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31 de maio de 2008

Como se surpreender e ver um show ótimo graças à incompetência dos outros (e um pouco de acaso)

Título alternativo: Edgard Scandurra aka Benzina no Velvet Club

Imagine: menos de 20 pessoas na Obra, ouvindo rock/pop nacional; Mary In Hell com uma festa chamada Mary Poppins (argh), auto-descrita como uma festa "com músicas do pop ao top para todos os gostos" (argh!²); Up! tocando farofada oitentista repetida; e você entre tudo isso, na Savassi, rodeado por emos adolescentes parecendo parte do elenco de BeetleJuice.

Após uma semana cansativa e cheia de compromissos, eu e a gangue do Fórceps (Leo, Natan, João e Fofão) não queríamos de forma alguma ficar parados e, como ressaltado 23 vezes pelo Natan: "Preciso ouvir música alta!".

Eis então que sugiro o Velvet Club, inaugurado no início deste mês e que vem trazendo DJs interessantes/curiosos para se apresentar, como Edu K, Kid Vinil e Philippe Seabra. Havia lido algo sobre o Edgard Scandurra se apresentar dois dias seguidos no local, um dia como DJ, o outro, com seu projeto Benzina, mas não sabia exatamente quando seria cada um. Apesar do receio de parte do grupo com o local e a atração da noite, principalmente por causa do electro/house que ouvíamos pela saída de ar do lado de fora, entramos por volta da 1 e meia da manhã e encontramos cerca de 50 pessoas acompanhando os minutos finais do set do DJ que precedeu o show do Benzina. E que show...

Munido de duas groovebox Roland (uma MC 909 e uma MC 505), um mixer e uma guitarra, Scandurra fez um show incrível. Mesmo nas músicas em que não toca guitarra e que "apenas" manipula suas groovebox, o som é pesado tanto nas batidas como nos sintetizadores, muito provavelmente fruto de sua influência roqueira.

Algumas música são mais próximas do techno, outras, do maximal, e, no geral, lembra bastante algo como Digitalism e Daft Punk com um guitarrista virtuoso. E por citar Daft Punk, Scandurra ainda tocou uma cover de "Television Rules The Nation", da dupla francesa, influência assumida de seu trabalho eletrônico.

São poucas as músicas em que o virtuosimo de Scandurra na guitarra é o foco principal, ao menos nesta apresentação em questão, e isso é ainda mais incrível, até porque foge do que boa parte do público esperaria dele. A maior parte da apresentação foi instrumental, com no máximo quatro ou cinco músicas com vocal, sendo que em algumas delas este era justamente o ponto fraco, meio desafinado e baixo.

Talvez eu tenha bebido demais e perdido a noção do tempo, mas a impressão que tenho é a de que o show durou cerca de duas horas, sendo que da metade em diante o público diminuiu bastante (para a alegria do doidão de dois metros que pulava ensandecido pela pista e se divertia colocando as mãos no teto). A queda de público não significa que o show tenha piorado ou se tornado repetitivo, mas apenas prova algo que acontece em boates/clubes de quase todos os lugares: a música, ali, é apenas um acessório. A maioria do público desses locais sai para a "balada", para dançar um pouco, encontrar as pessoas e flertar. Nada contra, são opções. Mas isso significa que a música é deixada de lado e, por isso, a cidade fica infestada de macacos apertadores de play que se auto-denominam DJs ao invés de pessoas que realizam trabalhos realmente interessantes e criativos.

Se por um lado isso aumenta a aura cult do show, por outro chega a ser vergonhoso perceber que um algo excelente foi realizado ali e que umas 20 pessoas ficaram até o final.

Sobre o Velvet Club, o espaço é muito bom, bonito e com um sistema de ventilação que funciona de verdade! Mais ou menos do tamanho da Obra, os únicos problemas aparentes são as cervejas mais caras (Heineken por R$ 4,20 enquanto na Obra e MIH custa R$ 3,50) e a ausência de mais baldes para as garrafas vazias, o que resulta em várias long necks espalhadas pelo chão da pista.

A impressão geral é a de que o Velvet não irá durar muito, já que seu público-alvo é muito próximo do da Mary In Hell e Up!, já estabelecidos e localizados a poucos quarteirões de distância. Mas, pra mim, contanto que haja um diferencial um pouco melhor definido, o clube pode encontrar seu nicho e se manter. É sempre bom ter opções para noites como a dessa sexta-feira.

Ps.: como não pretendia sair ontem de noite e resolvi na última hora, estava sem câmera. Portanto, sem fotos, xuxu. As imagens que ilustram o texto são de outras noites do Velvet, de divulgação.

Novos vocalistas para a UDR (agora sim)

Após terem adiado a escolha dos novos vocalistas da UDR, outra festa foi marcada para a definição de quais serão os novos parceiros de Professor Aquaplay na banda.

A noite promete "provas, gincanas e humilhações públicas" e a divulgação da festa no Fotolog dá a dica: "leve seu próprio traveco e não pague entrada!"

A bagaça acontece hoje de noite na Mary in Hell, por R$ 10. Também tocam os DJs Fael, Feliz e MarckField.

A definição do estilo sonoro da noite é uma belezoca: Techno-Brega, Música para orgias, Funk Irlandês e Grindcore Tropical. Faltou deathpunk com afoxé.

Escute "Bonde do Aleijado", da UDR

27 de maio de 2008

O que o Fórceps anda fazendo...

...e publicando no blog.

NudaFórceps traz Nuda (PE) para BH
"Uma das principais atrações do festival que o Fórceps realizaria na casa de shows Matriz (BH) em junho, a banda Nuda (PE), mantém sua vinda à cidade mesmo após o adiamento do festival. Os pernambucanos se apresentarão na festa do festival Outro Rock, do qual o Fórceps é parceiro, que será realizada na noite de sábado (dia 07/06) no próprio Matriz. De lá, eles seguem para o Goma, em Uberlândia, dia 08, o Egg Music em Goiânia, dia 12, e para o festival Volume, em Cuiabá, dia 14."
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Stereoteca: Seminário Prático da Música discute cenário e oferece consultoria
"O festival Stereoteca, do qual o Fórceps é parceiro, realiza entre a terça (03) e sexta (06) o 1º Seminário Prático da Música que conta com 4 dias de debates e 3 convidados diários das áreas de comunicação, produção executiva, comercial e artística no Brasil e no mundo. Entre os convidados estão o jornalista Pedro Alexandre Sanches (Revista Carta Capital), Luiz César Pimentel (Diretor de conteúdo do MySpace Brasil), Lúcia Camargo (Presidente da Fundação Clóvis Salgado e ex-secretária de Estado da Cultura do Estado do Paraná), entre outros."
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Domingo instrumental em Sabará
"O som instrumental parou o centro de Sabará neste último domingo. A cidade, que tem uma constante movimentação aos domingos na praça Santa Rita, teve seu público pego de surpresa pelas novas propostas das bandas, que apresentaram conceitos bem diferentes ao que os sabarenses estão acostumados. O Circuito Minas Instrumental começou à luz do sol, em uma tarde bonita de céu claro, ao som da banda experimental Constantina. Com bastantes elementos eletrônicos, a banda belorizontina demonstrou uma performance fortíssima com timbres bem definidos e um excelente trabalho com climas, chamando a atenção das pessoas que circulavam por perto."
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22 de maio de 2008

Minas Instrumental em Sabará

Neste domingo, 25 de maio, acontece na cidade histórica de Sabará a primeira edição do Circuito Minas Instrumental, continuação do festival Claro Minas Instrumental, que, em 2007, foi realizado na Praça da Liberdade e na pracinha da Savassi, com atrações como Macaco Bong, M Takara & Ganja Man, Toninho Horta e Markú Ribas.

As apresentações, gratuitas, acontecem no coreto da Praça Santa Rita, no centro histórico de Sabará, a partir das 16 horas.

Realizado pelo Fórceps em parceria com a Casulo Cultura, o Minas Instrumental apresenta quatro bandas que fazem sua estréia na cidade: Constantina (pós-rock climático), Ballet (pós-rock quebrado), Jazz Comfusion (jazz rock experimental) e 4 (progressivo experimental). As três primeiras são bandas de Belo Horizonte, sendo que Constantina e Ballet são grandes conhecidas do público alternativo belo-horizontino e a Jazz Comfusion é ainda recente, tendo poucos shows em seu histórico. Já a 4, banda sabarense, faz sua estréia no palco do festival.

Sou meio suspeito para falar sobre o festival, já que estou na produção, definindo quais bandas entrariam na programação, mas esta é sem dúvida uma boa opção para o domingo tanto dos sabarenses como para os moradores da capital e região metropolitana. Além da ótima música, o clima de cidadezinha histórica do interior, a pracinha e o coreto formam um conjunto totalmente favorável para um domingo, no mínimo, aconchegante (para economizar nos adjetivos pomposos).

19 de maio de 2008

Motomix 2008: de graça e com inscrições abertas

Mostrando-se um festival em constante transformação e ligado às tendências digitais, o Motomix mais uma vez assume novo formato e este ano será realizado em 28 de junho, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, com entrada franca. No ano passado o festival aconteceu em seis locais da capital paulista e teve entre as suas principais atrações os produtores estrangeiros Mark Ronson (EUA) e Apparat (Alemanha), além da banda americana Eagles of Death Metal. Em 2008, até o momento, as únicas bandas confirmadas são a excelente The Go! Team, sexteto de rock-soul-indie, e o trio indie-eletrônico Fujiya& Miyagi.

Assim como nas edições anteriores, estão abertas as inscrições para os concursos "Novos Sons" e "Novas Imagens", que selecionam artistas das áreas musical e visual para participar do evento. Três bandas serão escolhidas para tocar no festival e os vídeos/fotos de cinco artistas serão projetados no palco ao longo dos shows.


As inscrições terminam em 9 de junho e para participar basta se cadastrar no site motorolamotomix.com.br e enviar suas obras. Os selecionados serão divulgados no dia 12 do mesmo mês.

Outras estratégias de divulgação/interação interessantes são o "Disk-Mobilidade", através do qual 30 caçambas de lixo personalizadas pelos usuários do site serão espalhadas por São Paulo com plantas em seus interiores e o blog coletivo do festival, cheio de cultura pop, atualizado por quatro editores e diversas outras pessoas que se cadastraram no site do Motomix (algo que o festival concorrente Nokia Trends já faz há um bom tempo).

Ps.: no ano passado, minha "instalação" V-idiossincrasia concorreu no "Novas Imagens".

18 de maio de 2008

Festival Demo Sul 2008 abre inscrições

Artistas independentes de todo o país interessados em participar do festival Demo Sul 2008 podem enviar seu material para a produção do evento até 15 de julho. As inscrições já são uma tradição do Demo Sul, que este ano realiza sua oitava edição em Londrina - Paraná, em 17 e 18 de outubro.

Os interessados devem enviar um CD ou DVD com gravações da banda, além de um CD constando: release, mapa de palco e no mínimo uma foto em alta resolução. Não é obrigatório, mas as bandas que tiverem matérias em veículos impressos ou eletrônicos podem enviar cópias destes materiais também (sugestão minha: mande!).

Forgotten Boys no Demo Sul 2006Ao longo de suas 7 edições já realizadas o festival já recebeu mais de 1.200 inscrições. De acordo com a Braço Direito, produtora responsável pelo Demo Sul, os principais critérios de seleção são "o nível de participação, regional ou nacional, em manifestações culturais de caráter independente e a coerência da proposta musical, analisada de acordo com o contexto no qual o artista está inserido". Ou seja, quanto mais engajada a banda for no circuito independente, maiores as chances de ser selecionada. É uma posição também adotada por outros festivais e coletivos produtores, como o Espaço Cubo e o Fórceps, na qual as bandas que trabalham pelo desenvolvimento da cena, realizando ações coletivas, possuem um diferencial a mais em relação às outras. De certa forma, é um critério de desempate que beneficia aqueles que atuam em busca de resultados coletivos e a longo prazo.

Além da seleção através da audição do material, outras bandas serão escolhidas através das seletivas realizadas em diferentes cidades, sendo que, até o momento, a única divulgada é Curitiba.

A material de inscrição deve ser enviado para o seguinte endereço:
Braço Direito Produções
Rua Xingu, nº 136 – Vila Nova
Cep. 86025-390
Londrina/Paraná – Brasil

+ edição 2007 do Demo Sul

15 de maio de 2008

12 de maio de 2008

Indiada Magneto

Daniel Saavedra é figura carimbada na atual cena musical de Belo Horizonte. Músico e produtor, é membro das bandas PROA e Manobra, além de guitarrista da cantora Érika Machado e responsável pela produção de diversos novos artistas mineiros. Entretanto, é com o Indiada Magneto, seu projeto solo, que Saavedra vem chamando cada vez mais atenção no restante do país e conquistando seu espaço.

Misturando eletrônica e rock em canções instrumentais, com uma inegável proximidade das trilhas sonoras e jingles publicitários (os quais Daniel também cria profissionalmente), o Indiada varia do downtempo ao semi-industrial.

Daniel (ao centro, de óculos) junto aos artistas de sua coletânea
Fruto de quase 10 anos de trabalho na produção musical, quatro deles à frente do estúdio que dá nome ao projeto, o Indiada Magneto começou a se apresentar apenas este ano e, mesmo com apenas três shows no currículo (1º: Warm Up do Festival do Sol em Natal / 2º: Lançamento do Festival Stereoteca / 3º: Festa do Meio Desligado), vem recebendo prêmios e se destacando na mídia.

Indiada Magneto - "Call Maria"




Na entrevista abaixo, Daniel fala da coletânea Indiada Magneto Apresenta, que reúne alguns dos músicos produzidos por ele, do Indiada Magneto e sua carreira.

Como você define o Indiada Magneto? É uma banda ou um projeto solo?
Indiada Magneto é o nome do estúdio e também do meu projeto autoral. A banda (um trio) foi formada para as apresentações ao vivo. Esse CD (Indiada Magneto Apresenta) é uma coletânea de músicas de vários artistas produzidas por mim no estúdio.

Você foi o único no país a ter sido selecionado em duas categorias do prêmio Rumos Itaú Cultural. Como isso aconteceu?
Participei da produção musical de dois projetos escolhidos na categoria "Mapeamento", o Coletivo Universal e a cantora Érika Machado, com a qual também me apresentarei. Também fui selecionado com o Indiada Magneto na categoria “Homenagem” com dois remixes, um do Sabotage e um do Itamar Assunção. Me apresentei em Natal dentro do Warm Up do Festival do Sol, tocando minhas músicas e os remixes.

Você iniciou na produção musical em 1998. Dá pra ver muitas mudanças no mercado desde então?
O mercado se fragmenta cada vez mais e os segmentos musicais tem espaços e públicos específicos. Acho que as grandes corporações dão lugar às pequenas produtoras, selos e festivais. Isso é bom para a música autoral que acha um espaço antes não existente no mercadão. E a tecnologia ajuda a democratizar a produção.

No Stereoteca você se apresentou com vários músicos convidados. Este formato foi exclusivo do Stereoteca ou se repetirá em outros shows?
Esse show foi criado para o Stereoteca, mas nada impede que exista uma sequência. Talvez a única dificuldade seja conciliar agendas de todos, mas estamos abertos a todas as possibilidades.

Foto: Vinícius (Fumaça Corp)

10 de maio de 2008

Festival Bananada 2008

Completando 10 anos, o Bananada 2008 terá 42 shows divididos entre dois palcos e três dias de programação. Serão 21 bandas goianas e 21 bandas de outros estados brasileiros, dos mais diversos estilos. No mesmo dia, por exemplo, se apresentam a banda de grindcore paulista Are You God? e o Curumim, com seu samba-rock-eletrônico. Em outro dia, o jazz eletrônico experimental do M. Takara 3 virá logo antes do rock'n'roll super distorcido do MQN. Graças aos dois palcos é possível abranger grupos tão diferentes e não descaracterizar o evento.

Com a proliferação de festivais independentes por todo o Brasil, um grande número de bandas acaba marcando presença em todos eles e, em alguns casos, sendo caracterizada de "banda de festival". Em resposta a essa situação e como forma de se diferenciar em meio aos outros festivais goianos, o Bananada dá mais espaço para a cena local e para as bandas que estão despontando no cenário independente. Outro diferencial é que as principais atrações dos três dias de programação são todas bandas locais, ícones da cena goiana como Violins e Mechanics e novos nomes como Johnny Suxxx & The Fuckin' Boys e A Banda da Eline, projeto inusitado que reúne Eline, uma das ex-vocalistas do Hang The Superstars, e membros das bandas Black Drawing Chalks, Valentina, Rollin’ Chamas, Bang Bang Babies, Motherfish e Trissônicos.

Na programação de 2008 algumas das bandas mais interessantes (e que engatinham no circuito independente) são a Sweet Fanny Adams (que fez um dos melhores shows do Abril Pro Rock 2008), Black Drawing Chalks (matador ao vivo!) e a super hypada Mallu Magalhães.

Programação completa

Sexta-feira - 23 de maio

01:30h Mandatory Suicide (GO)
01:00h Johnny Suxxx & The Fuckin' Boys (GO)
00:30h Mechanics (GO)
00:00h Are You God ? (SP)
23:30h SapoBanjo (SP)
23:00h Identidade (RS)
22:30h Curumim (SP)
22:00h Inbleeding (GO)
21:30h Jonas Sá (RJ)
21:00h Fim do Silêncio (SP)
20:30h Goldfish Memories (GO)
20:00h The Melt (MT)
19:40h Mugo (GO)
19:20h Bad Lucky Charmers (GO)

Sábado - 24 de maio

01:30h Violins (GO)
01:00h Diego de Moraes e o Sindicato (GO)
00:30h Motherfish (GO)
00:00h Do Amor (RJ)
23:30h Mallu Magalhães (SP)
23:00h Cérebro Eletrônico (SP)
22:30h Sweet Fanny Adams (PE)
22:00h Black Drawing Chalks (GO)
21:30h Chimpanzé Club Trio (SP)
21:00h Bang Bang Babies (GO)
20:30h Abesta (SC)
20:00h Filhos de Empregada (PA)
19:40h Abluesados (GO)
19:20h Gloom (GO)

Domingo - 25 de maio

00:30h A Banda da Eline (GO)
00:00h Necropsy Room (GO)
23:30h MQN (GO)
23:00h M. Takara 3 (SP)
22:30h O lendário chucrobillyman (PR)
22:00h A grande trepada (RJ)
21:30h Amp (PE)
21:00h Shakemakers (GO)
20:30h Bad Folks (PR)
20:00h Orquestra Abstrata/Seven (GO)
19:30h Big Nitrons (Santos - SP)
19:00h Fire Friend (DF / SP)
18:40h The Backbiters (GO)
18:20h Sweet Racers (GO)

+ Programação do ano passado.
+ Vídeos de edições anteriores.
+ Matéria do Alto-Falante sobre o show do Matanza no Bananada 2002 (imagens do público durante o show).


Quadro "Visitando a Cena", do programa de TV da Trama Virtual, sobre o Bananada.

Parte 1 (aparecem as bandas Goldfish Memories, 2fuzz, Devotos, Mechanics, MQN, Coletivo Rádio Cipó, Born a Lion, Dimitri Pellz, Barfly, Del-o-max, Elma, Super Hi-fi)



Parte 2 (aparecem as bandas Valentina, Trissônicos, Johnny Suxxx N' The Fucking Boys, Sangue Seco, Black Drawing Chalks, Galinha Preta, Pública, Udora, Monno, Vamoz!, Slot, Daddy O Grande & The Dead Rocks, MQN, Rollin' Chamas)



Serviço
Datas: 23 a 25 de maio
Local: Centro Cultural Martim Cererê
Ingressos: R$ 30,00 (inteira por noite), R$ 15,00 (meia por noite) e R$ 30,00 (passaporte para os três dias)
Pontos-de-venda: Ambiente Skate Shop, Tribo do Açaí, Monstro Discos
Informações: (62) 3281-5358

9 de maio de 2008

Festa do Meio Desligado: inícios...

A primeira festa do blog. O primeiro show da Júlia Says em Belo Horizonte. O primeiro show verdadeiro do Indiada Magneto em BH. Minha primeira discotecagem na Obra. A primeira discotecagem do Leo.

Estréias podem ser ao mesmo tempo animadoras e amedrontadoras, a expectativa, a dúvida, a incerteza em torno daquilo que você desconhece permite que tudo se transforme em novidade e que cada nova ação seja uma surpresa. Em alguns casos podem ser surpresas negativas. Ontem, felizmente, foram surpresas extremamente agradáveis que marcaram a primeira festa do Meio Desligado.

A Júlia Says fez um show ótimo, extremamente animado. Som "cheio", efeitos chapados, guitarra e bateria excelentes. Logo após uma introdução instrumental, tocaram o single "Mohamed Saksak", muito mais pesado ao vivo que em estúdio. Várias canções novas foram apresentadas junto às faixas do EP de estréia da banda, mostrando um lado ainda mais dançante e continuando com o bom uso de sintetizadores e programações. Deixando clara uma de suas influências, tocaram uma cover de "Sem Conserto", uma das melhores músicas do Maquinado, projeto solo de Lúcio Maia (Nação Zumbi).

No fim da apresentação, a matadora "Aos Segredos Guardados" provocou sorrisos de felicidade pela Obra, resultando em um sincero pedido de bis por parte do público e que foi atendido com mais uma execução do "hit indie" da banda, "Mohamed Saksak".

Antes, abrindo a noite, o trio Indiada Magneto apresentou sua mistura instrumental de rock e eletrônica cheia de bons riffs em um show muito mais pesado do que podia-se esperar a partir das músicas gravadas até o momento por eles.

Em abril, o Indiada tocou no festival Stereoteca, em BH, mas tratava-se de um show especial junto aos artistas que gravaram no estúdio que dá nome ao projeto. Com seu formato original, um trio, tocando suas próprias canções, este foi o primeiro show em Belo Horizonte e o segundo da história da banda (o primeiro foi em Natal, como parte do projeto Itaú Rumos Cultural).

Pouquíssimas pessoas presentes conheciam a banda e a resposta foi boa, mesmo não sendo o tipo de som totalmente assimilável logo em um primeiro contato.

A resposta do público à discotecagem foi uma das coisas que também me deixou super feliz. B Flogin (Leo) abriu a noite e desde o início mandou hits e mais hits. Em seguida, comecei o DJ set da P.U.T.A., tocando antes do Indiada e entre os dois shows, voltando a assumir os CDJs mais tarde. Muito pós-punk, punk, deathpunk e algum indie. Adorei as pessoas vindo perguntar "o que é isso que tá tocando?", dizendo "Eu quero seu set list!" e as outras que vieram elogiar o som (7?). Ótima estréia.

Não fiz vídeos ou fotos porque esqueci as pilhas da câmera. Assim que conseguir fotos feitas por outras pessoas, publico. Mas, por um lado, a ausência de imagens é até boa, porque torna as memórias da noite ainda mais pessoais e especiais, divididas apenas entre aquelas 150 pessoas que estavam ali comemorando os 18 meses de Meio Desligado e conferindo a nova música alternativa brasileira.

Em breve teremos mais.

6 de maio de 2008

Um pouco mais sobre a Júlia Says e o Indiada Magneto, atrações da festa do Meio Desligado

Nesta quinta-feira, 08 de maio, o Meio Desligado traz a Belo Horizonte pela primeira vez a banda recifense Júlia Says, nome mais promissor da atual cena musical da cidade, e o projeto Indiada Magneto, do produtor e músico mineiro Daniel Saavedra, destaque do último prêmio Rumos Itaú Cultural.

Júlia Says www.myspace.com/juliadisse

Com apenas nove meses de vida, a dupla Júlia Says, formada pelos jovens multi-instrumentistas Paulo André (Guitarra / Voz / Programações / Violão / Sintetizadores) e Anthony Diego (Bateria / Percussão / Programações / Sintetizadores), foi considerada a maior revelação do festival Rec Beat 2008, realizado em Recife durante o carnaval, e destaque nos principais veículos de comunicação do nordeste, como a Folha de Pernambuco e o site Recife Rock, além da revista Rolling Stone de março e do programa Metrópolis, da TV Cultura de São Paulo.





A dupla vem se destacando por sua fusão original de eletrônica, rock alternativo e pós-manguebeat, dando nova vida aos sons eternizados por Chico Science e Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. Assim como nomes recentes da música pernambucana como Mombojó, China e Maquinado, a Júlia Says traz nova vida aos resquícios do mangue e o alia a influências diversas, que vão da calmaria de Itamar Assunção e as palavras de Paulo Leminski às batidas pesadas do Prodigy e as guitarras de John Frusciante. A proposta da banda é fazer música livre de rótulos e com identidade, explorando elementos eletrônicos e com forte influência literária.

Seu primeiro EP, homônimo, foi lançado no final de 2007 pelo selo pernambucano Bazuka Discos (criado pelos responsáveis pelo Coquetel Molotov) e conta com 5 faixas, com destaque para o single “Mohammed Saksak”, com seus sintetizadores e batidas animadas aliadas a violões, e para a instrumental e pesada “Aos Segredos Guardados”.

Antes de chegar a Belo Horizonte, a banda fez uma temporada de shows em São Paulo, tocando em diversas casas de show alternativas e em centros culturais.

O que escreveram sobre a banda:

Folha de Pernambuco - "A grande revelação foi o Júlia Says. Dupla que experimenta pitadas cavalares de programação eletrônica no rock, com uma ótima primeira impressão de quem deve crescer muito na cena local"

Revista O Grito - “... a banda, que se apresentou no último Rec Beat, e saiu de lá como uma revelação da cena indie local pretende garantir um lugar ao sol nos próximos festivais que irão rolar ao longo do ano pelo Brasil”

Recife Rock - “trata-se da grande revelação de 2007”

Indiada Magneto www.myspace.com/indiadamagneto

Projeto do músico e produtor Daniel Saavedra que mistura rock alternativo e experimentações eletrônicas, Indiada Magneto vem chamando a atenção da crítica especializada e produtores Brasil à fora. Na última edição do prêmio Rumos Itaú Cultural, o artista foi o único selecionado em duas categorias, as de produção e remix.

Guitarrista virtuoso com mais de 10 anos no meio musical, Daniel também é membro das bandas PROA e Manobra. No último mês de abril, com seu projeto Indiada Magneto, foi o responsável pela estréia da edição 2008 do festival Stereoteca, em Belo Horizonte.

Mais sobre a Indiada Magneto.


Serviço

Festa do Meio Desligado
Atrações: Júlia Says (Recife – PE), Indiada Magneto (Belo Horizonte – MG) mais os DJs B Flogin (Sabará - MG) e P.U.T.A. (Sabará – MG), fazendo um DJ set especial
Data: 08 de maio
Horário: 22:00 hs
Local: A Obra – Rua Rio Grande do Norte nº 1168, Savassi, Belo Horizonte
Preço: R$ 8
Telefone de contato: 3215-8077 / 3261-9431

4 de maio de 2008

Muitas novidades

Cartaz da edição 2006 do Skol BeatsSkol Beats 2008
Interatividade é a máxima da edição deste ano do já tradicional festival de música eletrônica Skol Beats. Todo o evento será criado a partir da opinião do público, que poderá votar em todas as etapas, desde a definição das atrações nacionais e internacionais ao horário das apresentações.

As votações acontecem por etapas (DJs internacionais / DJs brasileiros / VJs / formato - local e horário / ações de responsabilidade social) no site oficial, via mensagens de celular ou nas urnas espalhadas por boates e bares de São Paulo.

No total, serão escolhidos 7 atrações musicais internacionais e 5 nacionais. Os nomes escolhidos serão divulgados em 22 de agosto e o Skol Beats 2008 acontece 27 de setembro, em São Paulo.

Parceria Abrafin / TramaVirtual
Em 2007, o TramaVirtual esteve presente em vários festivais da Abrafin, realizando a cobertura dos eventos para seu site e o programa de TV, além de intermediar as negociações junto a Sol, cerveja que patrocinou os festivais da associação.

Este ano a parceria vai além com o TramaVirtual investindo dinheiro diretamente na Abrafin. O valor comentado é de R$ 150 mil, sendo que R$ 100 mil seria dividido entre 12 festivais escolhidos pelo próprio TramaVirtual, e os R$ 50 mil restantes utilizados para despesas de administração da associação.

Álbum Virtual
Ainda sobre o TramaVirtual, nas próximas semanas o site estréia o serviço intitulado “Álbum Virtual”, através do qual álbuns completos de bandas independentes serão liberados para download durante três meses. Nesse período, o CD em questão (incluindo a arte gráfica do encarte) estará disponível em um hotsite patrocinado por alguma empresa, que irá remunerar a banda de acordo com o número de downloads realizados.

Os primeiros álbuns lançados no serviço provavelmente serão Artista Igual Pedreiro, CD de estréia do trio cuiabano de rock erótico instrumental Macaco Bong, e o novo trabalho de Tom Zé.

Venda de mp3 no MySpace
Experiências semelhantes ao “Álbum Virtual” da TramaVirtual são realizadas pelo MySpace no exterior. Recentemente, por exemplo, o novo CD da banda de hardcore melódico Pennywise esteve disponível para download na íntegra para quem adicionasse como amigo o perfil de uma determinada empresa, que patrocinou a empreitada.

Para as bandas menores, o MySpace também tem parcerias que permitem aos artistas venderem suas músicas através do próprio site. No Brasil, no entanto, as bandas deverão poder utilizar serviços semelhantes apenas em 2009 ou no final deste ano.

Enquanto isso, o site fecha parcerias que possibilitam a venda de músicas de artistas das gravadoras Universal, Sony BMG e Warner, que incluem nomes como Justin Timberlake, Avril Lavigne e Amy Winehouse, no exterior, e Ivete Sangalo, NXZero e outros, no Brasil.

R$ 3 mil no bolso através de downloads
É isso o que o Dance of Days chega a receber por mês através do download remunerado da TramaVirtual.

MySpace substituindo sites?
Muita gente já prefere visitar os perfis das bandas no MySpace do que acessar seus respectivos sites oficiais. Já há algum tempo, diversas bandas independentes sequer planejam criar um site próprio, uma vez que o MySpace e similares atendem suas necessidades e não demandam investimentos financeiros como hospedagem e desenvolvimento do site. O interessante é que é cada vez mais comum o uso “corporativo” do MySpace, como no caso de festivais e casas noturnas, em alguns casos até mesmo substituindo a criação de um site oficial pela ferramenta. A boate belo horizontina Deputamadre é exemplo disso.

No caso dos festivais, dá pra citar o Abril Pro Rock, Stereoteca e Eletronika como alguns dos que utilizaram o site como plataforma de divulgação e aproximação junto ao público, buscando maior interatividade.

EU - o entrevistado da vez

O ótimo site O Grito foi reformulado recentemente e uma de suas novas seções se chama Metaweb, na qual entrevistam pessoas envolvidas com "jornalismo e novas experiências online" e que tenham atuação importante na internet. O primeiro entrevistado foi ninguém menos que o grande Alexandre Matias, do blog Trabalho Sujo, da festa Gente Bonita e que edita o caderno Link no jornal O Estado de S. Paulo. E quem foi o convidado seguinte? Ninguém menos que euzinho!

Marcelo Santiago, a.k.a 'o cara do Meio Desligado'
Na conversa, falei do Meio Desligado, Fórceps, festivais independentes, dos meus projetos musicais (e da suspeita de minha hiperatividade provocada por açúcar), dos blogs brasileiros de cultura pop e mais um monte de coisas.

Detalhe: quando falei que o Meio Desligado e a P.U.T.A. são tentativas de melhorar as vidas das pessoas (principalmente a minha), era totalmente verdade. Por isso é tão bom obter respostas positivas das pessoas, seja por causa dos textos do blog, das centenas de músicas que espalho por aí ou por projetos como o V-idiossincrasia: se alguém se sentir bem com algo que faço e por ao menos alguns instantes sua vida se tornar um pouco melhor por causa de algo que criei, então já terá valido a pena.

Leia a entrevista completa ou pense se vale a pena conferindo os trechos abaixo (não selecionei esses trechos por serem as melhores respostas, mas sim alguns dos que poderiam ser mais relevantes para quem costuma ler o blog e não tem muito tempo para acompanhar o texto completo) .

Como você consegue dar conta de tantos projetos? Qual o que ocupa maior parte do seu tempo hoje?
Bem, manter 7 projetos musicais (p.u.t.a. / m.a.s FEAR SATAN / Miss Leck / Viva Nayla! / Eu Tenho Uma Banda, Eu Tenho o Poder!, Pornochanchada do Canal Brasil / Cafetão), um coletivo de (anti)arte experimental (P.U.T.A.) e outro de produção cultural (Fórceps), quatro blogs (Meio Desligado / Fórceps / A Festa Nunca Termina / Mazzacane), duas faculdades (jornalismo e design) é meio complicado, mas são coisas que adoro fazer e que tenho necessidade de dar continuidade. São formas de me expressar, então é um processo natural.

Por um tempo fiz tudo simultaneamente, mas acabei tendo que me organizar e distribuir melhor meu tempo, então tranquei a faculdade de design e acabei com o Mazzacane. Os projetos musicais são conceituais e têm estilos diferentes entre si, então dou continuidade a um certo projeto de acordo com o que estou sentindo naquele momento. Se eu comer um saco de açúcar, por exemplo, e depois assistir a um DVD do Pantera, provavelmente irei fazer umas músicas ultra-aceleradas para o Viva Nayla!.

Atualmente me dedico principalmente ao Meio Desligado e ao meu trabalho com produção cultural (o que envolve tanto o meu emprego como o trabalho realizado através do Fórceps), pois são as atividades que me dão mais prazer e através das quais sinto que posso contribuir de forma efetiva para melhorar ao menos um pouco a vida de outras pessoas. É mais ou menos desse pensamento que vem a idéia da P.U.T.A. também (tanto o nome como as ações).

O que acha da cobertura da cena indie feita pelos blogs brasileiros? Eles, de fato, representam alguma importância para a cena, para as bandas?
Os blogs são a plataforma por onde circulam as informações do cenário independente, porque são feitos pelos próprios personagens dessa cena. Não são fruto de jornalistas preguiçosos e cujos egos só não são maiores do que as poses. O problema é que na grande maioria dos casos esses mesmos blogueiros são pessoas despreparadas e desinformadas, que não conseguem tirar grande proveito das ferramentas que a internet oferece e estão ligadas a modelos padronizados de cobertura, seguindo a formatação utilizada pela mídia tradicional e generalista há décadas. Ainda falta muito para que tenhamos diversos blogs interessantes abordando o que acontece fora dos grandes palcos. Pensando rapidamente, não consigo chegar a 10 nomes sequer.