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16 de maio de 2011

O futuro (ou parte dele) está no armazenamento de dados

Grande parte das transformações recentes no mercado musical se deve à transposição de músicas para o formato digital e suas respectivas formas de compartilhamento e armazenamento. Ao deixar de ter os suportes físicos (como vinis, fitas cassete e CDs) como forma exclusiva de distribuição, a música digitalizada tornou-se viável de ser redistribuída e reproduzida indefinidamente, sem perda de qualidade, a custos próximos de zero. Com as facilidades de circulação de conteúdo aumentou-se também a quantidade de informação disponível e que precisa ser armazenada de alguma forma.

É nesse ponto que se encaixa o vídeo Format: a brief story of data storage, de Alan Warburton. Ao longo de dois minutos, o vídeo compara formas de armazenar dados utilizadas durante os últimos 60 anos, de rústicos cartões perfurados à pequenos pen drives capazes de carregar conteúdo equivalente ao de pequenas bibliotecas.


O avanço tecnológico tem permitido guardar quantidades cada vez maiores de conteúdo em objetos de tamanhos decrescentes, cujas utilizações impactam as formas através das quais trabalhamos e nos relacionamos (não apenas com a produção cultural mas também entre nós). Meu primeiro computador tinha 2 giga bytes de espaço no HD e gravar fitas cassetes com os álbuns que me interessavam era prática recorrente. Pouco tempo depois começou a crescer o número de CD-R no meu quarto com as bandas baixadas pela internet. Pouco mais de cinco anos depois eu tinha um celular que apenas em sua memória podia salvar 8 GB de arquivos (entre os quais estavam principalmente, muitas e muitas músicas). Agora, em 2011, minha principal fonte de dados armazenados (leia-se: músicas) é novamente um celular, mas com maravilhosos 32 GB, úteis principalmente por questões de mobilidade.

Por outro lado, é inquestionável que vivemos um momento de crescente migração do armazenamento físico de dados para o virtual. Conexões à internet mais estáveis, velozes e disponíveis em diferentes tipos de aparelhos, assim como o desenvolvimento de servidores, permitem o florescimento da cultura do streaming e da etérea navegação nas nuvens, prometendo um futuro no qual a informação estará disponível a qualquer momento e em qualquer lugar. Duvida?

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