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28 de fevereiro de 2010

Se os blogs levassem seus nomes ao pé da letra

Os títulos de seus posts seriam assim:

Bloody Pop
  • Lady Gaga cancela show por causa de menstruação

Trabalho Sujo
  • Beth Ditto tem diarréia em avião


A Festa Nunca Termina
  • Preço de anfetaminas cai no mercado negro


Glamorous Indie Rock´N´Roll
  •  Baixista do Black Drawing Chalks a-ha-sa de botinha vermelha!

Meio Desligado
  • Los Hermanos acabou?

25 de fevereiro de 2010

Bicho Do Amor

Rachei com esse novo vídeo da banda de "axé indie" Do Amor, também conhecida como "a banda do Caetano Veloso" (o batera Marcelo Callado, ex-Canastra, e o baixista Ricardo Dias Gomes - parente desse pitéu aqui? - são 2/3 da Banda Cê, que acompanha Caê). 

O vídeo da música "Cachoeira" traduz bem a proposta da banda: debochado, tosco, (talvez até) provocante. Não gostei dos (dois?) shows que vi da banda, mas agora fiquei interessado em conferir o atual momento deles.


Dica da Alê, no reformulado A Festa Nunca Termina.

Ps.: Essa música me fez lembrar desse graaaaande sucesso da música brasileira, provavelmente uma das influências do Do Amor.

24 de fevereiro de 2010

(A originalidade n)o novo clipe do Skank

E aí, já viu o elogiado novo clipe do Skank, feito para a música "Noites de um verão qualquer"? É mesmo um bom clipe, mas o que mais me chamou atenção foi sua semelhança com um outro vídeo....

Assista aos dois abaixo e tire a prova.





Ps.: Não estou de forma alguma desmerecendo o Conrado, diretor do clipe. O trabalho dele é excelente. É só dar uma olhada nesse vídeo, resumo de alguns projetos recentes dele, para ter certeza disso.

22 de fevereiro de 2010

Como tocar nos principais festivais independentes do país

A matéria de capa do caderno Folhateen, do jornal Folha de S. Paulo, de hoje, aborda o cenário de festivais de música independente no Brasil e conta com uma pequena colaboração minha. A matéria, escrita pelo Bráulio Lorentz (que também é do Pílula Pop), pode ser lida no site da Folha somente por assinantes, mas reproduzo abaixo a parte da matéria que reúne informações sobre inscrições e envio de material para os realizadores de alguns dos principais festivais do Brasil.

Participo da matéria devido ao Grito Rock, festival que colaboro na realização. Destaquei meu conselho não pelo ego, mas por achar que se trata de algo com o qual a grande maioria das bandas deveria lidar melhor.

SERASGUM
BELÉM
QUANDO
novembro, desde 2005
www.serasgum.com.br/ serasgum@gmail.com
ENVIO DE MATERIAL
Av. Gentil Bittencourt, 449, Altos, Nazaré - Belém, PA - 66035-390
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Saiba em que nicho se meter. Tenha a humildade de saber que ainda não é a hora de cobrar o que acha que vale" (Marcelo Damaso)

CASARÃO
PORTO VELHO
QUANDO
maio, desde 2000
www.festivalcasarao.com.br/ viniciuslemos.ro@gmail.com
ENVIO DE MATERIAL
Av. Pinheiro Machado, 1613, Bairro São Cristóvão - Porto Velho, RO - 76801-247
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Toque o máximo possível. Ser bom e conhecido em sua cidade é o primeiro passo. Uma banda fora do MySpace hoje não existe como banda" (Vinicius Lemos)

DEMOSUL
LONDRINA-PR
QUANDO
novembro, desde 2001
www.demosul.com.br / festivaldemosul@pop.com.br
ENVIO DE MATERIAL
R. Xingu, 136 - Londrina, PR, 86025-390
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Não queira ser o próximo Jota Quest ou Ramones. Escreva um release sucinto e objetivo. Não espere sua chance cair do céu" (Marcelo Domingues)

GOIÂNIANOISE
GOIÂNIA
QUANDO
novembro, desde 1995
www.goianianoisefestival.com.br/ eventos@monstrodiscos.com.br
ENVIO DE MATERIAL
Caixa Postal 10065 - Goiânia, GO - 74025-970
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Só trazemos artistas com nome no circuito. Grave um disco com qualidade, faça muitos shows e tente mostrar que é uma banda ativa e que se movimenta" (Léo Razuk)

CALANGO
CUIABÁ
QUANDO
outubro, desde 2001
www.festivalcalango.com.br/cuboatendimento@gmail.com
ENVIO DE MATERIAL
Av. Presidente Marques, 240, Centro - Cuiabá, MT - 78045-175
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Forme público, se inscreva em editais, capte patrocínios e entenda que festivais são para troca de contatos e construção de uma carreira num mercado médio" (Pablo Capilé)

GRITO ROCK
80 CIDADES
QUANDO
fevereiro, desde 2002
www.gritorock.com.br/ contato@foradoeixo.org.br
ENVIO DE MATERIAL
Av. Presidente Marques, 240, Centro - Cuiabá, MT - 78045-175
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"É fundamental ter condições de bancar a viagem até onde irá tocar. Leia blogs de música independente, desconfie de elogios e não leve críticas pro lado pessoal" (Marcelo Santiago)

MADA
NATAL
QUANDO
outubro, desde 1998
www.festivalmada.com.br/ jomas.mada@uol.com.br
ENVIO DE MATERIAL
Av. Deodoro da Fonseca, 402/1002, Petrópolis - Natal, RN - 59020-600
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Veja quais festivais têm programação em que o seu tipo de som se encaixa. Caso existam, envie reportagens publicadas sobre a banda" (Jomardo Jomas)

ELETRONIKA
BELO HORIZONTE
QUANDO
novembro, desde 2005
www.festivaleletronika.com.br / malab@malab.com.br
ENVIO DE MATERIAL
R. Cristina, 1213, Santo Antônio - Belo Horizonte, MG - 30330-130
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Some esforços com promotores e multiplique sua divulgação. Aproveite a rota que estiver percorrendo para realizar o máximo de apresentações" (Aluizer Malab)

ABRIL PRO ROCK
RECIFE
QUANDO
abril, desde 1993
www.abrilprorock.info/abrilprorock@yahoo.com.br
ENVIO DE MATERIAL
R. Gonçalves Maia, 114, apto. 02, Boa Vista - Recife, PE - 50070-060
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Mostre interesse. Quem quer viver de música tem que investir, como os produtores fazem. Venda o carro se for preciso. Deixe claro que quer tocar para ter projeção" (Paulo André)

15 de fevereiro de 2010

Fevereiro!


Music Alliance Pact do mês. A escolha brasileira de fevereiro é do mineiro Barulhista com a excelente "Indieota". Desta vez não vou traduzir nenhum dos textos escritos pelos representantes da MAP dos outros países por falta de tempo. Uma dica? Google translate.

Você também pode economizar tempo e pegar todas as músicas da coletânea de fevereiro.

 Argentina – Zonaindie
Eloisa Lopez – Espiral
This is one of Zonaindie’s favorite tracks from 2009. It was taken from Eloisa’s third album, Por Un Paisaje. Maybe we like her so much because she manages to elegantly combine acoustic textures with native South American percussions and digital sounds. Espiral is a great example of this, and yet an unbelievably catchy tune that has Leo García as a guest vocalist. What else could you ask for?

 Australia – Who The Bloody Hell Are They?
Kite Club – Royal Gums
Royal Gums is one of those tracks that grabs you straight away and drags you along for three minutes thanks to its chanting hooks and penchant for large-scale production. It opens with a beat lifted from Psychocandy and an explosion of layered vocals but then settles into a calming, meditative refrain, just letting the melody and harmonies carry the song. Kite Club (aka Nicholas Futcher) marries the laptop trickery to the tune without letting it control the song nor detract from its melodic core.

 Brasil – Meio Desligado
Barulhista – Indieota
Na música de vanguarda brasileira o nome do mineiro Barulhista é definitivamente um no qual se deve prestar atenção. Suas experimentações sonoras destacam elementos da música concreta e da eletrônica não-convencional, tanto em seus trabalhos solo como nas trilhas sonoras que compõe. "Indieota", que você ouve aqui, é um dos momentos mais próximos do pop em sua obra.

 Canadá – I(Heart)Music
Novels – No Hard Feelings
A supergroup of sorts featuring members of Born Ruffians, Tokyo Police Club and Will Currie & The Country French among others, Novels quietly released their self-titled debut EP into the world around Christmas. As No Hard Feelings (not to mention the other four tracks) demonstrates, it totally lives up to its pedigree. The album is full of catchy, 70s-inspired pop and it makes the EP well worth a (free!) download.

 Chile – Super 45
Moreno – Pica
Moreno is the new darling of Chilean indie-rock. With a powerful and psychedelic sound, Giancarlo Landini’s project – he plays every instrument on record and has a backing band for live shows – is inspired by lo-fi legends such as Lou Barlow (Sebadoh), J Mascis (Dinosaur Jr) and Robert Pollard (Guided By Voices), with a classic flavor.

 China – Wooozy
Mosaic – Sunshine Train
Mosaic are one of the new generation of bands from Chengdu. They were called GT6 before they changed their name in 2008. At the end of last year they successfully completed a tour of China through 10 cities. Although they haven’t released a full-length album, they are definitely worth a listen.

 Colombia – Colombia Urbana
Rayo y Toby – Manitas Mágicas
After trying with different partners, Rayo and Toby finally realized they themselves were the perfect combination. The duo mix good urban music with a shot of melody and their approach is both fresh and unsettling.

 Denmark – All Scandinavian
Before The Show – Gabriel
Before The Show was originally a solo project by multi-instrumentalist Laurids Smedegaard, who often worked on his own songs just hours before he went on stage with any one of the numerous other bands he’s involved in (hence the band name). Now a quintet, Before The Show are working on getting their debut released and until that happens we can all enjoy this excellent taste of what’s to come.

 England – The Daily Growl
Jose Vanders – For Now
Jose Vanders is a piano-playing chanteuse who is less eccentric than Regina Spektor and smarter than Kate Nash, but with even more doe-eyed, curly-haired cuteness. For Now shows off her gift for melody and picture-book lyrics, albeit on a ukulele instead of her usual piano. Jose has released three exquisite EPs in each of the past three years, aged 17, 18 and 19. Surely fame beckons at 20.

 Estonia – Popop
Barthol Lo Mejor – Windshield Pfeiffer
Barthol Lo Mejor makes popdada music – experiments with electro rhythms and unconventional sounds including pieces of conversations, cliches, old movies and anime cartoons. His music is considered effective for recovering from hard drug addiction. Windshield Pfeiffer is part of the K8 MOSH EP, available for free download here.

 Finland – Glue
Kiki Pau – An Old Song
After their well-receive debut Let’s Rock, Kiki Pau return with a fantastic sophomore album to be released in early March. A MAP exclusive, An Old Song is the opening track of White Mountain and shows a more guitar-driven band with uplifting spirits. Those following the Nordic indie scene will hear about this band quite a lot this year because the whole album is a keeper that channels the classic sound of T.Rex, The Velvet Underground and left-field US guitar gods such as Pavement and Guide By Voices without forgetting a twist of Finnish pop.

 France – ZikNation
Satine – Iron Güm
Drawing inspiration from northern poptronica (Under Byen, Mùm, Efterklang) and electro rock bands (Radiohead, The Notwist), Satine gave birth to their first intimate yet powerful tracks in 2004. Live, the band unfolds a dreamlike visual universe with video projections and light shows that make every concert a unique experience. But it’s always deep, beautiful and organic.

 Germany – Blogpartei
Napoli Is Not Nepal – People Call It Mantra
Napoli Is Not Nepal is the solo project of Cologne-based Hendryk Martin. What he calls ‘electro nihilism’, I’d call outstanding ambient electro with some eclectic moments. Although People Call It Mantra was released in mid-2009 as part of the album Boredom Is Always Counterrevolutionary, it’s still quite a statement for the growing influence of music that sits between ambient and indie.

 Greece – Mouxlaloulouda
Etten – Clockwork Skies
Etten, former lead singer of the Greek band Film, weaves her tales of hope and dreams in a warm bearskin coat of pop sensibilities. Her voice offers the moods ‘light and shade’, while production touches colorfully paint enchanting pictures. Dark, but never needlessly so, I Know You’re Behind Me But I’m Not Scared is an intoxicating, addictive debut that offers a rich, distinct world of lullabies, spacey timbres and ghostly beauty. It blends brittle, 80s-influenced electro and Knife-inspired synths with buzzing basslines, guitars and samples in a sound that’s both atmospheric and richly textured.

 Iceland – I Love Icelandic Music
Mammut – Svefnsykt
Mammut were formed in 2003 by two boys and three girls, aged 14-16. David Fricke of Rolling Stone magazine called them “a really good band”. They played SXSW in 2007 and toured with dEUS in Iceland and Germany. In 2008, Mammut released their second album, Karkari, through Icelandic label Record Records. Svefnsykt was its first single.

 India – Indiecision
Noush Like Sploosh – 3 Act Circus
Noush Like Sploosh is one of the most promising hopefuls of India’s growing, urban singer-songwriter scene. Armed with a dry wit and a musical sensibility falling somewhere between Regina Spektor and Imogen Heap, Noush Like Sploosh’s music is refreshing indie-pop that’s lyrical yet largely accessible. 3 Act Circus brings together myriad references, a laid-back ambient pop vibe and Ms Sploosh’s positively delectable vocals.

 Indonesia – Deathrockstar
RNRM – Zsa Zsa Zsu
RNRM are one of the finest electronic acts to have emerged from Indonesia’s underground and have earned praised in several music scenes, from punk-rock to high-class dance clubs. Their latest record, Outbox, was listed as one of the best albums of the last decade by Deathrockstar.

 Ireland – Nialler9
Autumn Owls – Raindrops In The River
Autumn Owls are a Dublin four-piece who have been honing their brand of nocturnal atmospheric rock songs since 2006. With two burgeoning and impressive EPs released and a debut album on the way, the band will travel to Austin this year to play the SXSW festival. Watch out for these guys in 2010.

 Italy – Polaroid
København Store – Strangers
The main quality of København Store’s music is its ability to build a layered and monumental sound with an incredibly strong emotional impact. There is something vast about the band, as if they could throw their songs for miles and miles. Strangers is taken from the forthcoming release, Hi. The new album will be the first chapter of a trilogy.

 Japan – JPOP Lover
LITE – The Sun Sank
LITE are one of the most enthusiastic live bands in Tokyo. They are often compared to Battles and Mogwai, and combine math-rock power and precision with emotionally-charged compositions. They will be doing a U.S. west coast tour with Mike Watt & The Missingmen in March. The Sun Sank is taken from their latest EP, Turns Red.

 Mexico – Red Bull PanameriKa
Furland – Quiero Ser Un Color
Furland are famous for having a huge grass-ball on stage, this Mexico City quartet dream of tripping to a place where strawberry fields stretch forever. On their proper debut, La Historia de la Luz, they explore the eternal message of love through light, sound… and a banjo. Quiero Ser Un Color is the first single off a 360-degree work filled with lush orchestrations, majestic vibes and acidic lyrics stuffed with cotton candy – food for thought.

 Netherlands – Amsterdam Event Guide
Moon & Sun – Ashes
To escape from the harsh winter we need some music that draws pictures of summer hazy beaches, endless days and warm nights. Enter the gorgeous Moon & Sun from Amsterdam. Their whimsical, sexy sound merges with a slightly more eerie tone of the vocal melodies and harmonies between frontlady Monica Tormell and her accompanying musicians. Playing a mix of piano, drums, guitars and steel drums, Moon & Sun have definitely got the 2010 sound down with their Caribbean sensibilities.

 New Zealand – Counting The Beat
Pumice – Greenock
New Zealand’s best one-man band multi-instrumentalist psych-noise outfit is Pumice, the pseudonym of Stefan Neville. One of Pumice’s best albums, 2007’s Pebbles, is about to get a vinyl release on Soft Abuse Records. Wheezing organ and guitar feedback combine in album centrepiece Greenock, named after the Scottish village Neville’s ancestors originated from.

 Norway – Eardrums
Team Me – Weathervanes And Chemicals
Team Me play warm and rich orchestrated pop music in the same vein as Sufjan Stevens, Efterklang, Hjaltalin or Sigur Rós. This used to be Marius D. Hagen’s one-man band – a recording project where he could play the songs that didn’t fit in his other bands. But Team Me has grown into a seven-strong orchestra and the fragile acoustic songs Hagen used to play have been transformed into a much larger and richer sound. Hagen is also a member of alternative rock band Jaqueline and half of semi-electronic pop duo SiN along with Tord Øverland Knudsen of English band The Wombats. SiN will release their debut album later this year and hopefully we’ll also get a release from Team Me in 2010.

 Peru – SoTB
Rafo De La Cuba – Freak Profesional
Rafo De La Cuba has left anonymity to become an idol of Web 2.0. His home demos skip from ear to ear so it was no surprise that someone so talented could not stay hidden. Influenced by The Beatles, his songs tell simply of life – intimate stories turned into melancholic, but not sad, poetry. Hopefully we won’t have to wait too long to hear new material, with his debut LP due to be released soon.

 Portugal – Posso Ouvir Um Disco?
Jasmin Jones – Lost In Rainbows
Jasmin Jones, whose mother is Portuguese, was born in Australia and lived in different countries during her childhood. She is a surfer and nature lover. Her debut album Beyond The Clouds will be released this year, even though she didn’t find a label to represent her. Jasmin currently lives in Lisbon and besides her solo career, she is the vocalist for Triplet, a rock band.

 Romania – Babylon Noise
Kumm – Pop Song
Kumm started 12 years ago as an art-rock band. Much like their influences, Sonic Youth and Spritualized, they have developed a new approach to rock by constantly experimenting with various sounds and styles. Their latest album, Far From Telescopes, is a refreshing pop experience, a new episode of their music journey – far from their roots and closer to simpler things. This is a band that has grown up by getting younger.

 Scotland – The Pop Cop
Werd – Breakdown
Even if you’re just a casual hip hop listener, you owe it to yourself to give Werd a spin. The 22-year-old’s rhymes are as cunningly creative as they are uncompromising and he executes them with such furious, stylish precision. You can (and should) download everything the Edinburgh rapper has done for free from his Bandcamp page. In the meantime, the irresistible force of sub-two-minute track Breakdown will leave you wanting more… which is the point, yes?

 Singpore – I’m Waking Up To…
Stellarium – Chocolate & Strawberry
Stellarium are a shoegaze band, and that’s all you need to know. Instead of updating a familiar sound, they do something even more commendable by playing shoegaze as if it never went away. The moment the fuzz bass comes in during Chocolate & Strawberry, you’re caught in the band’s intricate web of white noise, ghostly reverb and cryptic vocals. Overall, the whole thing sounds like a long shutter exposure speeding past bright lights. Bliss.

 South Africa – Musical Mover & Shaker!
Dans Republic – Afrikaans
Dans Republic is the coming together of two groups – Flash Republic, a band with the ability to set the dancefloors alight, and Foto Na Dans, who are breaking the boundaries of Afrikaans music with their own signature style. Their electro-tinged song Afrikaans showcases and merges the English and Afrikaans genre. It blends their unique styles seamlessly into something that is dreamy, indie, rock and electro all at once, yet never compromises each band’s sound.

 South Korea – Indieful ROK
The Pony – Disturbance
Four-member indie-rock band The Pony released their first full-length album, Pony, last year. Full of well-produced tracks, it offers plenty of variety. Disturbance is a catchy, energetic song with great hooks to keep the listener coming back for more.

 Spain – Oscuro Magazine
Estereotypo – The Big Fake
Estereotypo are one of those pop-rock bands with which you can’t remain indifferent. It’s best to see them live, where their power and presence are reminiscent of bands like Franz Ferdinand, The Faint, Foals or Delorean. Based in Santander, their second album, Love Your City, is out this month and The Big Fake embodies the powerful sound of this great indie band.

 Sweden – Swedesplease
Staphan O’Bell – On The Rooftop
This song is great example of romantic swirling pop à la Rufus Wainwright. It’s one of three songs that are available from Stockholm resident Staphan O’Bell’s forthcoming album. If On The Rooftop is any indication then that album will be one to keep an eye out for.

 United States – I Guess I’m Floating
Toro Y Moi – Thanks Vision
Toro Y Moi is the solo work of South Carolinian Chaz Bundick. Hailing from the college town of Columbia, Bundick creates distorted lo-fi pop music that warmly floats between your ears like something beautiful you’d stumble across while sifting through static radio waves.

 Venezuela – Barquisimento
Atkinson – Pais Tropical
Wincho Schäfer, Erik Aldrey and Rafael Cadavieco are musicians from famous Venezuelan bands Desorden Publico, Zapato 3 and Amigos Invisibles who decided to join talents in this interesting project called Atkinson. They launched their first production last March and since then they’ve been touring the country amazing new fans with smart lyrics and clean but catchy pop-rock. Pais Tropical is a musical explanation of the socio-political particularities of Venezuela.

11 de fevereiro de 2010

Centro cultural de gente burra (wannabe Lúcio Ribeiro parte 2: reloaded*)

* É sério, tô me divertindo.

Se tudo der certo, este blog será atualizado nos próximos dias direto do Rio de Janeiro, ao lado de uma jovem cantora gatíssima e de uma promissora banda mineira... procurem por um bigodudo com um X tatuado no peito pelas praias!

¬¬¬ Transmissor ¬¬¬

Por falar em promissora banda mineira, ontem encontrei com o Thiago Corrêa, vocalista/baixista do Transmissor, uma das favoritas deste blog. Atualmente estão gravando o segundo CD e transmitindo as sessões em estúdio através do site da banda, transmissor.tv. O CD, sucessor do ótimo Sociedade do Crivo Mútuo, de 2008, deve ser lançado no início do segundo semestre.

Enquanto isso o Transmissor lança um novo vídeoclipe, desta vez para a música "Eu e você", exemplo da faceta mais pop da banda.


Para quem não sabe, o Transmissor é formado por membros e ex-membros do saudoso Diesel (talvez a melhor banda da história do rock alternativo mineiro), Udora e Cinza, sendo que a primeira formação da banda ainda contava com o baterista Pedro Hamdan, ex-Mordeorabo, outra banda belorizontina fundamental para a história recente da cena alternativa local e que terminou.

E pra terminar bonito com o "momento EGO": o guitarrista/vocalista Leo Marques, que canta o refrão na música acima, é o namorado da gatenha Pat, baterista do Dead Lover´s Twisted Heart, outra banda com CD (ou CD´s...) programado para os próximos meses.

* Ps.: se eu fosse você clicava nesse link aí em cima do EGO e passava a valorizar muito mais o Meio Desligado. =D

¬¬¬ Fanfarra com churrasco e mosh ¬¬¬

Há mais ou menos duas semanas rolou o segundo show da Fanfarra dos Funcionários da Embaixada Colombiana e a estreia da minha outra e nova banda, Churrasco!, descrita (generosamente) por um conhecido como "uma mistura de The Blood Brothers com Pelican". Talvez...

A festa foi o lançamento do festival Grito Rock, edição Black Sabarath, e as fotos abaixo dão uma ideia do clima (essa aí, em sépia, soy yo, churrasqueando).

 
 
  

Uma frase? "Moshs mais selvagens da história recente da Obra"

¬¬¬ Music Hall fecha as portas ¬¬¬

Melhor espaço para shows de médio porte em Belo Horizonte, com capacidade para cerca de 2 mil pessoas e boa estrutura, o Music Hall anunciou publicamente que está prestes a fechar por falta de patrocínio.

Eis o comunicado oficial:

Informamos à imprensa e ao público em geral que, depois de 3 anos de atividades, a Casa de Shows Music Hall passa por um momento de definição havendo possibilidade concreta de não continuidade em 2010.
É sabido que a nenhuma Casa de Espetáculos do Brasil é possível sobreviver sem patrocinadores  e o mercado de Minas não tem nos contemplado com o apoio necessário. Nestes 3 anos de funcionamento, nos tornamos referência e parte importante da agenda de cultura e entretenimento da cidade, no entanto, não tivemos a reciprocidade financeira que nos motive a continuar .
As empresas empreendedoras, ArtBhz e DM Promoções, têm outros focos de negócios, mas o Music Hall, mais que uma ação de mercado, é um projeto estruturante, um espaço importante como cidadania e qualidade de vida que desejamos para Belo Horizonte, e é neste sentido que não foram medidos esforços para manter a Casa durante estes 3 anos, com mais de 100 espetáculos por ano e um público de cerca de 350 mil pessoas .
No entanto, se não houver mudança de conjuntura e o apoio efetivo, não haverá outro caminho senão o fechamento da Casa o que significa um retrocesso no panorama cultural e de entretenimento da cidade.
Estamos fechados a partir de janeiro de 2010 até o carnaval, período onde se pretende somar esforços para a permanência da Casa.
Atenciosamente,
Diretoria Music Hall.

¬¬¬ A banda mais punk da cidade ¬¬¬

Membro do The Neeze dá um hadouken em um desavisado
Eles são quase uma mistura de Cansei de Ser Sexy e Chico Buarque,  mas mesmo assim são mais punk e sinceros do que qualquer outra banda de Belo Horizonte. The Neeze chega ao extremo da tosquice, com os integrantes errando as próprias letras durante a gravação e às vezes não conseguindo tocar porque estão rindo demais de si mesmos.

Mais do que uma banda, é uma resposta niilista ao establishment, a transformação e solidificação do ideal punk na era digital. "Cultura", música que dá título a esse post, é o melhor exemplo disso. Vanguarda.


Uma gata me chamou pra tomar um café
Mas não me avisou que o negócio não era pra ralé
Caro, o mixto quente era 5 real
Eu disse
Peraí companheiro, isso nenhum cristão atura
Como assim tanto dinheiro
Você tá abusando da usura
"É que aqui você também paga pela cultura"
Centro cultural de gente burra!

Hoje eu acordei e fui comprar uma cama
Tava cansado de dormir no sisal
Tinha uma de madeira meio torta
Essa deve tá com um preço legal
A cama custava era 10 mil conto
Eu disse
Peraí companheiro, isso já é desfeito
Como assim tanto dinheiro? Isso tá meio suspeito
"É que não é só a cama é também o conceito"
Essa porra tá é com defeito!

Um velho amigo me chamou pra encher a cara
Eu disse
Beleza, vou melhorar
Ele disse que tem um lugar que é coisa rara
Só tinha long neck e era 4 conto
Eu disse
Peraí companheiro, esse mundo tá todo errado
Como assim, tanto dinheiro? Como é que eu vou sair daqui embebedado?
"É que aqui é um lugar selecionado"
Seleção de velho derrotado!
Seleção de velho e de viado!

Lágrimas nos olhos depois de ouvir uma canção tão bonita como essa.

10 de fevereiro de 2010

Lúcio Ribeiro escrevendo no Meio Desligado*

Que loucura esse 2010, não? 
Se pra você ainda está meio desligado parado provavelmente é porque você não tem seguido as pessoas certas...

¬¬¬¬¬¬

Ah, só pra adiantar: Placebo confirmado no Brasil, com show em BH, inclusive. Março com Franz Ferdinand, Placebo e The Gossip? Boas influências para a cena indie brasileira.

E só pra constar (sem me aprofundar para não fugir do assunto deste blog, que é a música independente brasileira): já viram que o Gossip simplesmente ignora os shows no Brasil no MySpace da banda? Por lá, datas só do Coachella pra frente. Então tá. E por falar em Gossip + Brasil, quanta desinformação. Afinal, o show no Rio de Janeiro parece ter caído, néam? Já que o festival Vírus, no qual a banda se apresenta, só acontecerá em São Paulo (19 de março) e até agora não encontrei informações sobre o show do Rio...

¬¬¬¬¬¬

Melhor banda do mundo na atualidade, a Black Drawing Chalks, vem dando sequência à sua série de apresentações com o guitarrista Chuck Hipolitho, ex-Forgotten Boys. Nesta quinta, 11 de fevereiro, tocam no Inferno em São Paulo (redundância?) e em 6 de março chegam à BH, para mais uma edição do mini-festival Flaming Night. Chuck e o Black Drawing atualmente estão juntos em estúdio gravando um EP com duas músicas da banda e outras duas do guitarrista, como dá pra conferir no Flickr da banda e até mesmo ao vivo, em vídeo, no Twitcam

O show em BH será o último antes da gravação do CD ao vivo da banda, 11 de março, no Bolshoi Club, em Boiânia Goiânia.

Apesar da pegada retrô no som, o BDC mostra que é bem antenado com as novas tecnologias. Além dos links acima, a banda faz um bom uso do Twitter e até na onda do Formspring entraram.

Como se não bastasse, a banda é responsável, através do estúdio Bicicleta sem freio (do baterista Douglas Castro e do vocalista/guitarrista Victor Rocha) por alguns dos flyers/filipetas/cartazes/posters mais bonitos do país na atualidade, imprimindo uma estética específica que extrapola os trabalhos da própria banda e está na arte de álbuns como Artista igual pedreiro, do Macaco Bong e Pharmako dinâmica, do Amp.

¬¬¬ Flaming Night ¬¬¬ 

Na Flaming Night, em BH, além do Black Drawing Chalks rolam shows do hypado Copacabana Club (que também está na programação do South by Southwest 2010, um dos maiores festivais do mundo, que acontece no Texas, EUA), Firebug e da principal promessa da nova cena alternativa de BH, Fusile. O cartaz, bonitão, é esse aqui:


¬¬¬ Grito Rock 2010 ¬¬¬

Falando em posters bonitos de shows, que tal esses aqui, feitos pelo pessoal do 45jujubas para as edições de Belo Horizonte e Vespasiano do festival Grito Rock? O de BH, inclusive, que começa hoje!

 
 

Peraí! Volte depois que esse é só o começo.

* noooooot!

2 de fevereiro de 2010

Bandas mineiras no exterior

(matéria originalmente publicada no blog do Governo de Minas Gerais)

Independentes ou apoiadas por pequenos selos, bandas mineiras provam que é possível tocar em outros países

Engana-se quem pensa que mineiro fica quieto em suas terras, rodeado o tempo todo pelas montanhas. Os músicos mineiros estão aqui, aí e acolá para provar que quem é de Minas saber dar um jeito de viajar e ainda se mostrar. E não falamos só de artistas consagrados que recebem convites para shows no exterior o ano inteiro. Diversas bandas  mineiras já empacotaram os instrumentos e partiram pra outros continentes.

O quarteto belo-horizontino de heavy metal Eminence é um exemplo de banda que muitos ainda podem não conhecer no Brasil, mas que já conseguiu tocar até no Japão. O grupo de ska Pequena Morte foi parar num lugar ainda mais inusitado: Letônia. Em cinco dias, a banda fez quatro shows em Riga, capital do país.


Em 2002, a Valv participou do famoso South By Southwest (SXSW) em Austin, no Texas. O festival – de música e cinema – é realizado há mais de 20 anos nos Estados Unidos e há alguns anos recebe shows de artistas brasileiros.  A mineira Érika Machado foi uma das que participou do festival em 2009 e já recebeu convite para tocar este ano novamente.

E não pense que é complicado conseguir um show lá fora. “A dica do SXSW chegou a partir da COMUM, que é a cooperativa dos músicos da qual faço parte. Fiz minha inscrição via internet e fui chamada!”, conta Érika, bem satisfeita. E também não é preciso uma estrutura complexa para fazer um show em outro país. “Eu e o Daniel, que toca guitarra comigo, fizemos um show de voz e violão dentro desse enorme festival de rock”, explica a cantora e compositora mineira.



A Digitaria, banda mineira de música eletrônica, teve seu primeiro disco distribuído na Europa pela Gigolo Records. “Em 2006, fomos convidados pelo Ministério da Cultura para sermos ‘embaixadores culturais’ na Alemanha, já que estavamos indo na época da Copa do Mundo. Obviamente aceitamos”, diz Daniel Albinati, vocal e teclados. Os integrantes alugaram um apartamento em Berlim, onde moraram por três meses.

Dentre várias histórias curiosas, Daniel conta que a Digitaria já tocou na fronteira da antiga DDR com a Polônia, num lugar onde o povo nunca tinha visto um show de música eletrônica ao vivo. Mas para Albinati a Colômbia foi o lugar mais inusitado onde a banda se apresentou “A tensão entre o estado e as FARC é uma coisa visível nas ruas. Você não anda dez metros sem ver um policial do exército com um fuzil nas mãos”, lembra.

Uai, como faço pra ir também?


Érika Machado aproveitou que estava em outro país, fez outra apresentção, deu entrevistas, divulgou a música nas rádios. “O artista tem que saber aproveitar as oportunidades que rolam na cidade e divulgar o trabalho online, como a inscrição no Sonicbids, que é um espaço na rede que você se inscreve e coloca uma pequena mostra do que faz. Eles te mandam diariamente sugestões para participar de muitos festivais”, recomenda.

Daniel Albinati acredita que o segredo é fazer contatos. “Já tentamos marcar os shows sozinhos, do Brasil, e não tivemos retorno. O ideal é procurar um parceiro lá fora, alguém que já entenda como as coisas funcionam e saiba quem é quem. Se a banda conseguir um selo, por menor que seja, para fazer um lançamento qualquer por lá já ajuda”.

Após marcados os shows, é preciso ficar atento às dificuldades e roubadas. “Na turnê Europeia tivemos problemas e não pudemos entrar na Inglaterra para tocar, pois a nossa agência nao tinha conseguido os vistos certos”, lamenta Daniel. Há também os pequenos problemas do dia a dia, e a língua estranha pode ser um empecilho. “Já demoramos quarenta minutos para comprar sal no supermercado, porque não pronunciavámos direito a palavra”.  Dificuldades à parte, no fim das contas tudo acaba sendo história pra contar quando estiver rodeado pelo amigos mineiros e pelo cenário de montanhas.