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19 de fevereiro de 2009

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Quando me perguntam minha idade normalmente tenho que pensar por um tempo... até lembrá-la. Não sei muito bem por que começar assim. Talvez porque isso ajude a demonstrar a pouca importância que isso tem para mim (principalmente agora).

Em todos os anos anteriores, a cada início de ano, pensava: "bom, tenho os próximos 49 dias para tentar levar a vida de um jeito que eu goste de verdade, tentar fazer o que quero e consertar o que está errado". Invariavelmente, não dava certo. E então o aniversário significava uma espécie de redenção, uma possibilidade de recomeçar (ao menos em meu calendário mental). Uma nova tentativa.

Acontece que esses 49 dias se passaram e eu não precisei fazer planos mirabolantes para esse período, não listei tudo que estava ruim e nem quais eram os objetivos. Não foi preciso esperar para tentar mais uma vez.

Tem sido uma época incrível e que em certos momentos chega a dar medo. São poucos os pontos definidos e que se repetem a cada dia, cercados de uma incerteza atraente e de acontecimentos inesperados que, se não são exatamente sempre incríveis, são (ou tornam tudo) interessantes.

O estranho nisso é não conseguir me imaginar daqui a seis meses. Ou até imaginar, mas ao mesmo tempo ter a noção de que outras indefinidas possibilidades estão abertas. O ápice é não ter a mínima capacidade de imaginar meu futuro e dos meus amigos daqui a 20 anos, por exemplo. É como se esse futuro não fosse uma opção, simplesmente não pudesse existir ou fosse uma imensidão vazia.

Como diria Regina Duarte, "eu tô com medo!".

E, se há algo que eu realmente queira fazer agora, é conseguir expressar as coisas mais sinceras que sinto de um jeito honesto e que deixe claro que nem tudo é piada ou irrelevante pra mim.

É estranho saber (ou simplemente sentir) que algo vai acontecer e você não faz ideia de como será.

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