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30 de dezembro de 2011

Coletânea 2011 Meio Desligado


Ouça a coletânea completa acima ou faça o download no Facebook do Meio Desligado. A cada audição o player toca as músicas em uma ordem diferente, não existe uma ordem pré-definida. Os CDs completos de todas as bandas que estão na coletânea são facilmente encontrados para download.

Essa é a minha tentativa de resumir a vasta produção independente/alternativa brasileira em 2011 em 24 músicas. Uma visão que mescla minhas experiências pessoais durante o ano e também uma seleção crítica.

Abaixo, a lista completa de artistas e músicas e breves comentários sobre cada uma das bandas/músicas.

Nuda - "A maré nenhuma"
Um dos novos clássicos criados em 2011. Fundamental para tentar entender o atual momento da música  brasileira, mesclando referências diversas com originalidade (assim como é percebido em todo o CD da Nuda, Amarénenhuma).

Jair Naves - "Um passo por vez"
Uma das músicas mais bonitas dos últimos tempos. Só isso.

Wado - "Com a ponta dos dedos (com Marcelo Camelo e Mallu Magalhães)"
Dez anos após sua estreia, Wado lançou o que talvez seja o melhor álbum de sua carreira e um dos três melhores de 2011 na seleção do Meio Desligado. "Com a ponta dos dedos" pode não virar o hit que merecia, mas toca de forma especial praticamente todos que a escutam.

Lirinha - "Ela vai dançar"
Assim como Wado, Lirinha foi autor de um dos melhores e mais surpreendentes CDs de 2011. "Ela vai dançar" é uma das melhores do álbum, parceria entre Lirinha e Fábio Trummer, vocalista do Eddie (banda que lançou em seu novo CD outra versão desta música).

Jennifer Lo-fi - "Troffea"
Entre os anos 90 e o início dos anos 2000 isso era o que se chamava de emo, certo? Hoje em dia o máximo que dá pra dizer é que é rock experimental viciante.

Quarto Negro - "Do medo ao medo"
Uma das melhores surpresas do ano. Desconocidos, o CD do Quarto Negro, merece ser ouvido muitas e muitas vezes.

Churrasco! - "Trilha pra moleque cuspir da janela do ônibus na cabeça de quem tá na rua"
O Churrasco! é um projeto conceitual que montei e provavelmente não dê continuidade. Gravei essa música sozinho, no quarto, por isso a baixa qualidade. Como é algo que fez parte da minha vida em 2011, decidi incluir aqui (e também para romper a barreira e o preconceito de que jornalistas não produzem conteúdo artístico).

Lise - "Cuando el tiempo es la poesia"
Pós-rock e hip hop. Uma das músicas que mais ouvi em 2011.

Bambas2 - "World cry (com Karina Buhr, Jesse Royal e Gustah)"
Brasil + Jamaica organizado pelo produtor BiD. Às vezes soa como "forró de maconheiro hipster", como defini para um amigo, mas, por mais que você duvide que algo assim possa ser bom, é.

São Paulo Underground - "Just lovin"
Maurício Takara (Hurtmold, M. Takara, Mundo Tigre, Instituto), Guilherme Granado (Hurtmold, Bodes e Elefantes), Richard Ribeiro (Porto, Marcelo Jeneci, Gui Amabis) e o trompetista gringo Rob Mazurek. As referências indicam o que esperar do novo trabalho da banda.

4instrumental - "Não mais"
A típica banda que ainda não toca pra milhares de pessoas em todo o país simplesmente porque os roqueiros fãs de sons setentistas ainda não a ouviram.

Eskimo - "Forte apache"
Outra banda surpreendente. Pop bizarro, sem recalque, sem medo de experimentar.

Lupe de Lupe - "Carta a minha filha em prantos"
Noise com sentimento, porra!

Bixiga70 - "Zambo beat"
Outra ótima estreia de 2011, a Bixiga70 faz instrumental "cabeçudo", mas ao mesmo tempo acessível e dançante.

Flávio Renegado - "Minha tribo é o mundo"
Principal artista independente de Minas Gerais, em seu segundo CD Flávio Renegado faz músicas inspiradas nas grandes metrópoles mundiais, resultando em uma sonoridade mais contemporânea.

CSS - "La liberacion"
Punk safado do terceiro (e último?) CD do CSS.

Pequena Morte - "Bararuê"
Se existiu um hit (em BH, pelo menos) ska tipicamente brasileiro em 2011, foi este.

Kassin - "Calça de ginástica"
Porque uma canção que trata sobre sexo e sensualidade dessa forma (tanto letra como música) é raro.

Academia da Berlinda - "Bem melhor"
Sempre me lembra música de abertura de novela (mas é bom!). Vazou ainda no fim de 2010, mas foi lançado oficialmente em 2011.

Felipe Cordeiro - "Lambada com farinha"
Poderia ter colocado uma música da Gang do Eletro ou da Gaby Amarantos, principais expoentes da "nova música paraense", mas essa "Lambada com farinha" de Felipe Cordeiro funciona melhor como contraponto às outras escolhas instrumentais da coletânea, focadas no experimentalismo.

Constantina - "Bagagem extra"
Reflete o melhor momento da carreira do Constantina, com mais identidade e diversidade sonora. Sensacional tanto em estúdio como ao vivo (provavelmente foi a banda que mais vi ao vivo neste ano).

Criolo - "Não existe amor em SP"
Ele foi o artista mais elogiado e mais criticado do ano. Amor e ódio que definem 2011.

Tiê - "Mapa mundi"
Tiê lançou um bom CD em 2011, cuja repercussão foi aquém do merecido. Essa versão de "Mapa mundi", do Thiago Pethit, é um dos destaques do álbum.

ruído/mm - "O prestidigitador"
Se definisse uma ordem para a coletânea, esta seria a música de encerramento, para fechar com esperança e a sensação de trabalho (bem-feito) cumprido. ruído/mm é sutil e devastador simultaneamente.

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