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28 de outubro de 2010

Novidades do festival Eletronika 2010


Ao contrário do que consta na imagem acima, retirada do próprio site do festival, o Eletronika 2010 acontecerá entre os dias 17 e 21 de novembro em Belo Horizonte em diversos espaços da capital, entre eles o Centro e Quatro.

Das atrações confirmadas até o momento uma das principais é o projeto Hallogallo, formado por Michael Rother (da banda de krautrock Neu! e ex-Kraftwerk) e Steve Chelley (baterista do Sonic Youth). O nome vem de uma das canções do Neu!, um dos principais expoentes da música experimental alemã contemporânea. A hypada dupla francesa Make The Girl Dance, autora de dois videoclipes super comentados, é outra atração de peso no festival.


Mesmo com poucos artistas confirmados até o momento a escalação indica uma tendência de valorizar a música latina pela primeira vez no festival, com a presença do Instituto Mexicano del Sonido (México, que se apresenta no dia 20.11 no espaço CentroeQuatro), Senor Coconut y su Orquestra (Chile, apresentação em BH no dia 21.11), Villa Diamante (Argentina), Fauna (Venezuela) e El Guincho (Espanha). Entre os brasileiros estão confirmados o hype indie Holger e a banda belorizontina de jazz-rock experimental Iconili, que se juntam aos internacionais Tanlines, Artificiel (Canadá) e Wilson Surkoski para complementar a lista de atrações confirmadas oficialmente.


Extra-oficialmente, o Eletronika começaria no dia 15 de novembro com o show do Massive Attack no Chevrolet Hall. Envolvidos na produção me informaram da possibilidade de este show ser a abertura do festival e o perfil do Eletronika no Twitter divulgou um link do Massive Attack seguido da tag "#eletronikacast". No entanto, a divulgação do show já circula pelas ruas sem a marca do festival.


Para encerrar o evento, que também terá debates e oficinas (como a de Dudu Marote), estão escalados os franceses (também hypados) Phoenix, se apresentando um dia após seu show no festival Planeta Terra, em São Paulo, e as bandas locais Monno e Dead Lover´s Twisted Heart. Apesar dos ingressos estarem à venda (R$ 60, meia-entrada do 1° lote para pista comum), resta a confirmação de que esses shows fazem parte do Eletronika ou não (tudo indica que sim).

27 de outubro de 2010

Conector reestruturado: nova fase na divisão sonora do coletivo Fórceps


Nas últimas semanas estive focado na reestruturação do Conector, núcleo sonoro do coletivo Fórceps, sobre o qual já escrevi por aqui. Há alguns dias está em funcionamento o novo blog do projeto, no qual é reunida toda a sua produção, que inclui podcasts, entrevistas e transmissões de shows, entre outros.

Estamos animados com a nova versão, que marca mudanças tanto de visualização e acesso ao conteúdo como de produção e estrutura, inclusive da Webrádio Fora do Eixo, que agora conta com dois integrantes do Fórceps na sua direção (Paula Bainha na coordenação executiva e João Rafael na coordenação de produção).

A pesquisa que fiz para o Conector (que agora também tem perfil no Twitter) deve render um artigo sobre transmissão de áudio na internet que em algumas semanas será publicado no Meio Desligado. Até lá, sugiro a navegação pelo blog do Conector e a audição de seus dois programas permanentes, o Telefone sem fio e Conector entrevista.

Telefone sem fio #12

Quando a música de Minas tornou-se a música de Belo Horizonte

Por Leo Santiago

Pouco dinheiro, muita burocracia e nenhum artista do interior na circulação do Música Minas 2010

Fruto da organização da classe musical mineira em 2008, o Fórum da Música de Minas Gerais é uma conquista para a música do Estado e um exemplo do que uma classe pode conseguir a partir do momento em que suas reivindicações passam a ser feitas de forma coletiva, através de entidades representativas e não mais individualmente visando apenas os próprios interesses.

No primeiro semestre de 2009 foi lançado o Programa Música Minas, a primeira e principal ação do Fórum da Música. O programa, fruto de uma parceria entre o Fórum da Música e a secretaria de cultura de MG contou com R$ 1,55 milhão oriundos de recursos orçamentários do Estado para promover os editais de circulação e de passagens, além da participação do Fórum em Feiras nacionais e internacionais.

O sucesso da iniciativa rendeu elogios da cena musical de outros estados e a renovação do convênio junto ao governo estadual. No começo de 2010, no entanto, o Música Minas enfrentou problemas burocráticos e por pouco não aconteceu. Alguns empecilhos colocados pelo governo de MG por se tratar de ano eleitoral quase inviabilizaram o programa, que acabou se efetuando após a classe artística iniciar um movimento que culminou em um protesto na porta do Palácio das Artes (BH).

Faltam recursos, sobra burocracia

A publicação do edital 2010, no entanto, se deu com algumas modificações em relação ao ano anterior. Primeiro, os recursos financeiros minguaram para R$ 1,1 milhão e o edital de circulação que no primeiro ano havia contemplado 30 artistas com passagens e cachês, em 2010 só atendeu a 10. Com o corte de 1/3 no número de beneficiados o edital perdeu também a divisão por categorias, que permitia uma seleção mais democrática. Em 2009 as 30 vagas eram divididas igualmente entre artistas “renome”, “destaque” e “revelação”, o que permitia que os músicos definissem qual era sua categoria e dessa forma disputassem uma vaga apenas com artistas “do seu tamanho”, tornando o processo mais justo.

Em segundo lugar, a participação da Fundação Clóvis Salgado imposta pelo governo de Minas Gerais, burocratizou o processo a ponto de afugentar potenciais concorrentes ao colocar uma gama de empecilhos no processo de inscrição como, por exemplo, a necessidade de apresentar a inscrição a partir de um CNPJ. A incoerência de se abrir um edital para músicos e exigir dos mesmos cadastro de pessoa jurídica é gritante. Além disso outras exigências como a necessidade de ter carteira da OMB (uma entidade falida há anos) ou o excesso de documentos cobrados junto à entidade da qual o músico tomara o CNPJ emprestado são outros pontos que precisam passar por uma reavaliação do governo, que também está sendo cobrado para transformar o programa em lei, com garantia de realização todos os anos.

Interior fica de fora

Se por um lado a escassez de recursos financeiros e toda a burocracia do Música Minas podem ser considerados fatores momentâneos, a exclusão de artistas do interior vem se mostrando uma característica intrínseca ao projeto. Em 2009 os artistas do interior representaram pouco mais de 10% dos selecionados para a circulação do Música Minas. Se o número já era baixo, em 2010 a situação foi ainda pior com nenhum nome entre os selecionados.

Obviamente a seleção dos artistas é feita por uma curadoria qualificada, com nomes reconhecidos em Minas e no país, levando em consideração aspectos estéticos. Porém se a secretaria de cultura do Estado de Minas Gerais tem como política cultural a interiorização, torna-se incoerente que uma das principais ações voltadas para a música no Estado não esteja alinhada à sua política estadual. O resultado do edital de circulação do Programa Música Minas 2010 revela a necessidade de se criar estratégias voltadas para o interior para corrigir uma distorção histórica. Talvez a saída seja a criação de cotas. Ou talvez seja necessário uma mudança no DNA do programa, que hoje se concentra em “vender” músicos já com certo nome no mercado para outros Estados e países.

Certo é que em um Estado tão grande, rico culturalmente e diverso, seria interessante que as ações do Fórum da Música se preocupassem com questões estruturais, valorizando redes, a circulação de informações e o estabelecimento de um diálogo do setor musical com fomento a iniciativas do interior, descentralização dos investimentos e valorizando a diversidade da música mineira.

26 de outubro de 2010

Meio Desligado no jornal Hoje em Dia

A jornalista Cinthya Oliveira tem realizado matérias sobre música independente às sextas-feiras no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e na semana passada o tema foi o Meio Desligado, conforme pode ser visto na imagem abaixo.


Aqui você tem acesso às perguntas que respondi à jornalista:

1) Como nasceu o Meio Desligado e como tem sido a história do site em relação a acessos, leitura etc.?
Eu tinha um outro blog (mazzacane.blogspot.com) no qual escrevia sobre cultura pop desde 2003, mas com o passar do tempo achei que era um assunto já muito explorado, queria utilizar meu tempo em algo que fosse mais relevante e necessário. Daí, em dezembro de 2006, criei o Meio Desligado porque percebi que havia muita gente escrevendo sobre música e cultura em geral, mas pouquíssima informação sobre acontecia musicalmente por aqui, na cena independente. O nome veio disso e havia uma espécie de "slogan" que esclarecia a proposta: "se você anda meio desligado em relação ao que acontece na música independente brasileira, nós somos a resposta". Era algo do tipo, rs.
Atualmente o blog tem uma média de 650 acessos diários e em breve deve chegar aos 500 mil acessos no total. Os comentários deixados pelos leitores devem estar em torno de 2 mil.

2) Você consegue recursos para a manutenção do site? Se não, desculpe-me pela pergunta, como você consegue ir a festivais e eventos fora de Belo Horizonte?
Nunca tive nenhum apoio financeiro para manter o Meio Desligado, sempre fiz os textos durante meu tempo livre entre estudos e trabalho. Gosto bastante de música, então a maioria dos festivais e shows a que vou, pago com meu próprio dinheiro. À medida que o blog foi ficando mais conhecido aqui e no exterior comecei a receber convites para ir aos festivais em cidades como Cuiabá/MT, Londrina/PR e Brasília/DF. Eu adoraria ir a mais festivais e shows, mas não tenho condição financeira pra isso e alguns festivais ainda têm certo preconceito em relação a blogs, preferem convidar jornalistas da mídia tradicional que serão lidos por 1.000 pessoas em um único dia do que atingir milhares de pessoas por tempo indeterminado e que você sabe que estão interessadas no assunto.

3) Como você faz para encontrar pautas para o site e como é a sua rotina de dedicação a ele?
Recentemente terminei minha pós-graduação e abandonei meu emprego fixo, então estou me dedicando ao Meio Desligado em tempo integral. Quero viver disso e para que dê certo resolvi arriscar.
A maioria das pautas arrumo pela internet, fuçando no Google, no Twitter, em listas de email, pesquisando em blogs e sites, conversando com amigos no Google Talk, etc. Como saio muito acabo descobrindo muitas coisas na rua também, durante as noitadas.

4) Para você, o que há de mais interessante na música independente atualmente?
Há uma diversidade artística atraente e a qualidade das bandas têm crescido. É um bom momento para a música independente nacional. Em termos de bandas, nem é preciso ir muito longe para encontrar algumas das melhores e mais promissoras dessa cena: Constantina, Fusile, Transmissor, Iconili, 4instrumental, Graveola e o Lixo Polifônico, Renegado, Dead Lover´s Twisted Heart... são todas banda de BH e região metropolitana e que muita gente ainda nem ouviu falar.

25 de outubro de 2010

Leandro Araújo e Romulo Fróes vencem Prêmio Bravo! 2010

Meu talentoso amigo e eventual parceiro de trabalho Leandro Araújo (sobre o qual já escrevi) foi anunciado, na noite desta segunda-feira, como vencedor da recém-criada categoria de Arte Digital no Prêmio Bravo! 2010 pela releitura audiovisual de "Fita amarela", de Noel Rosa, que desenvolveu junto ao cantor Romulo Fróes.

Abaixo, segue o texto que fiz para comunicar a novidade à imprensa.

Artista multimídia e arquiteto, o mineiro Leandro Araújo (conhecido artisticamente como L_ar) recebeu na noite de ontem (25 de outubro), na Sala São Paulo, na capital paulista, o prêmio como vencedor da categoria Arte Digital na premiação realizada anualmente pela revista Bravo!. O prêmio, recebido por Leandro das mãos da cantora Mallu Magalhães, refere-se ao vídeo desenvolvido para a releitura da canção “Fita amarela”, de Noel Rosa (homenageado do ano no Prêmio Bravo!), executada pelo cantor Romulo Fróes, um dos principais expoentes da nova geração musical paulista. O vídeo pode ser assistido no endereço http://migre.me/1McKB.

Apesar de esta ser a 6ª edição do Prêmio Bravo!, que reúne os destaque do ano no meio artístico brasileiro, trata-se da primeira vez em que há uma categoria específica para a arte digital. A seleção do vencedor foi realizada pelo júri composto pelos membros da revista Claudia Giudice, diretora do núcleo Celebridades, Artes e Espetáculos; João Gabriel de Lima, diretor de redação; Gisele Kato, editora de artes plásticas; e Thiago Melo, diretor de arte, a partir de critérios como impacto visual e originalidade.

Aos 29 anos, Leandro Araújo tem se destacado no cenário artístico brasileiro e internacional. Seus projetos unem arte digital, tecnologia e educação e foram expostos em mostras e festivais como o FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, Centro de Pesquisas em Comunicação da Benetton (Fabrica, Itália), Ithaca Gallery (Nova York, EUA), galerias e espaços públicos no Brasil e exterior. Seu projeto Reações Visuais, desenvolvido ao lado do também mineiro Daniel Nunes, foi ganhador dos prêmios Rumos – Itaú Cultural, categoria Arte Cibernética; Interações Estéticas e Rede Artes Visuais, ambos pela Fundação Nacional de Artes – Funarte. Graduado em arquitetura pela UFMG, Leandro também é associado ao estúdio Superficie.org.

20 de outubro de 2010

Demo Sul 2010

No ano passado fiz uma das mais longas viagens da minha vida, indo de ônibus de Belo Horizonte até Londrina, no Paraná. Mais de um dia de viagem para presenciar aquele que era o 9° ano do festival Demo Sul, que veio a enfrentar uma forte tempestade elétrica e demais adversidades (resultando, entre outras coisas, em uma discotecagem minha nos intervalos dos shows feita no celular) para viabilizar duas noites bastante agradáveis (nas quais Nevilton, Wander Wildner e Autoramas foram os destaques, se bem me lembro).

Em 2010 o Demo Sul está comemorando 10 anos e sua programação de shows e oficinas começou na semana passada. Como algumas bandas muito interessantes ainda farão shows no festival (Mombojó, Nevilton, The Name, Tom Zé, Pato Fu e Grenade, entre outros), segue abaixo sua programação.

PROGRAMAÇÃO OFICINAS – DEMO SUL
* PRODUÇÃO DE WEB RADIO
Dia 20, 21 e 22/10 – Vila Cultual Alona (av. leste Oeste, 518 – Centro)
Horário: das 9h as 12h e 14h as 18h.

PROGRAMAÇÃO OFICIAL – DEMO SUL 10 ANOS:
* FEIRA DEMO SUL
Dia 15/10 – sexta-feira – Concha Acústica
Horário: a partir das 18h
Cérebro Eletrônico (SP)
Babi Jaques e Os Sicilianos (PE)
Bernardo Pellegrini e o Bando do Cão sem Dono

* PALCO ALONA
Dia 15/10 – sexta-feira – (Av. Leste oeste, 518)
Horário: a partir das 23h
Pata de Elefante (RS)
Búfalos D’água
Camarones Orquestra Guitarristica (RN)

Dia 16/10 – sábado
ALONA (Av. Leste oeste, 518)
Horário: a partir das 23h
Vendo 147 (BA)
Sick Sick Sinners (PR)
The Silver Shine (UNG)

Dia 17/10 – domingo
ALONA (Av. Leste oeste, 518)
Horário: a partir das 19h
Sugar Kane (PR)
Test Drive
Brazilian Cajuns Southern Rebels

* WORKSHOPS
Workshop (Guitarra Rock)
Dia 18/10 – segunda-feira – Loja Sonkey (Rua Senador Souza Naves, 9)
Horário: 18h30
Marco Tureta
Workshop (Contra-Baixo)
Dia 19/10 – terça-feira – Loja Sonkey (Rua Senador Souza Naves, 9)
Horário 18h30
Ebinho Cardoso (MT)

* PALCO SUMATRA
Dia 20/10 – quarta-feira – Hotel Sumatra (Rua Souza Naves, 803)
Horário: a partir das 21h
Mombojó (PE)
Mitch e Mitch (POLÔNIA)
Dia 21/10 – quinta-feira – Departamento de Música e Teatro – Sala 656
(Universidade Estadual de Londrina)
Horário: a partir das 14h30

* GRÊMIO RECREATIVO LITERÁRIO LONDRINENSE
Dia 22/10 – sexta-feira
Palco Demo Sul
Horário: a partir das 21h
Tom Zé (BA)
Jupiter Maçã (RS)
Soatá (DF)
Nevilton (PR)
Palco Sonkey
Horário: a partir das 21h30
Mescalha
Hocus Pocus
The Brown Vampire Cats

* GRÊMIO RECREATIVO LITERÁRIO LONDRINENSE
Dia 23/10 – sábado
Palco Demo Sul
Horário: a partir das 21h30
Pato Fu (MG)
Grenade
Trilöbit
220 Ska Bar (SP)
Palco Sonkey
Horário: a partir das 22h
The Name (SP)
Locodillos
Monkberry

Macaco Bong colaborativo

Fenomenal banda instrumental, a cuiabana Macaco Bong terá em breve seu primeiro DVD ao vivo lançado, cujas filmagens foram realizadas de forma colaborativa em show feito pelo trio no famoso Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

Enquanto a edição é finalizada, segue abaixo um aperitivo do que vem por aí.



18 de outubro de 2010

Um recado deixado nos comentários: Documentário sobre música independente

Atenção MÚSICOS INDEPENDENTES, PRODUTORES e PÚBLICO EM GERAL:
Estamos produzindo um documentário de longa metragem sobre a música independente no Rio de Janeiro e no Brasil durante a primeira década do século XXI (2000-2010). Até mesmo por causa do tema do documentário, mas também pelo nosso baixo orçamento (o filme também é independente), resolvemos colher depoimentos pela internet, assim podendo ter contato com pessoas que estão a grandes distâncias e enriquecendo nosso produto final. Sendo assim, quem quiser participar do filme, seja uma banda, seja um apreciador da música independente, parentes e amigos de músicos independentes, qualquer um que quiser aparecer no filme e tiver boas músicas e/ou boas histórias pra contar será bem vindo. Para isso, eu só peço que mandem um e-mail para filosofiadeviola@gmail.com, manifestando o desejo de participar do filme. Até aí, só precisamos saber o nome das pessoas/bandas interessadas. Entramos em contato pra conversarmos mais.
Um abraço!
O Vazio

17 de outubro de 2010

Sem lenço, sem documento (ou: a vida não se resume a festivais)


O Brasil caminha para frente a passos largos, e essa é uma constatação que os não-tolos já encampam com facilidade, sem resistências e com júbilo. No Brasil de 2010, um festival de rock que procura beliscar a mitologia de Woodstock o faz sob os discursos da ecologia e da sustentabilidade - eis um ganho indelével, indubitável. O SWU trouxe em sua embalagem um mundo de materiais recicláveis, telhados verdes, banhos de sete minutos e cápsulas para coletar cinzas de cigarro - é um imaginário sedutor, fascinante mesmo, e não há de causar mal nenhum a uma juventude na qual não há descamisados nem caras-pintadas.

Eu estive lá, e aqui nos meus labirintos passei o tempo todo confrontando o SWU com o Woodstock que não conheci, e, também, com o maravilhoso filme "Aconteceu em Woodstock", do maravilhoso cineasta Ang Lee, que me fez quase morrer de nostalgia pelo que não vivi. E, tenho de confessar, na maior parte do tempo me senti mais longe de Woodstock que jamais estive. Mas tampouco posso negar: foi uma experiência perturbadora, a começar mesmo pelo termo "sustentabilidade", que esteve em todas as bocas na Itu de 9, 10 e 11 de outubro, mesmo quando em tom de zombaria salpicada de desconforto (e orégano, outro condimento onipresente no SWU).

De volta ao começo: o Brasil avança em passos firmes rumo ao futuro, mas por isso mesmo é preciso estar atento e forte (não temos tempo de temer a morte), é preciso processar joios e trigos (e recolher cada bago do trigo, e decepar a cana, e conhecer os desejos da terra...). É preciso (e prazeroso) reconhecer os progressos e reconhecer também os retrocessos que procuram puxar os pés dos progressos da superfície para os subterrâneos. É preciso tentar (ao menos tentar) separar o que é "novo" nesse dia que vem vindo do que é slogan, marketing, disfarce, fundamentalismo, obscurantismo, conservadorismo pintado em verniz verde-água.

Na "Revista Sustentabilidade", Silvia Dias demarcou brilhantemente o que está em jogo, no texto "SWU expõe as contradições de quem vê sustentabilidade como oportunidade de marketing". Vou tentar não repetir os argumentos de Silvia, mas acho que, sim, também tenho algumas observações a acrescentar.

Inclinado a certo grau de messianismo religioso, como costuma acontecer em qualquer festival (e em quase todo show) de rock, o SWU foi um espetáculo de alma branca, mesmo quando vestida sob os uniformes-padrão da multidão de camisas-pretas que cultuam as bandas mais "pauleira". Para um jornalista trabalhando na cobertura do evento, foi duro ter de passar, a cada minuto, por cordões de isolamento e paredes de segurança compostos quase sempre e quase integralmente por homens (e umas tantas mulheres de porte masculino) negros. Fernando Anitelli, d'O Teatro Mágico, declarou, perante um descampado verde, imenso e aparentemente improdutivo, que é impossível falar sobre sustentabilidade sem falar sobre agricultura familiar e reforma agrária - e eu, embriagado pelos bastidores e pelas muralhas de serviços, acrescento: é impossível falar sobre sustentabilidade sem sequer arranhar o tema da desigualdade racial brasileira. O discurso pode até ser verde, mas nós somos brancos-amarelos-negros-etc. - nós somos cor de carne.

15 de outubro de 2010

Meio Desligado e o jornal britânico The Guardian juntos....

Pois é, o The Guardian, tido como muitos como o melhor jornal da Inglaterra, agora é o representante do país no Music Alliance Pact, uma rede mundial de comunicadores da era digital (mais conhecidos como "blogueiros") que publica mensalmente coletâneas com bandas alternativas de seus países de origem. E qual a importância disso? Bem, o Meio Desligado é o representante brasileiro...

Download da coletânea completa aqui.

ARGENTINA: Zonaindie
Hamacas Al Rio is a six-piece acoustic pop band led by singer Laura Ciuffo. Sin Decir is one of our favorite tracks from their latest release, Al Final, El Parque, an amazing album dominated by hypnotic chamber music sounds and fine string arrangements, along with more conventional synthesizers and electric guitars.

Bleeding Knees Club only started in March and have already toured Australia's east coast a bunch of times, recorded an EP and secured a label and distribution. Admittedly, BKC trade in a certain brand of music that doesn't require/intentionally avoids precision, planning and cleanliness. Even though you can imagine these guys bashing out an EP within the amount of time it takes some bands to soundcheck, it still suggests potential radness in the near future.

Baiana System is a new group from Bahia, a Brazilian state famous for its axé music - a style marked by lyrics full of ambiguous sexual overtones and simple dance rhythms. Their trump card is to raise the Bahian guitar to a new level, combining a typically Brazilian musical manifestation to elements of dub, contemporary electronic, rock and other genres, as observed in Jah Jah Revolta.

CANADA: I(Heart)Music
To fully appreciate The Wilderness Of Manitoba, you need to be in a calm, relaxed mood. So sit back. Clear your mind. Forget your worries for a moment. Ignore the phone, the internet, your pets, everything. Now start Sea Song and just let the gorgeous vocal harmonies and beautiful folky melodies wash over you. Wasn't that pleasant? Now go and get a copy of their first full-length, When You Left The Fire, because it has 12 more tracks just like that one.

CHILE: Super 45
Dadalú's (Daniela Saldías) first steps in music were linked to the punk and hardcore scene. Later, she refined her ideas, got closer to hip-hop and took part in Colectivo Etéreo, Iris and Julia Rose. However, her solo work is strongly influenced by Phil Spector and Mark Ronson's orchestrated pop. Gracias, the first single from her forthcoming debut album Período, to be released by netlabels Ponk and Michita Rex, is the best proof that differences between punk, rap and pop are dwindling.

CHINA: Wooozy
With projects in rock, punk and post-rock bands under his belt, Shanghai-based Sun Ye is nowhere near finished with whatever he has planned for his music - fluid, dreamlike melodies that tinkle and slide smoothly in and out of your ears. His unpredictable yet continually enthralling tunes have landed him support slots for both Ólafur Arnalds and Émilie Simon this year. His latest album, Trash Can, was released on the Miniless label.

October 25 will see the release of The Malpractice aka Johannes Gammelby's (I Am Bones, Beta Satan) solo debut Tectonics on Crunchy Frog, an 11-song strong album of alternative rock aiming at minds, (pop) hearts and feet. Here's the great Boss Stallion and if you dig it, make sure to check out the other album single Oh, The Irony streaming on MySpace.

Visitors frontman Karl Walsh used to head Factory Records folkies To Hell With Burgundy. The official bio says he has spent the time since the label's demise "writing novels in the French countryside". Hello Moon says different. It speaks of years spent orbiting Bowie's legacy, drifting on the dark side of the Duke before taking a quantum leap into Wayne Coyne's shoes. More years spent Waitin' For A Superman to spin earth backwards, to rewind to a time when we were still wide-eyed about space, glam rock and the power of a good, solid tune.

ESTONIA: Popop
Tallinn Daggers is an electronic pop duo from Tallinn that consists of Ardo Kivi and Joosep Volk. Since they united in 2009 they have released one digital EP, The Last Escape, and a handful of singles. They are known for their very energetic live shows and listener-friendly habit of giving away their music.

FINLAND: Glue
Formed just before the summer, Big Wave Riders aim to be the next big thing in Finnish indie music. While they ready their debut EP, we can enjoy a taste of their first recordings with Big Sound's fast tropical beat and early 80s garage vibe.

FRANCE: ZikNation
Hutchinson is an electro-rock duo featuring Olivier Deniaud and Eric Tanguy, who make their music in the very creative city of Nantes. It's a hobby that doesn't stop them being rather good. You might have had a hard time guessing they were French.

GERMANY: Blogpartei
German band of the moment is definitely MIT. With the advanced electronica of their second album Nanonotes, which was produced by Simian Mobile Disco member Jas Shaw, and especially with the video to Pudong, they have hit the spot in Germany's blogosphere. MIT may rightly be seen as a concept for taking Kraftwerk's legacy into the future.

go.quiet is the project of Christina Kassesian and ?ousework. Everyone I Ever Met, the primary result of their collaboration, is soothing, compelling, heartbreaking, mysterious and gloomy. An enticing dip into melancholy that urges you to lean closer to the speakers to fully feel everything that is being played and sung. There's a beauty in the melody that conjures up a cinematic romanticism with the soft-spoken, whispered, gentle vocals to amplify this emotion.

Captain Fufanu are two youngsters and probably the brightest hope of the Icelandic electronic music scene. Hrafnkell Flóki Einarsson and Guðlaugur Halldór Einarsson (sons of a different Einar, so not brothers) aka Kaktus and Gulli played their first gig at the age of 16 in 2008. The duo mix dub, techno, house and experimental electronica. The song Lava is unreleased.

INDIA: Indiecision
Kaav is an alt-prog trio from Kochi. The band's expansive, instrumental soundscapes are based in an understanding of local Carnatic music, with the trappings of a more alternative Oceansize - think a dosa-eating Explosions In The Sky. Daya is taken from a recently-released eponymous three-track EP, which we highly recommend you download here for free.

INDONESIA: Deathrockstar
With only two members, Ghaust, who hail from Jakarta, build an instrumental trip crossing through different genres, where post-rock/shoegaze influences and crushing sludge/doom tempo collide with hardcore punk and heavy rock. Sleep And Release explores a cumulative void, expressing emotions that can only be conveyed with music.

IRELAND: Nialler9
Sacred Animals is a solo project of Darragh Nolan. His debut release is the lush four-track EP Welcome Home and serves as a perfect introduction to his fanciful and feral, wild like nature ballads. The music recalls Radiohead, Bon Iver and Guillemots without ever really sounding too much like any of them.

ISRAEL: Metal Israel
ACE And The Deck take the Pixies' Mr. Grieves, stir it up with reggae, shake it up with psychobilly, throw in some surf punk and cut it with a generous helping of arak. Their debut album is a veritable musical arsenal taking the best from all genres, and hits the market on December 13.

ITALY: Polaroid
Michele Camorani was a member of La Quiete, one of the most important screamo hardcore bands of the past decade. This is his new solo project, and the sound is very different. Imagine a Blank Dogs song locked up in a dark basement all alone for 20 years - that's how obscure and cursed Havah's music can be. Sometimes, suddenly, pop melodies come to the surface, but soon they're buried into the noise once again. It's definitely worth downloading Havah's first album for free via his MySpace.

JAPAN: JPOP Lover
Hotel Mexico are not from Mexico, but are a glo-fi and chill electro band hailing from Kyoto. Its Twinkle is taken from the recently released His Jewelled Letter Box EP and is full of radiant guitar melodies, ambient bells, airy synths and more reverb than any respectable song has the right to use.

Once a twee-pop band, Mexico City's Hello Seahorse! morphed into a gloomy sounding beast on their third album, Bestia. Now they've delved deeper into their tormented souls and came out with their fourth album in four years, Lejos. No Tan Lejos. Produced by the legendary Money Mark in Los Angeles and by local wizard Yamil Rezc, the 11 songs lay a rich forest of synths where Lo Blondo's banshee-like voice soars with operatic tropes. Say "Hola!" to this seamonster.

NETHERLANDS: Unfold Amsterdam
Amsterdam quartet Space Siren have strong indie-rock pedigree behind them. Featuring members who previously made up the noisy, melancholic band Seesaw, who released a number of great albums on the reliable Transformed Dreams label early in the 2000s, Space Siren carry the torch on wonderfully. Thick layers of guitar distortion hark back to an era when Sonic Youth ruled the independent underground. The percussion drives every song. And, somehow, amidst the haze of overdrive, there's room for the strong, moody vocals of Gwendolien.

NEW ZEALAND: Counting The Beat
Secret Knives is the solo bedroom recording project of Ash Smith, who also plays in Over The Atlantic. The Northwest States begins with a pop melody and lyrics about lost love over programmed beats and a nice rumbling bass line. Then the layers of guitar start to build until the song soars into a shimmering shoegaze crescendo. The song is from Secret Knives' new album Affection, available for free download from here.

NORWAY: Eardrums
Dunderhonning is a young quartet from Harstad in the north of Norway. They have just released their debut full-length album on Guano Recordings, Sakte Ut Av Fokus, where they play warm, poetic, dreamy and powerful pop/rock. They sing in their native language and dialect, which suits the songs and their expression well. People who have heard and loved the music of Kråkesølv may find these two close to each other in style. Their album is high on my list of the best Norwegian albums this year. Highly recommended.

PERU: SoTB
It's time to welcome the debut of LongPlayer, a powerful quartet that formed in Lima in 2009 and is led by experienced Pipe Villarán. Their first single, Chica A Go-Go, carries a pleasant melancholy and is full of crunchy guitars and surprise trumpet appearances. Their self-titled debut album, which comes out on October 21, promises to deliver a classic rock lesson and will undoubtedly be one of the best of the year.

Since his first presence in MAP a year ago, Noiserv (aka David Santos) has played internationally, recently in Scotland and Slovenia, and has shared the stage with  Bill Callahan, Camera Obscura, Damon & Naomi, Perry Blake and The Swell among others. In July, he released a new EP, A Day In The Day Of The Days - a musical diary of one fictional day.

ROMANIA: Babylon Noise
Minus is Daniel Stanciu, a young man from Bucharest who combines massive mountains of bass with glitchy, twinkling Game Boy melodies and a healthy dose of synth funk. The EP from which Ha?deu was taken can be listen to and downloaded on Minus' page at Local Records.

SCOTLAND: The Pop Cop
Islay-born singer Ben Harrison's thick brogue and some inspired bursts of accordion make eight-strong Bear Bones an unmistakably Scottish proposition and Oil & Lacquer a heavenly way to spend four minutes. Fans of Belle & Sebastian won't be disappointed. Since it's exactly two years since the Music Alliance Pact was launched, as a bonus you can also download a free anniversary compilation here which contains mostly exclusive and rare tracks contributed by 23 previous MAP artists from Scotland.

Ten years and three line-up changes later, Typewriter have finally released their labor of love, Indian Head Massage. Their debut album is chock full of well-crafted power-pop tunes and guitar riffs, whimsical lyrics and one of the most dynamic rhythm sections in the country. As a live four-piece, Typewriter shed all inhibitions to deliver a spine-tingling dose of forgotten melodies to awaken the senses, but on record they take the time to flesh out the minute details that make each song stand out.

Hailing from Cape Town, Goldfish is made up of Dominic Peters and David Poole, who are one of the hottest jazz/electro duos this side of the equator. A mix of "funky riffs, acid jazz melodies and instantly catchy dance floor songs" is what they are about and Fort Knox is the epitome of their unique sound. This duo have made their mark in the dance scene and world domination is in sight.

SOUTH KOREA: Indieful ROK
Singer-songwriter Go-yo writes songs about cynical self-consolation. After debuting with a self-titled single offering lo-fi piano pieces last year, he has begun a venture into the realm of trip-hop and electronica with the recent release of first full-length album I Came Alone. While songs such as Let The Little Bird Fly maintains Go-yo's original, melancholic piano sound, The Blue Devil creates an atmosphere similar to that built by Air's score for The Virgin Suicides.

SWEDEN: Swedesplease
This suddenly prolific artist has just released another EP, this time with guests such as Mattias Alkberg and Magnus Ekelund. Vocals are processed and distant in the mix, adding to both the spookiness of the tracks and the prominence of the staccato electronic bursts that punctuate and enliven each song.

SWITZERLAND: 78s
The Legendary Lightness is the side-project of the two drummers from Swiss indie outfits Schnitzer and Gabardine. The singer-songwriter duo hail from Zurich and has just released a splendid single called Airplane. It's an airy piece of music, providing you with the musical layer for daydreaming. Airplane will be featured on an EP which will be sold at concerts and is limited to 100 copies. Their debut album is scheduled for release this winter.

UNITED STATES: I Guess I'm Floating
The description for this artist should be short and sweet: spin the track, buy the album and become very happy.  Twin Shadow, the one-man project of Brooklynite George Lewis Jr, is full of smooth synths, dark vocals and compositions operating under the influence of 1980s music but not cheaply ripping it off like loads of chillwave acts.  Simplicity and melody merge seamlessly in Yellow Balloon, like many of the tracks on debut LP Forget.

VENEZUELA: Barquisimento
Los Mentas is a rockabilly band with a new and nostalgic proposal and a strong dose of punk-rock flavor. Other influences like tango and swing can also be found in their work. Richard "Chicha" Blanco, Carlos Aray, Hector "Lukas" Paredes and Juan Olmedillo are Los Mentas, and El Kiosko is included on their debut album.

Festival Jambolada 2010

Começa hoje, em Uberlândia, mais uma edição do festival Jambolada, provavelmente uma de suas melhores. Esse também deve ser o fim do festival como o conhecemos, uma vez que os dois produtores do Jambolada resolveram terminar a parceria. Um deles, Talles Lopes, seguirá em frente com o Festival Goma, feita pelo coletivo Goma, no qual é um dos coordenadores. Talles também é o nome mais provável para assumir a presidência da Abrafin, substituindo Fabrício Nobre, há anos no comando da instituição.

Este ano o Jambolada é realizado junto ao 3° Congresso Fora do Eixo, iniciado no último domingo e responsável pela presença de mais de 300 pessoas, integrantes de coletivos do Circuito Fora do Eixo, que se deslocaram de todos os Estados brasileiros rumo à Uberlândia para discutir as ações do Fora do Eixo e a produção cultural no Brasil.

Programação do festival Jambolada 2010

Sexta, 15/10 @ Acrópole:
01:30 Otto (PE)
00:50 Emicida (SP)
00:10 Autoramas (RJ)
23:40 Falsos Conejos (ARG)
23:00 Cabruêra (PB)
22:30 Érika Machado (MG)
22:00 Monograma (MG)
21:30 Pedro Morais (MG)
20:30 Dom Capaz (MG)
20:00 Manos de Responsa (MG)
19:30 A170 (MG)
19:00 Desalma (PE)

Sábado, 16/10 @ Acrópole:
01:20 Matanza (RJ)
00:40 Vanguart (MT)
00:00 Copacabana Club (PR)
23:30 Vespas Mandarinas (SP)
23:00 Seu Juvenal (MG)
22:30 The Folsoms (MG)
22:00 Krow (MG)
21:30 Gritando HC (SP)
21:00 Animais na Pista (MG)
20:30 The Baggios (SE)
20:00 Mata Leão (MG)
19:30 Bang Bang Babies (GO)
19:00 Leave Me Out (MG)

Domingo, 17/10 @ UFU - Campus Santa Mônica (Palco Conexão Vivo):
21:00 Porcas Borboletas (MG) convida Paulo e Arrigo Barnabé (SP)
20:00 Nina Becker (RJ)
19:00 Indiada Magneto (MG)
17:00 Quarteto Olinda (PE)

Passaportes antecipados para os dois dias do evento na Acrópole:
Meia: R$15,00 / Inteira: R$ 30,00
Vendas: Fox Club - Pratic Shopping (loja 110) e Center Shopping (loja 22).
Ingressos para uma só noite (15 ou 16/10):
Meia: R$10,00 / Inteira: R$ 20,00
vendas só na portaria do Acrópole.

13 de outubro de 2010

Outubro Independente em São Paulo

Durante todo o mês de outubro a Prefeitura de São Paulo realiza o projeto Outubro Independente, com uma extensa programação que inclui música, teatro, cinema, literatura e artes visuais em diversos espaços da capital paulista. Artistas de gêneros distintos como Eddie, Elma, Dona Ivone Lara,  Psilosamples, Arrigo Barnabé e Mombojó já se apresentaram até o momento nos palcos do Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, Centro Cultural São Paulo, Galeria Olido e Biblioteca Alceu Amoroso Lima.

Abaixo está parte da programação de shows que ainda acontecerão.

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
Dia 14, quinta
19h
Chankas
Com lançamento de CD homônimo, calcado basicamente no violão, Chankas é um projeto solo de Fernando Cappi, guitarrista da banda paulistana Hurtmold, também presente em vários outros projetos dessa vertente experimental, com participações em discos e turnês de Maurício Takara, Bodes & Elefantes e Joe Lally (Fugazi).

Dia 15, sexta
12h30
Pata de Elefante
Com participação em importantes festivais no Brasil, a banda despertou a atenção da crítica ao fazer canções instrumentais que cativam o público acostumado a ouvir música com vocais. Suas influências são as sonoridades do pop rock dos anos 60 e 70, além de compositores de trilhas sonoras como Henri Mancini e Ênio Morricone.
Ouça entrevista com a banda aqui.

19h
Hierofante Púrpura
Banda de Mogi das Cruzes radicada na capital paulista desponta no cenário do rock independente nacional com personalidade, abraçando um experimentalismo de contexto poético e instrumental que é a marca de seus mais recentes EPs: "Adubado" e "Crise de Creize".

Dia 16, sábado
19h
Satanique Samba Trio
O sexteto vem de Brasília com sua música instrumental brasileira "possuída" por dissonâncias, distorções e compassos variáveis, fruto de influências como Anton Webern e Gustav Mahler. O grupo apresenta o espetáculo Tritonus, dividido em três sessões temáticas e com grande variedade de instrumentos, incluindo viola caipira, contrabaixo, percussão, clarineta, rabeca e cavaquinho.

Dia 17, domingo
18h
Cidadão Instigado
Banda cearense apresenta o repertório do novo CD, “Uhuuu”, com rebuscados arranjos que remetem ao melhor da psicodelia setentista e que também traz em sua sonoridade um ambiente de verão, apontando um caminho original para o gênero mais popular do planeta: o rock.

Dia 21, quinta

19h
A Banda de Joseph Tourton
Em meio ao crescimento do rock instrumental na cena musical brasileira a banda de nome grande e integrantes jovens criada em Recife vai além da influência de gêneros como surf music e ska, agregando o experimentalismo de seus contemporâneos do Hurtmold.

Dia 22, sexta
12h30
Di Freitas
Nascido em Fortaleza, onde estudou violoncelo e violão clássico, há quase dez anos desenvolve um trabalho de experimentação musical com materiais alternativos, notabilizando-se por sua perfomance na família das cordas (rabecas, violinos, violas e cellos) e em instrumentos por ele mesmo criados usando como caixa de ressonância cabaças colhidas da vegetação nordestina. Em 2009 lançou o aclamado CD “Alumioso”

19h
Lacertae
Com 20 anos de existência, o grupo da cidade de Lagarto, em Sergipe, dedica-se à música regional marcada pela influência da bossa nova e da capoeira misturadas às sonoridades de Jimi Hendrix, Velvet Underground, Hermeto Pascoal e Tom Zé, entre outros.

Dia 23, sábado
19h
Espanca Mosca  com Wilson Sukorski
Espanca Mosca - Fly's Beating - Música Pessoal é um show solo de música experimental eletrônica, com projeção de vídeos, som quadrafônico, instrumentos eletroacústicos inusitados e cheio de referências brasileiras.

Dia 28, quinta
19h
Mitch e Mitch (Polônia)
Guitarras, maracas, tambores e vibrafone, além de sons eletrônicos, estão presentes na sonoridade do grupo, que vai do tranquilo ao extremo agitado, geralmente dentro de uma mesma música, em uma atmosfera de continuas mudanças rítmicas.

Dia 29, sexta
12h30
SINFONIA DE ARAMES - Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene
Em parceria com a Biblioteca Luis Braille, o espetáculo marca o lançamento do primeiro CD do grupo, que mostra a versatilidade do berimbau ao interpretar toques da capoeira e ritmos brasileiros com arranjos e regência do mestre Dinho Nascimento.

19h
INDI(E)FUSA – FESTIVAL SIN FRONTERA
O Centro Cultural São Paulo recebe a banda vencedora do festival de música independente que acontece na cidade de Córdoba, Argentina, no dia 15 de outubro, reunindo jovens grupos expoentes da cena local.

Dia 30, sábado
19h
The Eternals
Formado na cidade de Chicago por Damon Locks (vocal, teclado e efeitos) e Wayne Montana (baixo e teclado), o grupo já fez algumas turnês pelos Estados Unidos com os conterrâneos do Tortoise, Isotope 217 e Brokeback, e agora vem ao Brasil para lançar seu novo álbum: “Approaching the Energy Field”.
Banda de abertura: Hurtmold

CENTRO CULTURAL DA JUVENTUDE RUTH CARDOSO

Dia 16, sábado.
18h

CHALI 2NA (EUA) + CONTRA FLUXO + AKIRA PRESIDENTE
 Embalado por uma atmosfera romântica e bem humorada o Contra Fluxo apresenta canções de seu 2º álbum, “SuperAção”. Akira Presidente mostra músicas do elogiado “Meu Sotaque Meu Flow”, lançado em 2010. Quem encerra o evento é o rapper Chali 2Na, integrante do lendário Jurassic 5 e uma das vozes mais distintas do hip hop. “Tuna” lançou seu primeiro trabalho solo, o “Fish Outta Water”, em 2009.

Dia 17, domingo.
18h
KL JAY e CONVIDADOS

KL Jay apresenta seu projeto solo, Fita Mixada: “Rotação 33”. Com 30 minutos de “viradas” sem edição e um repertório só de vinis de rap brasileiro, o DJ apresenta a essência de um verdadeiro trabalho de discotecagem. Convidados: Max B.O., Lívia Cruz, Kamau, Andrômeda e Gaspar.
 
Dia 23, sábado.
15h30
Festival 20 Minutos + Korzus 

 O festival 20 minutos selecionará 8 bandas independentes para fazer um pocket show dentro da programação do Outubro Independente. O encerramento fica por conta da banda de metal Korzus, que acaba de lançar seu novo CD “Discipline of Hate”. As inscrições de bandas vão até o dia 10/10, na recepção. Mais informações: ccjuve.prefeitura.sp.gov.br.
ANFITEATRO - reduzido
50 lugares

Dia 20, quarta
18h
FÓSSIL (CE)

 Com uma sonoridade inusitada, o grupo cearense trafega por diversos nichos da música contemporânea brasileira e mundial. Firmando-se como expoente no Brasil de um estilo musical rico e diversificado, Fóssil apresenta um espetáculo composto integralmente por material inédito e composições que intensificam um novo momento de sua musicalidade. O show contará com intervenções dos participantes da oficina de criação de pedais. Imperdível!

Dia 22, sexta.
20h
MDM
Trabalho solo do guitarrista do Hurtmold, Mário Cappi, que também já tocou no Bodes e Elefantes, Polara e acompanha o músico carioca Marcelo Camelo.

Dia 29, sexta.
20h
LOS PIRATA

Natural de San Pablo, o Los Pirata começou misturando country, surf, punk e rock e cantando em "portunhol". Hoje são: uma bateria de criança, um baixo-guitarra, guitarras “red neck”, algum non-sense e muita cara-de-pau.


ESPECIAL - EM FRENTE AO CCJ
NÃO PRECISA RETIRAR INGRESSO


Dia 24, domingo.
13h
JAH SHAKA (ING) + VICTOR RICE e BUGUINHA DUB

 Dois especialistas em dub e early reggae, os músicos e produtores Victor Rice e Buguinha Dub se encontram numa espécie de soundclash de fundo colaborativo, abrindo a tarde para o esperado Sound System de Jah Shaka. Jamaicano de Clarendon, Shaka iniciou sua carreira em Londres e é hoje um nome imprescindível aos apreciadores de reggae, dub, stepper e black music. Nos intervalos: Quilombo Hi-Fi.