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30 de julho de 2010

Música pop e crítica em Santa Catarina

Texto do Jean Mafra publicado no Overmundo sobre o jornalismo musical feito pela imprensa de Santa Catarina.
"e eis que, de um aparente silêncio que se abateu sobre a cidade nos últimos meses, surgem novos trabalhos de alguns dos principais artistas do pop feito em santa catarina. o aerocirco lançou seu invisivelmente na net há algumas semanas, os lenzi brothes colocaram na rua fora de estoque (o quinto disco do trio), a sociedade soul fez show de lançamento de seu aguardado début (ainda não disponível para audição) nesta última sexta-feira (09 de julho), e jeremias sem cão (uma das bandas roqueiras mais originais do estado), muniques (novo projeto de metada da extinta maltines com os remanescentes da atomik), cassim e bárbaria e superpose tem trabalhos prontos para sair neste segundo semestre. vem muita coisa boa por aí, mas muita coisa ruim também. vem muito mais do mesmo e é assim que se constrói um cenário musical mais rico, mais profissional: fazendo as coisas. mas falta algo - e faz muito tempo. não temos crítica musical em santa catarina - aliás, o pop brasileiro sofre por causa deste problema já há alguns anos (por mais blogs e veículos independentes que o façam ,quase sempre o que se escreve sobre música é irrelevante - ou se aborda apenas impressões pessoais ou se compara o que é feito aqui com o aquilo que se copia da gringolândia)... mas, ok, vou me ater a terra em que vivo.

em março, em uma das conversas que aconteceram durante o lançamento do edital 2010 do rumos itaú cultural em florianópolis, a professora e documentarista cláudia mesquita questinou os jornalistas marcos espíndola (diário catarinense), abonico smith (mondo bacana) e fabiane tomaselli (rádio udesc fm) sobre o papel da crítica na construção de um cenário mais consistente para a música feita em santa catarina. a tentativa de resposta, fragmentada, não seguiu adiante. curiosamente, há cerca de 7 anos, se não me engano, quando a produtora/escritora ieda magri era responsável pelo café literário que o sesc estreito promovia, reunimos (eu trabalhava na produção do evento) os então editores dos cadernos de cultura dos jornais a notícia e diário catarinense, néri pedroso e dorva resende, para uma conversa com artistas da cidade sobre o papel da crítica (ou da falta que ela fazia aqui)... já naquela noite, pintores, cineastas, escritores, poetas, músicos, etc, trocaram impressões com alguns jornalistas e a constatação geral foi de que era preciso mudar. mas de lá para cá, infelizmente, quase nada mudou.


antonio rossa, ao entrevistar marcos espíndola em abril último, leia aqui, no transitoriamente, lhe perguntou sobre a falta de crítica e ouviu uma resposta incomoda: "não sei se nossos artistas estão preparados para a crítica". ora, penso, se não estão, então estamos muitíssimo mal (para mim, se não há crítica não há cenário consitente). o artista que não está preparado para crítica que não mostre seus trabalhos para ninguém! neste sentido, entendo que o papel de espíndola não seja de crítico, afinal, ele se tornou o principal divulgador das artes locais. seu papel, neste sentido, é importantíssimo, mas este é apenas um dos aspectos que fazem um circuito vivo, plural e rico como almejamos (nós, que fazemos música neste estado). às vezes, aqui, me debruço sobre algum disco local, mas não me sinto tão a vontade para fazê-lo, por ser um dos protagonistas da cena da cidade. antonio rossa, vez ou outra também o faz, e bem. mas é muito pouco ainda. são pouquíssimos os exemplos de críticas aqui. o diário catarinense publica semanalmente resenhas de discos em suas páginas, mas os álbuns e eps locais quase sempre passam a margem do olhar de seus jornalistas (mas essa responsabilidade, penso, não deve ser apenas de um veículo). no mais, é de se lamentar que a coisa continue como está, pois quem perde é a música (e os artistas e o público) de santa catarina. quem sabe agora, com vários novos trabalhos saindo, algumas das cabeças pensantes do estado não queiram discutir um pouco sobre discos produzidos ao seu redor?!?"

E um comentário do Hermano Vianna, sobre o mesmo texto:
"... quanto ao problema da falta de crítica local: há até a mais básica falta de divulgação do que acontece localmente - lembro de ficar impressionado, quando eu fazia curadoria do Tim Festival, de receber o clipping e ver notícias sobre a confirmação da vinda de uma banda estrangeira obscura ganhar destaque repetido em centenas de jornais do Brasil afora e bandas locais nunca serem sequer mencionadas pelos mesmo jornalistas, que preferem dar apenas uma preguiçosa "retwittada" no que vem da "metrópole" - mesmo sabendo que aquilo, a curto prazo, era bom para o festival, eu achava a atitude lamentável... foi para combater esse tipo de situação que criamos o Overmundo - mas acho que o Overmundo ainda é pouco usado, mesmo por aqueles que precisam furar a barreira boba de um jornalismo local que ignora o que acontece localmente".

29 de julho de 2010

"Shift", novo clipe do Macaco Bong

Finíssimo o novo vídeoclipe do Macaco Bong, dirigido pela Priscilla Brasil, também responsável pelo DVD (em produção) da banda.


Agora me diga: lembra disso?

28 de julho de 2010

Novo vídeoclipe do Maquinado, "Dandara"

A psicodelia come solta no vídeo de "Dandara", do Maquinado, projeto solo do guitarrista Lúcio Maia, também membro da Nação Zumbi. A direção é do Fernando Sanches, o mesmo do recém lançado clipe de "Papapa", do Mombojó.


A parte em que suas guitarras se alternam é das mais invejáveis para os guitarristas de plantão.

27 de julho de 2010

A retomada das ruas

Publiquei esse texto no Overmundo e só me lembrei de coloca-lo aqui quando o vi como destaque principal na newsletter do site (ao lado).

Segue abaixo o texto completo, com mais fotos e links do que o publicado no Overmundo.

O ponto em ebulição na cena cultural de Belo Horizonte na atualidade não é nenhuma boate, casa de show ou galeria, mas sim uma velha conhecida de todos: a rua. Quem frequenta ou vive na capital mineira percebeu que nos últimos tempos o espaço urbano está um pouco diferente, com praças se transformando em praias e rotatórias dando lugar a palcos efêmeros para shows.

Mais do que o resultado pela busca de diversão, essa movimentação reflete um posicionamento ativista de parte da população, buscando utilizar de forma democrática e gratuita um espaço que, afinal, é de todos. Problemas nas negociações com casas de shows tradicionais e a falta de apoio do poder público foram alguns dos principais estímulos para que diferentes grupos de pessoas tomassem as ruas para manifestações artísticas, carregadas com um viés político ou não.

Um marco recente no que diz respeito ao uso de espaço público para fins culturais se deu em dezembro de 2009, quando a Prefeitura da cidade proibiu a realização de eventos na Praça da Estação, localizada no centro de BH. Poucas semanas depois, organizando-se através de emails, mensagens no Twitter, Facebook e no bom e velho boca-a-boca, dezenas de pessoas se juntaram em uma manhã de sábado para dar origem à Praia da Estação (em referência à agua das fontes presentes na praça e o calor do verão): em trajes de banho, e mesmo sem as fontes (que não foram ligadas no dia), os manifestantes (se é que este seria o termo para descrevê-los) conseguiram até mesmo um caminhão-pipa para refrescar (e animar) a festa/protesto. A Praia da Estação seguiu acontecendo nos sábados seguintes durante cerca de cinco meses, resultando na revisão do decreto por parte da Prefeitura, que agora irá cobrar R$ 9.600 pela utilização da praça durante um ou dois dias. Vale lembrar que atual administração de BH, do prefeito Márcio Lacerda (PSB), também foi fortemente criticada ao anunciar o cancelamento do FIT – Festival Internacional de Teatro, cuja programação inclui várias ações na rua. Nesse caso, a Prefeitura também reviu a decisão e, posteriormente, divulgou que o festival será realizado.


Casos semelhantes, apesar de não tão emblemáticos quanto o da Praia da Estação, se repetem por Belo Horizonte: o coletivo de músicos e artistas gráficos Azucrina realiza há três anos shows temáticos em rotatórias da cidade – eventos efêmeros que duram até a chegada da polícia; o RoodBoss Soundsystem promove festas com ritmos jamaicanos pelas praças da capital; o coletivo Iml, munido de celulares, gerador e caixas de som, cria ações temporárias sem divulgação prévia em esquinas, praças, pontos de ônibus...

Com ou sem o apoio do poder público (principalmente sem), essas ações têm o potencial de fazer a população se relacionar de forma diferente com os locais com convivem diariamente. Realizado nas noites de sexta-feira desde 2007, o Duelo de MCs é exemplo disso. Inicialmente promovido na (famosa) Praça da Estação e posteriormente transferido para debaixo do Viaduto Santa Teresa, também no hipercentro de BH, o evento se transformou em uma das principais atividades de revitalização da área. Se antes o local tinha entre os (poucos) pontos positivos a proximidade com a Serraria Souza Pinto (multi-espaço que sedia shows e eventos diversos), tendo entre os (muitos) pontos negativos a falta de segurança, o cheiro de urina e fezes nas escadas em direção ao viaduto, o Duelo fez com que um novo grupo de pessoas (oriundas de diferentes classes e regiões da cidade) passasse a frequentar a região e a utilizar o espaço para diferentes manifestações artísticas – de desfiles da Daspu e show de banda de ska da Letônia (sim, ska da Letônia!) até pique-nique vegetariano nas manhãs de domingo.

A transformação tem sido tão forte que até mesmo uma nova casa de shows, chamada Nelson Bordello (que ocupa um galpão que anteriormente era de uma igreja evangélica), abriu as portas recentemente nas proximidades do local de realização do Duelo de MCs, dando início ao que alguns já chamam de “a Lapa belorizontina”. Difícil prever o que será da região num futuro próximo, mas, entre as várias lições que podem ser tiradas dessa história, uma delas é a de que a construção do espaço urbano depende de nossas próprias ações.

Foto 1: primeira Praia da estação, autor desconhecido / Foto 2: Praia da estação / Foto 3: Rotatória Pirata Azucrina / Foto 4: show debaixo do viaduto Santa Teresa

26 de julho de 2010

Mais do que palavras (texto vencedor do 1° Prêmio Letras de Jornalismo Cultural e Literário)

Fiz este artigo para o 1° Prêmio Letras de Jornalismo Cultural e Literário, do qual fui um dos 5 vencedores. Apesar de gostar bastante do resultado final, tinha pouca esperança de vencer pois comecei o texto quando faltavam 4 horas para o fim das inscrições e ainda dei uma paradinha para tocar um riff de guitarra que me veio à mente enquanto digitava, fiquei receoso.

A entrevista com o Guizado foi feita durante a participação dele no festival Eletronika, em 2008, quando o conheci e tive a oportunidade de bater um breve e interessante papo com ele, sujeito boníssimo e grande artista. A fala do pessoal do Constantina foi captada enquanto comíamos algumas pizzas no Pomodori, também em BH, na ocasião em que os conheci pessoalmente, em 2007. Aproveitei que ainda não havia utilizado esse material e o inseri no artigo abaixo, que também está impresso na nova e especial edição do jornal Letras, do Café Com Letras, distribuído gratuitamente em BH. Essa edição do jornal é focada no Savassi Festival, que começa nesta semana.

Feita a introdução, segue abaixo o artigo, "Mais do que palavras".

Música política para Maradona cantar. Treinando pra ser chuva. Receita de pudim de leite condensado. As frases que você acaba de ler não são frutos de uma dislexia não tratada, mas sim títulos de músicas de artistas da efervescente cena instrumental brasileira. Apesar de uma visível disparidade, todas têm em comum o fato de serem os únicos pontos de indicação para possíveis interpretações do ouvinte.

Dentro de um ambiente tão abstrato quanto a música instrumental, são poucas as “dicas” que direcionam o ouvinte em um determinado rumo na construção de sentido. Essa é uma das principais características da música instrumental: a liberdade, tanto de quem a produz como de quem a escuta. O que dizer, então, do jazz, marcado pela improvisação e caminhos não-lineares?

São emoções, sensações, imagens mentais que se transformam em música como forma de expressão. Realmente, tem um forte caráter sinestésico”, me responde o trumpetista paulista Guilherme Mendonça, mais conhecido como Guizado, ao tentar explicar o processo de nomenclatura de suas canções (no caso, da faixa intitulada “Vermelho”). Utilizando o nome Guizado em seu projeto musical (no qual, além do trumpete, também é responsável pelas programações eletrônicas e sintetizadores), Guilherme lançou, em 2008, o álbum Punx, presença constante na lista de melhores lançamentos daquele ano mesclando eletrônica de vanguarda, jazz e rock experimental. Agora, acaba de lançar seu segundo trabalho, Calavera, liberado para download no projeto Álbum Virtual, da gravadora Trama, que remunera os artistas para que disponibilizem suas músicas gratuitamente ao público.

Em Calavera, Guizado não abriu mão das palavras e inseriu vocais em algumas canções. O diferencial é que não se tratam de letras que esclarecem, mas que criam novas possibilidades de interpretação, além de permitir que os vocais atuem como importantes instrumentos melódicos responsáveis por novas camadas na diversificada massa sonora do artista (que dessa vez inclui, além dos já citados jazz, rock e eletrônica, ritmos como afrobeat, soul e até frevo).

Tida como uma das principais expoentes do pós-rock no Brasil, a mítica e mutante banda belorizontina Constantina mantém relação semelhante a de Guizado com suas obras. “(Nosso trabalho) é apenas o ponto de partida, cada pessoa que ouve a música constrói uma história própria”, conta o guitarrista Bruno Nunes, que ao lado dos irmãos Daniel e Leonardo, fundou o Constantina em 2003 junto de outros amigos. Bruno, Daniel e o multiinstrumentista André Veloso, aliás, são os únicos membros que se mantiveram em todas as formações da banda, que já foi quarteto, quinteto, sexteto e agora é um septeto, contando, pela primeira vez, com trumpete e percussão como elementos constantes em suas obras.


Apesar de criar títulos inspirados para suas melancólicas e detalhadas canções instrumentais, como “Treinando pra ser chuva” e “Ela já atravessou todos os oceanos do mundo”, a banda às vezes opta por sequer nomear suas músicas. A pessoa que se arrisca a entrar em contato com essas obras é apresentada sem instruções ou introduções diretamente a um material altamente inspirado e que dependerá do próprio ouvinte e suas referências, gostos e, porque não, estado de espírito, para se transformar mentalmente em uma experiência única.

Da mesma forma age o multiinstrumentista paulista Maurício Takara, que responde por M. Takara em seu projeto solo e é baterista das bandas Hurtmold e São Paulo Underground, nomes cruciais da música experimental/instrumental brasileira. Assim como Takara, músicos e grupos instrumentais contemporâneos como Ruído/mm (de Curitiba/PR), Burro Morto (de João Pessoa/PB), A Banda de Joseph Tourton (de Recife/PE), Fóssil (de Fortaleza/Ceará), 4instrumental (Sabará/MG), Iconili (BH/MG) e Macaco Bong (Cuiabá/MT), atuantes na chamada “cena musical independente”, têm em comum o desejo pela experimentação, pela extrapolação de limites entre orgânico e eletrônico e pela influência jazzística que, se em alguns momentos não é manifestada sonoramente, permanece nas intricadas estruturas de composição e na liberdade de execução de suas obras.

O que tem se percebido ao longo dos últimos anos é a consolidação e ampliação de uma cena instrumental formada essencialmente por jovens músicos influenciados por diferentes estilos e que optaram por se expressar além das palavras. É interessante perceber que na década de 90 a grande maioria das bandas alternativas brasileiras compunha em inglês, consequência das bandas estrangeiras que as influenciavam, uma língua não dominada pela população brasileira. Nos anos 2000, tendo como marco histórico o lançamento do álbum O Bloco do Eu Sozinho, do Los Hermanos (um dos primeiros CDs a romper com as barreiras entre indie e mainstream no Brasil e permitir que seus autores seguissem uma carreira de sucesso, respeitada tanto pela crítica como pelo público), uma nova safra de bandas cantando em português surgiu, resultando em boas propostas como as dos pernambucanos do Mombojó, dos gaúchos da Bidê ou Balde e dos mineiros Monno e Transmissor. Em 20 anos, o inglês perdeu sua hegemonia na música independente, composições de bandas alternativas em português passaram a ganhar maior destaque e agora, pela primeira vez na história, jovens bandas instrumentais com forte ligação com o rock formam um grupo sólido, de qualidade estética e conceitual, expressando-se com todas as suas idiossincrasias e fazendo uso de uma linguagem universal: a música.


Olhos e ouvidos mais atentos já perceberam isso, não apenas no Brasil como também no exterior. A banda cuiabana Macaco Bong já se apresentou em importantes festivais no Canadá e na Espanha, ao lado de artistas renomados internacionalmente; Maurício Takara se apresentou no hypado festival norte-americano SXSW - South by Southwest; A Banda de Joseph Tourton teve uma de suas músicas utilizada em uma campanha publicitária internacional (em um momento em que todas as músicas da banda haviam sido gravadas em um quarto, com um único microfone!); selos internacionais se interessam cada vez mais por esses grupos... são vários os indícios de que este, realmente, é um momento especial para a música instrumental nacional.

O caso de Thomas Liech, do blog alemão blogpartei.de, é elucidativo. Nascido no Brasil e criado na Alemanha, toda a produção cultural brasileira com a qual Thomas tem contato, com exceção de Cidade de Deus e Cansei de Ser Sexy, é antiga. Não há presença das manifestações artísticas brasileiras contemporâneas em sua vida. Essa situação se alterou justamente através de novas bandas instrumentais brasileiras (no caso, Constantina, Guizado, Macaco Bong e Hurtmold) que ele conheceu pela internet e cuja identificação foi instantânea. São bandas de diferentes Estados brasileiros e que, sem recorrer a cacoetes regionalistas ou sequer ao idioma, tiveram o poder de fazer com que Thomas se sentisse mais próximo do Brasil do que nunca.

Para entender (parte d´) o atual momento da música independente instrumental brasileira e seus novos artistas, escute:

Mestro (2006), do Hurtmold
Artista Igual Pedreiro (2008), do Macaco Bong
Calavera (2010) e Punx (2008), de Guizado
¡Hola amigos...! (2008), do Constantina
Varadouro (2008), do Burro Morto
Praia (2008), do Ruído/mm

Foto 1: Guizado em foto de minha autoria / Foto 2: M. Takara 3 por Caroline Bittencourt

25 de julho de 2010

Menos mimimi, por favor

Simples e direto, esse texto do Rodrigo James (do Alto-falante e Aorta) no portal Oi Novo Som sintetiza aquilo que todo mundo já sabe, mas alguns continuam não entendendo. Confira um pedaço abaixo:

"A cena é bastante comum. Quatro garotos se juntam com a proposta de montar uma banda. Depois de alguns ensaios, percebem que já estão no ponto de mostrar seu trabalho. Começam a ligar para as casas de show da cidade em busca de um palco. Encontram os palcos. Felizes, negociam seus cachês. Qual não é a surpresa quando eles descobrem que a casa não paga cachês e eles terão que tocar de graça! Depois de alguns meses tocando de graça ou sujeitos a couvert artísticos, porcentagens ínfimas de bilheterias e demais gorjetas/esmolas, olham para si mesmos e decidem parar com a banda porque nunca vão conseguir viver de música.

É comum? É. Mas não deveria ser. Só que não pelo motivo que você deve estar imaginando. Toda banda iniciante passa por estes perrengues de tocar de graça ou por trocados. E é assim que tem que ser mesmo! A não ser que você seja uma superbanda e seus companheiros já sejam conhecidos na cena, não tem outro jeito de construir seu público senão tocando, tocando, tocando e tocando. Você tem que estar disposto a qualquer coisa, meu amigo. Lugares e horários ridículos, públicos que às vezes não são os seus, barcas furadas, tudo!"

24 de julho de 2010

Mim não gostar disso

Se não houvesse a pretensão de fazer algo sério nesse novo vídeo da Mim, "Rockstar", o resultado até poderia ser engraçado.

Só que não.


Ps.: Se você não entendeu o "só que não", relaxa. É mineirês, equivalente ao not do Borat.

23 de julho de 2010

The Name, "Let the things go"

O single "Let the things go" integra a estreia da sorocabana The Name no selo Vigilante, divisão indie da gravadora Deckdisc. Bastante dançante e mais eletrônico do que os lançamentos anteriores da banda, a música peca apenas pelo fraco vídeoclipe. Apesar de bem executado, o vídeo não apresenta boas ideias e faz uso de diversos clichês visuais (que já renderam mais em outras obras), resultando em algumas belas imagens, porém vazias de sentido.

22 de julho de 2010

Software para DJs amadores

Não tenho nenhuma pretensão em atuar como DJ profissionalmente, construindo remixes e coisas do tipo. Como já escrevi anteriormente no Meio Desligado, ser DJ, no meu caso, é uma extensão da minha atuação como jornalista. É uma forma de tentar criar situações agradáveis através da música e construir sentidos ao apresentar músicas que considero interessantes ao público.

Com essa proposta em mente, normalmente toco com meu próprio celular, mas em algumas ocasiões opto pelo computador. Nesse caso, até mesmo um tocador de arquivos multimídia como o Winamp pode ser uma opção (no Bordel do Fogo Encantado, por exemplo, usei o Winamp, já que precisava sair várias vezes da mesa para verificar se estava tudo certo na festa e conversar com as pessoas). 

No caso de precisar de um pouco mais de dinâmica na pista, com maior cuidado nas transições e na seleção do repertório, um software bastante usado (e simples) é o Virtual DJ. Facilmente encontrado em versões demo gratuitas ou completo (com cracks), é um programa bastante intuitivo e que praticamente todos que tenham utilizado CDJs e um mixer na vida saberão manusear. São várias as opções de configuração, de acordo com a placa de som utilizada, e de visualização (como a da imagem que ilustra esse texto, nocaso, da interface do VirtualDJ 6 Pro: widescreen), de acordo com seu conhecimento, uso e hardware.


Como dá para ver pela imagem, o software fornece opções semelhantes aos dos equipamentos físicos e vai além, como o gráfico para visualização de ondas das músicas, integração com a biblioteca de mídia do computador, criação de playlists, aplicação de efeitos, etc. 

Uma das coisas que mais gosto é a possibilidade de usar controladores midi com o Virtual DJ. Dessa forma você não precisa executar todas as funções através do mouse, podendo relacionar funções e parâmetros do software para serem utilizados através do controlador. Quando uso o Virtual DJ, por exemplo, costumo programar os botões de play e stop das “pick-ups virtuais” para serem acionadas pelo controlador e controlo as transições entre elas para serem reguladas na roda de modulação (dependendo do seu controlador, usar um fader - aqueles botões que sobem e descem, aumentando ou diminuindo algum sinal - pode ser muito útil). 

Existem várias outras opções no mercado, mas para quem quer algo mais simples o Virtual DJ é altamente indicável. Para quem quer fazer produções mais complexas e precisa de mais recursos, um software muito comentado é o Traktor, da Native Instruments, usado por artistas renomados no meio eletrônico.

* Originalmente publicado no dj.meiodesligado.com

21 de julho de 2010

Edital Música Minas termina no próximo domingo, 25 de julho

Músicos mineiros, se liguem nesse edital. É bem interessante e termina logo logo! Confira o edital de circulação e o edital de intercâmbio. Abaixo, um trecho do material de divulgação da iniciativa para entendê-la um pouco melhor.

"O Fórum da Música de Minas anuncia a continuidade do Programa Música Minas e a publicação dos Editais de Circulação (inscrições até 25 de julho) e Intercâmbio Cultural (concessão de passagens aéreas). O Programa Música Minas 2010, que ainda prevê participações em feiras e produção catálogos setoriais, será realizado pela Fundação Clóvis Salgado (FCS) em parceria com o Fórum da Música de Minas, com orçamento de R$1,1 mi.

Apesar de grandes dificuldades para conseguir a liberação dos recursos para realização do segundo ano do programa, devido a restrições da Lei Eleitoral, o Programa Música Minas seguirá realizando as atividades previamente desenvolvidas. No entanto, ao contrário do ano passado, quando o Fórum gerenciou e administrou todo o Programa por meio de convênio firmado com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), todo o controle administrativo/financeiro esse ano será feito pela FCS. Caberá ao Fórum fazer a gestão/organização compartilhada do Programa.
Voltado a todos os agentes da cadeia produtiva da música, principalmente músicos e grupos musicais de todos os estilos e tendências, o Música Minas cria mecanismos e ações sustentáveis para fortalecer e projetar nacional e internacionalmente a música produzida em Minas Gerais.


As ações que compõe o Programa são respostas objetivas a questões, dificuldades, dilemas, necessidades e expectativas experimentadas pela categoria, vividas pela grande maioria dos músicos e conduzidas ao Fórum através das diversas associações que o compõe.


O Música Minas prevê ações que visam reposicionar a música produzida em Minas Gerais em lugar expressivo no mercado estadual, nacional e internacional, mostrando sua diversificada e rica produção, escoando seus produtos e formando público para seus artistas. Apesar de ser um ano atípico do Música Minas, todas as atividades realizadas em 2009 serão mantidas, apenas com uma redução da verba, de R$1,55mi para R$1,1mi.


Edital de Circulação
Tem o objetivo de formar público para os artistas mineiros, estreitar relações culturais e comerciais e reposicionar nacionalmente a música produzida em Minas. Para tanto, selecionará 10 artistas ou grupos musicais residentes no Estado para promover a circulação de shows em palcos de destaque no Brasil e no exterior (dois por artista/grupo) e oficinas em cidades do interior de Minas, no período de agosto a dezembro 2010.
As inscrições vão até o dia 25 de julho.
Edital de Intercâmbio Cultural
Essa modalidade tem o intuito de viabilizar as passagens aéreas para artistas que tiverem convites de festivais e eventos nacionais e internacionais de expressividade. É um mecanismo que abre portas para que programadores e produtores de festivais tenham preferência pelos artistas mineiros na escolha de sua programação, já que o benefício das passagens reduz consideravelmente os custos do produtor.
Os artistas e grupos poderão pleitear a participarão em eventos prioritariamente culturais, promovidos por instituições brasileiras ou estrangeiras, de reconhecido mérito, com a finalidade de:
- apresentação de trabalho próprio e representativo da cena musical;
- promoção da música de Minas;
- residência artística;
- participação em cursos de capacitação de profissionais da cadeia produtiva da música.
O edital irá contemplar propostas para eventos entre setembro e dezembro."

15 de julho de 2010

Music Alliance Pact de julho

Todo mundo olhando pro alto e assoviando, fingindo que esse texto foi mesmo publicado no dia 15, como fazemos todos os meses, com as coletâneas da rede mundial Music Alliance Pact, beleza?

ARGENTINA: Zonaindie
The Kyoto Connection - H.E.A.T. The eighties are back! At least, that's what we felt after listening to No Headphones Required, the cc-licensed brand new album by The Kyoto Connection. This amazing band delivers sweet electronic music mixed with Japanese juice and Flashdance-like synth sounds. If you like it, you can download the whole record from their website.

I’ve been following Kiwi-now-Melbournite Kimbra’s work for a year now, most of it in the form of either guest performing with other bands or solo with a guitar work. Only recently I’ve heard her new stuff, produced by Franc Teta. The song Settle Down opens with cut up beat boxing vocals - a bit too close to Bertie’s style of production for my liking - but is rescued and lifted by the chorus and soared into lush harmonies, that are all part of Kimbra’s own signature sound.

BRAZIL: Meio Desligado 
Where I Am is part of the first full length album of the Brazilian band Dead Lover’s Twisted Heart, released a few weeks ago. Far away from the indie-folk influences that are highlighted in the band’s history, it’s a great pop song which could easily be in any album from She and Him or The Ting Tings. 

CANADA: I(Heart)Music 
Over the last few years, Forest City Lovers has morphed from simply being a vehicle for Kat Burns' acoustic folk into a full band with a knack for writing catchy folk-pop. On their new album, Carriage, Burns is joined by members of The D'Urbervilles, Ohbijou and Born Ruffians, among others. As this track (on which Burns is joined by Ruffians front man Luke Lalonde) demonstrates, the results are simply magical. 

CHILE: Super 45 
Maifersoni is the musical adventure of young Enrique Elgueta, in which he decides to blend psychedelia and noise in a lo-fi-ish perspective, with a strong pop accent. Taller Deslizante (Gliding Loom) is his first work, released this month on Chilean net label Michita Rex. It captures Panda Bear's contemplative spirit, Sonic Youth's fondness for experimentation and Vashti Bunyan's warmth, creating a resounding weave that - with the likes of El Sueno De La Casa Propia and De Janeiros (both highlighted on earlier editions of MAP) - is giving Chilean pop a new perspective. 

CHINA: Wooozy  
The band Lilisay is a Beijing-based trip-hop band, founded by Lilisay and Shang Shao in March, 2010. At first the band started as a shoegaze duo, but as time went on they have evolved into a trip-hop band. After the first gig at D22, Lilisay met Li Wei. Sharing the same taste in music, they decided to collaborate. After several rehearsals and performances, they settled on Trip Hop/Electronica. Last Party is one of their early songs, which reminds a lot of the 80s shoegaze stuff.

DENMARK: All Scandinavian 
With The Flaming Lips and The Shins among their influences, Copenhagen based six-piece Waking Life work in uplifting, danceable ways. Here’s first single, Chirango - from their forthcoming debut album Fiction - an upbeat indierock song with ukulele, bells, trombone and whatnot that would make you all smiles if it hadn’t been for the rather serious lyrics. 

ENGLAND: The Daily Growl 
Here's a wee MAP exclusive. Ace east London scuzzy rock types Wet Paint are back with another album of great tunes and noisy guitars. No word yet of when the album's going to be released, but here is a track from it. A sneak preview of what's going to be a fantastic record.

ESTONIA: Popop 
Opium Flirt have been playing live, writing and recording music since 2004. Projects have included music for multimedia installations, films and choreographic performances. Parade In Chimes is taken from the new album DejaVoodoo. 

FINLAND: Glue 
Just a little bit over a year ago, MAP featured a song by a Helsinki indie band that shocked the scene with a superb self-released EP. Now signed with an important label, Delay Trees offer the first single off their debut full length, out in September. The dreamy intensity of Cassette 2012 anticipates a new round of tender pop songs that will melt your ears. 

FRANCE: ZikNation  
Everyone has neighbors. You can hate them or love them… but one thing is for sure: it's impossible not to love these crazy Neighbours. Presented as a big step between Block Party and Nirvana, I Love My Neighbours is a very good acidulated pop/rock band. Instigated by an omnipresent battery and swaying bass riffs, the three boys swing between pop songs and true aggressiveness. A schizophrenia materialized by the guitar riffs and the melodic and tortured voice of the singer. A noted French magazine called Les Inrocks wrote about them : " These Parisians enter by the large door of the new english scene, dance and pop, with a full bag with catapults provided by Nirvana ". Prepare yourself to apply the theory of the "Bang Bang", because there's gonna be rock n'roll... 

GERMANY: Blogpartei 
Herpes may be the most 'German' band ever, posted on the MAP. Their straight-forward electropunk with pseudo-political lyrics draw the line from infamous Superpunk to the stepsons of Kraftwerk, like Trio or DAF. Hence, their label has to be Tapete Records, and yeah, of course they live in Berlin. Keine Experimente is the single from their recently released album Das Kommt Vom Kussen. 

GREECE: Mouxlaloulouda  
Mikael Delta began his career as a member of the band Stereo Nova. He is one of the most prolific and influential musicians in Greece in the past decade. His latest album, Tech Me Away is made of thrillingly danceable sounds and references to techno music scene, disco and electronica.This is music that hits the head, heart and hips all at once. You can dance to almost anything here. She's A Boy demonstrates Delta’s talent for building simple, clattering dance beats and riffs into audio addictions. But what takes you by surprise is Etten's marvellous voice, which pops up like a primary color and paints absolutely stellar pictures. 

Cosmic Call is a five-piece indie rock band from Akranes, a small town on the West Coast of Iceland. Band members are singer/guitarist Sigurmon, Fjolnir on guitar, synthesizer & backing vocals, Begga on bass and backing vocals, drummer Petur & Asa on violin & synthesizer. They are inspired by Arcade Fire, The Cure, The Pixies, Joy Division & Yeah Yeah Yeahs. They recorded one EP so far, which was released on July 24, 2009. The song Owls is a track of this limited, hand sewed edition of 1000 copies made by the band & family members. 

INDONESIA: Deathrockstar  
Sir Dandy or Dandy Ramdhani or Acong, is the vocalist of one of the most obscure garage band in Indonesia Teenage Death Star, known for their quirky style on stage. This is his latest project, recording ballads using only his guitar and sunglasses on his garage-band software. This song tells us the story about the motorcycle flood in Jakarta. 

IRELAND: Nialler9 
Bingo is a 21 year-old producer from Dublin who makes luscious tracks with nods to dubstep, garage and UK funky. His music recalls the likes of Mount Kimbie, James Blake and Burial. If you find yourself in Dublin on a Saturday night, be sure to check the listings to see if Float, Bingo's new club night is taking place in either Twisted Pepper or Tripod. You'll find the likes of the vocal-twisting Cold Without You coming out of the speakers. 

ISRAEL: Metal Israel 
Jerusalem, Israel's Ghost Bike will take you on an ambient trip-hop via the vehicle of dub-influenced electronica, spinning your mind in sonic circles with aural tales of dark, intense emotion. Diverse musical elements like Middle Eastern chants and beats mix with spooky haunted house effects and everything in between to create this sonic tapestry. Some Hollywood producer in need of a soundtrack should pick this stuff up. 

ITALY: Polaroid 
It's summer, a damned hot summer. I wanted to sail away on an ocean wave but it's all covered in spilt oil. I don't care. My beloved surfboard won’t let me down. I put the new Movie Star Junkies record on (wild guys, you should see them live) and drink last drop of rum. A toast to the Birthday Party and the Gun Club. Everything is perfect now. C'mon, let's put out to sea. Goodbye. 

JAPAN: JPOP Lover  
Sputniko! (Hiromi Ozaki) is an experimental electro pop female musician based in London. Since 2007 Sputniko! has shown music, performances and films exploring intersections between technology and popular culture. In 2009 she published the DVD Parakonpe 3000, a collection of eccentric music videos talking about the quirky ways in which we engage with technology, such as google searching your crush's name or desiring to become a cyborg to eliminate periods. 

Orlando is a singer from Tijuana, Mexico with an organic approach to his compositions. He creates memorable pop choruses that rely on acoustic progressions and just released his first formal LP titled Capullo. This is the first single from the record, under production and arrangements from his collaborator El Poeta and additional mixing by the much respected composer Murcof (also from Tijuana). Solo Dios Sabe is a song that ideally represents Orlando's soft acoustic sound and its blend with slight electronic details. 

NETHERLANDS: Unfold Amsterdam 
Although formed in the harsh winter of 2010, when their first burst of song material emerged, Amsterdam trio Bird on the Wire write laid-back indie pop that's perfect for a sweltering summer. Simple, sweet and ever so slightly melancholic, the soft, lulling vocal harmonies of Rosa, Thijs and Nina remind of Camera Obscura, balancing the folk sounds of the '60s with contemporary lo-fi pop. 

NEW ZEALAND: Counting The Beat 
The Body Lyre is a multi-instrumental duo putting together an album, Escape Songs, song by song over the 12 months of 2010. Each month a new track is completed and put on-line for download at http://thebodylyre.bandcamp.com/ At the end of the year the album will be released on vinyl. The music is guitar based and reverb heavy, with a touch of surf, a pinch of country and a sprinkling of Lee Hazelwood and Nancy Sinatra. 

NORWAY: Eardrums  
KooKooo Kitchen is one of Oslo's more interesting new bands. In front are Eva and Marianne, constantly fighting for attention with their vocals and guitars, sometimes nice and harmonic, the next second as rough and edgy as it can get. The girls are backed by Henning and Brox on bass and drums. The combination of their sharp, ringing guitar sound, the heavy use of toms and the in-your-face attitude of the vocals reminds me of the early days of Siouxsie and The Banshees. KooKooo Kitchen has a lot of the energy of The Banshees, but the music is filled with lovely pop-harmonies. As they say themselves "Dirt under their nails, and nail polish to cover the mess." A video is currently in the making for their song Bedsheet. Keep an eye on their myspace page for details. 

PERU: SoTB 
Kinder is based on experimentation to create its sound, it has only an EP titled Mini-EP, on which each song is the result of the combination of different rhythms, electronic sequences and some playful samples. These features give Kinder, in several of its songs, a curious relationship to a childlike theme; this line achieves its balance when its sound gets into the instrumental environments. It's probably this style that predominates in its first LP, ready for release sometime this year. 

PORTUGAL: Posso Ouvir Um Disco?  
The quintet Madame Godard have (on MySpace) one of the best covers of Clash’s Spanish Bombs that you will ever hear. They produce a sound that is a mix of world music, folk and pop but always humorous. After almost ten years of hiatus, they have released their first LP, Galapagos, this year, which has been acclaimed by the Portuguese critics and audience. 

ROMANIA: Babylon Noise 
Alone. Sleepless nights and lonely early mornings when the lights go down and the dawn breaks. The music is rising in loops, choruses that add up to this beautiful and minimal psychedelia. Identitate is a Romanian artist currently splitting his life between London and Timisoara. His third album called Who I Am and What I Want features songs originally meant to be soundtracks for short films and it can be downloaded from here 

SCOTLAND: The Pop Cop 
It's the middle of festival season and nothing goes down better than a meaty power-rock anthem, which makes LightGuides the perfect alfresco band for the summer. The Lion And The Pocketwatch has a monster chorus that Biffy Clyro would raise devil horns to, while singer Mark Cowan's vocals aren't too dissimilar to Nate Ruess of Fun/The Format fame.

SINGAPORE: I'm Waking Up To... 
Look at some Singaporean cliches and you'll be faced with an urban cityscape with sterile modern amenities. But scratch the surface and you'll remember that we were once a humble fishing village that actually remembered how to relax. Cheating Sons sounds like a band that is in the process of retracing those roots, turning over every leaf and scribbling notes in the margins of journals. To say they're updating a nostalgic country-rock sound would be downplaying the creativity behind the band's songwriting. While they're still recording their debut album, they were nice enough to share this demo with us because everyone back home is so excited about the music these boys are making. 

SOUTH AFRICA: Musical Mover & Shaker! 
Move over Eminem. Jack Parow has arrived. He’s white. He raps. Oh and yes, he’s Afrikaans. Jack Parow truly is original; he is in fact the “original donker dodgy Afrikaans rapper”. His lyrics are brash, brazen and funny and his song Onder Draai Die Duiwel Joints showcases his unique style. He has caused quite a stir in the music scene, locally and internationally alike. He’s set to take over the world. Watch out!

SOUTH KOREA: Indieful ROK 
After playing together for a few years, post-rock act Glittering Blackness, Fall took it in their own hands to release an untitled EP - their first - at the beginning of this year. The septet counts a media graphics responsible to its members, ensuring interesting imagery to go with their captivating music. The song simply going by 3 builds up beautifully during the first half before a strong finale where the listener will wish for it never to come to an end. The whole EP is available for download from last.fm.

SWEDEN: Swedesplease 
This little nugget of Italian/Swedish electro disco from The Telepathics is a certain cure for the end of summer blues. This duo is comprised of Cristiano and Isabella. The song is not quite as sunny as their sun drenched faces shown above, yet still it brightened my day considerably.

SWITZERLAND: 78s 
If it comes to name a current common denominator in the Swiss rock music scene there is no getting around Alvin Zealot - four young guys from Lucerne who made a highly addictive and unpretentious rock'n'roll-record. Tears Of St. Lawrence sounds bold and experienced at the same time. Quite an effort for a debut by four teens.

VENEZUELA: Barquisimento
Tomates Fritos was born in Puerto La Cruz, east of Venezuela and since the beginning, in 1997, the group has edited 4 LPs and have been part of important music festivals like Festival Nuevas Bandas (1998) and Cool Summer Music Festival (2002). Their music comes from mixing Spanish pop-rock with classic rock from the 60s and 70s, developing a unique sound, flooded with energy that has captivated tons of fans. This song, Perdoname, has been played very often in radio stations all over the country and belongs to their latest CD, Hombre Bala.

 Download das 33 músicas aqui.

13 de julho de 2010

Vencedor(a) da promoção Converse Flashrock

Hoje é dia de vários shows especiais em Belo Horizonte, no FlashRock, e pra começar bem o dia do rock eis o resultado da promoção do tênis All Star personalizado pelo Bicicleta Sem Freio. A vencedora foi Marcela Lopes, última pessoa a responder corretamente a pergunta "Quais bandas da programação do Flashrock 2010 já fizeram shows na festa Meio Desligado?". A resposta certa era Black Drawing Chalks e Fusile.

Menção honrosa ao Caio Rodrigues e Vanderlei Reis, que foram os primeiros a enviar as respostas corretas. Ambos tem entrada liberada na próxima festa que eu fizer.

Aproveitando que o Flashrock acontece hoje, aqui vai um recado da Converse:
"Tá chegando a hora. Dia 13 de Julho o Flashrock chega a Belo Horizonte com uma festa aberta ao público celebrando o dia do rock, com várias bandas tocando os maiores clássicos da história, escolhidos pelo público na promoção que rolou no site www.comemoreorock.com.br. Mas, pra não ficar de fora, antes você tem de garantir o seu ingresso gratuito, chegando à Praça da Savassi às 18h30 do Dia Mundial do Rock. Algumas coisas a gente vai te deixar só na expectativa. Então, chegue pontualmente nesse horário. Sério mesmo. Não diga que não avisamos.
Acesse www.comemoreorock.com.br e saiba mais sobre a comemoração da Converse."

12 de julho de 2010

Novo vídeo do Mombojó: Papapa

Fernando Sanches, diretor do novo vídeoclipe do Mombojó, explica:
"Quando eles me convidaram, fizeram 3 pedidos:
- Queriam aparecer no clipe, já que no primeiro que eu fiz eles não aparecem,
- Queriam dançar uma coreografia,
- E queriam alguma coisa relacionada com seriados japoneses dos anos 90"

O resultado está aí...

11 de julho de 2010

O fim do Cinemateque?

Ao menos temporariamente, o Cinemateque, um dos espaços mais legais para shows e festas que conheço no Rio de Janeiro, está de portas fechadas. O imóvel em que estava localizado foi vendido e será demolido, para que um prédio seja construído no local.

Descobri através do Urbe e os detalhes estão no blog da Casa da Matriz, grupo dono do Cinemateque.

9 de julho de 2010

Flashrock 2010: ganhe um All Star personalizado pelo Bicicleta Sem Freio!

Na próxima terça-feira, dia 13 de julho, a Converse promove o FlashRock 2010 em BH, às 18h na Praça da Savassi. Lá serão distribuídos os ingressos para os shows do Macaco Bong, Black Drawing Chalks com Chuck Hipolitho, Monno, Fusile, Hell´s Kitchen Project, Proa e Dead Lover´s Twisted Heart que acontecem no mesmo dia, mais tarde, no Lapa Multishow. Cada uma das bandas fará eu show focado em uma década específica (Monno nos anos 90, Fusile nos 70, Dead Lover´s nos 50, etc).

Como parte da divulgação do evento o estúdio de design Bicicleta Sem Freio (de integrantes do Black Drawing) criou estampas especiais para modelos de All Star, cada um deles inspirados no rock das décadas de 50 até a atualidade. 

Um par desses tênis (ao lado, as ilustrações referentes às décadas de 90 e 80 e aqui você confere os outros modelos) será sorteado aqui no Meio Desligado e você pode escolher o aquele inspirado na década que mais lhe interessar. A promoção termina na terça, dia 13, e para concorrer você deve responder a pergunta abaixo para o email equipe@meiodesligado.com, com o assunto do email "Promoção Converse Flashrock":
Quais bandas da programação do Flashrock 2010 já fizeram shows na festa Meio Desligado?

O nome do vencedor será divulgado na quarta-feira. Boa sorte e boa festa!

7 de julho de 2010

Bordel do Fogo Encantado

Neste sábado, 10 de julho, estreia um novo projeto do Fórceps do qual estou à frente: o Bordel do Fogo Encantado. Trata-se de uma festa que acontecerá regularmente no Nelson Bordello, novo espaço cultural localizado no hipercentro de Belo Horizonte, apresentando bandas independentes, DJs variados e artistas de diferentes áreas expondo seus trabalhos. É um espaço de experimentação, a prioridade será para bandas que ainda não tocaram nos eventos do Fórceps, as exposições serão de artistas (ainda) pouco conhecidos e os DJs, assim como as bandas, serão diversificadas, buscando dar espaço para aqueles que ainda não tocaram em outras festas (sendo que sempre haverá um DJ residente do coletivo para manter a identidade da proposta).

Em sua primeira edição, a banda que se apresentará é a Lupe de Lupe, de BH. No único show que vi da banda (apenas alguns pedaços) pareciam apenas mais uma cópia de Arctic Monkeys, o que não causou muito interesse da minha parte. Eis que, após conhecer o figuraça Vítor, guitarrista da banda, depois do show do Jair Naves em uma das festas Meio Desligado (e sairmos todos para comer e beber em uma noite divertidíssima) ele me manda um mp3 da nova fase da banda: suja, dissonante, pesada. O noise dos anos 80/90 com um pouco de grunge repaginado, bastante interessante, julgando a partir das duas gravações (demo) que estão no MySpace da banda e da outra música que escutei até o momento. O nome da banda é terrível, mas sugiro que escutem e não se deixem levar somente pelo nome (afinal, Macaco Bong também não é nenhuma pérola e no início da banda eu tinha preguiça em escuta-la por puro preconceito em relação ao nome, o que se mostrou uma enorme burrice).


A exposição será da artista plástica Patrícia Mara, que conheci por acaso em uma das noites do (super recomendado) festival Tardes Tortas, em BH. Suas pinturas e desenhos são marcados por personagens femininas ora meigas, ora bizarras, porém sempre da estética feminina. Um trabalho em vídeo de Patrícia também será exibido durante a festa.
O trabalho de Patrícia, definido por ela mesma: "Meu trabalho é fundamentalmente figurativo e transita pelo universo feminino. Esse interesse vem da minha experiência como mulher junto à observação do comportamento das mulheres que me cercaram e das manifestações dos contraditórios ideais que se impõe sobre este objeto".

O som mecânico (eu ia escrever "as pick-ups ficam nas mãos de...", mas só vamos usar celulares e notebooks, the times, they are a-changin´...) fica por minha conta, com uma seleção de músicas distorcidas; Tina, uma transformista sueca que selecionará alguns rocks para flertar; e Canhotagem, pseudônimo do João, artista das ruas, um dos caras mais ligados em cultura urbana que conheço e autor do blog Canhotagem.

Bordel do Fogo Encantado
10.07, sábado
Show: Lupe de Lupe
DJs: Meio Desligado, Canhotagem, Tina
Exposição: Patrícia Mara
no Nelson Bordello, BH
(Rua Aarão Reis n554, centro, debaixo do viaduto Santa Tereza, próximo a Serraria Souza Pinto)
R$ 10
A partir das 22h

6 de julho de 2010

Promoção Assim Caminha o Rock – Converse

Se liga, mané, porque essa promoção da Converse termina amanhã, 7 de julho! São tênis customizados (na imagem abaixo, os modelos dos anos 50, 60 e 70) pelo estúdio de design Bicicleta Sem Freio  (do vocalista e do baterista do Black Drawing Chalks) e na semana que vem, no dia 13 de julho, tem mini-festival com ótima programação pra comemorar o dia mundial do rock. Abaixo, o material de divulgação que explica a promoção e a ação da Converse.
"Pra aquecer a espera pelo Flashrock 2010 você pode faturar na faixa um Converse, inspirado na sua década favorita do Rock & Roll, fazendo o que mais gosta: escolhendo suas músicas preferidas! É a promoção Assim Caminha o Rock. Para participar, basta você escolher qual a década do Rock (dos anos 50 até hoje) mais importante pra você e por quê. Depois, é só escolher os principais hits que marcaram a época. Os vencedores ganham um Converse todo exclusivo, inspirado na sua década favorita e customizado pelo trio insano do Bicicleta Sem Freio.

Ilustradores de Goiânia, a referência principal do trio BSF (Douglas de Castro, Victor Rocha e Renato Reno) é música, comportamento, todo esse universo bem Rock & Roll, com a cara e atitude da Converse. 
Esse ano a Converse chega a mais uma cidade com seu Flashrock, pra celebrar em grande estilo o Dia Mundial do Rock. Desde 2007 no esquema da invasão total com muita arte e música em pontos estratégicos de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Em 2010, a comemoração será numa das cidades mais importantes no cenário do rock brasileiro. Então participe da promoção agora, escolha as músicas e, claro, marque bem grande no calendário o dia 13 de julho. Sua cidade pode ser invadida!"

Durante o processo de inscrição na promoção você deve escolher os hits da década que mais gosta. Quem selecionar os anos 70, por exemplo, irá encontrar essa "listinha" abaixo:
“London Calling” - The Clash
“Anarchy in the UK” - The Sex Pistols
“We Will Rock You” - Queen
“Sweet Home Alabama” - Lynyrd Skynyrd
“Space Truckin’”- Deep Purple
“Walk This Way” - Aerosmith
“Heart of Glass” - Blondie
“Paranoid” - Black Sabbath
“Walk on the Wild Side” - Lou Reed
“Bang a Gong (Get It On)” - T. Rex
“Rock and Roll” - Led Zeppelin
“I Wanna Be Sedated” - The Ramones
“Search and Destroy” - The Stooges
“Heroes” - David Bowie
“Black Dog” - Led Zeppelin
“Instant Karma” - John Lennon
“Highway to Hell” - AC/DC
“Rock and Roll All Nite” - KISS
“My Sharona” - The Knack
“Hey Hey My My (Into the Black)” - Neil Young
“Lust for Life” - Iggy Pop