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30 de setembro de 2008

Festival Mundo 2008

Não, não é um concorrente picareta do Planeta Terra, mas sim um festival bacanudo que acontece em João Pessoa desde 2005 agregando música, discussões sobre diferentes aspectos do mercado cultural e diversas formas de expressão artística. Além de ser o principal festival paraibano, o Mundo vem se consolidando como um dos principais eventos de cultura alternativa no nordeste, apresentando ao longo de sua programação atividades que possibilitam o desenvolvimento do cenário artístico local e reunindo bandas independentes que despontam na região.

Extremamente acessível (os ingressos custam R$ 8, na hora, e R$ 6, antecipados), o festival acontece entre 14 e 19 de outubro e tem apoio do Sebrae PB e da Coca Cola Zero. Os bastidores de produção podem ser acompanhados no blog da equipe de produção.

Entre as bandas mais "conhecidas" da programação musical do Mundo estão os pernambucanos do Sweet Fanny Adams (que têm um excelente show), Macaco Bong (sempre matador) e o local Cabruêra (que estava sumido do circuito de festivais até pouco tempo atrás).

Programação completa

SHOWS
Contemplando artistas consagrados e novos do cenário independente nacional, o festival terá sete bandas paraibanas e seis nacionais.
Local: Galpão 14 (Centro Histórico)
Preços: Antecipados: R$6,00 Na hora: R$8,00

Sexta – 17/10 (A partir das 19hrs)
Macaco Bong - MT
Cabaret - RJ
Calistoga - RN
Star 61 – PB
Camarones Orquestra Guitarrística - RN
Outona - PB

Sábado – 18/10 (A partir das 19hrs)
Cabruêra - PB
Burro Morto - PB
Sweet Fanny Adams - PE
O Garfo - CE
Nublado - PB
Elmo - PB
Cerva Grátis – PB

OFICINAS
Em parceria com o SEBRAE-PB, o Festival Mundo buscou atender temas diretamente ligados às reais necessidades de quem produz e divulga música, sempre focados na realidade de trabalho local.

Home Studio
Data: 18 e 19 de outubro (sábado e domingo)
Local: Estúdio 24h (Praça Antenor Navarro - Centro Histórico)
Horário: 14h às 18h (carga horária de 8hrs)
Inscrições Gratuitas 10 vagas
Conteúdo: Oficina musical básica sobre técnicas de gravação, edição e mixagem em um computador pessoal; noções de hardwares e softwares; pré-produção; dicas e truques.
Ministrantes:
Leo Marinho, Ruy Neto e Daniel - Sócios do Estúdio 24 (PB).
Haley - Técnico do Estúdio Peixe-Boi (PB).
(Todos são também músicos e integram a banda Burro Morto (PB).

Produção de videoclipe com baixo orçamento
Data: 14 a 17 de outubro
Local: Ksa Rock (R. Duque de Caxias, nº73, Centro)
Horário: 15h às 19h (carga horária de 12hrs)
Inscrições Gratuitas 15 vagas
Conteúdo: Estética de som/imagem; edição; manejo de equipamento; como trabalhar com baixos orçamentos e, como resultado, início de produção de um vídeo clipe com a turma.
Ministrante:
Carlos Dowling – Cineasta e Presidente da ABD-PB (Associação Brasileira de Documentaristas).

Inscrições para oficinas pelos e-mail festivalmundo@gmail.com até dia 11 de outubro

DEBATES
Discutir funções, rumos e facilitar a troca de experiências, essenciais para ampliação de visões de mercado. Os debates acontecerão durante toda a tarde de sábado, e terá como público principal os artistas locais e interessados em produção de música independente.

I- Profissionalização de bandas no mercado independente
Data: 18 de outubro
Local: Intoca (Centro Histórico)
Horário: 14h às 16h
Vagas: 30
Gratuito
Conteúdo: Explanação e debate sobre o mercado independente e suas tendências; dicas de produção e divulgação para bandas novas; circuito de casas de shows e festivais independentes no Brasil; intercâmbio e troca de experiências; caminhos para sobreviver e crescer no independente, tomando como base a experiência da banda Macaco Bong (MT).
Convidados: Bruno Kayapy, Ynaiã Benthroldo e Ney Hugo - Integrantes da banda Macaco Bong (MT) que fazem parte do Instituto Cultural Espaço Cubo, onde são produtores musicais e co-realizadores de eventos e festivais. Também são militantes da Volume (Voluntários da Música).

II- Rock: contracultura e produto de mercado
Data: 18 de outubro
Local: Intoca (Centro Histórico)
Horário: 16h às 18h
Vagas: 30 vagas
Gratuito
Conteúdo: Rumos da indústria fonográfica e a produção independente; pontos de vista sobre o que aconteceu efetivamente nos últimos 10 anosc
Convidados: Bruno Nogueira (PE) – Jornalista especializado em crítica cultural e mestre em comunicação social, onde desenvolveu pesquisa sobre indústria fonográfica e internet. Trabalhou na Folha de Pernambuco, Jornal do Comércio e está no Diário de Pernambuco. Colaborou com as revistas Continente Multicultural e Coquetel Molotov e é um dos colaboradores do site RecifeRock. Cobriu alguns dos principais festivais do país. Fez curadoria para o Abril Pro Rock 2008 e para o projeto Pátio do Rock. Foi professor da Faculdade Barros Melo (Aeso). Possui o blog Pop Up! sobre música e cultura pop.
Marcus Alves (PB) – Jornalista, Mestre em Comunicação Social e Doutor em Sociologia. Desenvolveu pesquisas sobre a cultura pop/rock do Brasil nos anos 80. Autor do livro "Cultura rock e arte de massa". É professor da Faculdade IESP, no curso de publicidade e propaganda. Foi professor do curso de extensão sobre "Pop/rock e a cultura brasileira" na faculdade IESP.

EXPOSIÇÃO
Exposição coletiva, com 8 artistas locais, refletindo a produção contemporânea de artes visuais e fotografia.
Curadoria: Fabio Queiroz
Datas
Vernissage: 16 de outubro 16hrs.
Exposição aberta de 16 à 31 de outubro.
Local: Casarão IAB (Centro Histórico)
Horário: das 14 às 18hrs.
Entrada gratuita

MOSTRA AUDIO VISUAL
A mostra terá como tema a evolução do rock em João Pessoa, com exibição de documentários e vídeo-clipes de bandas locais, além do lançamento do primeiro vídeo clipe da banda paraibana Burro Morto.
Data: 17 e 18 de outubro
Horário: A partir das 20hrs, durante os quatro primeiros intervalos dos shows
Local: Galpão 14 (Centro Histórico)
Curadoria: Carlos Dowling

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Mini-documentário sobre a edição 2007 do festival Mundo



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Trecho de entrevista com os produtores Carol Morena e Rayan Lins feita pelo Bruno Nogueira:
Essa soa meio clichê, mas afinal qual a dificuldade em se fazer um festival como o Mundo em João Pessoa? É o público? As próprias bandas? Outros apoios?

CAROL - A questão principal é dinheiro, sempre foi. Sempre nos preocupamos em fazer um festival completo, que realmente fosse vitrine da produção local e que pudesse trazer artistas que somassem à programação, numa estrutura bacana. João Pessoa merece e pode fazer isso, e estamos fazendo.
É uma dificuldade constante ter apoio de empresas privadas. Não adianta só apresentar o projeto do festival, a gente tem que fazer a empresa acreditar nisso, provar a todo segundo que realmente é um projeto importante, explicar que a gente não tem o Capital Inicial ou Biquini cavadão porque não é a nossa proposta mesmo, entende? Ainda ter que explicar isso hoje em dia é desistimulante, e a quantidade de respostas negativas também.
Apoio publico é complicado. Editais locais são complicados, acabam sempre contemplando um único perfil de produção cultural, sempre voltada pra música popular, entende? Sempre temos apoio da prefeitura, custeando alguns ítens do nosso orçamento, mas este ano foi duplamente complicado por ser ano eleitoral e esse apoio acabou não rolando.
Público não sustenta as atrações do festival, além de ser sempre uma incógnita. Não é difícil ver gente reclamando de pagar 6 ou 8 reais pra entrar, é um absurdo! São poucas as pessoas que sai de casa pra conhecer bandas, nós damos nó em pingo d’água aqui, hehehe.

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O que escrevi sobre o festival no ano passado:
"O Festival Mundo ainda não é muito conhecido no restante do país, mas, em sua terceira edição, firma-se como um dos mais interessantes eventos de cultura alternativa no nordeste brasileiro. Realizado em João Pessoa, capital da Paraíba, o Mundo acontece em 14 e 15 deste mês e tem a intenção de funcionar como um "festival multimídia de arte independente", mesclando shows, exibições de curta-metragens experimentais, exposições de arte e oficinas relacionadas à música."

29 de setembro de 2008

Acompanhando um festival (Varadouro 2008) através do Twitter do Finatti

boooooooQuem precisa da imprensa tradicional quando se tem o Humberto Finatti bombando no Twitter?

"phinnas patriota! ajudei o brasil na crise do gás boliviano: soltei uma bufa histórica na sala de imprensa do varadeouro... não sobrou um!" ... 11:31 AM September 28, 2008

"@ricd o nome desse festival tem que mudar de varadouro pra viradouro! estou viradaço, ainda não vi banda nenhuma. só tô na internet grátis!" ... 09:18 PM September 27, 2008

"phinnas está a 48 horas no acre e ainda nao dormiu nem um segundo. o dandi está tendo alucinações com evo morales e dear luuusciiiiooouusss!" ... 02:42 PM September 27, 2008

"cheguei doido da floresta da papoula e aprendi essa: "Embeyba Ypiranga sui pitúua ocendu kirimbáua sacemossú", hino nacional em tupi. uhia!" ... 08:40 AM September 27, 2008

"já bem loki na selva, o new dandi tem um anúncio aos dear friends: abandona o nome finas e passa a assinar "phinnas''. obrigado. phinnas." 10:42 PM September 25, 2008

"zap 'n'acre chegou arrepiando no norte! logo no 1º café da manhã, mandei banana frita, mingau de banana e tapioca. resultado: revertério..". ... 05:55 PM September 25, 2008

"hoje até sonhei que estava no avião indo pro acre e degustando as iguarias de bordo: amendoim, polenghinho e azeitonas pretas, claaaaaaaaro!" ... 10:46 AM September 23, 2008

28 de setembro de 2008

Transmissor semi-acústico

O Transmissor fez um excelente show semi-acústico na última sexta, na Minueto, em BH. Aproveitando as características do local (junção de escola de música, estúdio e café em um ambiente relativamente pequeno e bonito), fizeram um show intimista e que, mesmo com a chuva pesada que caiu durante a noite, teve ótima presença do público. O baterista Pedro Hamdan não estava presente (ele mora em São Paulo e o restante da banda, em BH), porém a carência de um instrumento percurssivo foi suprida pela presença de um vibrafone, tocado por Daniel Nunes, do Constantina e do Lise, em diversas músicas.

Várias canções novas foram apresentadas e reforçam a sensação de que o Transmissor é uma das maiores promessas da cena independente brasileira da atualidade. A julgar pelas novas músicas, a banda vem se distanciando do posicionamento de "banda de rock" para explorar uma aproximação junto a MPB não-careta, o que traz à mente os áureos tempos do Los Hermanos fase Bloco do Eu Sozinho e Ventura.



Além do já citado vibrafone, o show ainda teve sanfona, ukelelê e um teclado Rhodes em quase todas as músicas, colaborando ainda mais para que a sonoridade da banda se afastasse do convencional rock alternativo em português.

No dia 14 de outubro a banda se apresenta em São Paulo, dentro da programação do Stereoteca SP (braço paulistano do festival belorizontino no qual trabalho na produção), que acontecerá no famoso Teatro Oficina, dando continuidade aos shows de lançamento do primeiro CD da banda, Sociedade do Crivo Mútuo.

Foto e vídeo: Bella Radichi

27 de setembro de 2008

A cultura do remix (na pornografia, na arte e na publicidade)

No próximo dia 11 de outubro a grife Diesel realiza a festa Diesel XXX, que terá edições em 17 cidades de diferentes países (a única cidade sul-americana é São Paulo). Apesar de ter boas atrações musicais na programação, como Soulwax, Friendly Fires e 2ManyDJs (a brasileira Bonde do Rolê também está escalada e toca na edição de Tóquio, mas não está entre a parte boa da programação, é claro), o que mais se comentou nesta semana foi a estratégia de divulgação da festa: imagens pornográficas retrabalhadas com um caráter cômico, gerando um excelente vídeo e um site com "pornografia para ser vista no trabalho".



O marketing viral da Diesel é mais uma amostra das transformações acontecidas na era digital: o desenvolvimento da cultura do remix e seu desdobramento por diferentes áreas. O tema é amplo e cada vez mais presente em nossas agendas. Consequentemente, sua visibilidade também tem aumentado. Lawrence Lessig, criador do Creative Commons e autor do livro Cultura livre: como a grande mídia usa a tecnologia e a lei para bloquear a cultura e controlar a criatividade, dedica seu novo livro, A era do remix, ao tema; o documentário Good copy, bad copy aborda o assunto; e até no site do Ministério da Cultura é possível encontrar discussões sobre o assunto.

Aproveito para republicar trecho do texto que escrevi sobre o assunto no Dispepsia, blog que edito como parte de um projeto sobre mediação cultural através de blogs:
"A ação da Diesel dá visibilidade a algo cada vez mais comum em outros meios, como a música e a fotografia, nos quais a chamada cultura do remix tem muitos adeptos e crescente visibilidade. Trata-se de se apropiar de algo criado previamente por outra pessoa e juntá-lo a outras obras, modificando seu sentido original de forma que o resultado final seja uma nova obra.

Nas ruas, é comum a utilização de stencil e stickers nos quais fotografias são retrabalhadas para criar novo sentido (na maioria dos casos, de modo cômico ou relacionado ao ativismo político). Na música, álbuns inteiros são criados apenas com o uso de trechos de outras músicas. E na fotografia há uma longa tradição na utilização de colagens de imagens diversas.

O que ocorre atualmente é que a cultura digital potencializa o surgimento de novas obras derivadas de outras pré-existentes porque torna fácil a manipulação do conteúdo, seja ele áudio, vídeo ou imagens estáticas. Ao abolir a necessidade de conhecimento técnico para a manipulação das obras a cultura do remix aflora e demonstra que nada termina em si mesmo. Tudo pode ser retrabalhado e transformado em algo novo."

26 de setembro de 2008

Cobertura do terceiro dia de Jambolada

(Antes tarde do que nunca, é o lema da semana)

Em seu terceiro e último dia (desconsiderando o show do Luiz Melodia, realizado uma semana antes numa parceria entre o projeto Arte na Praça e o festival), o Jambolada mudou de palco e foi realizado no campus da Universidade Federal de Uberlândia com entrada gratuita. O ambiente aberto e arborizado, somado ao clima universitário, encaixou extremamente bem com a diversificada programação do dia.

As maiores surpresas foram a sambista Aline Calixto (BH), que provocou os momentos mais animados da noite e fez o único bis de todo o festival (após longa insistência por parte do público); o rapper Renegado (BH), que mesmo ainda desconhecido na cidade reuniu boa parte da platéia para cantar e dançar juntos sua mistura de hip hop, samba, black music e ragga; e a banda acreana Filomedusa, que mostrou ter ao vivo uma surpreendente potência sonora.

FilomedusaA Filomedusa foi responsável por agradar os fãs de rock presentes. Com boas bases instrumentais e um guitarrista destruidor, bem ao estilo 70´s, um dos poucos pontos negativos da banda ao vivo é o vocal, que, para mim, mostra-se inapropriado em alguns momentos. Antes do Filomedusa, quem abriu a programação foi a banda local Ophelia and the three, que apesar de ter bons (e jovens) instrumentistas, ainda tem um longo percurso a ser feito para levar seu rock singelo e retrô para longe da banalidade.

Realizando a turnê de lançamento de seu álbum de estréia, Do Oiapoque a Nova Iorque, produzido por Daniel Ganjaman (Mombojó, Instituto, Sabotage, Forgotten Boys), Renegado apresentou pela primeira vez em Uberlândia seu trabalho, fruto da fusão sonora que busca tirar o hip hop de abordagens estereotipadas e ampliar seu potencial, tanto artístico como de mercado. Músicas como "Mil grau" (na qual se aproxima da black music) e "Meu canto" (excelente junção de samba com hip hop, longe da banalidade) demonstraram ao público presente que é possível misturar diferentes gêneros e manter uma unidade sonora concisa e dançante.

Distanciando-se ainda mais do rock ´n´ roll dominante nas noites anteriores do Jambolada, Aline Calixto e o grupo Eterna Chama envocaram as clássicas rodas de samba no mesmo festival que no dia anterior havia recebido o hardcore/trash do Ratos de Porão. Melhor para o público, que pôde conferir mais uma vez como a diversidade cultural brasileira gera manifestações tão díspares e interessantes. Com um repertório mesclando composições próprias, de novos autores mineiros e clássicos do samba, esse foi um dos últimos shows de Aline antes de entrar em estúdio para as gravações de seu primeiro CD, que será lançado pela multinacional Warner Music em 2009.


Fechando o domingo, a lenda do soul e da black music mineira Marku Ribas mostrou o que é swing para as novas gerações em um extenso show, que terminou com o hit "Zamba bem".


Obs.: Fico super feliz em ver Aline Calixto e Renegado crescendo e ganhando espaço. São artistas com os quais trabalho na Casulo Cultura e sei o quanto são comprometidos com suas carreiras e seus trabalhos artísticos.

Foto: Marco Nagoa

25 de setembro de 2008

Previsões do Meio Desligado

O Udora assinou com gravadora, está tocando mais pra adolescente que o NX Zero e ainda conseguiu a proeza de entrar na trilha sonora de Malhação. Surpreso? Mais supreendente ainda é a profética frase escrita aqui no Meio Desligado em dezembro de 2007 sobre a banda:


"A chatinha "Quero te ver bem" se encaixaria perfeitamente como trilha de par romântico de Malhação e posso apostar que será o segundo clipe do disco."

Agora é só aguardar pelo clipe.

Para o final de semana em BH

Amanhã espero terminar de colocar as coisas em dia, após minha breve enfermidade, e o ritmo do blog voltará ao normal. Tenho muita coisa na cabeça esperando ser publicada.

Enquanto isso, seguem abaixo duas boas opções pro sábado em BH.



E um pouco antes, na sexta-feira, tem show acústico do Transmissor na Minueto.

22 de setembro de 2008

Monno @ Festival Eletronika 2008

A bela Mari Pereira viajou de São Paulo até BH exclusivamente para ver o show do Monno no Eletronika e se propôs a escrever sobre a experiência e o show em questão para o Meio Desligado. O resultado você confere abaixo.
Ah, as fotos também são dela.

“Quando estou aqui me sinto bem”

Após uma semana de calafrios e dúvidas, finalmente tomei coragem e decidi: ir para BH e ver o show do Monno, no festival de música Eletronika. As pessoas pareciam incrédulas da minha loucura para ver um show em outro Estado, de uma banda independente, nas vésperas da economia pelo show da Madonna... mas mesmo assim, lá fui eu para Confins.

Sem saber como iria e nem onde ficaria, eu simplesmente soltei a frase “acho que vou para o show, alguém me acolhe?” na comunidade da banda, no Orkut. Não deu outra, mineiros totalmente simpáticos me receberam de braços abertos, como se já me conhecessem a tempos. Hospitalidade é tudo nesse mundo caótico e eu agradeço demais pelo carinho desse pessoal, em especial a atenção que a própria banda me deu.

Já em BH, na busca pelo ingresso, fiquei surpresa quando descobri que o valor era por show, e não por palco - como dava a entender no site oficial do evento. Estranho um festival, que tem o intuito de mostrar novas tendências da música independente, cobrar um valor para cada show. Para ver todas as atrações, uma pessoa poderia gastar até R$ 300,00! De novo, em um festival de música independente... Algo errado, não? Resultado: só vi o show do Monno. Uma pena, já que muitas outras bandas legais se apresentariam posteriormente, como Macaco Bong e a nova estrela do folk, Mallu Magalhães.

BrunoDepois de uma chuva torrencial, que veio praticamente do nada, acabei me atrasando para o show... Parecia ironia do destino. “A guria que veio de SP”, atrasada. No fim das contas, deu tempo: cheguei e notei que a programação inteira (também) atrasou - quem sabe até por causa da chuva. “Ainda bem”, pensei comigo mesma! Ao mesmo tempo que tive sorte de conseguir assistir ao show, muita gente estava insatisfeita pela demora. Ouvi pessoas do meu lado querendo vender ingresso, já que não poderiam ficar devido ao atraso. Outro ponto negativo para a organização, mas que veio a calhar para aqueles que chegaram atrasados.

Realizado na aconchegante sala João Ceschiatti, Monno abriu o show com o “Silêncio”, fazendo a banda já garantir toda a vibração que levaria até o fim. O público, que aguardava ansiosamente, delirou desde o início (principalmente a fã enlouquecida gritando o repetitivo "lindoooo" para Bruno Miari, vocalista) e já notávamos o incômodo de vários em ficar sentados, presos a uma cadeira. Realmente é difícil permanecer parado num show tão eletrizante como o do Monno, recheado de ótimos riffs de suas duas guitarras e uma bateria que acompanha tudo com perfeição. Eu mesma não resisti.

monnoPara este show, os meninos contaram com a participação do quinto elemento Juliano (Tênis), no teclado, trazendo ótimos efeitos e todos aqueles barulhinhos que tanto gostamos em “Enquanto o Mundo Dorme”, além de uma bela introdução em “Lugar Algum”, esta que ganhou um (ótimo) novo arranjo.

Outra participação deveras importante foi do trompetista Paulo, da banda Fusile, na música “21 Dias”. Nas palavras do próprio vocalista: “O que seria dessa música sem esse trompete? Nada!”. Detalhes assim fizeram com que o show fosse uma só perfeição, não pecando do início ao fim. A única pena foi ter sido cortado em duas músicas (“Um Dia” e “A Falta” – um das favoritas da galera), fazendo o público ficar com aquele gosto de quero mais.

monno
Totalmente aclamados até o final da apresentação, os guris cantavam com a cara feliz e a com a certeza de que estavam fazendo um bom show. Assistir a um show onde você sente que a vibração vem de dentro, da própria banda (às vezes até mais que pelo público), te anima e te empolga; é interessante. Bruno Miari ora canta com os olhos fechados, pirando em sua própria letra (ele compôs praticamente todas as músicas da banda), ora dançando com sua guitarra branca e brilhante. Já Koala, batera, exala energia quando coloca tudo pra quebrar, com suas ótimas viradas. Euler, baixista, é dono das linhas mais absurdas e tênues; e Coelho, guitarrista, fecha o ciclo com ótimos solos e distorções.

Ótimo show, ótima banda! Monno tem tudo para estourar logo mais.

Fica aqui a dica, se você tem aquela vontade de levantar da cadeira e ver um som ao vivo, tome coragem e vá. Tenho certeza que vai valer a pena.

21 de setembro de 2008

Saindo da merda

Um pouco de Allan Sieber pra animar.

Agora que minha última semana de merda acabou, hora de (tentar) colocar tudo em ordem, a começar pelos textos atrasados que precisam ser publicados.

Antes tarde do que nunca, não é?

19 de setembro de 2008

Cobertura do segundo dia de Jambolada

Depois de passar por vários festivais de música pelo país, fica cada vez mais claro para mim que o ambiente gerado por esses eventos é tão importante quanto a música transmitida dos palcos. A reunião de pessoas com interesses comuns e conhecimentos benéficos à cena alternativa em um mesmo espaço gera encontros importantes e, em muitos momentos, focar-se nesses encontros pessoais pode ser muito mais interessante do que se limitar aos shows. A partir do momento que se tem isso em mente é possível tirar maior proveito dos festivais.

Esse "outro modo" de participação é ainda mais viável em festivais com tendências político-ativistas, como o Jambolada. A política e ativismo a que me refiro dizem respeito à postura de levar ao festival bandas de regiões longínquas que, de outra maneira, não teriam como dar vazão à sua música e também ao fato de dar espaço para as bandas da cidade e do Estado de realização do evento. Somados aos debates, oficinas e encontros propostos, são esses os elementos que tornam Jambolada e Calango, entre outros, mais do que simples eventos, mais que festivais de música.

Ratos de Porão, uma das atrações do diaCom isso em mente, meu segundo dia de Jambolada não foi preso aos dois palcos do festival. Preferi me ocupar de conversas pelos bastidores, conhecer pessoas, perambular apenas observando o movimento ou simplesmente descansar no hall do hotel enquanto Mallu Magalhães, à minha frente, tocava violão toda serelepe junto a um sujeito tatuado que mais parecia um membro do Exploited.

Entre essas e outras, realmente não me importo em ter perdido não ter visto o show do Transmissor (banda da qual gosto bastante), Galinha Preta (que mutos disseram ter sido O show da noite), Krow, Dissidente!, Madame Saatan, Juanna Barbera, Porcas Borboletas e Enne. Em alguns casos sequer tomei conhecimento da banda no palco, em outros, conferi uma música ou outra. No geral, foi mais importante ater-me a coisas como entender melhor algumas das ideologias que movem a cena musical independente brasileira e acompanhar o drama do repórter do jornal O Globo que tinha como pauta a Mallu (para uma matéria sobre jovens na mídia, se não me engano) e não conseguiu conversar com a garota, ficando cabisbaixo e tristonho pelo hotel ("Força, Denis!"). Até cheguei a sugerir uma matéria sobre o imbróglio, mas o olhar dele já dizia algo como "Você sabe como é O Globo?". Pois é.

Mallu Magalhães no JamboladaVale aqui uma breve interrupção: o hype em torno de Mallu Magalhães parece ter subido à cabeça de quase todos ao redor da menina, menos ela própria. Sua produção é arrogante ao extremo, enquanto Mallu aparentemente é super simpática. Pena que simpatia não se transforma naturalmente em música boa e fez seu show funcionar. Foi uma apresentação bem insossa no Jambolada.

Interrupção nº 2: "O que há de errado com os jovens de hoje em dia?", perguntaria meu pai. Até eu tive vergonha dos pirralhos se apertando na primeira fila para gritar "Mallu, Mallu, eu te amo" ou (no topo da vergonha alheia) "Eu quero o seu sapatooo!". Será que os moleques não conhecem puteiros, YouPorn.com ou simplesmente não têm imaginação para serem obrigados a se apegar à imagem de uma ninfeta de botinhas de vaqueira? (nem citei a opção de eles conseguirem sexo de modo natural porque seria demais, tendo em vista o nível a que chegaram)

Interrupção nº 3: "Marcelo, você é podre!". Bem, levando em consideração as coisas que saíram de mim (literalmente) essa semana, tenho que concordar. =D

Fotos: Thiago Carvalho

17 de setembro de 2008

Little Joy, banda formada por Rodrigo Amarnte (Los Hermanos) e Fabrizio Moretti (The Strokes) divulga primeiras músicas

Little JoyTrês músicas estão disponíveis no MySpace da banda e mostram uma mistura retrô entre os rockinhos do Los Hermanos e uma versão mais lo-fi de Strokes. Resumindo: muito bom!

"Brand new start" já surge com pegada de futuro hit.

Dá pra fazer o download do Little Joy aqui, enquanto esperamos o CD de estréia, marcado para ser lançado no dia 4 de novembro pelo famoso selo inglês Rough Trade.

Comparada ao álbum solo de Marcelo Camelo, a nova investida de Amarante soa muito mais divertida e interessante.

13 de setembro de 2008

Cobertura do primeiro dia de Jambolada 2008

Em meio a um calor infernal teve início, ontem, a programação principal do festival Jambolada, que este ano promove sua quarta edição. Realizado em Uberlândia, maior cidade do interior de Minas Gerais, o Jambolada é uma das ações que tornam a cidade o pólo das atividades culturais independentes em Minas Gerais, mantendo diálogo com centros culturais de diferentes partes do Brasil e com os integrantes do Circuito Fora do Eixo através do coletivo Goma, um dos idealizadores do evento.

Com 11 bandas e público de cerca de 4 mil pessoas, o início do festival desse ano deixa claro o status alcançado e sua importância na difusão do rock independente brasileiro.

Divididos em dois palcos montados na Acrópole (um ótimo espaço para eventos de médio porte, com espaço para 5 mil pessoas), os shows da primeira noite foram focados em diferentes vertentes mais pesadas do rock (como heavy metal e screamo) e demoraram para engrenar, salvo uma pequena exceção chamada Linha Dura.

O rapper cuiabano Linha Dura é diretamente ligado ao Espaço Cubo e movimentos sociais e vem aos poucos chamando atenção na cena alternativa. Na primeira noite de Jambolada era, fora os headliners, uma das atrações mais comentadas entre o público. Contando com um segundo MC e praticamente tendo o Macaco Bong como banda de apoio (Kayapy na guitarra e Ynaiã na bateria), além do baixista virtuose Ebinho Cardoso, Linha Dura fez uma apresentação potente e diferenciada em meio às primeiras atrações da noite. Embora suas gravações apresentem uma sonoridade próxima ao trabalho do falecido Sabotage, porém com o uso de samples de ritmos regionais, ao vivo suas músicas ganham peso e intensidade, resultando em canções com maior identidade.

Outro show de destaque na noite foi o da banda paranaense Sick Sick Sinners. O trio é fiel às características básicas da psychobilly (tanto estéticas quanto sonoras) e, mesmo desconhecido por grande parte dos presentes, fez um dos mais animados e elogiados shows.

Mudando de estilo e palco, o Jambolada também teve espaço para um baile da terceira idade à cargo de Wander Wildner e sua banda. Se focasse o olhar estritamente no palco, qualquer pessoa da platéia poderia se sentir em um baile do tipo, promovido pelo seu tio lesado/"doidão". Wildner tem presença garantida na maioria dos festivais e talvez seja justamente esse excesso de exposição que torne seu som tão cansativo.

Macaco BongCom alguns problemas no som do palco, o Macaco Bong veio em seguida para se apresentar pela segunda vez no Jambolada e fazer seu costumeiro show esporrento e elaborado. Fizeram um set levemente diferente do apresentado no Eletronika alguns dias atrás, incluindo "Vamos dar mais uma", faixa que fecha o álbum de estréia da banda, na apresentação, que fechou com a ótima "Shift", enquanto um enorme número de pessoas já se aglomerava em frente ao outro palco para conferir o Cordel do Fogo Encantado.

Público durante show do CordelAssistir a um show do Cordel é quase uma experiência religiosa. A resposta do público é incrível e a perfomance do "vocalista" Lirinha junto ao instrumental marcado pelas percurssões formam algo bastante próximo de um ritual provocador de catarses coletivas. O público reunido e interagindo com as canções do Cordel resultou em algumas das cenas mais bonitas da noite, mas, mesmo assim, eu preferi dormir.


Foto 1: Gustavo Moreia
Foto 2: Thiago Carvalho

Foto 3: Divulgação

11 de setembro de 2008

Nesse finde

Essa tem sido uma das mais pesadas semanas, em termos de tarefas a serem feitas, mas ao menos os motivos (ganhar dinheiro, pegar meu diploma, fazer algo que não seja medíocre e que dê prazer não apenas a mim mas também a outras pessoas) justificam o esforço.

Daqui a algumas horas vou para Ouro Preto, trabalhar no Tudo é Jazz, o festival de jazz da cidade e que esse ano homenageia Milton Nascimento. Nem fico muito tempo por lá e em seguida vou pra Uberlândia, acompanhar o festival Jambolada.

É bem provável (leia-se "com toda a certeza") que eu não queira ver um computador na minha frente até segunda-feira, então uma série de textos que estou preparando para publicar terão que esperar.

Até lá, minha sugestão é que você leia alguma coisa nos arquivos do blog, tenho percebido muita gente nova por aqui e que provavelmente ainda não sabe de muita coisa que rolou, como, por exemplo, o "Manual para divulgação de bandas independentes na internet".

E para quem fica em BH, a dica é conferir a apresentação da ótima banda de metal experimental Elma, que toca no Matriz no sábado de noite junto ao Ballet, Jazz Comfusion e Foz.

Sem contar que está chegando o Escambo...

10 de setembro de 2008

Preço dos ingressos para o Tim Festival 2008

Se o buraco negro não matar a todos e acabar com a Terra, estes serão os preços dos ingressos para o Tim Festival:

São Paulo – Auditório do Ibirapuera

21 de outubro - Sonny Rollins
Horário: 20h30
Preço: R$ 250

22 de outubro - Sophisticated Ladies, Esperanza Spalding, Stacey Kent, Carla Bley
Horário: 20h30
Preço: R$ 150

23 de outubro - Bossa Mod, Marcelo Camelo, Paul Weller
Horário: 20h30
Preço: R$ 150

24 de outubro - The Cats, Tomasz Stanko Quintet, Enrico Pieranunzi Trio, The Bill Frisell Trio
Horário: 20h30
Preço: R$ 150

25 de outubro – Sonny Rollins
Horário: 11h
Entrada franca

25 de outubro - Rosa Passos
Horário: 20h30
Preço: R$ 80

São Paulo – Arena de Eventos – Parque do Ibirapuera

22 de outubro - Kanye West
Horário: 21h
Preço: R$ 250

23 de outubro - Neon Neon, The Gossip, Klaxons
Horário: 21h
Preço: R$ 150

24 de outubro - Junior Boys, Dan Deacon, Gogol Bordello, Switch, DJ Yoda
Horário: 19h
Preço: R$ 60

25 de outubro - Cérebro Eletrônico, The National, MGMT
Horário: 21h
Preço: R$ 150



Rio de Janeiro – Marina da Glória

23 de Outubro

Sonny Rollins
Horário: 20h30
Preço: R$ 250 (Filas A a O); R$ 120 (Filas P a Y)

Rosa Passos (22h) - R$ 80

24 de outubro

Sophisticated Ladies, Esperanza Spalding, Stacey Kent, Carla Bley
Horário: 20h30
Preço: R$ 140

Kanye West (Horário: 21h30) - R$ 250

The National, MGMT (Horário: 22h30) - R$ 140

Tim Maia Racional com Instituto (Horário: 1h) - R$ 40

25 de outubro

The Cats, Tomasz Stanko Quintet, Enrico Pieranunzi Trio, The Bill Frisell Trio
Horário: 20h30
Preço: R$ 140

Neon Neon, The Gossip, Klaxons
Horário: 21h30
Preço: R$ 140

Marcelo Camelo, Paul Weller
Horário: 22h30
Preço: R$ 140

Junior Boys, Dan Deacon, Gogol Bordello, Música Magneta, Switch, DJ Yoda, Sany Pitbull, Database
Horário: 1h
Preço: R$ 80



Vitória – Teatro da UFES
Horário: 20h30 / Preço: R$ 60

25 de outubro

Stacey Kent
Carla Bley

26 de outubro
Siba
Gogol Bordello

27 de outubro
The National
MGMT

Os ingressos serão vendidos pelo www.ticketmaster.com.br e pelos tels. 0/xx/11/2846-6000 (São Paulo) ou 0300-789-6846 (demais Estados).

Os pontos-de-venda são:

São Paulo
- Citibank Hall: de 2ª a sábado, das 12h às 20h; domingos e feriados, das 14h às 20h - Av. dos Jamaris, 213 - Moema
- Teatro Abril: 2ª a sábado, das 12h às 20h; domingo, das 14h às 20h - Av. Brigadeiro Luis Antonio, 411 Bela Vista
- FNAC Pinheiros: 2ª a domingo, das 10h às 20h - Av. Pedroso de Moraes, 858 - Pinheiros
- FNAC Paulista: 2ª a domingo, das 10h às 20h - Avenida Paulista, 901 ou Alameda Santos, 960 - Jardins
- FNAC Morumbi: Morumbi Shopping - de 2a a sábado das 10h às 20h; domingos e feriados, das 12h às 20h
- FNAC Campinas: de De 2a a sábado das 10hs às 20hs e domingos e feriados das 12hs às 20hs - Parque Dom Pedro Shopping - Av. Projetada Leste, 500 - Campinas
- Saraiva Mega Store Shopping Center Iguatemi Campinas: - de 2a a sábado, das 10h às 21h; domingos e feriados, das 13h às 20h
- Saraiva Mega Store Morumbi Shopping: de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 13h às 21h
- Saraiva Mega Store Shopping Eldorado: de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 13h às 21h
- Saraiva Mega Store Shopping Ibirapuera: de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 13h às 21h
- Saraiva Mega Store Shopping Center Norte: de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 12h às 21h
- Saraiva Mega Store Shopping Anália Franco: de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 13h às 20h
- Saraiva Mega Store Pátio Paulista - de 2ª a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 13h às 21h
- Loja AM/PM Posto Ipiranga Gravatinha: Av. Portugal, 1756 - Bela Vista - Santo André - de 2ª a sexta-feira, das 09h às 21h; sábado, das 09h às 18h
- Auditório Ibirapuera: de terça a domingo, das 9h às 18h - Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº - Parque do Ibirapuera
- Shopping Cidade Jardim - Gama Services & Products - de segunda a sábado das 10h00 às 22h00; domingos e feriados das 14h às 20h - Av. Magalhães de Castro, 12.000 - loja 16.3 - 3º Piso
- Shopping Center Iguatemi - De segunda a sábado das 10h às 22h; domingos e feriados das 14h às 20h

Brasília
- FNAC Brasília: de 2ª a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 12h às 21h - Park Shopping - SAI/SO Área 6580.

Belo Horizonte
- Livraria Leitura: BH Shopping - de 2a a sábado, das 10h às 21h; domingos, das 14h às 19h
- Livraria Leitura Savassi - de 2ª a sexta-feira, das 09h às 20h sábado, das 09h às 18 h - Av. Cristóvão Colombo, 167.
- Chevrolet Hall: de 2a a sábado, das 12h às 20h; domingos e feriados, das 14h às 20h - Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 - São Pedro.

Curitiba
- FNAC Curitiba: de 2ª a sexta das 11h às 20h; sábado das 10h às 20h; domingos e feriados, das 14h às 19h - ParkShopping Barigüi - Avenida Professor Pedro Parigot de Souza, 600.

Rio de Janeiro
- FNAC BarraShopping: de 2a a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 15h às 20h - Av das Américas, 4600/ Loja B 101/114 - Barra da Tijuca – RJ
- Modern Sound: de 2a a sexta, das 09:30h às 20h; sábados das 09:30h às 19h - Rua Barata Ribeiro, 502/ LJ D2-D4-D6 - Copacabana
- Saraiva Mega Store Norte Shopping: de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 13 h às 21h - Av. Dom Helder Camara, 5080/ LJ 4503 - Piso S - Pilares
- Saraiva Mega Store Rio Sul: de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 12h às 21h - Rua Lauro Miller, 116/LJ 301 - 3º Piso – Botafogo

Porto Alegre
- iMeeting Entretenimento: Rua Nova York, 10 - Conjunto 502 - Auxiliadora - De 2a a sábado das 9h às 12h e das 13:30h às 18h

Formas de Pagamento em todos os pontos-de-venda acima: dinheiro, cartões de crédito American Express, Visa, MasterCard, Diners e cartões de débito Visa Electron e Rede Shop.

9 de setembro de 2008

Cobertura do Eletronika 2008 - parte 2

5:00 de domingo, 31 de agosto de 2008. O fim do meu Eletronika 2008 e estou a fim de meter uma bala na cabeça ou, sendo mais fiel à realidade, a fim de sumir e me desligar do mundo por uns bons dias. Para piorar, eu e o Nathan ainda nos perguntamos por que continuamos a ir a um lugar como a Velvet (e ficar até o início da manhã) sabendo que, invariavelmente, tocarão electro-house na pista a partir de algum momento, não importa qual seja a festa em questão. No flyer do dia em questão, por exemplo, estava escrito: rock, garageiras e indie. Saímos de lá ouvindo techno-house farofa e um remix vergonhoso de Nirvana. *

Velvet ClubAntes disso, no entanto, Fabrício Nobre, figura marcada na cena de rock independente brasileira, havia feito um dos melhores sets que já conferi na Velvet, tocando Death From Above 1979, Black Lips, Clash, Wolfmother e outras bandas barulhentas e excelentes.

Depois dele, os gringos do Asobi Seksu colocaram seus iPods à postos para despejar sobre os presentes suas seleções de hits indie (e alguns mainstream) dos anos 90, como Pavement e Smashing Pumpkins, e algumas bandas mais recentes, como Interpol, TV on the Radio e CSS.

A festa na Velvet não fez parte da programação oficial do Eletronika, mas foi quase isso, uma vez que o clube contou com artistas da programação do festival em suas pick-ups após os shows e o bar do Eletronika também estava por sua conta.

De qualquer forma, depois de tantos shows em um ambiente tão recatado como o Palácio das Artes, encher a cara no fim do domingo era uma necessidade.

Macaco BongImagine só como foi assistir ao destruidor e impressionante show do Macaco Bong sentadinho e sem beber? Estranho, estranho. Mas, felizmente, algumas bandas excelentes funcionam muito bem em qualquer local e o Macaco Bong é uma delas, sendo responsável pelo que foi sem dúvida um dos melhores shows do Eletronika.
A banda ainda representou um contraponto à maioria das atrações, ao restringir-se ao uso de seus instrumentos “crus”, sem efeitos ou parafernálias eletrônicas, e demonstrar que experimentação não depende necessariamente de avanços tecnológicos (apesar dos mesmos serem bem-vindos).

MonnoAntes do Macaco, quem abriu a última noite de festival no pequeno Teatro João Ceschiatti foi o local Monno, que fez o show mais concorrido no espaço. Desde o lançamento de seu segundo EP, Agora, o grupo demonstra melhor desenvoltura no palco, ficando bastante próximo da sonoridade alcançada em estúdio. Show conciso e repleto de boas canções de indie rock com apelo pop. Contaram com a participação de Juliano Rosa, do Tênis, no teclado durante todo o show (pela primeira vez?) e de Paulo Barcellos no trompete em “21 dias”, faixa que fecha Agora.

A banda paulista Pop Armada fez o terceiro e último show do João Ceschiatti, provavelmente o menos visto de todo o evento. A culpada? Mallu Magalhães, claro. A fã de Johnny Cash e Beatles mais comentada da América do Sul fez sua estréia em palcos mineiros ao mesmo tempo que a banda e, é claro, não são necessários muitos neurônios para saber quem saiu perdendo (até porque eu já contei no início do parágrafo, né, sabidão?). Lembrete: não repetir isso ao escrever meu romance épico, Vamos para Mimoso com Jesus (e um pouco de haxixe)?.

Perdi o início do show de Mallu, pois o mesmo começou pouco antes do Macaco Bong terminar sua apresentação. Ao entrar no Grande Teatro, onde a garota se apresentava, o baque foi instantâneo. Longe do folk ingênuo e banal que esperava, Mallu soltava a voz em uma performance que lembrava Portishead. O restante do show, no entanto, não justificou o hype, apesar de consolidar a cantora como artista de grande potencial para o futuro.

Mallu MagalhãesCom certeza não deve ser fácil se apresentar em um teatro consagrado e lotado por pessoas que estão ali, na maior parte, apenas por sua causa. Ainda mais quando você tem apenas 16 anos recém-completados. Mesmo assim, Mallu conteve bem o nervosismo e a timidez, que não a impediu de dançar e rodar nas pontas dos pés, brevemente, como aquelas pequenas e frágeis bonecas de caixinhas de música. A timidez (ou algo mais) aflorou apenas no fim do show, quando saiu correndo do palco para, em seguida, voltar, atrapalhada (e correndo), dizer “tchau” para o público. E sair correndo outra vez sem olhar para trás. Pelo visto, ela também tem influências de Oasis (piadinha-com-link infame n°3.457).

HurtmoldApós o folk-pop-bubblegum, subiu ao palco o sexteto paulista Hurtmold, provavelmente a banda mais relevante do rock experimental brasileiro dos últimos 10 anos. Show lisérgico, de início mais barulhento e que, da metade até o final, contou com a participação de Paulo Santos, do Uakit, tocando os estranhos e originais instrumentos percussivos de seu grupo. No ano passado o Hurtmold lançou um álbum homônimo, considerado por parte da crítica o melhor de sua carreira, cujas músicas foram apresentadas ao público da capital mineira pela primeira vez durante o Eletronika.

A única música cantada de todo o show foi “Desisto”, do álbum Cozido, tocada em novos e quase irreconhecíveis arranjos. Minha única reclamação sobre este histórico show foi a ausência de “Miniotário”.

Seguindo a programação original, após o Hurtmold o festival terminaria com os gringos Asobi Seksu. Mas como a Lucy and the Popsonics havia sido impedida de tocar na noite anterior, na Roxy, devido a problemas técnicos, a banda foi inserida antes do Asobi. Péssima idéia.

Praticamente todo o público que compareceu ao Grande Teatro estava ali por causa de Mallu Magalhães ou Hurtmold, talvez ficando até o show do Asobi Seksu apenas para conferir um show bônus e não ficar com peso na consciência por ter perdido um show internacional em uma cidade como BH, onde boas bandas de outros países se apresentando é raridade. Asobi é uma banda totalmente inexpressiva no Brasil (imagine em BH, então) e, portanto, não faria com que muita gente permanecesse para vê-la. Ao inserir o fraco Lucy and the Popsonics antes, o cansaço e a preguiça do público apenas aumentaram.

Em um curto show cujo único destaque foi a guitarra distorcida - próxima do metal em vários momentos – contaram com a participação de John Ulhoa, guitarrista do Pato Fu, em duas músicas: “Coração empacotado”, a mais conhecida da banda, e “Garota rock inglês”.

Fechando a noite e tocando para uma pequena e dispersa platéia, o Asobi Seksu não conseguiu justificar sua vinda ao Brasil, mas fez um show aceitável, com bons momentos de noise e muitos resquícios do rock alternativo americano dos anos 90.

Entre as cerca de 50 pessoas que assistiram ao show, ao menos um sujeito cantava junto quase todas as músicas e dançava ininterruptamente. Como escrevi antes, cada um tem seu festival pessoal.

* Nota: qualquer remixe de Nirvana é vergonhoso.

Garotas BOAS vão pro show do Mundo Livre, barangas vão pra qualquer lugar

Parafraseando Rebeca Matta para explicar o grande show do Mundo Livre S/A no festival Lixo e Cidadania, na última sexta-feira, 5 de setembro, em BH.

Lotado, com excelente presença feminina (em número e nível), foi uma prova de fogo para potenciais maníacos sexuais. Gatas desfilando com seus vestidos modelo Verão 2009 e se esfregando involuntariamente (?) pelo Lapa Multshow. Mistura perigosa com o samba-rock-cabeça de Fred 04 e companhia, chegando próximo à combustão ao som de Jair Rodrigues (via DJ) cantando “balançando, balançando, balançando”. O resultado era mais ou menos isso. O próprio Jair se eximia da culpa em sequência: “eu não tô fazendo nada e você também”. Então tá.

Saindo da parte sexual e voltando ao show (“Saco!”, você pensou. Seu punheteirozinho de merda, visite algum site que resolva seu problema – de graça – e não frite por aqui).

Prestes a completar 15 anos desde o lançamento de seu primeiro e histórico álbum, SambaEsquemaNoise, o Mundo Livre S/A é uma incógnita. Some por longos períodos, seus membros (com exceção de 04) não têm grande exposição na mídia (ao contrário dos conterrâneos e companheiros de movimento Mangue Beat da Nação Zumbi, por exemplo) e transita entre diferentes circuitos, com shows em eventos rock, de samba ou até mesmo de world music pra gringo. Interessante perceber como as músicas se adaptam e funcionam bem em todos esses ambientes. Outro fato interessante, no show em BH, era perceber quais músicas eram desconhecidas do público: como bem descobriu o Leo, bastava reparar no aumento do movimento no bar e na fila do banheiro. Na hora dos hits, todo mundo quer cantar e mostrar que é “fã”. E aqueles que não fazem pose querem simplesmente aproveitar o momento, claro. =)

Talvez eu nunca tenha feito um texto tão picareta quanto esse. Basicamente, eu precisava apenas de uma desculpa para registrar aqui a quantidade de gostosas nessa noite. Uma pena não ter levado minha câmera...

4 de setembro de 2008

Programação do Tim Festival 2008

A programação completa do Tim Festival 2008 foi divulgada hoje e, de certa forma, decepcionou muita gente, apesar de contar com artistas do nível do astro do hip hop norte-americano Kanye West, os hypados MGMT, Klaxons, The Gossip e o lendário Paul Weller (The Jam). Entre as atrações nacionais estão Marcelo Camelo, Instituto (tocando Tim Maia Racional), Cérebro Eletrônico e Sany Pitbull.

O Tim Festival apresenta diversos palcos temáticos e inicia sua programação em 21 de outubro, em São Paulo, terminando em Vitória (ES), no dia 27 do mesmo mês, com show da dupla MGMT.

Talvez eu aproveite a ocasião para ir até Vitória de trem (super barato), mais à passeio do que pelos shows em si, e confira os gringos The National MGMT, Gogol Bordello e o pernambucano Siba e a Fuloresta.

Programação

São Paulo

Auditório Ibirapuera

21 de outubro, 20h30
Noite de Gala
Sonny Rollins

22 de outubro, 20h30
Sophisticated Ladies
Esperanza Spalding (com Chico Pinheiro)
Stacey Kent
Carla Bley

23 de outubro, 20h30
Bossa Mod
Marcelo Camelo
Paul Weller

24 de outubro, 20h30
The Cats
Tomasz Stanko Quintet
Enrico Pieranuzi Trio
The Bill Frisell Trio (with Kenny Wollesen & Tony Scherr)

25 de outubro, 20h30
Rosa Passos

Arena de Eventos (Parque Ibirapuera)

22 de outubro, 21h
Brilhando no Escuro
Kanye West

23 de outubro, 21h
Novas Raves
Neon Neon
The Gossip
Klaxons

24 de outubro, 19h
Tim Festa
Junior Boys
Dan Deacon
Gogol Bordello
Switch
DJ Yoda’s Magic Cinema Show

25 de outubro, 21h
Ponte Brooklyn
Cérebro Eletrônico
The National
MGMT

Auditório Ibirapuera (Ao ar livre)

25 de outubro, 11h
Sonny Rollins


Rio de Janeiro

Marina da Glória

23 de outubro, 20h
Noite de Gala
Rosa Passos
Sonny Rollins

24 de outubro, 20h
Sophisticated Ladies
Esperanza Spalding (com Chico Pinheiro)
Stacey Kent
Carla Bley

21h
Brilhando no Escuro
Kanye West

22h
Ponte Brooklyn
The National
MGMT

01h
Tim no Tim
Instituto apresenta “Tim Maia Racional”

25 de outubro, 20h
The Cats
Tomasz Stanko Quintet
Enrico Pieranuzi Trio
The Bill Frisell Trio (with Kenny Wollesen & Tony Scherr)

21h
Novas Raves
Neon Neon
The Gossip
Klaxons

22h
Bossa Mod
Marcelo Camelo
Paul Weller

01h
Tim Festa
Junior Boys
Dan Deacon
Switch
Gogol Bordello
Música Magneta
DJ Yoda’s Magic Cinema Show
Database
Sany Pitbull (com Leandro HBL)

Vitória

Teatro da UFES

25 de outubro, 20h30
Stacey Kent
Carla Bley

26 de outubro, 20h30
Siba
Gogol Bordello

27 de outubro, 20h30
The National
MGMT

Quem acha que o Planeta Terra será bem melhor que o Tim Festival desse ano levante a mão.

Mistureba # 3: CSS, Turbo Trio, Fifa 09

Não pretendia interromper minha série de textos sobre o Eletronika, mas não vai dar. Muita coisa acontecendo e ainda não tive tempo de terminar meus longos tratados filosóficos-jornalísticos acerca do tema "festivais, paz e um mundo melhor". Aquele meu papo de Miss floreado pela pose de comunicador da era digital de sempre.

CSS morre...
Ao menos no clipe de "Move", novo single do álbum Donkey, que acaba de ser lançado. E depois da morte, retornam com roupas ainda mais brega que o usual.



Ode às polaroids, agora com status de cult, o vídeo tem direção de Keith Schofield (Supergrass, Death Cab for Cutie) e abusa das montagens nesse road videoclipe new rave.

Remix de Bloc Party
Ainda sobre o CSS, a banda brasileira lançou um remix para o primeiro single do novo álbum do Bloc Party, o excelente e pesado Intimacy. A música é "Mercury", que em sua versão original é soturna e de ritmo quebrado e na versão do (ex) Cansei de Ser Sexy fica próxima de "Blue Monday", do New Order, e "Shock the monkey", de Peter Gabriel.



Esse vídeo mostra apenas alguém jogando videogame com a canção como trilha sonora, não se trata de um vídeoclipe.

Turbo Trio
Quem também lançou vídeo novo há pouco tempo é o Turbo Trio, com "T3 make move (ya body)", dirigido por Fernando Sanches. Achei o clipe bem ruim, mas a música até que é razoável. Talvez funcione pra ouvir alto no carro quando não se tem nada para fazer.



Fifa 09
E que tal a lista de bandas e músicas que estarão presentes na versão 2009 do famoso game de futebol Fifa? Alguns nomes familiares?

Dogs from V-Gas - 1neItaly
Chromeo - Bonafied Lovin' (Yuksek Remix)
CSS - Jager Yoga
Curumin - Magrela
Cut Copy - Lights And Music
Damian "Jr. Gong" Marley - Something For You (One Loaf Of Bread)
Datarock - True Stories
DJ Bitman - Me Gustan
Duffy - Mercy
Foals - Olympic Airways
Gonzales - Working Together (Boys Noize Remix)
Hot Chip - Ready For The Floor (Soulwax Remix)
Jakobinarina - I'm A Villain
Junkie XL feat. Electrocute - Mad Pursuit
Jupiter One - Platform Moon
Kasabian - Fast Fuse
Ladytron - Runaway
Lykke Li - I'm Good I'm Gone
Macaco - Movin'
MGMT - Kids

Show da semana em BH
Mundo Livre S/A, nesta sexta-feira, 5 de setembro, no festival Lixo e Cidadania. Ingressos por R$ 10 (meia-entrada). O show acontece no Lapa Multshow e tem abertura da banda local Zé da Guiomar (samba), a partir das 22 hs.

2 de setembro de 2008

O melhor festival, mas só a imprensa ficou sabendo (esqueceram de avisar ao público) - parte 1

Título alternativo (e careta, feito sob encomenda para o Google e para facilitar o trabalho da assessoria na hora de fazer o clipping): Cobertura completa do festival Eletronika 2008

O mais importante não é o que lhe oferecem, mas sim o que você faz disso. Isso é experimentar. Isso é o que torna tudo tão interessante e singular, que faz com que as pessoas se oponham ou dividam peculiares impressões similares. A cada vez que um grupo de pessoas se reúne em torno de uma banda, não se trata de apenas um acontecimento, mas vários, fruto de percepções e experiências individuais. Se uma música não é capaz de provocar diferentes sensações, se ela não é capaz de fazer alguém sentir-se bem ou ao menos diferente, talvez ela não seja relevante. Permanecer intacto e sentir as mesmas emoções não faz sentido para certas pessoas. Isso reflete em suas músicas, na busca por algo que lhes proporcione novas sensações, nos momentos especiais que talvez não se repitam e você sequer perceba.

Não existe O festival. Existem OS festivais, pois cada experiência é única, por mais que os sujeitos se deixem levar pela relativa homogeneização e tendências pré-estabelecidas.

Os jornais vendem uma experiência construída para jornalistas. Posso escrever detalhadamente sobre cada uma das atrações, porém isso não reflete, necessariamente, o que um determinado evento significou para o público em geral. Se os acontecimentos descritos mecanicamente fossem a melhor forma de retratar o fato, talvez toda a mídia devesse simplesmente ligar suas câmeras e retransmitir cada minuto.

Limitar-se à cada show realizado, buscar incessantemente o melhor ângulo para fazer uma foto bonita e atraente para seu leitor e disfarçar sua falta de originalidade ou conhecimento (ou ambos) com piadinhas mal-feitas é deixar de explorar as possibilidades. É dar continuidade a uma visão que existe apenas para um pequeno grupo: a própria mídia.

É pouco honesto, no caso de um festival como o Eletronika, pegar a programação do festival e então descrever os principais momentos de cada show. Esses foram os shows que formaram o festival desse ano, mas não foi esse o evento que o público viu. Principalmente porque a grande maioria do público não tinha condições de desembolsar R$ 305 (!!!) para ver a programação completa do festival. Sim, caso alguém comprasse o ingresso inteiro para ver cada uma das 17 atrações, essa seria a quantia necessária.

Se a base do jornalismo é relatar a realidade, então cada jornal, blog, tv ou qualquer outra mídia, em sua matéria sobre o Eletronika 2008, deveria contar as histórias das pessoas que viram três ou quatro shows e que tinham que sair do Palácio das Artes em busca de alguma cerveja decente. Esses seriam relatos de experiências freqüentes e relevantes. Isso ficaria um pouco mais próximo da “realidade”.

Realidade, esta, que é uma pena, já que o festival apresentou excelentes shows mas que foram vistos por um pequeno e seleto público (eufemismo para “burguês endinheirado”). As únicas pessoas que podiam ser vistas em todos (ou quase todos) os shows eram... tchamtchamtchamtcham!!! Membros da imprensa, com ou sem aspas (tente entender).

De que adianta fazer um curadoria excelente se você promove um evento pouco acessível ao público e ainda esquece de divulgá-lo? Ou você chama aqueles parcos cadernos de programação (com uma arte horrorosa, diga-se de passagem) empilhados em clubinhos e cafés da Savassi de divulgação? Tsc tsc. O troféu de melhor festival do ano que ninguém viu (exceto a imprensa) já tem dono, com certeza.

--

Teria sido mais fácil e prático ter escrito a cobertura padrão. Antes que eu me perca e esse texto não faça sentido, entre no mundo de fantasia dos “jornalistas” que acompanharam todo o festival e saiba o que aconteceu nos três dias de show do Eletronika. Três dias que, para a grande maioria das pessoas, se resumirão ao que está registrado nos próximos textos.

1 de setembro de 2008

Festival Jambolada 2008 divulga programação

Com maior destaque para as bandas locais e buscando maior pluralidade sonora, o que é reforçado pelo slogan “Misturando sons”, o Jambolada 2008 acontece nos dias 7, 12, 13 e 14 de setembro na cidade mineira de Uberlândia e revelou durante este final de semana sua programação completa de shows.

Ao todo serão quase 30 show, abrangendo desde a porradaria do Ratos de Porão (SP) ao tropicalismo revisitado de Diego Moraes e o Sindicato (GO), mantendo espaço para o punk brega de Wander Wildner, o instrumental erótico e pesado do trio Macaco Bong (MT) e o folk pop de Mallu Magalhães (SP).

Programação:


07/09, domingo, na Praça Sércio Pacheco

13h - Dora Grossi (UDI-MG)
15h - Luiz Melodia (RJ)

12/09, sexta-feira, na Acrópole

Palco 1
20h - DCV (URA-MG)
21h - Linha Dura (MT)
22h - Metal Carnage (UDI-MG)
23h - Vandaluz (PTM-MG)
0h - Wander Wildner (RS)
1h45 - Cordel do Fogo Encantado (PE)

Palco 2
20h30 - Dyf (UDI-MG)
­21h30 - U-Ganga (MG)
22h30 - Carolina Diz (BH-MG)
23h30 - Sick Sick Sinners (PR)
1h - Macaco Bong (MT)

13/09, sábado, na Acrópole

Palco 1
20h - Transmissor (BH-MG)
21h - Krow (UDI-MG)
22h - Dissidente! (UDI-MG)
23h - Mallu Magalhães (SP)
0h30 - Porcas Borboletas (UDI-MG)
1h45 - Ratos de Porão (SP)

Palco 2
20h30 - Galinha Preta (DF)
21h30 - Juanna Barbera (UDI-MG)
22h30 - Enne (BH-MG)
0h - Diego de Moraes e o Sindicato (GO)
1h - Madame Saatan (PA)

14/09, domingo, no CC Ufu Sta Mônica

17h - Ophelia and the Three (UDI-MG)
18h - Filomedusa (AC)
19h - Renegado (BH-MG)
20h - Aline Calixto e Eterna Chama (BH/UDI-MG)
21h - Marku Ribas (BH-MG)