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31 de outubro de 2009

The Name - Assonance

Toquem os sinos (de vaca)* e comecem a dançar!

O rótulo "discopunk" tem o poder de provocar contorções faciais em muitas pessoas (a.k.a "cara de nojo"), resultado de bobagens eletrônicas com roupagem pop e de ritmo um pouco mais acelerado enquadradas dentro do estilo citado. Ao menos para mim, uma definição sensata de "discopunk" englobaria canções extremamente dançantes, batidas fortes e guitarras distorcidas, sujas e com riffs repetitivos. Por isso, ao escutar Assonance, novo EP da banda paulista The Name, eu não poderia ficar mais feliz.


São apenas 5 canções, 19 minutos e 56 segundos que materializam minha visão idealizada de discopunk descrita acima. Difícil imaginar uma banda brasileira tão indicada para as pistas das festas roqueiras quanto The Name, a se julgar por este EP.

Muito bem gravado e produzido (por Eduardo Ramos e Sérgio Ugeda, ambos da Tronco), Assonance se sobressai quando comparado com a maioria das bandas inseridas no hype do revival pós-punk desta década e incensadas por veículos como o NME. Basta ouvir a incrível "Come out tonite" e tentar se lembrar de uma música recente tão enérgica e empolgante.

Boas melodias vocais, baixo e bateria dançantes (além das aparentes programações percurssivas) somam-se a riffs de guitarra cuja redundância permanece na medida exata para que seu corpo entenda que não há motivos para permanecer estático. Daí a assonância do título que, mais do que representar uma similaridade entre os sons, registra o acordo entre a música da banda e uma inévitável resposta corporal.




The Name - "Mary did again"


Se o The Name ainda não teve o reconhecimento merecido é porque os criadores de hype, do Brasil e do exterior, não estão suficientemente atentos. Uma obra que os qualifique junto às grandes promessas do rock alternativo da atualidade a banda já possui.

* Cowbell, sacou?

30 de outubro de 2009

Ctrl C + Ctrl V

Está em funcionamento há alguns dias a agenda.meiodesligado.com, carinhosamente intitulada Ctrl C + Ctrl V, minha singela homenagem ao jornalismo cultural feito por grande parte da mídia tradicional.

Decidi criar esse espaço específico para a publicação de shows, festivais e demais eventos que considerar relevante para poupar meu tempo para os textos mais elaborados e que têm muito mais a acrescentar a vocês e à cena independente. Alguns dos principais momentos de desânimo que me ocorriam em relação ao Meio Desligado estavam ligados ao fato de às vezes eu perceber que grande parte do blog estava sendo dedicado à divulgação de eventos, algo contrário à minha proposta de reflexão sobre a cena alternativa brasileira e experimentação de linguagem no jornalismo digital.

Criei a agenda do blog para continuar a destacar eventos importantes da música independente e conseguir agregar maior número de ações, uma vez que nela publico apenas as informações básicas sobre os eventos, como flyers e releases, e isso e economiza muito tempo. além disso, todo o processo é realizado por email, tornando a atualização ainda mais rápida.



O funcionamento do blog da agenda é simples e bastante intuitivo. Navegue, clique nos botões, descubra os padrões. Aproveite e assine o RSS para receber as novidades, assim como faço para que os eventos recentemente publicados na agenda apareçam aqui do lado esquerdo do blog. Enquanto você faz isso também sigo experimentando o formato e testando, porque, afinal, quem fica parado é poste e eu, apesar de Meio Desligado, espero continuar em  movimento!

27 de outubro de 2009

Do morro ao asfalto

Se há quatro anos alguém virasse para mim e dissesse que em algum tempo eu estaria trabalhando em rodas de samba em favelas de BH eu provavelmente riria muito na cara dessa pessoa e continuaria tendo o Walter Mercado como meu vidente favorito. Agora, o que poderia ter sido apenas um palpite furado se concretizou no projeto Do Morro Ao Asfalto.

A ideia do projeto é simples: reunir músicos e cantores em rodas de samba em favelas de Belo Horizonte, tocando músicas próprias e clássicos do samba. Ao longo dos meses de outubro e novembro, sempre as sábados, os músicos se juntam em rodas nas praças das comunidades atingidas pelo projeto e tocam durante toda a tarde, inclusive ficando em aberto a possibilidade de participação de artistas locais (e também de bebuns que se acham grandes instrumentistas) que chegam com suas cuícas, pandeiros e afins e participam das apresentações que, é claro, são abastecidas de muita cerveja e tira-gosto. O que torna tudo tão importante e divertido para mim (além de justificar este texto no Meio Desligado) é que, afinal, o samba é o punk brasileiro!

Roda de samba no Alto Vera Cruz no Do Morro ao Asfalto 2009Basta imaginar o contexto em que estavam inseridos os nomes da vanguarda do samba, décadas atrás, suas letras, suas mensagens, as estruturas das músicas. Carregado de malandragem, sexo (ainda que velado) e simplicidade, assim como o punk, o samba foi (e talvez continue sendo, porém de forma diferente) uma das maiores formas de expressão da classe proletária, dos avessos à dita "alta cultura" branca e burguesa. Uma arte de menor valor, coisa de vagabundos e marginais, diziam aqui. Lá fora, "punks".

A própria dinâmica da roda de samba é incrível: um grupo de pessoas se reúne sem sequer precisar ensaiar, alguém diz o ritmo para o pandeiro, a nota para o cavaco e pronto! É de uma simplicidade absurda que assusta pelo modo como consegue ser tão expressiva mesmo dentro dessas limitações.

Desde o primeiro momento em que imaginei minha participação na execução do projeto encarei a ação como uma espécie de incursão antropológica a um novo ambiente. Observando o modo como as apresentações se desenvolvem, a identificação do público (neste caso, majoritariamente formado por moradores das comunidades pobres nas quais o projeto é realizado) com as músicas e a forma como as canções autorais dos novos compositores são (bem)recebidas em meio aos clássicos, percebo o quanto temos a perder ao limitarmos nossas experiências (sejam elas culturais ou não) ao que nos é confortavelmente apresentado ao longo de nossas vidas. Partir em busca do desconhecido é fundamental, seja onde for, no morro ou no asfalto.


Para saber a programação completa e obter mais informações sobre a história e desenvolvimento do projeto visite o blog que criei para o Do Morro ao Asfalto 2009. É bem simples, mas dá conta do recado. As atualizações ficam por minha conta e do João Rafael, do Fórceps, e as fotos são do Luiz Navarro.

21 de outubro de 2009

Galera do mal

Falando do festival 53hc lembrei dessa foto, feita durante o evento em 2007, quando aconteceu no Bar Brasil, em BH. Repare (urgh) no detalhe...

20 de outubro de 2009

Diário Meio Desligado: Porto Alegre (dia 3)

>> Dei sorte de chegar a Porto Alegre na mesma época em que acontece o CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre. O foco é a produção audiovisual independente contemporânea brasileira e internacional. Sempre recebo o material do festival por email e nunca imaginei que poderia participar de alguma de suas edições. Na segunda-feira assisti um filme colombiano e ainda pretendo ver Instrument, documentário sobre o Fugazi.

A programação tem muitos filmes que parecem ser interessantes e, além disso, o festival acontece em salas bem legais, como a do Santander Cultural, que é um antigo cofre de banco transformado em cinema.

Para entender a proposta do CEN 2009 leia o texto de apresentação do festival.

>> Em um primeiro momento imaginei que o CEN fosse uma espécie de versão gaúcha do Indie Festival que acontece anualmente em BH, mas, no quesito público, a situação é beeem diferente: enquanto no Indie as filas ocupam quarteirões inteiros e muita gente sequer consegue pegar ingressos para as sessões, no CEN havia poucas pessoas na sala (ao menos na sessão em que estive).

>> Disseram que a Rua Lima e Silva é a mais agitada da cidade. Depois de passar por ela e ficar em um dos seus vários botecos, me passou a impressão de ser uma mistura de Rua Augusta com o Leblon, rs.

>> Amanhã tem show do Tony Bennett aqui em Poa. Acho que vou abrir mão de ver o velhinho e ir ao show do L.A.B no Long Play Pub.

>> Se alguém souber de algum lugar bacana onde role samba (é, samba) em Porto Alegre, por favor me fale. Samba é o motivo da minha estadia na cidade. Ou melhor, Aline Calixto.

19 de outubro de 2009

Diário Meio Desligado: Porto Alegre (dia 1)

Rio Grande do Sul. Engenheiros do Havaí. Frio. Europa. Gente branca. Loiras. Narizes finos. Churrasco. Grêmio. O bigode do Olívio Dutra. Jorge Furtado. Daniel Galera. Cardosoonline. Bah. Superguidis. Bidê ou Balde. Edu K. Kleiton e Kledir.

39 horas acordado.

Para explicar, tenho que voltar à ultima sexta-feira.

16 de outubro.
Primeiros shows do Los Sebozos Postizos (Nação Zumbi tocando cover de Jorge Ben) e 3 na massa em BH, dentro da programação do festival Lixo e Cidadania. Quase 3 mil pessoas lotando a Serraria Souza Pinto e queimando quilos de cannabis.

17 de outubro.
Uma da tarde. Acordo (de ressaca, depois de ter ido dormir às sete da manhã) com conversas sobre a primeira edição da Garajada e o barulho das primeiras pessoas que chegam para o evento. Passo a tarde preparando pequenos detalhes para os shows do Cães do Cerrado e Defensores do Caos na garagem da minha casa, tomando tequila e dando entrevista sobre a cena independente para a galera de uma nova revista que foi cobrir o evento.

Nove e dez da noite. Estou na portaria do show do Seu Jorge e Renegado no Chevrolet Hall, recebendo convidados.

Onze e dez da noite. Chego à Serraria Souza Pinto para trabalhar no show da Velha Guarda da Portela com a Aline Calixto, novamente no festival Lixo e Cidadania.

18 de outubro.
Duas e trinta da madrugada. Doses e mais doses de uísque com energético depois, o segurança do camarim já é meu chegado e o show da Aline / Velha Guarda vai super bem.

Três e vinte da madrugada. Chego ao Lapa Multshow querendo assistir ao show de 25 anos de existência do Mundo Livre S/A, mas ainda faltam dois shows antes da banda subir ao palco. Treta para público e produção.

Seis da manhã. Depois de sair do Lapa sem ver o Mundo Livre S/A, passei no meu escritório para buscar minhas malas e pegar carona com o Lucas Avelar para o aeroporto de Confins. Destino: Porto Alegre.

Fim da manhã. Nosso voo fez escala em Campinas e ainda não tinha conseguido dormir, além de ter ficado puto porque a aeromoça da Azul esqueceu de levar um suquinho pra mim.

Dez minutos depois da entrada anterior. Vejo algumas pessoas olhando e tirando fotos com um gordão no aerorporto e não faço ideia de quem seja. Logo depois descubro que era o Fabiano, da dupla sertaneja César Menoti e Fabiano, que ia pegar o mesmo voo que a gente para Porto Alegre, e morro de medo do avião cair (viajar só com um membro de dupla sertaneja dá azar). Felizmente descubro que o César Menoti também está no avião e a probabilidade de todos nós morrermos por causa da maldição-da-viagem-separada-dos-membros-de-uma-dupla-sertaneja-para-que-o-outro-vire-astro-pop são pequenas.

Continua...
(com emu rolê pela cidade, o Santander Cultural, o clone de Chaves que é pseudo-ídolo do rock gaúcho atual e outras estripulias)

17 de outubro de 2009

Downloads, fundamentalismo tecnológico e o futuro da música



Ao contrário do que diz no vídeo acima, Fred Zero Quatro não já não é mais tão entusiasta da tecnologia. Há 25 anos à frente do Mundo Livre S/A, banda fundamental da música contemporânea brasileira, Zero Quatro recentemente críticou pesadamente a função da internet na cadeia produtiva da música. Concordem ou não com suas colocações, ele toca em um ponto crucial para o desenvolvimento do setor musical na era digital: o questionamento dos atuais modelos de gestão de conteúdo intelectual na internet.

De sua entrevista ao Link, do Estadão:
"Acho que (a troca de arquivos na rede) é a polêmica mais importante do momento histórico atual, e infelizmente parece que ainda não tem despertado muito interesse no meio intelectual brasileiro. Muitos escritores americanos e europeus têm publicado ensaios importantes, levantando questões urgentes, mas aqui há uma espécie de vazio a respeito. Tenho me sentido como se tivéssemos regredido ao estágio tribal, e estivéssemos todos deslumbrados com os novos apetrechos mágicos (espelhos? pólvora? bússolas?) que o homem branco tem despejado nas vitrines dos nossos shopping centers. Não questionamos nada.

No meu tempo de faculdade (Fred é jornalista), McLuhan, Umberto Eco, Baudrillard e outros chacoalhavam as mentes jovens do planeta com reflexões essenciais sobre a aldeia global, a cultura de massa, a sociedade de consumo, etc. Hoje o ambiente urbano parece mergulhado numa espécie de fundamentalismo, um culto deslumbrado a qualquer tipo de avanço tecnológico".

Em entrevista ao portal G1, Zero Quatro criticou o que chama de "fundamentalismo tecnológico" e a não-remuneração em troca de conteúdo artístico. Se no primeiro caso sua analogia em relação ao YouTube ("mera tecnologia") é simplesmente tola, o segundo ponto leva a reflexão sobre novos modelos possíveis de geração de renda com a produção intelectual nos meios digitais. Embora o conteúdo gratuito seja uma opção (sustentável a longo prazo?), é necessário explorar as possibilidades permitidas pelo ambiente digital, o que na maior parte do tempo dá lugar a um entusiasmo coletivo em vez de um pensamento crítico sobre o assunto.

Formas abertas de remuneração podem ser uma opção, assim como o pagamento de menores quantias em troca do acesso à produção artística digitalizada. Se houvesse a opção de pagar R$ 0,05 pelo download de cada música, por exemplo, seria um modo de democratizar o acesso ao mesmo tempo que remunera o artista por sua criação. Os tempos e as tecnologias mudaram, assim como as relações comerciais tendem a se transformar.

O problema na fala de Zero Quatro ao supor que conteúdo gratuito é para amadores é esquecer que a gratuidade é mais uma estratégia dentro de uma relação comercial maior, não um fim em si mesma. É um meio para se atingir mais pessoas, tornar suas obras mais conhecidas e com isso obter novos rendimentos, como, por exemplo, através de shows. Não tenho nenhum CD físico do Mundo Livre S/A e não pretendo comprá-los, apesar de gostar bastante da banda. Mesmo assim, conheço todos os seus álbuns graças à internet e já fui a uns 5 shows da banda, somando algo em torno de R$ 100 em ingressos para a banda. Imaginem o número de pessoas com histórias semelhantes. E aí?

A posição reacionária e um certo saudosismo de Zero Quatro em relação à época em que as gravadoras detinham maior poder e o acesso à produção intelectual estava muito mais atrelado às relações comerciais espanta. Sua fala sobre a internet provocar o "nivelamento por baixo", beneficiando artistas "absolutamente medíocres, que não têm a menor chance de ser descobertos por gravadora" é ainda mais chocante. Ao contrário do que ele afirma, acredito que não vivemos a descontrução da indústria, mas sim uma reformulação da mesma.

A internet não rompe com as relações da cadeia produtiva da música, mas elimina algumas etapas ao mesmo tempo em que cria novas, com a vantagem de ter maior potencial de democratização da produção e do acesso (vide equipamentos e softwares para produção musical mais baratos e ferramentas de distribuição de conteúdo). Não se livrar de relações passadas e se fechar ao que a tecnologia pode oferecer apenas restringe a evolução do mercado musical. Conforme as palavras de Sílvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), ao G1, vivemos "uma espécie de ‘começo do fim’ do embate entre o modelo de negócios de mídia que já passou (o das gravadoras) e o que está por vir, o de entretenimento como serviço... aberta a Caixa de Pandora, não há como fechar. As viúvas das gravadoras, da escassez, têm que começar a construir o próximo modelo, um que depende de muita banda, muito barata, em todo canto, com serviços baseados em micropagamentos, para estarem disponíveis para muita gente, para que eles, os autores e intérpretes, sejam remunerados por sua participação percentual no fluxo de atenção”.

16 de outubro de 2009

Muito mais que hardcore

No início desta década a maior parte do meu dinheiro era gasta em CDs e revistas em quadrinhos. Eu usava uma conexão discada de internet (como a maioria dos brasileiros na época) e os CDs no formato físico ainda eram minha principal forma de contato com a música, apesar de já baixar muita coisa. A maioria dos meus CDs eram comprados pela internet, no Submarino, Americanas e, principalmente, na Velvet CDS, que sempre tinha bom material em promoções à R$ 10 (hoje em dia os CDs em promoção custam R$ 18, R$ 20, praticamente o preço normal de um CD em 2000). Na época, meu problema era encontrar CDs das bandas de rock alternativas brasileiras e bandas estrangeiras mais pesadas e também alternativas.

Na Galeria de Praça 7, também conhecida como Galeria do Rock, no centro de Belo Horizonte, passei a encontrar soluções para o problema. No terceiro e último andar da galeria estavam (e provavelmente continuam) agrupadas várias lojas dedicadas à cultura rocker, vendendo não somente CDs mas também roupas e acessórios. A maior parte dessas lojas era mais voltada para o heavy metal e classic rock, mas sempre dava pra encontrar muitos CDs legais, como a discografia completa do Faith No More com cada CD (usado, mas em bom estado) por R$ 10 (e que, obviamente, comprei), bootlegs do Pearl Jam, entre outros.

E lá no cantinho, espremida entre lojas decoradas com cuturnos, muita tachinha prateada e couro estilo Judas Priest, estava a "loja do hardcore", como eu e amigos a conhecíamos na época (um pouco depois ela passou a ser chamada por nós de "a loja da mina gatinha e do bombado hardcore", rs). É provável que eu só tenha passado a usar o real nome da loja depois de pegar um adesivo que destacava seu nome: 53HC.

Mesmo não comprando muitos CDs na 53 (que tem esse nome por causa do número da loja), ela passou a ser uma referência de hardcore não somente para mim, mas para grande parte das pessoas interessadas no gênero em BH. Além da variedade de CDs, era na 53 que sempre estavam à venda ingressos para a maioria dos shows de rock alternativo da cidade e um lugar certeiro para encontrar os flyers dos shows de punk/rock/hardcore na cidade.

Agora, 10 anos após sua criação e cerca de 8 anos desde nosso primeiro contato, é interessante e gratificante perceber a ampliação de suas ações, tanto em termos de alcance de público como abrangência musical. Afinal, quem, em sã consciência, poderia imaginar que um dia veríamos uma (muito boa, aliás) banda de trip hop como a estadunidense Zigmat ou a soul music swingada da belorizontina Black Sonora em um festival da 53HC?

Quem acompanha as ações da loja, selo, distribuidora e produtora que se tornou a 53 HC há alguns anos sabe dessa ampliação em relação aos estilos das bandas selecionadas para seus eventos, algo que só tem a acrescentar em sua trajetória e é mais do que benéfico ao público, que passa a ter acesso a diversificadas manifestações musicais.

Essa transformação/evolução da 53HC é celebrada de forma especial a partir de hoje, dia 16, através da realização do 53 HC Festival 2009, que continua nos dias 17, 24 e 30 de outubro no Lapa Multshow, BH. Ao todo serão 26 shows, sendo 13 deles neste final de semana, apresentando bandas tão distintas quanto Mundo Livre S/A e Ratos de Porão.

Em vez de expor minha opinião e apresentar quais seriam os destaque da programação do meu ponto de vista, prefiro aconselhar todos a se abrir às possibilidades, ouvir as bandas na internet antes de ir ao festival e definir suas próprias prioridades dentro da escalação disponível. Nunca se baseie somente no que os jornalistas dizem, eles são um bando de idiotas.


Serviço
53HC FEST 2009
Horário: 20h
Local: Lapa Multishow (Rua Alvares Maciel 312 Santa Efigênia)
Ingressos e Passaportes:
R$25 preço por dia antecipado / R$ 30 preço por dia na portaria / R$45 passaporte para dois dias / R$55 passaporte para três dias / R$ 65 passaporte para os quatro dias (Passaportes limitados e a venda somente na loja 53HC)
Classificação:
Menores de 18 anos somente acompanhados pelos pais. Pais que acompanharem seus filhos menores não pagam entrada.
Pontos de Venda:
53HC: Rua Rio de Janeiro 630, loja 53, Centro (31) 3271 7237/ Pieta Tattoo – rua Paraíba 1441, Savassi (31) 3281 4441 / Lapa Multshow: Rua Alvares Maciel 312 Santa Efigenia (31) 3241 2074
Informações: (31) 3271 7237

15 de outubro de 2009

E ainda tem gente que acha que a internet afasta as pessoas (Music Alliance Pact de outubro)

Meus amigos gringos membros da Music Alliance Pact dizem que a seleção de músicas deste mês é uma das melhores já feita. Ainda não ouvi todas as canções selecionadas pelos blogs dos 34 países participantes (boas-vindas à Estônia e Turquia!), mas acredito no que dizem.

Ainda falta a música dos Estados Unidos, que não foi enviada, e o link para o download de todas as músicas em um arquivo compactado. Assim que receber esse material publico por aqui.


BRASIL: Meio Desligado
Constantina - Sobe Ladeira
Existe algo de especial no Constantina que vai além da música. A ausência de vocais nunca deixa a sensação de que falta algo, é justamente o oposto: as canções instrumentais da banda belorizontina são tão profundas e fortes que a inserção de letras as limitaria ao que conseguimos expressar em palavras, seria a imposição de limites a algo que, como a própria banda define, é livre. Música livre em sua concepção e interpretação.
ÁFRICA DO SUL: Musical Mover & Shaker!
Ameen Harron - Techicoloured Oblivion
Ameen Harron is a force to be reckoned with in the South African music scene. He is a self-taught multi-instrumentalist, and one of the country's up-and-coming producers, who has worked with a range of the best local musicians, garnering national and international attention. Technicoloured Oblivion shows not only his skills as a producer but as an artist. He has strong ties to hip hop, which is evident as his combination of hip hop, punk and electro creates his own distinctive sound. The song has an almost soulful feel to it and wouldn't be out of place on the international charts. Ameen Harron is set to take over. Watch out.

ALEMANHA: Blogpartei
Rhytm Police - Ghosttrain
Rhytm Police sound like they live in a metropolis as they reduce music to a strong bass line, synth sounds and sometimes quite snatchy vocals. However, they come from the rather rural Augsburg in western Bavaria. The only way to figure this out is by listening to their songs with German lyrics. But the featured song Ghosttrain shows their international attitude.

ARGENTINA: Zonaindie
Lipgloss - Land Of Lords
This band from Buenos Aires released their first EP a couple of months ago and Land Of Lords is our favorite song from it. Lipgloss sound like they've been listening to British rock all their life and you sure can feel the influence of bands like The Stone Roses at the end of the song, with the psychedelic guitars and all. If you like it, you can download the entire EP directly from this link.

AUSTRÁLIA: Who The Bloody Hell Are They?
Cloud Control - Gold Canary
New music from the Blue Mountains! Only it sounds kinda like it originates from somewhere deep in America. Cloud Control always had an earthy, pastoral quality to their music but it sounds all the more temporally appropriate post-Fleet Foxes. Less jangle and more twang. Gold Canary is pulled from their debut album expected early 2010. It has some rootsy backing vocals and yelping, tambourine/handclap percussion, references to family members in the lyrics and then… a synth solo. This song is rad.

CANADÁ: I(Heart)Music
The Balconies - Serious Bedtime
It's almost mind-boggling how good and how talented The Balconies are. They have two incredible lead singers (in brother and sister Jacquie and Steve Neville), both of whom are also astoundingly good songwriters, and they're backed by one of the steadiest drummers I've ever seen. They've barely been around for more than a year but they're generating a whole lot of buzz (their debut has just been released and it's already charting nationally). Songs like Serious Bedtime make it easy to see why.

CINGAPURA: I'm Waking Up To...
Inch Chua - Devotion In Reality
Like the wet leaves after a thunderstorm, Devotions In Reality bring a melancholic hope to past hurts, as the first step after grief into a new light. Inch Chua is more well known in Singapore as the little dynamo of a frontwoman with rock stalwarts Allura. Taking time off to record her solo EP, she brings to the forefront another facet of her versatility, especially on this number that is best described as a cross between Lisa Ekdahl and Stars.

CHILE: Super 45
Tonossepia - Happy Habibi Te Vez Mas Feliz
Tonossepia (Diego Vergara) is one of the most advanced musicians in the Chilean electronic scene. Constantly evolving in his way of creating music, this year he released his fourth album, Happy Habibi, an effort full of organic textures, warm harmonies and rhythmical variations. By mixing, almost to perfection, IDM and hip hop, Tonossepia has a lot of robot style and rap style.

CHINA: Wooozy
Silkfloss - Mon Amour
Mylène Chan (Muxitu) and Quan Du formed Silkfloss at the start of this year in Beijing. They are electronica, they are trip-hop, they are everything that brings you softness and fills you with love. Mylène also collaborates with many local electronic producers as a vocalist.

COLÔMBIA: Colombia Urbana
Jiggy Drama - Contra La Pared
Direct from San Andres Island, Heartan Lever - better known in the artistic scene as Jiggy D - comes loaded with cool rhymes and party beats. Jiggy mixes Antillean dancehall with old-school hip hop and Contra La Pared proves that when something is good, it doesn't have to be forced. The combination of typical Colombian sounds (papayera in this case) makes him the perfect choice to represent the nation in MAP. Jiggy is currently working on his new album, Nerdside.

CORÉIA DO SUL: Indieful ROK
Julia Hart - Korean Girl's Winter
Always delightful guitar-pop act Julia Hart decided it had been too many years since the release of their last album in 2007 and consequently released a digital single with a couple of new songs for people to hear last month. One of them, Korean Girl's Winter, shows Julia Hart at their loveliest and is a perfect indie-pop piece well suited for repeated play hours on end.

DINAMARCA: All Scandinavian
Sebastian Lind - Stay
A pop natural and excellent singer, 20-year-old Sebastian Lind excites with an enticing mix of singer-songwriter acoustics and crackling electronica. He has just released his first single Stop These Feet, but here's Stay - a strong contender when it comes time to select a second.

ESCÓCIA: The Pop Cop
Meursault - A Small Stretch Of Land
Edinburgh six-piece Meursault's otherworldly, experimental folk seems almost tailor-made for the music blogging cognoscenti. But as A Small Stretch Of Land shows, Meursault (pronounced "mer-so") also know when less is more, stripping the song to just acoustic guitar and vocal with crushingly beautiful effect. It's no surprise Frightened Rabbit frontman Scott Hutchison described A Small Stretch Of Land as "one of my favourite songs of last year, or indeed any year". You can buy Meursault's album, Pissing On Bonfires/Kissing With Tongues, and other releases here.

ESTÔNIA: Popop
I'll Hit Her - Noise In Your Mind
There's not much info about Estonian electro-poppers I'll Hit Her and Googling that name will probably get you some quite disturbing results. Listing Aqua, 2 Unlimited and Joy Division as influences on their MySpace page, that's really as diverse as you can get.

FINLÂNDIA: Glue
The Capital Beat - Feel The Reggae
This is not the kind of song you would expect to hear from a Finnish band, but The Capital Beat phenomenally recreate the warm sounds of Jamaica on their first album, A Greater Fire. This eight-piece combo takes Jamaican music to a new latitude and there is only one condition - feel the reggae and do the ska.

FRANÇA: ZikNation
Pascal Comelade - Two Maniaco Depressive Beatnicks Squabbling Over A Jane Russell Mozarella's Stereokini
Pascal Comelade is a really special musician. He mixes common instruments with some toys he found in a flea market. This way of working gives his music a unique tone and makes the listener feel the soul of his work. In some ways, his music reminds us of Yann Tiersen - nice piano, accordion and a lot of percussion. Two Maniaco..., with its happy leading saxophone and ringing xylophone, is a track dedicated to a happy life, which makes it a must-hear before beginning a day at work.

GRÉCIA: Mouxlaloulouda
Coin - Error 687
Coin draw their influences from the Manchester scene of the 80s and American grunge of the 90s. In their third studio album they shift their best qualities into different, equally dazzling guitar-pop shapes, sounding unclenched, enchanting and energetic. Popstitute is a beautifully balanced album filled with tremendously rich highs, unfailingly tuneful music, jagged guitars, drums and bass, which supply the rhythmic pulse and captivating hooks.

ÍNDIA: Indiecision
Teddy Boy Kill - Tonic
New Delhi's Teddy Boy Kill represent the new Indian electronica soundscape - instantly international, slick and unrestrained by the need to reflect any inherent Indian-ness. This unsigned act from the country's capital released their debut album, The Exit Plan, as a free download. Tonic is one of the highlights of the record - an immediately catchy dancefloor anthem that's as temperate as it is energetic. Get ready to do something stupid.

INDONÉSIA: Deathrockstar
The Super Insurgent Group Of Intemperance Talent - Money Making
The Super Insurgent Group Of Intemperance Talent are the greatest rock 'n' roll band in Indonesia. Their straight-to-the-point songs, killer hooks and good attitude has already seen them play some big venues and sell out concerts, which is very rare in Indonesia.

INGLATERRA: The Daily Growl
The Voluntary Butler Scheme - The Eiffel Tower And The BT Tower
This month's song comes from the English Midlands courtesy of awesome one-man-band Rob Jones aka The Voluntary Butler Scheme. He's a little scruffy around the edges but he serves up a tasty dish of pure pop. Although probably best experienced live, his debut album At Breakfast, Dinner, Tea (how old-school English is that title?) is full of sprightly tunes, huge hooks and amusing lyrics and is well worth checking out.

IRLANDA: Nialler9
Trophy Boyfriend - Black Ship
Despite the silly moniker, Gregor Ruigrok aka Trophy Boyfriend still managed to impress us with his first self-titled EP. He's still at the embyronic stages having not played live or formally released anything in Ireland yet, but judging by the electro-indie of Black Ship, we certainly hope he gets out there soon.

ISLÂNDIA: I Love Icelandic Music
FM Belfast - Synthia
FM Belfast was formed in late 2005 by Árni Rúnar Hlöðversson (aka Árni Plúseinn) and Lóa Hlín Hjálmtýsdóttir. For the Iceland Airwaves festival in 2006, the band expanded into a live act with up to eight (or even more) members. The core of the band is now a quartet with Árni Vilhjálmsson (of Motherfuckers In The House) and Örvar Þóreyjarson Smárason (of Múm). Synthia is taken from their debut album, How To Make Friends, released on the band's own World Champion Records label last year.

ITÁLIA: Polaroid
Damien* - Confidants
Play this song and fly back in time, to around the first half of the 90s, when Britpop was full of hope and strength. Well, this is just how Damien* are today. This young and promising band from Pesaro, on the Italian east coast, is able to mix a post-punk background with a more pop attitude. The incredibly catchy Confidants is taken from their second album, out this week on Suiteside.

JAPÃO: JPOP Lover
Henrytennis - Valencia Raincoats
Another progressive band in the Tokyo music scene, Henrytennis feature instrumental dynamism influenced by post-rock, IDM, jam and progressive rock. Their members come from such outstanding Japanese bands as 4 Bonjour's Parties, Hula Hooper, Kuruucrew, Oceanlane and Shugo Tokumaru. Their excellent second album R.U.R. is released on November 11.

MÉXICO: Red Bull PanameriKa
Radaid - Shine
Shine is the opening track of L'Intent, the most recent record by Radaid. Hailing from Guadalajara, Jalisco, the eight talented musicians produce a peculiar mix of pop and original rhythms. That is why traces of Indian influences echo in Shine, while the vocals are by Sofía Orozco, who not only wrote the English lyrics but also invented the dialect which has nods to the phrasing of Hindu MCs.

NORUEGA: Eardrums
Firefly Effect - Never By Your Side
Oslo quartet Firefly Effect recently released their brilliant debut album, Everything Is Beautiful And You Are The Reason, on Perfect Pop Records/Solerød Records. It is full of charming indie-pop songs with organs, boy/girl harmonies and jangly guitars. They call their style "retro-futuristic sunshine pop" which is a definition of their sound I can agree on. Perfect pop!

NOVA ZELÂNDIA: Counting The Beat
O'Lovely - A Different Day
O'Lovely are from Christchurch in New Zealand's South Island and they have a glistening, ringing guitar sound on this song that reminds me of some great bands from that city's past such as Bailterspace and Loves Ugly Children. The band has morphed from the more poppy The O'Lovelys with singer and keyboardist Laura Lee remaining at the centre of the band. She's joined by Perry Mahoney of Bang Bang Eche, whose guitar gives a darker, noisier feel than the earlier band. A Different Day comes from the five-track Lost Luck EP.

PERU: SoTB
Emergency Blanket - Next Passenger
The music of Emergency Blanket is fully charged with life and energy, taking influences from rock classics from the 60s, 70s and 90s to achieve a vintage yet fresh and original sound. Emergency Blanket recently released their debut album, Combi + Nation, which includes songs in Spanish, English and even a combination of both languages. Next Passenger has taken them to the final of The People's Music Awards and you can vote for the band here.

PORTUGAL: Posso Ouvir Um Disco?
Real Combo Lisbonense - Oh!
Real Combo Lisbonense (Lisbon Real Combo) play music that takes us back to a time when everyone would dress up to dance to the sounds of an orchestra or a small ensemble. RCL is the band you would expect to hear in the casino lounge of an Ian Fleming novel. They remade some Portuguese and international popular classics of 50s and 60s and have become one of the pleasant surprises in the Portuguese indie scene this year. Shall we dance?

ROMÊNIA: Babylon Noise
Vive La Noiz - Bird Song
Vive la Noiz could be seen as the usual alternative/indie band. Two girls and two boys starting a band in the finest DIY ethic. However, their eclectic influences and pure, melodic sound label them as post-everything because you can find anything there, genre-free. Dark Clouds And Silver Linings is regarded as one of this year's most interesting EPs.

SUÉCIA: Swedesplease
Leaving Mornington Crescent - Seventeen
From the sound of Seventeen, Leaving Mornington Crescent have ventured into new territory. Unlike the sunny 60s-inspired indie-pop of April Song from their Cloudberry split CD, Seventeen is a rather heavy, shoegaze number with buzzing and churning guitars and a solid backbeat. Still the vocals retain the cheeriness of April Song with a chorus of "I'm seventeen on the inside, the only difference is...".

TURQUIA: Reset!
Kim Ki O - Serbest Kalp Dusmesi
Kim Ki O's songs are self-written, self-played and self-sung in the name of self-pleasure and self-impulsion. Kim Ki O, which is the Turkish expression for "who is that anyway?", is a name chosen for its phonetic beauty. The duo like to play with synthesizers and drum machines but do not to use computers in their music, preferring to create all the action live with enthusiasm and tension. The two members of the gang are former high school buddies who had been out of touch for years. Now they are back, clasped together, making great things.

UNITED STATES: I Guess I'm Floating
That GhostThe Red Bow
That Ghost is the musical moniker of one crazy kid from the coast of California. Ryan Schmale, a youthful 19-year-old, creates lo-fi pop that evokes the warmth of bedroom recordings. He has a new EP on the way titled Get It And Get Out that IGIF will certainly be writing more about in the near future.

VENEZUELA: Deaf Indie Elephants
Ulises Hadjis - Lunes
The warm voice of Ulises Hadjis and his guitar are suddenly interrupted by a theremin, a trumpet from a gypsy story and a dialogue between Star Trek's Captain Kirk and Zulu. These are some of the big surprises you'll find in his debut album, Presente, which without doubt was one of the best debuts of 2008. His original indie-pop contains lyrics as melancholic as Bon Iver's or Elliott Smith's and a musical diversity that in its best moments resembles Beirut or Neutral Milk Hotel. On a Sunday morning this album will be your best company.

Download de todas as músicas desta edição da Music Alliance Pact.

14 de outubro de 2009

Programação do festival Eletronika 2009

CAFÉ ELETRONIKA
Espaço de convivência e troca de informações

Quinta | 05/11 | 19h
Dj Alexandre Matias

Sexta | 06/11 | 19h
Djs Coquetel Molotov

Sábado | 07/11 | 20h
Dj Miranda


FÓRUM ELETRONIKA
Oficinas de áudio e video

De 5/11 a 7/11 | 14h
Inscrição gratuita, sujeito a lotação, através do site
Sessões de cinema (documentários comentados pelos diretores)

Quinta | 05/11 | às 20h
“Loki” de Paulo Henrique Fontenelle

Sexta | 06/11 | 20h
“Favela On Blast” de Diplo e Leandro HBL

Sábado | 07/11 | 17h
“8 ou 80: BH Underground” de Lucas Bambozzi e Rodrigo Minelli

Sábado | 07/11 | 19h
“Beyond Ipanema” de Guto Barra e Béco Dranoff

OBS – Retirar a entrada até 30 minutos antes do início das sessões


LABORATÓRIO ELETRONIKA
Apresentações musicais com interação do público e instalações audiovisuais

Sexta | 06/11 | 21h
Garotas Suecas (SP)
Dead Lover's Twisted Heart (MG)

Sábado | 07/11 | 21h
Zémaria (ES)
L'EST (MG)


PALCO ELETRONIKA
Shows com artistas do Brasil e exterior

Quinta | 05/11 | 21h
Virna Lisi (MG)
Rubin Steiner (França)

Sexta | 06/11 | 23h
Stop Play Moon (SP)
Copacabana Club (PR)
Minitel Rose (França)

Sábado | 07/11 | 23h
Birdy Nam Nam (França)
Anoraak (França)


ELETRONIKA CLUB
Shows e apresentações em casas noturnas da cidade

VELVET CLUB

Quinta | 05/11 | 24h
Camilo Rocha (SP)
Yubaba (MG)

A OBRA

Sexta | 05/11 | 24h
Black Drawing Chalks (GO)

DEPUTAMADRE

Sábado | 06/11 | 24h (abertura da casa)
N.A.S.A (Estados Unidos / Brasil)
Killer on the Dancefloor (SP)

SERVIÇO
Festival Eletronika 2009
Data: 5 a 7 de novembro
Locais: Espaço 104 (Praça da Estação – Belo Horizonte - MG)
Deputamadre (Av. do Contorno, 2028 – Belo Horizonte - MG)
A Obra (R. Rio Grande do Norte, 1168 – Belo Horizonte – MG)
Velvet Club (R Sergipe, 1493 – Belo Horizonte - MG)
Ingressos:
Programação Diurna – Entrada Franca
Programação Noturna – A partir de R$30,00/R$15,00 | (meia entrada para estudantes credenciados - menores de 21 anos – maiores de 60 anos)
Adquira o seu passaporte Eletronika promocional
Informações: (31) 2535 3858
www.festivaleletronika.com.br

Obs.: exceto quando indicado, a programação acontecerá no Espaço 104, Galpão reformado no hipercentro de BH, na Praça da Estação

A pegada do DJ Meio Desligado (egocentrismo parte 33)

Na última sexta-feira, 9 de outubro, fui um dos DJs da festa de comemoração de 1 ano do coletivo Pegada, de BH. Fizeram um textinho bacana sobre mim no blog deles e publicaram junto de uma lista de 5 músicas que selecionei para preparar as pessoas para o que elas ouviriam na noite. Reproduzo abaixo o que publicaram, juntos das músicas selecionadas:

"O diálogo aberto existente entre o Instituto Cultural Fórceps, de Sabará, e o coletivo Pegada está representando no nosso #niverpegada pelo DJ Meio Desligado. Além de trabalhar pela cena cultural de Sabará, cidade histórica na região metropolitana de BH, ele também edita o blog Meio desligado, um dos principais veículos de divulgação da música independente na internet. “Toco mais pós-punk e rock alternativo e tento misturar bandas de países cujo rock alternativo não é tão conhecido, como Argentina, Rússia, França e Brasil, claro. Na maior parte das vezes agora só uso o celular pra tocar”, diz Marcelo Santiago, ou Meio Desligado se preferir.

Idlewild – A modern way of letting go

Foals – Baloons

Black Rebel Motorcycle Club – Whatever happened to my rock´n´roll (punk song)

Black Drawing Chalks – My favourite way

Turbonegro – Denim demon"


Para quem não foi à festa registro aqui parte do meu set list, para vocês saberem o que perderam:

Red Hot Chilli Peppers - rollercoaster
Bad Religion - punk rock song
Black Lips - cold hands
Buzzcocks - ever fallen in love
Dead Kennedys - chemical warfare
Franz Ferdinand - lucid dreams
DJ Shadow - six days (soulwax remix)
Déportivo - paratonnerre
The Jam - batman theme
Turbonegro - suffragette city
Death From Above 1979 - little girl
The Black Keys - set you free
Black Drawing Chalks - a place to hide this gold
The Darkness - I believe in a thing called love
The Clash - train in vain

O set foi definido para me diferenciar dos outros DJs da noite, permancecendo dentro da minha proposta sonora. Como um deles (jjbz) era mais focado no indie e pop e o outro (Stereotóxico) no grunge e rock anos 90, fiquei bastante à vontade no punk / rock (em sua maioria pesados e barulhentos).

13 de outubro de 2009

Dois anos depois do "Manual para divulgação de bandas independentes na internet"

Há exatamente dois anos atrás eu publicava aqui o "Manual para divulgação de bandas independentes na internet". Longe de querer estabelecer quaisquer regras, tratava-se de um guia de exploração do ambiente virtual para a divulgação da produção musical contemporânea de forma gratuita. Mesmo com toda a velocidade de transformação e evolução de ferramentas digitais o texto continua fazendo sentido, apesar de alguns sites citados terem fechado e de outros sequer serem citados, como o Vimeo, Bandcamp e o Reverb Nation.

Bandas confirmadas no festival Goiânia Noise 2009

Já faz um tempo que o Fabrício Nobre, produtor do festival Goiânia Noise, vem divulgando em seu Twitter algumas das atrações confirmadas no festival desse ano e agora o pessoal do blog Goiânia Rock News fez o favor de reunir todos os nomes em uma lista, que segue abaixo:

Dirty Projectors (EUA)
Supersuckers (EUA)
Hermeto Pascoal (AL)
Siba+Roberto Correa (PE+MG)
MQN+Walverdes (GO+RS)
Punch (GO)
Móveis Coloniais de Acaju+Bocato (DF+SP)
Guiso (Chile)
Ricardo Koctus (MG)
Leptospirose (SP)
Devotos (PE)
Rinoceronte (RS)
Mini-Box Lunar (AP)

O Goiânia Noise acontece na capital goiana de 25 a 28 de novembro.

10 de outubro de 2009

Modern kid (ou "aquele vídeo da dancinha afetada")

Enquanto preparava algumas atualizações para o blog do Fórceps e o CineBrasa, cineclube que desenvolvemos no Fórceps, encontrei este vídeo do Júpiter Maçã, "Modern kid", lançado há pouco tempo e que estava concorrendo ao VMB desse ano.



Longe da beatlemania e da psicoledia que marcou vários trabalhos do Júpiter, "Modern kid" é mais próxima de um pós-punk tropical e altamente indicada para as pistas.

9 de outubro de 2009

Entendendo o atual momento da cena musical alternativa através de um festival de rock em Tocantins

"No total, já aconteceram cinco edições do PMW Rock Festival, e de lá pra cá muita coisa mudou, e pra melhor. É fato que o cenário do rock em uma região do norte totalmente mediada por outros ritmos como forró, sertanejo e brega, não tinha uma cultura forte enraizada no rock, mas isso era antes. A realidade que nos cerca hoje é bem diferente, e essa mudança só aconteceu por meio da iniciativa de pessoas que acreditaram no que faziam e apesar das dificuldades não deixaram de concretizar suas idéias. Há cinco anos, quando o evento PMW ainda era uma tentativa de realizar um festival de rock, tudo era diferente, da estrutura ao público. Mas, a cada festival realizado, as coisas foram se modificando, as estruturas melhorando, o público crescendo, o número de bandas se multiplicando e uma cadeia produtiva foi se formando".

O mais legal desse primeiro parágrafo do material de imprensa do festival PMW é perceber que se trata de uma realidade não somente de Palmas ou do Estado de Tocantins, mas de diversas regiões brasileiras. As ações desenvolvidas por cidades tão distintas quanto Sabará, cidadezinha histórica de MG, onde moro (apesar de ficar a maior parte do tempo em Belo Horizonte), João Pessoa (PB) ou Cuiabá (MT) nos últimos anos mostram uma evolução constante em uma cena que finalmente passa a ser digna de tal alcunha. Chegando ao fim da década, fica claro o trabalho realizado no circuito artístico alternativo e, especialmente, na música independente, em busca da ampliação desse cenário, tanto em termos estruturais quanto qualitativos.

As estruturas e os ritmos variam, porém existe um interesse comum na construção coletiva de algo que é maior do que todas as bandas, produtores e até mesmo do público, algo que não termina junto ao fim de cada show, que continua após cada festival. É difícil expressar essa sensação, mas acredito que todos os envolvidos entendem o que digo. Quem não entende pode tentar.

Programação do festiva PMW 2009

13.11 (Sexta)
01:15 Wander Wildner (RS)
00:30 Engenho Novo (TO)
23:45 Ecos Falsos (SP)
23:00 Irmãos da Bailarina (BA)
22:15 Hierofante Púpura (SP)
21:30 Poetas do Caos (TO)
20:45 Capelinos (TO)
20:00 Orange (TO)

14.11 (Sábado)
01:15 Cachorro Grande (RS)
00:30 La Cecilia (TO)
23:45 Black Drawing Chalks (GO)
23:00 Magaivers (PR)
22:15 Sattva (GO)
21:30 A Baba de Mumm rá (TO)
20:45 Herdeiros & Reis (TO)
20:00 Super Noise (TO)

15.11 (Domingo) TENDENCIES
Gratuito
20:45 Mata-Burro (TO)
20:00 Criticos Loucos (TO)
19:15 Prozac (TO)
18:30 Lost in Hate (DF)
17:45 Meros Berros (TO)
17:00 Koff Koff Buuu (TO)
16:15 Mohanna (TO)

15.11 (Domingo) TAQUARUÇÚ
Gratuito
21:00 Besouro do Rabo Branco (DF)
20:00 Veiétu (TO)
19:00 Caixa de Marimbondo (TO)

8 de outubro de 2009

Fotos coletivas

Como diria a tia Hebe, "que gracinhas!".



A primeira foto registra o momento de união dos participantes do 2° Congresso Fora do Eixo, que aconteceu recentecemente em Rio Branco, no Acre, junto ao festival Varadouro. O congresso reuniu mais de 50 integrantes de coletivos de todo o Brasil.

A foto de baixo foi feita no festival Escambo 2009, em Sabará, Minas Gerais, logo após o almoço, quando o Black Drawing Chalks estava deixando a cidade rumo a São Paulo. Além da banda goiana, estão na foto membros do Macaco Bong, Fusile, Pequena Morte, Fadarobocoptubarão, Graveola e o Lixo Polifônico (escondidos no canto esquerdo da foto, comendo), Fórceps, Ménage e, como não pode faltar em um festival que se preze, groupies.

Não fiz nenhuma das fotos e também não sei os autores. Quem souber se manifeste.

Ps.: não apareço na segunda foto porque, ao contrário desses vagabundos, estava trabalhando muito durante o festival. }} Mentira, tinha comido demais e se eu levantasse ia vomitar.

7 de outubro de 2009

Programação do festival Jambolada 2009

Uma das diferenças que senti na programação do festival Jambolada 2009, que acontece em Uberlândia (interior de MG), é que ele está mais focado nas bandas mineiras, o que é bastante interessante para valorizar a produção musical do Estado na atualidade.

Bandas integrantes dos coletivos de ações culturais independentes de Minas também estão presentes na programação, caso dos sabarenses do 4instrumental, dos belorizontinos do Cães do Cerrado e dos divinopolitanos do Aura.


Sexta-feira - 23 de outubro
Local: Acrópole

01h20 - Pato Fu (MG)
00h40 - Black Drawing Chalks (GO)
00h10 - Ophelia And The Tree (MG)
23h40 - DJ Tudo e a Garrafada (SP)
23h00 - Devotos (PE)
22h30 - U-Ganga (MG)
22h00 - Dissidente (MG)
21h30 - Snorks (MT)
21h00 - Maldito Sudaka (MG)
20h30 - Seu Juvenal (MG)
20h00 - Os Patto (MG)
19h30 - Soprones (MG)
19h00 - Waldi e Redson (GO)

Sábado - 24 de outubro
Local: Acrópole

01h20 - Sepultura (MG)
00h40 - Canastra (RJ)
00h00 - Porcas Borboletas (MG)
23h30 - Mini Box Lunar (AP)
23h00 - Krow (MG)
22h30 - Dom Capaz (MG)
22h00 - Cérebro Eletrônico (SP)
21h30 - 4instrumental (MG)
21h00 - Mata Leão (MG)
20h30 - Johnny & Alfredo & Seus Neurônios Mongóis (MG)
20h00 - Erbert Richard (MG)
19h30 - Cães do Cerrado (MG)
19h00 - Aura (MG)

Domingo - 25 de outubro
Jambolada Especial Arte na Praça
Local: Praça Sérgio Pacheco

17h00 - Maria Alcina (RJ)
16h00 - Anelis Assumpção (SP)
15h00 - Os Seminovos (MG)
14h00 - Graveola e o Lixo Polifônico (MG)
13h00 - Manolos Funk (MG)
12h00 - Cidadão Comum (MG)

6 de outubro de 2009

Programação do festival Calango 2009

Depois escrevo sobre o festival, por enquanto se ligue na programação do Calango 2009, que acontece em Cuiabá entre 30 de outubro e 1° de novembro.


SEXTA, 30 de outubro
Macaco Bong (MT)
Norma (Argentina)
Wander Wildner (RS)
Rhox (MT)
Emicida (SP)
Rinoceronte (RS)
Calistoga (RN)
Caldo de Piaba (AC)
O Garfo (CE)
Snorks (MT)
Venus Volts (SP)
Vinil Laranja (PA)
Herod Layne (SP)
Self-Help (MT)

SÁBADO, 31 de outubro
Devotos (PE)
Falsos Conejos (Argentina)
Venial (MT)
Mini Box Lunar (AP)
Holger (SP)
Veniversum (MT)
Black Drawing Chalks (GO)
Jonas Sá (RJ)
N3cr (MT)
Plastique Noir (CE)
Mugo (GO)
Proyecto Gomez (Argentina)
Raiva em Paz (MT)

DOMINGO, 1° de novembro
Linha Dura (MT)
Marku Ribas (MG)
Ebinho Cardoso (MT)
Toninho Horta (MG)
Paulo Monarco (MT)
Cassim & Barbaria (SC)
Nevilton (PR)
Facas Voadoras (MS)
Dom Capaz (MG)
Vitrolas Polifônicas (MT)
Somero (RR)
Black Sonora (MG)
Inimitáveis (MT)
O Melda (MG)
Sincera (PA)

Jornalismo bebum terceiro-mundista: o retorno

Jornalismo gonzo é para burgueses, bem-vindo ao (retorno do) jornalismo bebum terceiro-mundista (ou uma explicação sobre a razão das coisas serem mal-feitas na internet enquanto você se diverte)!

Tudo começou em uma bela noite de terça-feira (também conhecida como exatamente uma semana atrás), quando salvei meus companheiros de pós-graduação de uma entediante noite em um show de jazz estimulando-os a se embebedar no recém-aberto bar da Devassa em BH. A turma (que mais tarde viria a se chamar "Turma do amendoim", por motivos que eu só poderia contar se criasse um blog como esse) foi toda serelepe rumo ao bar que, mais tarde descobrimos, estava aberto apenas para convidados naquela noite. Tentei usar minha influência com o porteiro ("Mas eu sou blogueiro, porra!"), mas de nada adiantou.

Excitados pelo álcool da mesma forma que geeks ficam ao perceber a possibilidade de falar em público sobre como O Guia do Mochileiro da Galáxia é legal e bla bla bla, a descontrolada Turma do Amendoim partiu em direção ao boteco mais próximo que não tivesse pessoas de chapéu empunhando violões ou pessoas de dreadlocks.

Daí pra frente, uma série de acontecimentos que poderiam ter saído da mistura dos pensamentos de Bukowski, Finatti, Cronenberg e Frotinha fizeram com que este blog se tornasse temporariamente uma merda e eu me sentisse em uma letra do Lou Reed.

Se alguém me pagasse para saber da minha vida eu poderia descrever os mínimos detalhes que permanecem em minha mente. Como isso não acontece (ainda), manterei o foco no tema principal do blog.

Eu poderia simplesmente terminar alguns dos textos que estão salvos como rascunho e publicá-los com datas passadas na maior cara de pau, mesmo eles se referindo a eventos que já aconteceram. Essa é uma das vantagens da internet: poder fingir ser o que você não é, poder fingir ter feito o que você não fez.

Mas, como todos sabem, tenho um coração de ouro e não poderia fazer isso. Da mesma forma, é de uma sacanagem fudida eu ter levado um grande tempo me preparando para escrever sobre determinados assuntos que ficaram pra trás e simplesmente abandoná-los.

Como não faria muito (ou nenhum) sentido publicá-los em posts isolados, colocarei todos os assuntos sobre os quais pretendia escrever abaixo, separados por recursos imagéticos de diferenciação epistemológica (que alguns chamam de "cores diferentes").

Superdemo Digital
Prévia do festival que volta repaginado anos depois de sua última edição.
De acorco com o material de divulgação, "o Superdemo ficou famoso por ter contribuído para a revelação de bandas como Planet Hemp, Raimundos, O Rappa, Pato Fu, Skank, Marcelo D2, Chico Science e Nação Zumbi, Gabriel O Pensador, etc. e integrou o grupo de importantes festivais dos anos 90 como o Junta Tribo de Campinas e o Abril Pro Rock".


O Mundo é um festival...

... e acontece pela quinta vez em João Pessoa, Paraíba, entre os dias 24 de setembro e 24 de outubro.

PROGRAMAÇÃO

- Exposição Coletiva Mundo:
De 24 de setembro a 24 de outubro, na galeria da Usina Cultural Energisa.
Artistas: Alessandro Potter, Aline Buttermuller, Ana Isaura, Cristina Carvalho, Dani & Cris, Felipe Spencer, Gabi Adlof, Igor Tadeu, Krysna, Luana Neiva, Manoel Fernandes, Rafael Passos, Raphael Volleseele e Thiago Verdeee.
Curadoria: Fabbio Queiroz
Vernissage dia 24 de setembro às 20h.


- Debates:

Sábado (03/10), 14h, na sala multimídia da Usina Cultural Energisa:
Música Para Baixar - Cultura Livre e Redes Associativas
Mesa: Pablo Capilé, Chico Correa e Karine Lima
Mediador: Rodrigo Barbosa (G/LUG-PB)

Domingo (04/10), 14h, na sala multimídia da Usina Cultural Energisa:
Autogestão e Circulação no Circuito Independente
Mesa: Paulo André e Fabrício Ofuji.
Mediador: Arthur Pessoa

- Palestras:

Sábado (03/10), 14h30 na sala 01 do Espaço Cultural José Lins do Rego
Palestra: Produção e mercado cultural – dicas para um produtor cultural
Palestrante: Josenilton Tavares

Segunda (05/10), 14h na sala 04 do Espaço Cultural José Lins do Rego
Palestra: Projetos Culturais, onde procurar?
Palestrante: Representante do Ministério da Cultura


* Mostra de áudio-visual “Tintin Mostra Mundo”:

Sábado (03/10) na sala multimídia da Usina Cultural Energisa: Mostra Nacional - Monstros e maníacos do 3º mundo

Behemoth (Carlos G. Gananian – SP), Boi da Cara Preta (Arthur Lins e Ely Marques – PB), A Menina do Algodão (Kleber Mendonça Filho – PE), Vinil Verde (Kleber Mendonça Filho – PE), Tropel (Eduardo Nunes – RJ), Wragda (Frederico Cardoso), Amor só de mãe (Dennison Ramalho – SP), Nocturnu (Dennison Ramalho – SP), Fragmentos de uma vida (Peter Baiestorf – SC).

Domingo (04/10) na sala multimídia da Usina Cultural Energisa: Mostra Internacional - O mundo é dos pérfidos e dos zumbis atormentados
O pêndulo, o poço, a esperança (Jan Svankmajer – República Tcheca), The last theft (Jiri Barta – Reopública Tcheca), Videoclipes (Crhis Cunningham – Inglaterra), Harvey (Peter McDonald – Austrália), O demônio (Kihachiro Kawamoto – Japão), Passé sous silence (Mathieu Berthon – França), The alphabet (David Lynch – EUA), Elevated (Vicenzo Natali – Canadá), Frankstein ( J. Searle Dowley – EUA).

* Oficinas:

Segunda (05/10), 9h na sala multimídia da Usina Cultural Energisa:

Oficina de Dj'ing
Ministrante: Dj Nelson (França)
14h - na sala multimídia da Usina Cultural Energisa:

Oficina de Beatboxing
Ministrante: Eklips (França)

Terça (06/10), 9h na sala multimídia da Usina Cultural Energisa:

Oficina de Light Painting
Ministrante: Marko 93 (França)

Shows:

Sábado (03/10), 16h na tenda música da Usina Cultural Energisa:
R.I.D
Soturnus
Dissidium
Cerva Grátis
Distro (RN)
The Baggios (SE)
Sacal
Burro Morto
Eklips, Dj Nelson e Marko 93 (FRA).

Domingo (4/out), 16h na tenda música da Usina Cultural Energisa:
Blue Sheep
Malaquias em Perigo
Nublado
AMP (PE)
Black Drawing Chalks (GO)
Chico Correa & Eletronic Band
Guizado (SP)
Mundo Livre S.A. (PE)

Ingressos:
R$8 antecipado, R$10 bilheteria, R$15 pacote para os dois dias e Meia-social – R$6 + 1kg de alimento não perecível.
Ingressos antecipados nas lojas Moinho (Manaíra Shopping e Shopping Sul), Música Urbana(Centro) e Espaço Mundo (Centro Histórico).


Mini-circuito Azucrina Noise
Mais uma ação foda do coletivo Azucrina.

3 de outubro de 2009

É hoje, macacada!

OutroRock também é hoje!

SÁBADO 3/10
a partir das 13h, entrada franca

Monno
[Confira a versão que fizeram para "Ainda gosto dela", dos conterrâneos do Skank]
Dead Lover’s Twisted Heart
[Tem música nova, "Backwards", no MySpace]
Pelos de Cachorro
["Estragos sutis" deve ficar fóda ao vivo]
Junkie Dogs
[Adoro, mas sempre perco os shows]
Cinza
[Às vezes me lembra uma versão indie de Ivan Lins, mas os fãs de Violins vão gostar]
Enne
[A banda acaba de lançar o clipe de "Lugar comum"]
Radiotape
[Não consegui pensar em uma piadinha pra encher o caso dos caras]
Cães do Cerrado
[Quase tudo que eles têm de feios eles têm de qualidade]


DOMINGO 4/10
a partir das 13h, entrada franca

Transmissor
[Donos do melhor álbum mineiro de 2008]
Graveola e o Lixo Polifônico
[O maior hype de BH atualmente]
Carolina Diz
[Última chance de ver a banda ao vivo]
The Folsoms
["A banda dos caras de chapéu de peão?". É.]
César Maurício
[Se não tem página na internet, não existe.]
Julgamento
["Muita treta"]
Cinco Rios
[A triste "Cinza" é o hit da banda]
Aldan
[Huahaha, no release o link aponta pra esse tiozinho de bigode]