país - seu potencial, expectativas e incertezas de sua população jovem (hoje, cerca de 26 milhões de pessoas).

O site da pesquisa é bastante completo, com informações interessantes sobre como o jovem brasileiro se posiciona em relação ao país, seu futuro, suas relações interpessoais e outros temas. Destaque para a boa abordagem da cultura digital e as transformações que exerce em nossa cultura. A navegação pelo site é altamente indicada, mas demanda boas horas que podem render produtivas reflexões. A pesquisa também pode ser baixada em pdf, por completo, ou de acordo com os tópicos de seu interesse.



"A hiperconexão gera continuamente novos arranjos, combinações e oportunidades. Jovens preferem aproveitar as possibilidades atuais à medida que elas se apresentam do que viver como reféns de um futuro incerto. Por isso, passam a viver muito mais o processo do que focar num fim determinado para suas ações, e não veem mais sentido em planejar futuros rígidos a longo prazo.

As possibilidades infinitas dão espaço para a criação de um “eu” mais ‘multivíduo’ do que ‘indivíduo’. Jovens enxergam que a cultura global não anula as particularidades locais, mas, pelo contrário, cria um espaço mais amplo onde manifestações distintas podem dialogar e realizar trocas.""

 Manifesto do projeto  
Nos arriscaríamos aqui a uma conclusão simples. Como diz Zygmunt Bauman “já não temos uma noção clara de destino”. Diferente da modernidade clássica, não sabemos mais o que exatamente é progresso, onde exatamente devemos chegar. A pluralidade do mundo é tanta que parece ser tolo querermos ter um destino exato.  
Diferente do Sonho Americano que propõe sempre uma vitória, avistando uma sociedade rica que compartimenta a diversidade e as diferenças em seus lugares próprios, o Sonho Brasileiro não parece buscar um destino exato, mas celebrar o próprio caminho. Aos moldes dos nossos ‘Jovens-Ponte’ o Brasil parece ser também uma ponte. Uma ponte entre o novo e o velho, entre a natureza e o homem, entre o lazer e o trabalho, entre um povo e outro, entre um tempo e outro.  
Uma ponte é também um caminho. Um caminho que conecta pontos, às vezes, separados por abismos. Não somos um país que luta por um ponto de chegada. Nosso Sonho não fala de uma Terra Prometida. Mas de um lugar onde já estamos. Um fluxo. Uma procissão constante. Um caminhar festivo onde o prazer do caminho, do movimento e da festa são o próprio Destino.  
E nos parece que não só o Brasil precisa desta consciência, mas também o Mundo como um todo. A consciência de que precisamos de muitas pontes. E a consciência de que o Brasil é um país ponte.

Observação: se é que você não percebeu, usei o mote do Emicida para chamar atenção para a pesquisa, que é muito mais interessante e pertinente do que comentários idiotas sobre um rapper da periferia estrelar um vídeo de uma empresa bilionária. 

Se o Rap tem algo de transgressor desde sua origem, esse mesmo espírito o capacita a não estabelecer regras e utilizar do próprio "sistema" para reforçar seu discurso - como o faz aqui, Emicida.

O La Blogoteque de Portugal



Os Capitães da Areia e DIDGenBASS, bandas que você assiste nos vídeos acima, são algumas das atrações do A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, o "La Blogoteque" (em sua série "Les Concerts A Emporter") de Portugal. A execução é um pouco diferente, mas a proposta é a mesma em ambos os blogs: captar bandas alternativas/independentes em espaços inusitados em apresentações acústicas improvisadas. No caso do projeto português não há o movimento característico das produções dos franceses da Blogoteque, o que acaba causando certa monotonia em alguns vídeos. Mais interessante do que a própria execução ou técnica utilizada é conferir parte do que está sendo feito na cena musical independente de Portugal (e ainda contar com belas paisagens como cenário). 

Pode ser um pouco de "bairrismo" (ou nacionalismo, no caso), mas assisti a vários dos vídeos do blog e, no fim das contas, não consegui tirar da cabeça a comparação com a cena indie brasileira atual - que, na minha opinião, vence com folga em termos de qualidade artística e criatividade.

Ps.: Por falar em La Blogoteque, sou obrigado a publicar abaixo um dos vídeos do Battles no projeto. Fenomenal.


25 de junho de 2011

Acabou a festa no Turntable.fm

Tela de entrada do Turntable.fm para usuários fora dos EUA

Ou melhor: acabaram as festas fora dos Estados Unidos. Agora, somente usuários cadastrados como residentes nos EUA podem acessar o Turntable.fm. A restrição ocorreu devido a problemas de licenciamento das músicas tocadas dentro da ferramenta. O Turntable usa músicas do banco de dados da empresa MediaNet, especializada em conteúdo digita, que estariam licenciadas para uso apenas nos EUA. O site também permite que o próprio usuário faça upload de arquivos de músicas em mp3. No entanto, a grande maioria dessas músicas não pertence aos usuários responsáveis por seus uploads e isso se torna uma prática ilegal. 

O funcionamento do Turntable.fm está baseado no Digital Millenium Copyright Act (ou Lei dos Direitos Autorais do Milênio Digital) na categoria de "serviço não-interativo" de execução de músicas. Esta categoria de "serviço não-interativo" é a mesma que permite o funcionamento do Pandora (também restrito a usuários norte-americanos) e o 8tracks e estabelece, entre outras coisas, que o usuário não pode escolher exatamente qual música deseja ouvir em um momento específico (o que caracterizaria interatividade).

24 de junho de 2011

Música nova do CSS, "Hits me like a rock"


O aguardado terceiro álbum do CSS (antigo Cansei de Ser Sexy) se chama La Liberación e será lançado oficialmente no fim de agosto, mas seu primeiro single já foi divulgado nesta semana. "Hits me like a rock", o single em questão, é uma deliciosa mistura de reggae e synth pop com refrão grudento e tem a participação de Bobby Gillespie, líder do Primal Scream, nos vocais. O detalhe é que no mais recente CD do Primal Scream a parceria foi inversa, com Lovefoxx, vocalista do CSS, cantando em uma das músicas de Gillespie.


A resposta da mídia especializada estrangeira tem sido positiva. O jornal inglês The Guardian (parceiro do Meio Desligado no Music Alliance Pact) publicou que La Liberación segue a mesma linha do primeiro CD da banda, mas com abertura para gêneros como flamenco, reggae e disco.

23 de junho de 2011

O fim do Superguidis...

... foi anunciado hoje, pelo Twitter da banda.



Uma das minhas melhores lembranças da banda é de um show deles em Recife, no Abril Pro Rock, no qual lembro de ter achado a apresentação deles a melhor de todo o festival (que tinha na programação ninguém menos que os lendários New York Dolls e Bad Brains, além do Datsuns e Lobão). 

Apesar de ter excelentes canções, sempre achei seus álbuns irregulares - o que não comprometia a qualidade dos shows. Conversei com os caras algumas vezes, tanto nessa ocasião em Recife como nos shows que fizeram em BH, mas infelizmente nunca cheguei a escrever algo mais completo sobre eles - o máximo foi este aqui).


Abaixo, fica o que escrevi sobre o Superguidis e enviei para a Music Alliance Pact há exatamente um ano, material que foi republicado em 34 blogs estrangeiros:
"Não fosse o bom humor" é a música principal do terceiro álbum da Superguidis, banda do sul do Brasil que lançou este novo trabalho há alguns meses. Seu riff e linhas melódicas lembram alguns dos melhores momentos do Foo Fighters - sensação que, ao vivo, é ainda mais forte.

A discografia completa da banda está disponível pra download na TramaVirtual. Sobre informações sobre o fim uma boa fonte pode ser os perfis no Twitter do Andrio (vocais, guitarra) e do Marco (bateria).

21 de junho de 2011

Mistureba: Soundcloud, Thiago Pethit e design sonoro

Soundcloud chega aos 5 milhões de usuários
A grande plataforma de publicação de arquivos de áudio Soundcloud recentemente alcançou a marca de 5 milhões de usuários em todo o planeta. Para comemorar, criaram um gráfico que apresenta alguns momentos relevantes de sua trajetória, como as adesões de artistas como Moby (fim de 2008), Foo Fighters (2010) e do ator (e investidor em tecnologias digitais) Ashton Kutcher (2011).



Aproveite para ver como é o escritório do Soundcloud na Alemanha.

Do jeito que o Thiago gosta
Vídeo-teaser de uma nova música do Thiago Pethit, ainda sem título definido (segundo o cantor, um dos nomes possíveis é esse que você leu acima), feito pelo fotógrafo especializado em moda Gianfranco Briceño. Em BH, quando fez o último show da programação do Conexão Vivo deste ano, Pethit encerrou sua bela apresentação com essa música.




O som aumenta a percepção positiva da marca
Artigo interessante no Webinsider sobre design sonoro. Leia um trecho:

"O som é uma linguagem universal, acima de todas as línguas e está presente nas nossas vidas o tempo todo, na sua maioria de forma inconsciente. Quando estamos em uma esquina barulhenta, por exemplo, fazemos de conta que o barulho não existe – enquanto ele, de fato, existe e nos afeta. 
Fisicamente, o som altera os batimentos cardíacos, a respiração e as ondas mentais. É como quando ouvimos o som do mar e relaxamos. Os ciclos das ondas do mar têm grande relação com o ciclo da respiração e por isso são muito familiares e reconfortantes. A música altera a estrutura molecular da água. Nosso corpo contém 77% de água. Assim é correto afirmar: a música tem o poder de atuar fisicamente na nossa saúde. 
Psicologicamente, a música é capaz de mudar o humor e interferir no estado emocional: provoca tristeza, alegria, irritação. A música pode mudar completamente a qualidade de nossos momentos e da nossa vida. 
Nosso poder de processamento auditivo nos permite escutar um som de cada vez. Assim, quando se está num escritório barulhento, o ruído excessivo pode causar danos à saúde e à produtividade das pessoas – esta chega a cair muito, cerca de 66%. Imagine o impacto disso para as empresas?"

20 de junho de 2011

Turntable.fm e a nova era da discotecagem

Há uma cena no filme A Festa Nunca Termina, sobre a cena musical de Manchester nos anos 80, em que o protagonista nos pede para prestar atenção no que acontecia na boate naquele momento: o DJ estava em destaque, era a grande atração da festa. Ali, ele diz, estava sendo marcado o início da cultura clubber (ou algo do tipo). Ao usar o Turntable.fm fico imaginando se não estaria presenciando algo semelhante, uma espécie de discotecagem específica para ambientes digitais.

Responsável por um dos maiores burburinhos no Vale do Silício nos últimos dias, o Turntable.fm é uma mistura de aplicativo, sala de bate-papo e rede social para discotecagens coletivas. O usuário pode escolher por entrar em alguma das salas já existentes (a maior parte dividida por gêneros musicais, temas ou de acordo com o local em que seus "DJs" estão, como uma determinada empresa, por exemplo) ou criar a sua própria. Em cada sala até cinco DJs escolhem e tocam as músicas alternadamente e eles, assim como os ouvintes, podem votar se gostaram ou não da música tocada por cada DJ da sala. Votos positivos representam pontos para o DJ e de acordo com a porcentagem de votos negativos a música pode ser interrompida, cedendo o controle para outro DJ. Uma curiosidade é que a sala Coding soundtrack (sempre com muitos usuários/ouvintes) reúne vários programadores do Vale do Silício e até mesmo Marck Zuckerberg, criador do Facebook, dá as caras por lá.

Atualmente o serviço está em fase de testes e você consegue usá-lo somente se algum dos seus amigos no Facebook já for usuário, o que apenas reforça a expectativa ao seu redor e estimula certa valorização de seus usuários. As músicas tocadas podem ser selecionadas diretamente do banco de dados do Turntable ou você pode fazer o upload de um arquivo.



Mesmo com pouco tempo de existência e ainda consertando alguns erros, dá para perceber rapidamente o potencial do Turntable. O visual das salas simula o de um espaço de festas e os DJs ficam posicionados em uma mesa, com os avatares dos ouvintes em frente. Cada vez que alguém "curte" uma música, seu avatar começa a dançar. Novos avatares tornam-se disponíveis à medida que o usuário ganha mais pontos. Ou seja, além de tudo, há uma característica de game que vicia ainda mais o usuário e o estimula a usar a criação de trilhas sonoras como forma de se diferenciar dentro da rede.

Outro ponto positivo é que as salas funcionam, literalmente, como as antigas salas de bate-papo, abrindo caminho para conversas sobre música e interação entre os participantes. Caso você goste muito de um DJ, pode tornar-se fã dele e receber um aviso todas as vezes que ele começar a tocar no Turntable novamente.

Tornar público seu gosto musical não é nenhuma novidade, vide serviços como Last.fm e Grooveshark. Transformar a escolha de músicas em um game social sim, é uma novidade, próxima apenas do que o Blip.fm tentou. A grande diferença é que o Blip.fm se baseia na experiência individual, você é o DJ, você determina toda a trilha sonora. No Turntable, a construção é coletiva. Usar o Blip.fm é como ouvir música alta em casa: as pessoas sabem o que você está ouvindo mas não têm a opção de participar. O Turntable é como fazer uma festa e permitir que os convidados definam o que vai ser tocado e quem deve continuar escolhendo as próximas músicas.

O Turntable já recebeu cerca de $2 milhões em investimentos e virou febre entre funcionários de empresas como Twitter, Facebook, Foursquare e Youtube, para as quais existem salas específicas, evidenciando um grande problema para os patrões: o Turntable é um grande indutor à redução da produtividade nos escritórios, uma vez que é fácil de usar e viciante. Resta saber se a eterna briga entre serviços de streaming e as gravadoras não vai impedir uma pequena revolução em nossos hábitos...

19 de junho de 2011

Aplicativos para Twitter no Iphone (e celulares com Android)

Em tempos de grandes fluxos de informação e mobilidade, acessar o Twitter através de seu celular é, além de prático, um diferencial que pode permitir maior agilidade e velocidade na produção e recepção de conteúdo (ou na interação com o mesmo).

Nos últimos meses testei quatro aplicativos que podem ser usados para acessar o Twitter e resumo em algumas linhas suas vantagens e desvantagens. Os testes foram feitos no iPhone mas os apps também estão disponíveis para a plataforma Android. Todos eles também possuem versões para navegadores ou desktops. A maior parte de suas funções são semelhantes mas os poucos itens que os diferenciam podem determinar qual app se adequa melhor aos seus objetivos e necessidades.

Pontos positivos:
  • Além do Twitter, é possível usar o aplicativo para gerenciar suas contas no Facebook, Ping.fm e Chatter
  • É bastante simples a criação de feeds para acompanhar determinadas hashtags ou termos no Twitter, listas ou trending topics
  • Você pode alternar entre quatro perfis e atualizá-los simultaneamente
  • Interface prática para ver os RTs
  • Possibilidade de escolher a qualidade da foto feita através do app e em qual serviço publicá-la no Twitter (como TwitPic, Posterous e yFrog) 

Pontos negativos:
  • A versão gratuita exibe anúncios e para retirá-los é preciso pagar $4,99
  • Não agenda atualizações


Pontos positivos:
  • Por ser o app oficial, a tendência é absorver primeiro as novidades do serviço
  • Administração de várias contas no Twitter, mas a atualização é individual
  • Possibilidade de escolher a qualidade da foto feita através do app e em qual serviço publicá-la no Twitter (como TwitPic, Posterous e yFrog)
  • Pode enviar notificações a cada vez que você é citado, recebe ou replie ou mensagem direta no Twitter
  • Fácil inserção de hashtags e citação de outros usuários

Pontos negativos:
  • Atualização de somente um perfil por vez
  • São necessários vários passos para acompanhar determinadas listas ou RTs de diferentes categorias (RTs dos outros, próprios ou seus tweets que geraram RTs)
  • A timeline não se atualiza automaticamente e a cada utilização uma grande fila de tweets antigos deve ser percorrida até chegar aos mais recentes
  • Não agenda atualizações


Pontos positivos:

  • Recentemente comprado pelo Twitter, o aplicativo é bastante completo e também permite o gerenciamento de contas do Facebook
  • A navegação por colunas é prática e permite acompanhar sua timeline, replies, mensagens diretas, termos de pesquisa e outros itens
  • Rápida inserção de vídeos e fotos nos tweets
  • Grande variedade de opções de personalização
  • Integração com o encurtador de urls Bit.ly
  • Fácil inserção de hashtags e citação de outros usuários
  • Integração com a conta do TweetDeck que também pode ser usada em desktops ou diretamente no navegador

Pontos negativos:

  • A visualização dos tweets no mapa constantemente dá erros
  • Não agenda atualizações
Pontos positivos:

  • Único dos apps testados que agenda tweets futuros
  • Gerencia contas do Twitter, Facebook, LinkedIn e Foursquare
  • Fornece estatísticas sobre os links encurtados dentro do app com o encurtador ow.ly
  • Possui função de tradução de texto


Pontos negativos:

  • Interface pouco atrativa visualmente

18 de junho de 2011

Fadarobocoptubarão - Meu primeiro elefantinho

"Delícia" é a palavra pra descrever esse novo vídeoclipe do Fadarobocoptubarão, trio belo-horizontino de metal instrumental fanfarrão. As filmagens aconteceram na sede da Alcova Libertina, turma hype das artes em BH, sob direção do esperto pessoal do Coletivo Imaginário.


Parabéns ao Douglas!

16 de junho de 2011

Music Alliance Pact de junho

Tive alguns problemas com o arquivo da Music Alliance Pact deste mês e por isso não consegui publicar ontem, mas agora segue a coletânea deste mês. A banda brasileira escolhida foi a Eskimo, nova empreitada do Patrick Laplan (que já tocou na primeira formação do Los Hermanos e com o Rodox, projeto solo do Rodolfo, ex-Raimundos, antes dele se dedicar à religião).

Você pode fazer o download da coletânea completa no MediaFire (de graça!).

 ARGENTINAZonaindie
Marcelo Ezquiaga – El Gaucho Vive y Muere En Su Ley
Although Hombre Golpe is his second album as a solo artist, Marcelo Ezquiaga’s career started with a musical project called Mi Tortuga Montreaux, which gave us three amazing records between 2003 and 2006. El Gaucho Vive y Muere En Su Ley is one of our favorite songs from this new work, which comprises his acoustic-pop signature with strong melodies and fine arrangements. As he likes to say: rock without guitars.

 AUSTRALIAWho The Bloody Hell Are They? 
Mildlife – Milk & Wool
Milk & Wool is a sweet jam and the first we’ve heard from Mildlife – a new loose, electronic outfit from Melbourne. It’s a good sign from a band that manages to mix light and dark with interesting production and a strong pop sensibility.



 BRASILMeio Desligado  
Eskimo – Cavalo De Fogo

Difícil definir "Cavalo de fogo", primeiro single do CD de estreia do Eskimo (novo projeto do Patrick Laplan, mais conhecido como baixista do Los Hermanos na época do primeiro álbum da banda). A faixa traz várias dinâmicas e influências, uma mistura entre pop e alternativo que obtém um resultado intrigante e que chama a atenção para o trabalho desta nova banda. É, sem dúvida alguma, uma das músicas que mais escutei nos últimos meses, justamente pela capacidade de agregar elementos bastante distintos em uma canção concisa e contagiante.


 CANADAI(Heart)MusicSocalled – Work With What You Got
Hip-hop? Klezmer? Folk? Pop? Gospel? Some insane, wonderful combination of all of that (and then some)? There’s so much going on on Socalled’s newest album, Sleepover, that I have no idea how I’d classify it. Oh wait, I do: as a simply great album. Work With What You Got captures the album’s sense of fun, but only shows a fraction of the wide range of genres it displays.

 CHILESuper 45Adrianigual – Arde Santiago
After a four-year break, Adrianigual is back. Big time. Their new album, Éxito Mundial (released on Sello Cazador), is a punk-hearted but dancefloor-driven collection of feverish songs. Arde Santiago is their second single.

 CHINAWooozyAM444 – Eye Wonder
AM444 is the Shanghai-based project of singer ChaCha (Kode9, Clive Chin, Jimi Tenor, Desto, etc) and Dutch producer/DJ Jay.Soul (Mr. Windmill & Jay.Soul, Sole Profit, Cecilia Stalin, etc). After years of thoughts, discussions and drunken promises, the pair have finally been in the studio for the past few months and the result is their eight-song debut release Eye Wonder. It’s a jazzy, funked up, dubbed out Chinese language sonic assault and some of the most exciting music to come out of Shanghai in a while, already receiving radio play in London, LA, Europe and around Asia. Eye Wonder is a landmark release for Chinese underground music.

 COLOMBIAColombia UrbanaMarita – Pequeña
Marita has been writing lyrics since she was a little girl, although she never knew where they would end up. The single Pequeña (”Little Girl”) is a resume of her own history and a good illustration of her electro-rock sound.

 DENMARKAll ScandinavianWhy Don’t We Love Lucy – With You
In March, Danish/Norwegian quartet Why Don’t We Love Lucy released their debut EP, CPH-OSL, which serves up foot-moving club-funk-pop (slap bass included) with a light ring of the 80s and 90s to the five catchy tracks. A new EP is in the works, with a release planned for this autumn, but here’s the excellent With You from the debut for you to enjoy.

 ENGLANDThe Guardian Music BlogLeopard Of Honour – Teenage Fantod
David Roocroft is a Manchester boy who calls himself Leopard Of Honour and, like Oxford’s Chad Valley, counts himself as one of the British musicians doing similar things with synths and samplers to America’s chillwave artists such as Washed Out and Toro Y Moi. His instrumental Teenage Fantod, named after a “an archaic phrase for quivery anxiety used a lot by David Foster Wallace”, was described as “effortlessly lovely and languid” in a recent New Band of the Day column, adding that it was “pop music with experimental urges and precious little retro intent”.

 ESTONIAPopopBarthol Lo Mejor – Pick Up Track
You’ve partied but not this wild! Barthol Lo Mejor jumpstarts your night with trash electro. It sounds fresh, upbeat and raw like Justice, MSTRKRFT and Huoratron. His performance drives you further, guiding you with his signature sound and bouncing around in a flashy outfit to provide vanity, energy and edge. Don’t just listen, but enjoy it all.

 FINLANDGlueSatellite Stories – Family
These four young lads from the Arctic city of Oulu play music to bring you nostalgia from events you never really experienced, like the 60s, the first kiss from your elementary school crush and the time you and your best friend bought that awesome 45 single and listened it on your parents’ record player. Satellite Stories bring all these feelings with cheerful and fast-paced indie music influenced by Vampire Weekend and The Wombats.

 FRANCEYet You’re FiredMondrian – Or Unicorn
Mondrian are a young Parisian pop band formed in 2007. After releasing their first EP last year, Popshop, they dropped another one, Whippersnapper, just a month ago. Catchy beats, fresh voices and a talent for writing will surely bring them some success. They take everything that’s good in pop to make the best out of it, creating addictive and lovely songs with a high repeat listen potential.

 GERMANYBlogparteiPetula – Wives
Where have they been all these years, playful electro-inspired German artists writing and reinterpreting great songs? Berlin-based Petula definitely is one of those with a wide and emphatic spectrum of styles. Wives is a wary, slightly more uptempo, more electronic cover of a Savoy Grand song. It has just been released on a split EP with all-girl band Candelilla.

 GREECEMouxlalouloudaGravitysays_i – The Urge Of Identity / The Figures Of Enormous Grey
It’s hard not to stare in open-mouthed amazement at the sheer brilliance of Gravitysays_i’s superbly executed, intensely creative and nearly flawless sophomore album, The Figures Of Enormous Grey And The Patterns Of Fraud. They bring together experimental, dark, atmospheric elements along with Greek and Eastern traditional music and examine social values, institutions and morality as an extension of individual, as well as collective, conscience with an emotional clarity and narrative acuity that makes it an undeniable triumph.

 ICELANDIcelandic Music MaffiaMorning After Youth – Lived
Morning After Youth is a four-piece band with a smooth and artsy sound to their music. They are working on their first album which will hopefully be ready this summer. Lived was recorded in the famous Studio Sýrland with Adda 800 and Börkur.

 INDIAIndiecisionGoddess Gagged – Visionary
Goddess Gagged is a metal band from Mumbai. The band channel melodic post-hardcore in the vein of acts like Architects and Alexisonfire, a foundation given legs by frontman Siddharth Basrur’s almost effervescent vocal delivery. Visionary is a new track, presumably from the band’s upcoming debut album. We suggest you keep your eyes and ears open for that.

 INDONESIADeathrockstarPolyester Embassy – Space Travel Rock N Roll
Polyester Embassy have a deep affection for noises, sounds and a vintage synthesizer. After years of experimenting, they’re bringing out a second album which sounds like Pink Floyd/Flaming Lips/Mogwai/Ride/Spiritualized mixed raw into their own characteristic.

 IRELANDNialler9Ghost Estates – Paris
The members of the newly-formed Ghost Estates were previously of two pretty different bands SickBoy and 8Ball. Their new band may be named “after the thousands of abandoned housing estates built in Ireland during the Celtic Tiger boom years” but there’s plenty going on in their music, from 80s guitar to processed beats to a spoken word interludes and, I kid you not, a treated saxophone solo.

 ISRAELMetal IsraelSumo Elevator – Pedal Horse
Sumo Elevator is a group of five ex-metalheads with short hair mixing prog-rock/metal, electronica jazz and breakbeat into intense atmospheric electro-fusion pop-rock. Their eclectic line-up consists of traditional rock/jazz instruments (electric guitar, bass guitar and acoustic drums) and turntables, noise boxes, samplers and modern synthesizers. With two years of live performance and studio experience under their belts, Sumo Elevator is about to release a full-length album in 2011 called Breakfast, which Pedal Horse is taken from.

 ITALYPolaroidKaribean – We Need The Sun
First day at the sea, the sun is shining, friends all around, Beach Boys playing on the jukebox, see The Housemartins on a surf, meet Vampire Weekend at the bar. It’s all just perfect. One last thing: go here and download Karibean’s free debut EP. It would be the icing on the cake.

 MEXICORed Bull PanameriKaPellejos – Abuelita
Take some inspiration from Jack Kerouac’s Mexico City Blues and recite it on a cantina filled with the country’s intellectual crème de la crème, then leave them dumbfounded with the evocation of images of decay, corruption and nihilism. Pellejos started in 2005 when some refusing-to-age contemporary art-farts took a late chance to form a band led by visual artist (now bassist) Daniel Guzmán. What seemed to be just some art-wank has endured six years of sporadic gigs that led to bear a (rotten) fruit with a debut LP – a fetid collection of ethylic spoken word from the hoarse mouth of vocalist Ignacio Perales, backed by what sounds like Tindersticks from the Third World. Abuelita is just a random nonsense collection of excuses to fall back into old patterns of drinking. Cheers!

 NETHERLANDSUnfold AmsterdamSkip & Die – La Cumbia Dictadura
Skip & Die is a Netherlands-based outfit that began as a globally-infused collaboration between South African vocalist/visual artist Cata.Pirata and producer Jori Collignon (also of Dutch electronic experimentalists C-Mon & Kypski and Nobody Beats The Drum), although these days they’re a fully-fledged live band. Via their travels through the towns and cities of South Africa, they’ve forged a contemporary and vibrant wall of sound that mixes electro, hip hop, Afrobeat and South American grooves. While specialising in sexy party bass hits that remind at times of Diplo’s Major Lazer, there’s always a more considered side to their art than simply noise and dance as Music Alliance Pact exclusive La Cumbia Dictadura shows.

 NEW ZEALANDEinstein Music JournalCool Cult – Skulls
New Zealand’s best young exponents of shoegaze styled no-wave. Described by UK music blog Sonic Masala as “beautifully formed nuggets of sound that are brimming with exuberance and ebullience”, Cool Cult’s noisy rhetoric is a mixture of early Deerhunter and discordant Canadian punk wizards Women. Their debut album Try Crunch is full of carcinogenic guitar hooks and elegant vocal melodies, with a refreshingly mature approach to constructing traditional pop music. Skulls is the band’s first single, featuring an observantly sleepy vocal melody overwhelmed by a crushing wave of distorted guitar.

 NORWAYBirds Sometimes DanceIhab – Æ Må Fær
Who would have thought that Bodø, a small city in northern Norway, would harbor so much good indie. So far there’s Cold Mailman, Kollwitz, Kråkesølv and now Gabriel and Ihab, both on newly started Beyond Records. Ihab make quirky indie-rock reminiscent of 90s heroes like Pavement and Built To Spill as well as newer bands like Cymbal Eat Guitars and Algernon Cadwallader.

 PERUSoTBIván Fajardo – Calma
Iván Fajardo is a constant in the musical innovation of Lima. In the first edition of MAP in October 2008, we had ERA, his band at that time. More recently Ivan has been working alone. Calma is the first preview of his new direction and is accompanied by a video that combines well the relaxed mood of the song. Iván Fajardo is recording a video for his next single, which is worth keeping an eye out for.

 PORTUGALPosso Ouvir Um Disco?Kubik – Shina-Kak
Victor Afonso, a musician, music teacher and cinephile, had his first release as Kubik in 1999. Since then he has had a steady flow of releases and collaborations. His great love for cinema and music for films shows in his work. His talent has been recognized by artists such as Mike Patton, who invited him to open for Fantômas. Shina-Kak is an exclusive download for MAP, taken from Psicotic Jazz Hall, which has just been released.

 ROMANIABabylon NoiseToulouse Lautrec – Yesman
With a name that recalls the famous French painter, the Bucharest trio started in 2009 as an alternative rock band with post-punk flavours. Although their image in the Romanian media is promoted through neo-Dadaist elements, there is nothing absurd in their music. The prominent basslines and the upfront beats remind me of Editors but without those dark guitar riffs. Whimsical and witty, Toulouse Lautrec is what you need now to give your day a push.

 SCOTLANDThe Pop CopSong Of Return – Trajectory
Trajectory simmers menacingly in a premeditated assault to the senses for two minutes before the drums crash in like a lightning strike and you very quickly realise your Facebook ‘like’ button just isn’t going to suffice. The Glasgow-based alternative dance band (who will appeal to fans of Delphic) is fronted by Craig Grant, formerly of Union Of Knives, and also features Louis Abbott, singer of Admiral Fallow, one of this country’s best new bands.

 SINGAPOREI’m Waking Up To…Humming Kitten – Monochrome
Little is known of Humming Kitten, and we get the impression they’d like to keep it that way. It is a little disconcerting at first, approaching this musical project without any preconceived ideas of who or what the band members are, and appreciating their musical ideas purely at face value and on first impressions. However, once you soak it all in, you might feel that they’ve been there all along, lurking at your blogs or gigs. Revealing the chief conspirator as an entity known as Keyboard Cat, and that they favour a lo-fi noise-pop approach to their pieces, Humming Kitten ultimately sound so lonely with solitude as their ally.

 SOUTH AFRICAMusical Mover & Shaker!Simfonika Island – African Sunset
Simfonika Island is a project made up of two very talented individuals, Gianni Capri and Donny Halo. Both have diverse musical backgrounds, one from a very DJ-orientated world and one from a band. With African Sunset comes a song that crosses South African house with the influences of house music from New York City and Europe, all accompanied with some stirring piano and a dash of deep groove. It’s magical.

 SOUTH KOREAIndieful ROKPigibit5 – Y.O.N.H.A
Sweet indie-pop act Pigibit5 claims kitsch to be the best description of its music, which is heavily based around a twee-pop and chamber-pop sound, also citing influences from folk and hard rock. The band is what remains of Pirigwa – where Ireland’s So Cow on occasion could be found playing an instrument or two – and the members have returned to their former label, Beatball, with the release of first full-length album Cherryboy Revolution a few weeks ago. Y.O.N.H.A is a cheerful tune with a retro pop sound.

 SPAINMusikornerFur Voice – Wimp
Fur Voice is the stage name of David Gracia, an actor and singer born in Murcia and living in Barcelona since 2006. Inspired by electronic and psychedelic acts such as Grizzly Bear and Animal Collective, Fur Voice builds a dark extraterrestrial atmosphere in his debut album, Onto Endo (self-produced and self-released). The first single off Onto Endo, Wimp, takes the best from noise, post-rock and psychedelia and turns it into a dreamy, catchy, epic tune with an ending that leaves you wanting more.

 SWEDENSwedespleaseBitRobot – She’s An Android
I’m always on the lookout for 8bit pop or C64 stuff. I’ve heard a lot over the years but still don’t consider myself an expert. Still, from my perspective this new record from BitRobot called Nebula, which She’s An Android is taken from, does something I haven’t yet heard. He personalizes the music, taking a completely computer-based sub-genre and gives it a touch of humanity.

 SWITZERLAND78sHuck Finn – Sofia
Huck Finn is the moniker of two singer-songwriters who teamed up for a project. Four years ago they won a few music prizes in Switzerland but they struggled to deliver a proper record. On the second attempt they succeeded. Breaking In, their debut album, is bombastic and emotional at the same time. Sofia, their first radio single, will make you weep like a dog.

 UNITED STATESI Guess I’m FloatingDale Earnhardt Jr. Jr. – Morning Thought
The Detroit duo released their full-length debut, It’s A Corporate World, earlier this month, just in time for summer. It’s the perfect season for this record too, full of catchy guitar riffs, melodious vocal harmonies and an added layer of production missing from their earlier works. Morning Thought hops along with glitchy effects, handclaps and enough thoughtful xylophone to keep wandering ears at bay.

 VENEZUELAMúsica y Más
 Elefreak feat. El Prieto – RockMafia

In Venezuela, not many rock and rap bands interact. But a couple of months ago, one of the most iconic rock bands, Elefreak, coupled with one of the great exponents of hip hop in the country and created RockMafia, a song loaded with great strength and lyrics that leave a message of reflection. Elefreak’s nine-track record can be downloaded for free from their website.