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31 de maio de 2009

A cena independente aposenta a TV


Para novas situações, novas ferramentas. É assim que os envolvidos na cena cultural alternativa e/ou independente (chame como quiser) têm atuado em todas as etapas da produção cultural, seja devido à falta de recursos financeiros ou à escolhas conceituais e práticas.

A realidade atual demonstra que a base de toda a movimentação é a internet e, consequentemente, é na rede virtual que surgem ações distintas dos modelos vigentes até então.

No caso da produção audiovisual, nem mesmo o famoso "uma câmera na mão e uma ideia na cabeça" faz mais tanto sentido. Mesmo sem ter câmeras filmadoras à disposição, muitas pessoas estão produzindo com seus celulares e suas câmeras fotográficas. Meu vídeo-instalação V-idiossincrasia e as coberturas jornalísticas realizadas pelo Fórceps são claros exemplos.

Os equipamentos para filmagem estão mais baratos, em alguns minutos é possível fazer o download (legal ou não) de programas de edição e tutoriais estão disponíveis na internet, permitindo que com algum interesse se possa produzir vídeos mesmo sem possuir grandes conhecimentos técnicos na área.

É um esquema de produção e veiculação totalmente conectado à lógica de produção independente, no qual os custos são baixos, o acesso é democrático e a transmissão é descentralizada (mesmo que a maioria dos vídeos estaja hospedada no YouTube, a possibilidade de utilizar os códigos de incorporação permite a circulação dos mesmos pela internet).

Nesse sistema a TV tradicional faz pouco sentido. O que está sendo feito não são produções para o público em massa e na maioria dos casos não tem fins comerciais. Ao invés de lutar por espaço em uma mídia antiga, marcada por restrições técnicas e comerciais, os agentes da cena cultural alternativa estabelecem um um novo discurso baseado na plataforma digital, criando não só um novo modelo de produção, mas também uma nova estética (uma mistura de escolha conceitual e das restrições técnicas).

Nos próximos meses, a partir das mudanças que estão sendo elaboradas para o Circuito Fora do Eixo, ocorrerá um considerável avanço na organização e divulgação do conteúdo produzido. As chamadas "webtvs" dos coletivos integrantes do Circuito Fora do Eixo serão integradas (seguindo uma linha editorial pré-definida) em um programa, cobrindo as ações nacionais de forma coletiva. O piloto dessa ação segue abaixo:



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Alguns exemplos:

Documentário sobre o Coletivo Mundo
Que os coletivos de produção independente estão estabelecendo um novo modelo na cena cultural brasileira todo mundo sabe, mas até o momento são poucos os registros audiovisuais desse processo. Neste curta-documentário feito por alunos da Universidade Federal da Paraíba, o Coletivo Mundo, de João Pessoa, é apresentado e, apesar da baixa qualidade da imagem e (principalmente) do áudio, vale pelo registro de uma realidade que se repete por várias cidades do Brasil.



Cobertura do Observa e Toca pelo Lumo Coletivo
"Silvério Pessoa e Jack Rabujo dão sua visão de Musico Empreendedor, Vadu direto de Cabo Verde e Filipe Mukenga de Angola, foram a surpresa da noite, seguidos pelo enérgico show de Mestre Galo Preto e a fusão frevo-ska do Ska Maria Pastora"



Queijo Elétrico
Proa, Ricardo Koctus e Marcha da Maconha na primeira edição da TV Queijo Elétrico.

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