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31 de outubro de 2009

The Name - Assonance

Toquem os sinos (de vaca)* e comecem a dançar!

O rótulo "discopunk" tem o poder de provocar contorções faciais em muitas pessoas (a.k.a "cara de nojo"), resultado de bobagens eletrônicas com roupagem pop e de ritmo um pouco mais acelerado enquadradas dentro do estilo citado. Ao menos para mim, uma definição sensata de "discopunk" englobaria canções extremamente dançantes, batidas fortes e guitarras distorcidas, sujas e com riffs repetitivos. Por isso, ao escutar Assonance, novo EP da banda paulista The Name, eu não poderia ficar mais feliz.


São apenas 5 canções, 19 minutos e 56 segundos que materializam minha visão idealizada de discopunk descrita acima. Difícil imaginar uma banda brasileira tão indicada para as pistas das festas roqueiras quanto The Name, a se julgar por este EP.

Muito bem gravado e produzido (por Eduardo Ramos e Sérgio Ugeda, ambos da Tronco), Assonance se sobressai quando comparado com a maioria das bandas inseridas no hype do revival pós-punk desta década e incensadas por veículos como o NME. Basta ouvir a incrível "Come out tonite" e tentar se lembrar de uma música recente tão enérgica e empolgante.

Boas melodias vocais, baixo e bateria dançantes (além das aparentes programações percurssivas) somam-se a riffs de guitarra cuja redundância permanece na medida exata para que seu corpo entenda que não há motivos para permanecer estático. Daí a assonância do título que, mais do que representar uma similaridade entre os sons, registra o acordo entre a música da banda e uma inévitável resposta corporal.




The Name - "Mary did again"


Se o The Name ainda não teve o reconhecimento merecido é porque os criadores de hype, do Brasil e do exterior, não estão suficientemente atentos. Uma obra que os qualifique junto às grandes promessas do rock alternativo da atualidade a banda já possui.

* Cowbell, sacou?

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