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31 de dezembro de 2009

Fui ali viver um pouco e já volto

Fim de ano. Listas, festas, bebidas, planos, promessas. Abraços que você queria evitar, emails barangos, mensagens mais bregas ainda. Um saco.

É só mais um dia, mas é compreensível que a maior parte das pessoas use as divisões cronológicas principalmente a favor da memória, uma forma de registrar e dividir os momentos de suas vidas.

A adorável falsa sensação de que podemos começar de novo, o que deu errado ficou no ano que passa (e, agora, na década que se acaba!). Independente dos planos que fazemos e que não serão executados, das programações que abandonaremos já no meio de janeiro, é gostoso sentir que alguém nos deu uma chance de consertar as merdas que fazemos (ou que deixamos de fazer por preguiça), mesmo esse "alguém" sendo nós mesmos, aliados a um senso comum acerca da virada do ano e sua "capacidade" de renegenaração (ou degeneração, para alguns, rs).



Eu só queria que mais pessoas tivessem a noção de que dá pra mudar  (ou ao menos tentar) a cada momento, não a cada 365 dias.

Confesso que pretendia uma grande retrospectiva da década e do ano. Memórias, listas, matérias. No entando, refletindo sobre o assunto, abandonei esses planos, mudei de ideia.

Nos últimos 20 dias estive envolvido em outras ações relacionadas ao meu projeto mais importante: a minha própria vida. Coisas que vão de ficar dias inteiros descobrindo um novo software, criando músicas, fazendo fotos, desenvolvendo um novo blog ou lendo textos que me interessam.

O Meio Desligado é reflexo da minha postura em relação à vida e ela não é rigidamente fixa, pré-formatada. Não gosto de rotina, padrões inalteráveis, formatos eternos, repetição.

Pode ficar confuso, mas o que me motivou a escrever aqui agora foi o fato de eu ter vários textos típicos de fim de ano inacabados e não tive o mínimo interesse em terminá-los porque eu realmente não acredito que começamos novas fases em nossas vidas simplesmente porque alguns números mudaram. É muito mais do que isso. Seguir essa linha de ação, como as outras pessoas, seria mentir para todos vocês. E pior, seria mentir para mim mesmo.

De qualquer forma, fica o registro de que os últimos 12 meses foram muito bons tanto na minha vida como na música independente brasileira, e, sem dúvida alguma, 2010 promete muito mais. No que depende de mim, pretendo fazer deste o melhor ano das nossas vidas (até o momento, é claro).

Foto do Vivere Senza.

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