Programação "alternativa" agitada no sábado em Belo Horizonte e, aparentemente, o público não fez feio: ingressos para o show do Mundo Livre SA e Graveola e o Lixo Polifônico esgotaram; festa do Dead Lover´s Twisted Heart já estava lotada às 22h, segundo me disseram; Flaming Night com Dead Fish, Mqn e outros teve no mínimo umas 700 pessoas...
Para uma cidade do tamanho de BH nós deveríamos esperar que isso fosse o mínimo, mas quem conhece bem a cidade sabe que o público para eventos alternativos ainda é bastante fraco por aqui. Grande parte das pessoas que procura por baladas vai para as opções da perifeira (artistas cover, principalmente, pagode, funk, axé, sertanejo, eletrônica farofa), boates da zona sul ou para qualquer boteco fuleiro (não é à toa que a cidade é conhecida como capital do boteco, com um a quase cada esquina). E no meio disso tudo ainda teve o show do Transmissor no Conservatório, afinal, citando um artista local, "tem que ter um lugar pras gatinhas irem" (breve comentário: quem foi ao Flaming Night sabe como o lugar estava cheio de gatas, imagine então como estaria o show do Transmissor...). De qualquer forma, é gratificante saber que a cena cultural alternativa tem realizado ações que cativam um público crescente e cada vez mais envolvido.
No caso da Flaming Night, que acabou há cerca de uma hora, posso dizer que o MQN (que prepara o lançamento de novo single) talvez tenha sido a surpresa da noite, uma vez que cativou o público HC fanático por Dead Fish e fez um de seus melhores e mais pesados shows na cidade. Após o show, o que mais ouvi foram comentários sobre como a banda é "do caralho". Perdi os 3 primeiros shows da noite (Proa, Pequena Morte e Sabonetes), dos quais ouvi somente críticas em relação ao Sabonetes ("wannabe MopTop", me disseram). Já o Dead Fish, para variar, fez um show animado e barulhento, como sempre. As músicas do CD mais recente da banda, Contra todos, funcionam bem ao vivo, apesar dos principais momentos continuarem sendo aqueles nos quais as músicas dos álbuns Zero e Um e Afasia são executadas.
Você quer ver fotos dos shows? Foi mal, a modinha de fotos de balada não vem pro Meio Desligado. Maaaaaaaas, se a Canon, Sony, Fuji ou outra empresa fabricante de câmeras fotográfias fodonas quiser me presentear com um equipamento "super supimpa", como diria meu pai, ficarei grato em publicar fotos da juventude transviada belorizontina (e adjacências).

6 participações:
ó,
eu deliro de saber q todos os shows tavam lotados.
viva o pão de queijo, viva a savassinha ensandecida, raciocina brasil, pois não há lugar melhor que beagá.
Só um adendo, Marcelo:
"Grande parte das pessoas que procura por baladas vai para as opções da perifeira (artistas cover, principalmente, pagode, funk, axé, sertanejo, eletrônica farofa)"
Não necessariamente as opções por você listadas são ditas "de periferia". Eu fico meio chateado quando se reduz a periferia a somente esses ritmos. Eles existem, mas não são somente esses - e, por isso, também se configuram como programação alternativa. Soul da Serra que o diga.
É verdade, o show do Transmissor tava cheio de gatas!
Concordo, Bruno. Eu estereotipei pra facilitar o entendimento, mas você está correto.
Apesar dessas manifestaçõesaparentemente serem majoritárias nas periferias, é claro que coexistem com várias outras opções culturais.
Abraços a todos!
Concordo com o Bruno. Aliás neste mesmo dia teve o próprio Soul da Serra. Nesta agitada e boa programação você se esqueceu de citar que a banda Pelos de Cachorro tocou antes do Graveola no FIT e o show também foi foda. Viva a cena de qualidade de BH e público para tudo!
O único problema é ficarmos sabendo do que vai acontecer na cidade, né. Como sempre, a divulgação dos eventos em BH é extremamente escassa. Ou você fica correndo atrás do que vai acontecer ou se fode. O jeito é seguir todo mundo da cidade no Twitter, o que não é lá uma tarefa muito difícil, se considerarmos a alcunha de roça urbana conquistada por nossa capital.
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