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5 de agosto de 2010

O fim de uma era?

Quem já visitou o mais famoso reduto indie de Belo Horizonte, A Obra, sabe que parte da aura do local como ponto de encontro sempre esteve do lado de fora: na loja de conveniência do posto de combustível 24h que fica na esquina da rua. Ali era o local onde as pessoas sempre compraram bebidas antes dos shows e festas e onde iam comer antes, durante (!!) ou depois das noitadas.

Acontece que há cerca de dois meses essa mesma loja fechou e dará espaço a uma locadora de filmes, acabando com essa "tradição local". Coincidência ou não, o fechamento do postinho marca também uma das piores fases da Obra, com cada vez menos shows interessantes, festas batidas e preços mais altos (nas sextas e sábados, agora, o público paga R$ 18 para entrar após a meia-noite, sendo que anteriormente a maioria das festas tinha um valor estável de R$ 12).

Exemplo do potencial de se fazer amigos do lado de fora d´A Obra

Pode ser que o público tenha se mantido apesar das transformações, mas o que sinto (e cada vez mais escuto comentários) é que A Obra vem perdendo espaço para locais como o Nelson Bordello, Studio Bar e até mesmo para boates com perfis um pouco diferentes, como a Velvet e o novato dDuck (vencedor do prêmio para o nome mais ridículo do ano). Quem pode sair ganhando nessa situação é o público belorizontino, que em um mercado com maior competição pode vir a ter melhores opções culturais (e mais diversificadas).

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