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23 de junho de 2008

Macacos na sauna (Animal Planet indie rock´n´roll)









Macaco Bong no lançamento do álbum Artista Igual Pedreiro, 10 de maio, na Obra, em Belo Horizonte (depois do show do Constantina).

19 de junho de 2008

A invasão dos seres musicais que provocam lágrimas e adoram cores








Constantina no lançamento do EP iHola, Amigos...!, na Minueto, em BH. Fotos do dia 10 de maio (mas pode fingir que foi ontem).

Ps.: alguém duvidou quando falei do lance de Fotolog?

14 de junho de 2008

O fim do Meio Desligado

O Wagner, do Grito, costuma me perguntar como eu consigo fazer tantas coisas ao mesmo tempo. A Juliana, minha ex-namorada, falava que eu iria ficar com cara de computador. Meus pais dizem que eu tenho que parar um pouco ou vou ficar doente. Este semestre, quase terminando meu curso de jornalismo, estou correndo o risco de, pela primeira vez, repetir alguma(s) matéria(s)...

Por esses e outros motivos, uma mudança importantíssima será realizada. O Meio Desligado chega ao fim! Sim. É o fim do blog neste formato que vocês conhecem. A partir de agora ele vira o Meio Desligado... versão fotolog!!!. Hahaha. Já que não tenho mais tempo para escrever textos relevantes, prefiro acabar com tudo.

No entanto, antes da mudança, alguns acontecimentos das últimas semanas têm que ser comentados (brevemente, porque não estou com ânimo).

► O Seminário Prático da Música foi muito bom. Muitas pessoas participaram dos quatro dias e o principal tema dos debates foi alternativas e soluções para o desenvolvimento da cena musical independente mineira. Ficou claro que muitas pessoas estão interessadas em começar a se organizar e trabalhar de forma coletiva, apesar de, na maioria, ainda estarem um pouco perdidas ou despreparadas em relação às formas de ação. De qualquer forma, passos importantes estão sendo dados.

► Um desses passos foi a realização do festival OutroRock, que durante dois dias reuniu algumas das principais bandas de rock independente de Belo Horizonte em praça pública e também promoveu uma festa no Matriz com as bandas Nuda (PE) e Fusile e vários DJs. A cobertura do OutroRock você lê no Fora do Eixo e no Estado de Minas. Sobre a festa, leia no Movin' Up.

► Outra iniciativa importante para a cena belo horizontina é o festival BH Indie Music, que aconteceu ontem e hoje no Matriz, com 18 bandas que se inscreveram para participar e articular ações no underground da capital.

► Ainda sobre a cena mineira, aconteceu nesse final de semana a terceira edição do festival Udi Rock Scene, em Uberlândia, com Matanza, Krisiun, Caffeine e várias outras bandas mineiras.

► E em Montes Claros estão abertas as inscrições para outro festival, o Pequi Rock.

► E eu já contei que tem link no Globo para o Meio Desligado? Pois é.

► Voltando ao seminário, em seu segundo dia também teve show do monno no Stereoteca. E foi excelente. Sempre comentava que a banda era melhor em estúdio do que ao vivo, mas agora parece que esse problema foi resolvido. Também foi a primeira vez que os vi tocando com uma aparelhagem decente, em um teatro, e tanto as músicas novas como as antigas funcionaram muito bem.

► Já faz um tempinho que aconteceu o Bananada 2008, mas quem ainda quiser saber como foi, está aqui a cobertura super bem feita pelo Pop Up!.

►Mais sobre festivais? Muse confirmadaço no Porão do Rock (onde minha presença é garantida, ao lado da Alê), junto do Matanza, Cachorro Grande e Suicidal Tendencies (USA). Dias 2 e 3 de agosto.

► Uma semana depois começa a versão "mega" do festival Calango, com Hurtmold, Curumim, Supercordas, Pata de Elefante, Cabruera, Cascadura, Mamelo Sound System e os gringos Papier Tigre (França) e El Mato a un Policia Motorizado (Argentina). De 5 a 10 de agosto, em Cuiabá.

Vou ali cuidar da minha vida, me formar, tentar ganhar algum dinheiro, meditar em busca do nirvana e refletir sobre a existência humana. Depois, talvez eu volte. Enquanto isso, o idiota continua...

8 de junho de 2008

Indie comercial

É possível mensurar o alcance de uma determinada manifestação cultural a partir do interesse da publicidade em se apropriar de alguns de seus elementos característicos e adaptá-los à venda de qualquer produto. Isso acontece, principalmente, pela constante busca de diferenciação entre marcas e alcance de público. Neste cenário, onde cada novidade vale ouro (na maioria dos casos, ouro de tolo), a cultura é fonte primária para a linguagem publicitária, fornecendo matéria-prima para todos os seguimentos comerciais e renovando-se indefinidamente.

No Brasil, desde o ano passado percebe-se um crescimento do interesse de grandes empresas, de diferentes setores, em relação ao cenário musical independente. O patrocínio a festivais independentes é apenas uma continuação dos patrocínios realizados há anos, cujos principais marcos datam da década de 90, com eventos do tipo do Hollywood Rock, Close-Up Planet, Free Jazz, entre outros, passando pelos atuais Tim Festival, Nokia Trends, Planeta Terra e o falido Claro Q É Rock. Em um momento ou outro, era natural que essas empresas caminhassem em direção ao mercado independente, considerando o aumento do público, de bandas e da própria qualidade do material criado nessa cena. Porém, talvez o fato mais importante seja a natureza do público "indie", ou seja, aquele que consome e vivencia o cenário independente: em sua maioria, jovens de classe média/alta com acesso às novidades tecnológicas e às tendências culturais européias e norte-americanas. Resumindo: sacos de dinheiro ambulantes prontos para serem gastos em qualquer item que seja aparentemente descolado e "alternativo" (porque ser "alternativo" é o máximo).

* Parágrafo explicativo sobre "o alternativo" e que pode desviar sua atenção das idéias propostas neste texto até o momento ou simplesmente quebrar um pouco o fluxo de leitura. Se você não tem capacidade suficiente para conectar as informações após pequenas interrupções, o problema é seu. Não tenho espírito de Doutor Fritz nem sou mágico, então cérebros de minhoca não são minha especialidade (ainda). Incomodado? Vá ler o blog da Mari Moon (esse "moon" é de vaquinha?) que você irá se sentir bem.


O alternativo: termo imbecil utilizado por babacas incapazes de admitir que seus trabalhos não possuem nada de revolucionário, novo ou sequer interessante, na maioria dos casos muito próximos do pop. Exemplo verídico: quando trabalhava como organizador de conteúdo do Palco MP3, via centenas de bandas de pop rock chulé, "punk" chiclete, emo chorão e até sertanejo mela-cueca, além de forró de putaria e axé barra pagode (meeeedo), que se auto-classificavam como "alternativas". Enfim, não tinham nada que os diferenciasse do lixo pop a que somos submetidos diariamente, mas insistiam em mentir para si mesmos tentando vender uma imagem de "bandas alternativas".
Conselho de auto-ajuda (que estará em meu livro Como Conquistar Favores Sexuais, Fama e Sucesso com o Poder da Mente e uma Caneta Bic Vermelha, futuro best seller) para essas pessoas: se você consegue se imaginar algum dia na trilha sonora de Malhação ou fazendo participação no Big Brother #23, você não é alternativo.



Fim do parágrafo explicativo sobre "o alternativo".

O que passa a chamar atenção neste momento da relação entre mercado independente e publicidade é que novas oportunidades e iniciativas estão surgindo e, até o momento em que não interfiram na criação artística, são benéficas para ambos os lados. No caso da música, as bandas finalmente passam a ter alguma remuneração relevante, alcançam um novo público e, por tabela, têm condições de fazer melhores gravações e mais shows. Para os anunciantes/patrocinadores, é um modo de buscar a identificação de seu público alvo e se envolver com algo novo e construtivo no ramo cultural.

Comercial da Unimed com trilha do Retrofoguetes



Poucos anos atrás, ver uma banda como o Forgotten Boys em um comercial na TV era uma anomalia que fazia você pensar se aquele resto de sanduíche de três dias atrás que você havia acabado de comer estava lhe fazendo ter alucinações. Hoje, é possível ligar a TV e se deparar com um comercial da Vivo ao som de Mallu Magalhães, ver uma vinheta do canal Sony com trilha do Ludov ou conferir no YouTube um comercial da Unimed embalado pelo rock intergalático instrumental dos baianos do Retrofoguetes.

Comercial da Vivo com trilha de Mallu Magalhães



E existem iniciativas mais interessantes, como a Toddy patrocinar o antigo Prêmio Dynamite e criar o Produtores Toddy; a Motorola abrir inscrições para seu festival (Motomix), permitindo que bandas independentes se apresentem junto às atrações internacionais e dando condições dessas mesmas bandas fazerem gravações decentes; empresas como a Votorantin e a Kildare patrocinarem o Download Remunerado da TramaVirtual; a Pepsi fazer uma parceria com o selo alternativo Amplitude; etc.

Recentemente, o que mais me chamou atenção foi o Levi´s Music, através do qual a marca de roupas apoia os já citados Forgotten Boys e Mallu Magalhães, além do Vanguart, Cine e Drive.

Os patrocínios vão além e atingem também a mídia independente, mas em escala (ainda) muito menor. A marca de tênis West Coast, por exemplo, criou um e-zine chamado SnackZine e convidou blogueiros diversos a visitar o site e escrever sobre o mesmo. Em troca, poderiam escolher um par de qualquer tênis da marca. Contanto que fique claro para o leitor que se trata de um post patrocinado, é uma iniciativa bacana. Empresas como Axe e Canon também já aderiram à prática. Em outros casos, a relação é mais tradicional, com a inserção de banners, como no Update or Die.

Muitas empresas preferem criar seus próprios blogs ou hotsites culturais, mas não percebem que investir em blogs e sites que já vêm obtendo destaque em seus respectivos nichos pode ser muito mais interessante e vantajoso. Por exemplo, já imaginou como seria excelente se uma companhia aérea bancasse minhas viagens para os principais festivais independentes que acontecem por todo o país? Eles atingiriam milhares de pessoas que, por estarem lendo sobre aqueles determinados festivais, mostram-se interessadas nas atividades culturais de outros estados e, portanto, são possíveis clientes.
Fica aí a dica, senhores diretores de marketing, para um ótimo investimento e de baixo custo. Enviem suas incríveis e irrecusáveis propostas para o email marceloarrobameiodesligado.com! (ps.: escrevo "arroba" no lugar do ícone @ para fugir de eventuais robôs de spam, caso você não saiba)

Somados à crescente (porém ainda incipiente) participação do poder público no cenário independente, o que se vê são inúmeras possibilidades e a sensação de que algo extremamente importante está sendo construído neste exato momento, majoritariamente graças à internet, e que eu e você, que está lendo este blog agora, fazemos parte de tudo isso.

5 de junho de 2008

Festival OutroRock: autoprodução e movimento independente

Quando não há espaço ou oportunidades para o que você deseja fazer, o caminho mais fácil é desistir ou reclamar (ou fazer ambos, puf...). Após anos de trabalho árduo e de enfrentar inúmeras dificuldades, algo que as bandas independentes vem percebendo cada vez mais é que arregaçar as mangas e partir para a ação é mais do que necessário. O "do it yourself" do século 21 está diretamente relacionado à internet e à livre troca de conteúdo, à praticidade e barateamento possibilitados pelos meios digitais. E a partir do trabalho coletivo, feito por grupos reunidos por afinidades e objetivos em comum (como o desenvolvimento da música independente), o mercado independente vem se expandindo, trocando experiências e e se desenvolvendo.

Em Belo Horizonte, um dos melhores exemplos desta movimentação atual é o festival OutroRock, fruto do trabalho coletivo de 12 das principais bandas de rock independente da cidade. Se BH não dispõe de muitos espaços ou eventos para essas bandas, por que não trabalhar para criar esse espaço e dar mais visibilidade à música alternativa local? É basicamente esse o pensamento que fez com que as bandas Monno, Udora, Dead Lover´s Twisted Heart, Tênis, Enne, Ímpar, Gardenais, Carolina Diz, Antenafobia, Cinco Rios, Pêlos de Cachorro e iSlama! se reunissem para desenvolver, passo a passo, a primeira edição do OutroRock, que acontece neste final de semana em espaço público, facilitando ainda mais o acesso.

Como mostra o release do festival, "a idéia de produzir um festival é criar uma ação que espante a apatia resultante de anos de ações individualizadas e pouco produtivas". O coletivo de bandas conseguiu apoio da prefeitura municipal, mostrando uma importante aproximação junto ao poder público, e também conta com o apoio do coletivo Fórceps.

As bandas do OutroRockAlém do festival, a idéia é dar continuidade ao trabalho, mostrando que trata-se de uma "iniciativa dos artistas em desenvolver-se de forma coletiva e integrada para criar um circuito sustentável".

Ao todo, o OutroRock terá dois dias de shows, sábado e domingo, a partir das 14 hs, na Praça Floriano Peixoto (Av. Brasil com Contorno, St Teresa), com 12 shows e espaço para a venda dos materiais de bandas mineiras. Na noite de sábado, o festival continua na festa promovida no Matriz, com vários DJs (todos envolvidos diretamente com o cenário musical através de coletivos, bandas ou veículos de comunicação) e as bandas Nuda (Recife) e Fusile (BH).

4 de junho de 2008

NUDA e FUSILE na festa do festival OutroRock

Um dos destaques da atual cena musical de Recife – PE, a banda NUDA impressiona pelo som singular, que abrange MPB, samba, rock alternativo e outros estilos, sem se limitar a pré-definições. A banda acaba de lançar o primeiro EP, com o enigmático título Menos Cor, Mais Quem, e inicia sua primeira turnê pelo sudeste/centro-oeste brasileiro a partir de Belo Horizonte no próximo sábado, 7 de junho, na festa organizada pelo coletivo Fórceps para o festival OutroRock.

Festa do OutroRock

Nuda tem menos de dois anos de existência e desde o lançamento do EP já alcançou o Top 10 do MySpace Brasil e o 5º lugar entre os mais ouvidos do TramaVirtual. Aliás, todas as músicas podem ser baixadas na página da banda no site.

Além de marcar presença em importantes festivais do nordeste, a banda também faz parte da coletânea organizada por Marcelo Fróes em homenagem ao White Album dos Beatles, participando ao lado de nomes como Lobão, Autoramas e Zé Ramalho.

Após o show de BH a Nuda vai para Uberlândia, para um show no Goma, e segue para o festival Volume, em Cuiabá, e outro show em Goiânia.

As datas completas:
07/06 - Belo Horizonte, no Matriz - Festa do Outro Rock - Organizado pelo Fórceps
08/06 - Uberlândia, no GOMA - Organizado pelo coletivo local Goma
12/06 - Goiânia - Egg Music
14/06 - Cuiabá - Festival Volume/Segundo Dia
18/06 – Rio de Janeiro – Rádio Nacional

A festa também conta com a banda belo-horizontina Fusile e 5 DJ´s locais, todos envolvidos diretamente com a cena musical mineira: Thiago Pereira (Alto-Falante), Marcelo Santiago (também conhecido como EU), Leo Santiago (Fora do Eixo), Eduardo (baixista da banda Tênis) e Cris Foxcat (DJ da Obra, Up!).

Fusile é um dos grupos em ascensão na cena mineira e possui um dos maiores públicos do underground local. Ideal para festas, a banda toca uma espécie de punk cigano, algo como uma mistura de músicas de circo, rock, ska e eletrônica. Aidna não há músicas no MySpace da banda, mas dá para ver e ouvir no YouTube.

Os DJs da noite tocarão indie, rock, pós-punk, hits e adjacências (também conhecido como “o que der vontade de tocar).

A festa acontece na casa cultural Matriz (Terminal JK, Pça Raul Soares, Centro) e começa às 22 hs. Os ingressos custam R$ 7.

Toque na festa da Peligro

Comemorando os quatro anos de sua festa na Milo Garage, em São Paulo, a distribuidora/selo Peligro realiza em parceria com a TramaVirtual um concurso para escolher cinco bandas para se apresentarem na festa de julho.
As inscrições terminam nesta sexta-feira, 6 de junho, e podem ser feitas exclusivamente na TramaVirtual. As bandas finalistas serão divulgadas na semana seguinte, em 13 de junho, quando começa a votação para a escolha dos vencedores. Confira o calendário completo do concurso abaixo:

25/05/2008 a 06/06/2008 – inscrições
13/06/2008 – divulgação dos finalistas
13/06/2008 a 20/06/2008 – votação popular
23/06/2008 – divulgação das bandas vencedoras

Inscrições abertas para o Savassi Festival 2008

O tradicional festival de jazz da Savassi, tradicional região baladeira e descolada de Belo Horizonte, está com inscrições abertas para artistas interessados em se apresentar na edição deste ano do evento, que acontece em 3 de agosto. Podem participar grupos de música instrumental ou jazz, sendo que até seis bandas serão escolhidas.

Para participar, os artistas devem enviar três cds com no mínimo quatro músicas (próprias ou cover), release, foto e currículo dos músicos em um CD até 15 de junho, podendo enviar o material pelo correio ou deixá-lo no Café com Letras, estabelecimento dos mesmos organizadores do festival.

O resultado será divulgado em 3 de julho e, caso mais de 3 bandas sejam pré-selecionadas, poderão ocorrer eliminatórias no próprio Café com Letras.

O edital completo está disponível no site do café e o endereço para envio dos materiais é Rua Antônio de Albuquerque, 781, Savassi. CEP 30112-010, Belo Horizonte, MG, aos cuidados de Bruno Braz Golgher.

1 de junho de 2008

1º Seminário Prático da Música Brasileira

Os debates em festivais de música independente estão se tornando uma constante mais do que bem-vinda, na verdade, necessária, trazendo a busca pela reflexão e análise do cenário e do mercado musical atual. No entanto, muitas vezes as discussões se limitam ao âmbito dos próprios festivais e não se estendem, não apresentando resultados práticos. Buscando uma alternativa a essa situação, começa nesta semana o 1º Seminário Prático da Música Brasileira, realizado pela Casulo Cultura, Sebrae e Rádio Inconfidência como parte da programação do Stereoteca.

Serão quatro dias de debates, entre 3 e 6 de junho, com importantes profissionais de diferentes áreas da música no Brasil. E após os debates, os participantes poderão se inscrever para receber uma consultoria virtual dos palestrantes durante três meses. Ao todo, 15 artistas/produtores mineiros serão beneficiados com a consultoria a partir do preenchimento de um formulário que será disponibilizado no site do Stereoteca e analisado pelos próprios palestrantes. Completado o período da consultoria os participantes apresentarão um produto final, comparando-o com o trabalho realizado pelo artista/produtor anteriormente.

A intenção é trabalhar efetivamente pelo desenvolvimento da cena musical independente, estruturando-o em seus diferentes setores. Assim, o seminário dividi-se em quatro mesas, cada uma delas com três convidados e um mediador, das áreas de Produção Artística, Produção Executiva, Distribuição e Negócios e Comunicação. Entre os convidados estão figuras cruciais para a música brasileira tanto nas décadas passadas como atualmente, como Maria Juçá (fundadora e coordenadora do Circo Voador), Luiz César Pimentel (diretor de conteúdo do MySpace Brasil e criador da extinta revista Zero), Eduardo Ramos (dono do selo Slag Records, ex-empresário do Cansei de Ser Sexy e ex-diretor internacional da gravadora Trama) e Sílvio Pellacani Júnior (fundador e diretor da Tratore Distribuidora).

Estou na produção do seminário (assim como do Stereoteca) e mediarei a mesa de comunicação, na sexta-feira, que além do já citado Pimentel, ainda conta com Pedro Alexandre Sanches (atualmente na Carta Capital, ex-Folha de S. Paulo) e Antônio Carlos Miguel (crítico do jornal O Globo).

Toda a programação é gratuita e para participar basta enviar seu nome completo e os dias em que deseja participar para contato@casulocultura.com.br ou colocar seu nome na lista na hora do evento.

Os debates começam sempre às 18:30, no Teatro da Biblioteca Pública Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade, mesmo local de realização do Stereoteca.

Programação

3 de junho – Produção Artística

Eduardo Ramos – Slag Records
Trabalhou como Diretor Internacional da gravadora Trama em Londres. Dono da Slag Records, lançou bandas como Arcade Fire, Cidadão Instigado, Grenade, Four Tet, Teenage Fanclub. Trabalhou com as bandas CSS (Cansei de Ser Sexy) e Bonde do Role, foi responsável pelas turnês dos artistas Nação Zumbi, Otto, Fernanda Porto, Ed Motta e outros na Europa. Coordenador do especial Tropicália no Barbican Centre em Londres, que organizou a volta dos Mutantes.

Paulo Junqueiro – EMI Brasil
Há mais de 30 anos no mercado fonográfico, atuante no mercado nacional e internacional, é atualmente o diretor artístico da gravadora Emi. Foi diretor da Warner no Brasil e no exterior.

Danusa Carvalho – Casulo Cultura
Empresária de grandes nomes da música, entre eles: Cássia Eller, Farofa Carioca, Seu Jorge e Paula Lima. No momento desenvolve a carreira dos artistas Renegado, Aline Calixto e Kiko Klaus, além de ser a idealizadora e curadora dos projeto Stereoteca e Circuito Minas Instrumental.

4 de junho – Produção executiva
(neste dia também haverá show da banda monno, uma das melhores e mais elogiadas bandas mineiras da atualidade, a partir das 21 hs)

Holger Beier - Bungalow
DJ e produtor musical alemão com extensa carreira internacional. Dono do conceituado selo de música eletrônica Bungalow, atualmente reside em Florianópolis, dividindo seu tempo entre os mercados brasileiro e europeu. Integrante do grupo Le Hammond Inferno, também assina suas discotecagens com o nome Say Hooo!

Maria Juçá – Circo Voador
Fundadora e coordenadora do Circo Voador no Rio de Janeiro. Foi coordenadora da Rádio Fluminense e, além de agitadora cultural, coordena o pontão de cultura digital do Circo Voador.

Lúcia Camargo – Fundação Clóvis Salgado
É Presidente da Fundação Clóvis Salgado. Foi Secretária de Estado da Cultura do Estado do Paraná, Diretora Artística do Teatro Municipal de São Paulo e Diretora Administrativa da Universidade Livre de Música.

5 de junho – Distribuição e negócios

Silvio Pellacani Junior - Tratore Distribuidora
A Tratore é uma distribuidora de selos e artistas independentes e atualmente é uma das poucas que representa a circulação musical independente brasileira, contando em seu catálogo com mais de 1.100 títulos. Foi fundada em 2002 por Pellacani e Maurício Bussab, tornando-se a maior distribuidora independente de produtos fonográficos brasileira.

Eric Taller - Ginga P
Norte-americano responsável pela criação da Ginga P, responsável pela distribuição, produção e realização de eventos no Rio de Janeiro e Salvador.

Reinaldo Pamponet - Eletrocooperativa
Fundada em 2003, a Eletrocooperativa é um projeto que trabalha pela inclusão de jovens carentes na sociedade através da música, tecnologia e arte digital. Atua em Salvador e em São Paulo.

6 de junho - Comunicação

Pedro Alexandre Sanches – Carta Capital
Foi jornalista da Folha Ilustrada, escreve na Carta Capital e é autor dos livros Tropicalismo- Decadência Bonita do Samba e Como Dois e Dois São Cinco.

Luiz César Pimentel – MySpace Brasil
É diretor de conteúdo do site MySpace no Brasil. Começou na revista Carta Capital, trabalhou como repórter da Folha de São Paulo e foi correspondente das revistas Caros Amigos, Fórum e Terra na Ásia. Também trabalhou nas revistas Trip, Zero e Radar, além dos portais UOL, Starmedia e Zip.net.

Antônio Carlos Miguel – O Globo
Jornalista especializado em música há 30 anos, é repórter e crítico do Segundo Caderno/O Globo, publicou o livro "Guia de MPB em CD"; é jurado dos prêmios Grammy Latino, TIM e Rival de Música.


Info:
I Seminário Prático da Música
Data: De 3 a 6 de Junho
Horário: A partir das 18:30
Local: Teatro da Biblioteca, Praça da Liberdade, 21 (Funcionários)
Entrada franca
Informações: (31) 3222.3242 / contato@casulocultura.com.br
stereoteca.com.br