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14 de março de 2010

Conector

Uma das frentes de ação dos coletivos de produção cultural independente (como aqueles que integram a rede Fora do Eixo) é a produção de conteúdo. São blogs, webtvs e podcasts que registram as mais variadas manifestações relacionadas à música independente brasileira na atualidade. Para que toda essa produção permaneça acessível e atinja o público, organização é crucial. Pensando nisso, o coletivo Fórceps (do qual faço parte) criou o Conector, sua divisão de produção de conteúdo sonoro.


Trata-se de uma sub-divisão interna no próprio coletivo, definindo funções entre os integrantes de forma a potencializar o rendimento do trabalho, e também uma estratégia de organização de conteúdo. Toda a produção jornalística em áudio produzida pelo Fórceps agora está sob essa chancela: entrevistas, programas com seleção de músicas, gravações de trechos de shows, transmissões de eventos e qualquer outra ação cujo resultado seja um material sonoro de cunho informativo (nessa categoria entram também vinhetas e spots que produzirmos).

O foco é a cena musical independente brasileira, mas, dessa vez, resolvemos ampliar: artistas independentes de outros países, contanto que não sejam britânicos ou da América do Norte, também têm espaço. Na realidade, o objetivo é dar mais espaço principalmente à música sulamericana, buscando maior integração no continente, e dar visibilidade à bandas alternativas de países com pouca tradição no gênero, como os países africanos, asiáticos e até mesmo de alguns países europeus. É uma tentativa de registrar essa produção e aproximar diferentes artistas.

Sobre o formato das produções do Conector, a primeira resolução interna foi de que ele deveria ser indefinido, transitório, mutante. A unidade é temática, as diferenças no formato não significam perda de identidade. Além de informar, o que justifica a produção do conteúdo é justamente a experimentação de formatos e de linguagem. Por isso, adotar um padrão seria ir contra nossa própria proposta.

Particularmente, acredito que nossa contribuição possa ser mais interessante se direcionada à exploração de linguagem, formatos e de discussão do processo de construção do material do que a produção de conteúdo (mesmo que relevante). Sendo assim, junto ao material sonoro estarão informações sobre o processo de produção, formatos escolhidos, entre outras coisas. Pode ser que nem sempre você encontre tudo isso, mas é uma tentativa.

Nesse primeiro momento do Conector escolhi utilizar o Virb como plataforma de publicação. O serviço é uma espécie de MySpace muito mais avançado e que permite diferentes funções de acordo com seu interesse - existem opções para bandas, cineastas, fotógrafos, blogueiros, selos, etc. Entre as funções mais úteis (e que se caracterizam como diferenciais do Virb) estão a utilização de códigos para incorporar os players de áudio com as músicas hospedadas no site e a possibilidade de utilizar domínios personalizados nos perfis criados no site (em vez de se restringir aos endereços virb.com/xxxx você pode dar seu próprio endereço para seu perfil no Virb, como o conector.forceps.com.br).

Aqueles que estiverem familiarizados com CSS podem personalizar ainda mais os perfis no Virb. Aos pobres mortais sem conhecimentos técnicos o Virb reserva uma interface bastante intuitiva para escolha de cores e definição de layout. Ao longo de pouco mais de dois meses de utilização ativa do serviço percebi vários pontos fracos, no entanto, trata-se da plataforma mais funcional e abrangente com a qual tive contato nos últimos tempos, representando para as redes sociais focadas na produção de conteúdo o mesmo que o Tumblr representa para as ferramentas de publicação de blogs.

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