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27 de abril de 2008

Programação para maio em BH

Mês agitado em Belo Horizonte, com festivais, festas especiais, lançamentos de CDs e opções para diferentes gostos (rock, eletrônica, hip hop, jazz, etc). A lista começa em 30 de abril, com a performance ao vivo do Mixhell (Iggor Cavalera na bateria, Layma Leiton nas pickups) e termina em 7 de junho, com o primeiro festival realizado pelo coletivo Fórceps na capital mineira.

Escolha o que lhe interessa e anote na agenda.

30 de abril
* Mixhell + Digitaria + Marck Field + Gustavo Peluzo, no Deputamadre (Avenida do Contorno 2028, bairro Floresta), a partir das 22 hs. R$ 15 (adiantado), na loja Chilli Beans do Pátio Savassi.
* Julgamento + Mente Fria, no Stereoteca (teatro da biblioteca pública, na Praça da Liberdade), às 20:30. R$ 6 (inteira).

1 de maio
* BNegão e os Seletores de Frequência + Renegado com Ganja Man + Berimbrown com Gerson King Combo no Conexão Vivo, a partir das 20 hs. R$ 10 (inteira).

2 de maio
* Los Porongas (AC) participa do show do Falcatrua (MG) no Conexão Vivo (Parque Municipal, centro). 23 hs. R$ 10 (inteira).

3 de maio
* Rebeca Matta + Porcas Borboletas no Conexão Vivo, a partir das 20 hs. R$ 10 (inteira).

1 a 3 de maio
* Festival BPM, com Jahcoozi + Aux 88 + Digitaria + Matias Aguayo + Monk Ponk + Donatinho + outros. Na Praça da Estação (gratuito), no dia 3, entre 14 e 22 hs; na Roxy (dia 2), R$ 30 para homens, R$ 20 para mulheres; dia 1º no Pátio Savassi, debates e oficina (grátis).

4 de maio
* Fernanda Takai no Conexão Vivo. 23 hs. R$ 10 (inteira).

8 de maio
* Festa super especial do Meio Desligado na Obra! Show da Julia Says, uma das bandas mais comentadas e promissoras de Recife, + Indiada Magneto, além de alguns DJs fodões (P.U.T.A. + B Flogin). A partir das 22 hs. R$ 8.

10 de maio
* Macaco Bong na Obra, lançando o CD Artista Igual Pedreiro. R$ 12.
* Constantina na Minueto, lançamento do EP iHola, Amigos!. A partir das 20 hs, por R$ 5.

18 de maio
* Garage Fuzz + Hold Your Breath + Do It Yourself + Severa + The Fake + Feeble + Silicones + Dicksão + Autline na Matriz (terminal JK), a partir das 14 hs. R$ 15.

25 de maio
* Circuito Minas Instrumental em Sabará, com Ballet, 4 e Jazz Comfusion. Grátis, no Coreto (centro histórico da cidade). A partir das 16 hs.

21 de maio
* Pat C no Stereoteca (teatro da biblioteca pública, na Praça da Liberdade), às 20:30. R$ 6 (inteira).

3 a 6 de junho
* 1º Seminário Prático da Música Brasileira, com importantes profissionais das áreas de comunicação, produção musical, produção executiva e artística. No teatro da biblioteca pública, na Praça da Liberdade, em horário a ser definido. Grátis.

4 de junho
* monno no festival Stereoteca (teatro da biblioteca pública, na Praça da Liberdade), às 20:30. R$ 6 (inteira).

7 de junho
* Festival do Fórceps no Matriz, com Tênis + Fusile + Vivaz + e outras atrações a serem definidas.

PMW Rock Festival 2008

Nos próximos dias 2 e 3 de maio a cidade de Palmas, capital do Tocantins, será palco da quarta edição do PMW Rock Festival, que reúne algumas das bandas mais representativas do estado junto a artistas independentes de outras partes do país, como Móveis Coloniais de Acaju, Lafusa (ambos do Distrito Federal), Zefirina Bomba (da Paraíba) e Cachorro Grande (do Rio Grande do Sul).

O PMW é integrante da Abrafin e é um dos principais agentes de integração da cena do rock independente no norte do Brasil, ao lado dos trabalhos realizados pelo coletivo Catraia, no Acre (realizadores do festival Varadouro) e do festival Se Rasgum No Rock, que acontece no Pará.

A programação completa está disponível no site oficial do PMW. Os ingressos para cada dia custam R$ 10 e podem ser comprados na Brasil Telecom (patrocinadora do evento), na Avenida JK, e na loja Maré Surf, no Palmas Shopping.

26 de abril de 2008

Virada Cultural abre espaço para os independentes

A partir das 18 horas de hoje tem início a quarta edição daquele que é um dos mais interessantes eventos culturais do Brasil: a Virada Cultural de São Paulo. Serão 24 horas de ações envolvendo as mais diversas manifestações artísticas em diferentes pontos da cidade e uma das novidades este ano é o palco da Abrafin (cansei de colocar o significado aqui, siga o link!), que trará bandas independentes de todo o país, indicadas pelos membros da associação.

Excelente oportunidade para conferir ao vivo alguns dos melhores e mais comentados grupos da música brasileira na atualidade (como Superguidis, Macaco Bong e Fóssil) e também para as próprias bandas divulgarem seus trabalhos junto a um maior público.


Para chegar ao Pátio do Colégio, na rua Boa Vista, onde será montado o palco, basta seguir o mapa.

24 de abril de 2008

Conexão Vivo promove 9 dias de shows em BH

Nação Zumbi, Fernanda Takai, Udora, BNegão e os Seletores de Frequência, Los Alamos (da Argentina), Móveis Coloniais de Acaju, Rebeca Matta, Renegado, Los Porongas, Dead Lover's Twisted Heart, Porcas Borboletas... essas são algumas das atrações do Conexão Vivo, festival que começa hoje em Belo Horizonte.

O evento, que substitui o antigo Conexão Telemig Celular, acontece até o dia 4 de maio (não acontecem shows apenas nos dias 28 e 29 de abril) no Parque Municipal, no centro da capital mineira.

Kiko Klaus no Conexão VivoAlém dos diversos shows de artistas independentes, destacam-se na programação encontros inusitados entre nomes da música brasileira, como o rapper Renegado junto ao produtor e músico Daniel GanjaMan e a sambista Aline Calixto; o notório cantor brega Odair José junto a banda de folk indie rock mineira Dead Lover´s Twisted Heart; e o guitarrista Edgard Scandurra (Ira!) como convidado do pianista Juarez Maciel e Grupo Muda.

As apresentações começam às 18:00 e os ingressos para cada dia custam R$ 10 (inteira), à venda na bilheteria do Parque Municipal. Clientes da Vivo têm direito a cortesias.

Alguns dos shows mais interessantes de hoje são os da banda argentina Los Alamos e do recifense Kiko Klaus, cujo flyer está ao lado (adivinhe que fez?).

21 de abril de 2008

Festival Casarão 2008: Rondônia no circuito musical independente

O Festival Casarão, realizado em Porto Velho, divulgou a programação de sua edição 2008, que acontece entre 2 e 4 de maio. O festival, que é integrante da Abrafin - Associação Brasileira de Festivais Independente, traz 32 bandas, sendo a maioria do circuito independente nacional. Serão 13 bandas locais, 18 de outros estados e uma atração internacional, a boliviana Querembas.

O Casarão foi um dos selecionados no edital da Petrobras para festivais independentes, realizado pela primeira vez em 2007, e este ano conta com o patrocínio da empresa, o que possibilita uma maior estrutura para esta que é a nona edição do evento.




02 de maio – Sexta (Local: Kabana's)

22:00 – Cachorro Grande (RS)
21:30 – Mukeka di Rato (ES)
21:00 – Coveiros (RO)
20:30 – Do Amor (RJ)
20:00 – Bicho du Lodo (RO)
19:30 – Mr. Jungle (RR)
19:00 – Underflow (AM)
18:30 – Visitantes (SP)
18:00 – Incinerador (RO)
17:30 – Seletiva de Ji-Paraná ou Vilhena (RO)
17:00 – DHC (RO)

03 de maio – Sábado (Local: Casarão)

01:30 – Dead Fish (ES)
01:00 – MQN (GO)
00:30 – Recato (RO)
00:00 – Macaco Bong (MT)
23:00 – Mezatrio (AM)
22:30 – Rádio Ao Vivo (RO)
22:00 – Toa Toa (RJ)
21:30 – Aliases (AM)
21:00 – Boddah Diciro (TO)
20:30 – Sucodinois (RO)
20:00 – Marlton (AC)
19:30 – Hellfire (RO)
19:00 – One Weak (RO)

04 de maio – Domingo (Local: Kabana's)

22:00 – Pitty (BA)
21:30 – Ecos Falsos + Daniel Belleza (SP)
21:00 – Ultimato (RO)
20:30 – Querembas (Bolívia)
20:00 – Hey Hey Hey (RO)
19:30 – Esquerda Volver (PR)
19:00 – Johnny Suxxx n' Fucking Boys (GO)
18:30 – Seu Miranda (RJ)
18:00 – Miss Jane (RO)
17:30 – Seletiva de Ji-Paraná ou Vilhena (RO)
17:00 – Celula'tiva (RO)

20 de abril de 2008

Abril Pro Rock 2008: pontos de vista

O que publicaram sobre o Abril Pro Rock 2008 na internet:

El Cabong:
"Convocar bandas gringas foi um acerto, qualifica o evento e possibilita fãs de todo Nordeste a ver nomes históricos fazendo seus shows por aqui. Bad Brains e New York Dolls deram conta do recado, fizeram excelentes shows na primeira noite. Não tanto para quem não conhecia muito ou não curtia o som das bandas, mas perfeito para os fãs que viram as duas desfilarem seus sucessos com a competência que as colocaram na história."

O Grito:
"O buxixo que pairava no ar era de que o Abril pro Rock tinha mudado. Que precisava transformar para ganhar mais platéia e voltar a ser a velha plataforma nacional de lançamentos. De fato o Abril mudou. Saiu do aconchegante Pavilhão para abraçar o escorregadio chão do Chevrolett Hall, casa mais bem equipada e que, a priori, funcionaria muito bem para maquiar a constante queda de público dos últimos 10 anos. Até que na funcionalidade make up o espaço funcionou."

Recife Rock:
"Em sua primeira perna (os dois primeiros dias) a grande atenção do festival, quem diria, acabou se voltando toda para Céu. Boa parte do público de cerca de quatro mil pessoas (tinha pelo menos o dobro de gente do dia anterior) foi ao APR naquela noite apenas para vê-la. E saiu bem satisfeita com o que viu. Mas, tecnicamente falando, quem mais chamou os holofotes para si foi o surpreendente show do Superguidis no palco dois e a inacreditável apresentação da banda neozelandesa The Datsuns, que infelizmente pegou um público já massacrado pela maratona imposta pelas 12 atrações anteriores."



sobremúsica:
"A décima-sexta edição do Abril Pro Rock mostrou um certo saturamento da cena independente brasileira. Em dois dias, muita gente subiu ao palco e pouca coisa surpreendeu. Em um festival com tantas atrações, essa é a tendência natural, sim, mas cabe uma reflexão sobre a falta de novidade. Há algumas bandas boas, mas quase nada interessante e a distância entre uma coisa e outra é a principal lição que se leva."

19 de abril de 2008

Abril Pro Rock 2008: noite metal (11.04)

Se no final da década de 90 o Abril Pro Rock reunia cerca de 15 mil pessoas, em 2008 o público não chegou a metade desse número. Talvez pelo fato do Chevrolet Hall, local onde o evento foi realizado, ser muito grande, grandes buracos entre o público podiam ser vistos pela casa de shows. Essa foi a primeira vez que o APR foi realizado no Chevrolet, localizado na divisa entre Recife e Olinda, logo ao lado do Centro de Convenções de Pernambuco, sede do evento entre 1997 e 2007.

Público do Abril Pro RockA primeira noite do festival foi marcada por atrações mais pesadas, como Bad Brains e Mukeka di Rato, e algum espaço para bandas mais distantes do metal/hardcore, mas nem por isso menos barulhentas, como Vamoz!, New York Dolls e The Sinks.

A abertura da noite ficou por conta da novata AMP (PE), vencedora do concurso Link Musical, que escolheu uma banda para cada noite do APR 2008. Não vi o show, mas segundo relatos, agradaram bastante ao público com sua mistura de grunge/stoner rock.

Na sequência veio a Project 666 (PE), que também não vi, mas que, a julgar pelas músicas em seu MySpace, deve ter feito um grande show de metal.

The SinksO APR começou de verdade para mim a partir do show do The Sinks (RN), no palco 3, agradando com canções simples e diretas. Às vezes lembrando uma banda de pop punk, outras, um sobrevivente grunge, foi uma apresentação sem grandes surpresas, porém divertida.

As atividades do palco principal tiveram início com mais uma apresentação explosiva do Mukeka di Rato (ES). A formação de uma enorme roda de pogo logo em seguida aos primeiros acordes foi incrível. O cinegrafista da TramaVirtual filmando em meio ao mosh foi uma das melhores cenas da noite: dezenas de pessoas insandecidas, dando socos e chutes para todos os lados e o sujeito no meio, com sua câmera em riste, filmando tudo. Devem ter ficado ótimas as imagens.
Independente do quão boa seja qualquer apresentação do Mukeka, é um som que definitivamente funciona melhor em locais menores. E um show da banda sem "Visual é tudo" ou "Primeira Comunhão Com Satanás" é de dar um dor no peito...

Após a destruição provocada pelo Mukeka, o Zumbis do Espaço (SP) subiu ao palco 2 e me mandei para dar uma volta pelo Chevrolet Hall, flertar com pernambucanas e ver os estandes (Petrobras, Monstro, Hellcife, Criolina, Link Musical e outros).

O flerte avançou e com isso apenas ouvi (fiquei de costas para o palco) o show do Bad Brains (EUA), com rápidas espiadas sobre os ombros. Para quem esperava um show de hardcore com uma pegada metal e certa influência reggae, me surpreendi com a banda ao vivo. Extremamente pesado, o Bad Brains praticamente fez um show de metal com intervenções reggae, no qual ambas as passagens se completavam e fluíam normalmente. Um dos poucos problemas foi a longa duração do show, que acabou o tornando cansativo e repetitivo para quem não é fã de carteirinha da banda.

Vamoz!Terminada a sessão metal da noite, o Vamoz! (PE) subiu ao palco 2 para fazer um dos melhores shows da noite. Tocando em casa, a banda já tinha o público na mão desde o início e pôde desfilar com segurança seu barulhento e energético repertório, mostrando mais uma vez a razão pela qual é considerada uma das melhores bandas nordestinas (ou brasileiras) da atualidade. Para as viúvas indie presentes, provalvelmente tratou-se do ponto alto da primeira noite do APR.

Fechando a noite e tocando para uma platéia extremamente cansada após a maratona de shows e distorção, os lendários New York Dolls (EUA) subiram ao palco com apenas dois membros de sua formação original e fizeram uma apresentação razoável. Valeu mais pelo valor histórico da banda do que pelo show em si. Detalhe: inevitável a associação entre o vocalista David Johansen e Mick Jagger, sendo que o primeiro parece uma versão ralé/destruída do primeiro. Talvez a imagem de Johansen reflita o atual estado do New York Dolls...

18 de abril de 2008

monno: o velho, o novo, o catártico

fromTaís Oliveira
tomeuemail@gmail.com,
dateFri, Apr 18, 2008 at 8:23 AM
subjectmonno
signed-byyahoo.com.br

Oi Marcelo!

Não sei se vc ainda quer postar, pq tá meio velho né? E vc pode achar o texto uma bosta e nao querer postar tb. Enfim, vc q sabe, se quiser, pode editar o texto e tals
Tem tb uma foto, a unica q ficou boa pq a pilha acabou na 6ª foto
A entrevista vou te encaminhar, nao sei se ela vale sozinha, pode ser incorporada no texto.
Mas acho q vc nem vai publicar mesmo

Beijos


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monno, por Taís Oliveira (antes da pilha acabar)monno é uma banda para se conhecer no show/ao vivo. O que acontecia com as músicas do primeiro EP era que as gravações não davam conta da potência dos shows e, após ver a banda ao vivo, a sensação era que os efeitos (colocados na gravação) eram desnecessários. O monno tem uma energia que é direta, não que isto não implique uma elaboração. Mas as melodias e as letras conseguem falar claro e atingir quem escuta, com uma espécie de simplicidade elaborada, objetividade encantadora. (hahahaha)

Foi uma surpresa ver o show começar com “Silêncio”, música que abre o primeiro EP. Mas foi um acerto do monno: ao invés de deixar o público “boiando” tocando só canções até então desconhecidas para a maioria, a banda balanceou o repertório, dividido entre as canções de Agora e as músicas antigas, que o público acompanhava cantando.

Falando em público, saltos altíssimos e all stars surrados se revezavam num show de, digamos, “indie rock”, numa boate onde a long neck custa R$ 7. Todos esperando pelo monno, com direito a isqueiros, gente cantando (ou fingindo cantar) as músicas novas, groupies na frente do palco e corinho de bis. Só para constar, os groupies eram todos homens.

No começo a banda já anuncia: “nos preparamos dois meses para isto”. Era o que se podia ver na execução das músicas, nas luzes e na escolha do local e dos DJs (tinha até Kid Vinil). Mas não no som, que a princípio não estava muito legal e foi sendo corrigido aos poucos com a ajuda do público. Bem, nem tanto. Quando o som já estava acertado, alguém da platéia cismou que não dava para ouvir o baixo e o resultado foi que nas últimas músicas o corpo todo vibrava junto com as cordas.

monno, na RoxyA primeira música nova, “Acontece”, traz o monno que estamos acostumados e gostamos. Podia até se confundir com alguma música desconhecida do primeiro EP, ainda mais sem os efeitos de vozes da gravação.

“O pouco que eu quis” trouxe um clima diferente, com um efeito de guitarra que poderia ser irritante se não contagiasse e tivesse um efeito catártico que não te deixa tirar os olhos do palco, ao mesmo tempo que sua mente vai longe (mas às vezes aquele efeito me incomodava). Foi assim também com “21 dias”, melhor momento do show e melhor música do novo CD, que além da companhia dos teclados teve participação de Paulo Barcelos no trompete. Taí o novo monno, denso, catártico, encantador.

“Enquanto o mundo dorme” tem aquela bateria que fez com que as bandas de hoje em dia virassem hypes colocando os indies para dançar. É a música que o Lúcio Ribeiro ia gostar, com influências de Bloc Party, Franz Ferdinand e todos esses hypes dançantes.

Entre as músicas gravadas em 2005 e em 2007/08, estava “Grand Hotel”, cover de Kid Abelha que vem aparecendo nos shows da banda desde o ano passado e deve entrar no próximo disco (a ser lançado ainda este ano) .

As músicas do EP Agora mostram que a banda continua com a qualidade de antes, mas talvez uma surpresa fosse bem-vinda. “As pequenas coisas” é uma espécie de “monno meets Strokes”. Para finalizar o show, nada melhor do que as melhores músicas do monno: “A falta” e “#1”. “Se pelo menos uma vez, eu entrar se a porta abrir”, canta o vocalista Bruno. As portas já estão abertas para o monno.

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Set list

silêncio
acontece
nada demais
o pouco que eu quis
21 dias
enquanto o mundo dorme
carta pra depois
lugar algum
grand hotel
as pequenas coisas
agora
a falta
#1

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from
to
Taís Oliveira
meuemail@gmail.com,
dateFri, Apr 18, 2008 at 8:24 AM
subjectEn: Re: entrevista
signed-byyahoo.com.br



Repara que ele confundiu Kid Abelha com Kid Vinil


---------- Forwarded message ----------
From: monno
To: "Taís Oliveira"
Date: Mon, 14 Apr 2008 16:45:41 -0300
Subject: Re: entrevista


ola tais, ai vao as respostas.
sem problema, sabems o que 'e a correria!

Bruno Miari1- a Roxy foi ideal pois conta com uma estrutura muito bacana, que alcança pessoas que usualmente não vão aos nossos shows por conta do local. enfim, é uma casa de prestígio, repleta de peculiaridades e que nos garantiu fazer um show bem legal, diferente para as pessoas e pra gente.
2- achamos o show fenomenal. foi concluir uma etapa que nos demandou muito, e ver a coisa acontecer bonita como foi, fez do show um momento muito especial. o que mais nos incomodou foi o som, mas não foi algo que comprometeu. a casa não tem o perfil para shows de rock, esse foi o desafio, ficamos 2 dias por conta de conseguir um bom som. mas foi muito válido e os próximos serão ainda melhores.
3- inúmeras. foi muito válido pois a referência sonora do cara é outra e buscamos exatamente isso: não sermos usuais. ele deu uma textura bem distinta dos trabalhos nacionais, numa fase da produção do som que é bem específica e sutil. a diferença é enorme em relação ao nosso primeiro trabalho, normal de quando vai se amadurecendo. somos pessoas diferentes, mais que normal nosso som estar diferente também.
4- o kid tava lá no show, trouxemos a peça histórica para discotecar na festa. acho que ele curtiu, não sei! ele é uma pessoa muito discreta e uma ambulante enciclopédia musical.

digam quando for ao ar, ok?!
at'e breve!
bruno e MONNO

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2008/4/14 Taís Oliveira <emaildatais@yahoo.com.br>:
Olá pessoal!

Desculpem a minha hiperatividade e os milhões de e-mails, mas desta vez vou escrever para o Meio Desligado e queria saber se podem responder às perguntinhas abaixo:


1. Por que escolheram a Roxy para o show de estréia?
2. O que acharam do show? Ocorreu tudo como esperado? (é pra ser sincero)
3. Qual a vantagem de uma pós-produção no exterior? A diferença para o primeiro ep foi grande?
4. O Kid Abelha já ouviu a versão de vocês para "Grand Hotel"?

Por enquanto é só.
Obrigada e abraços,

Taís

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frommarcelo santiago
toTaís Oliveira ,
dateSat, Apr 19, 2008 at 3:39 AM
subjectRe: monno
mailed-bygmail.com

hahaha. Adorei o texto, já tá no ar. Acha que vai ter problema por causa do jeito que resolvi publicar?

O melhor é o crédito da foto:
Foto 1: Taís Oliveira (única foto boa, porque a pilha acabou)
Demais fotos: divulgação (profissionais têm pilhas sobressalentes)

Abraço!

17 de abril de 2008

Showzão hoje em BH

Black Drawing Chalks, uma das melhores e mais animadas bandas da atual cena alternativa brasileira, se apresenta hoje em Belo Horizonte, na Obra. A entrada custa R$ 8 e a abertura fica por conta da Minoli, banda local.

Rock 'n roll sujo, rápido e pesado. Promete!

Quem ainda não conhece, ouça a ótima "Big Deal", abaixo.

16 de abril de 2008

Stereoteca 2008

De abril a outubro de 2008 o festival Stereoteca promove 23 shows de lançamento de CDs em Belo Horizonte, além de realizar 4 festas temáticas itinerantes (StereoRap, StereoRock, StereoBlack e StereoSamba) e o Seminário Prático da Música. A programação musical inclui revelações da cena mineira (como Monno, Transmissor, Julgamento) e nomes já conhecidos que apresentarão seus novos trabalhos, como Érika Machado, Titane, César Maurício (ex-Virna Lisi).

No Seminário Prático da Música estarão reunidos, durante quatro dias, importantes nomes do mercado musical nacional e internacional, discutindo temas como produção executiva, artística, musical e comunicação no mercado independente. Após os debates os participantes poderão escolher por votação online um dos convidados que, durante três meses, prestará consultoria virtual a artistas e produtores mineiros. O Seminário é uma parceria do festival junto ao Sebrae e a rádio Inconfidência, parceira do Stereoteca desde sua primeira edição.

O festival tem como principais objetivos a ampliação do alcance da música mineira, a formação de público e o fortalecimento do mercado musical local. O encontro de artistas de diferentes estilos, do interior e da capital, visa o intercâmbio de informações e a aproximação entre músicos de diferentes gerações e origens, porém unidos pelo trabalho independente.

O Stereoteca é focado na música mineira e desde 2006 abre espaço para que os artistas do Estado possam mostrar seus trabalhos. Suas edições se estendem por vários meses do ano (em 2006 e 2007 foram 5 meses de programação e em 2008 serão 7), concretizando um trabalho de formação de público e de estabelecimento de iniciativas alternativas no calendário cultural de Belo Horizonte. Suas primeiras edições contaram com patrocínio da Telemig Celular, via Lei de Incentivo à Cultura do Estado de Minas Gerais, e apoio da rádio Inconfidência. Em 2008, o projeto foi selecionado no edital Natura Musical e conta com patrocínio da Natura, ao lado da empresa de telefonia Vivo, que inicia suas atividades em Minas Gerais após comprar a Telemig Celular.

Em suas 3 edições, 73 artistas se apresentaram no festival, passando pelos mais diversos estilos (rock, MPB, samba, hip hop, congado, jazz, eletrônica) e retratando a diversidade do cenário musical.

Todos os shows são realizados às quartas-feiras no Teatro da Biblioteca Pública Luiz de Bessa (um espaço até então subutilizado para eventos musicais) com ingressos a preços populares, buscando se estabelecer como um festival acessível e que possibilite boas atrações em um dia da semana que possui poucas atividades. A localização do teatro, na Praça da Liberdade, também colabora para a inserção do projeto no futuro “Circuito Cultural” que será inaugurado na praça no segundo semestre de 2008, contando com museus e centros culturais.

Desde seu início o Stereoteca utiliza a internet como forma de estender suas ações e dar maior visibilidade aos artistas. Nas edições 2006 e 2007, além da programação do festival e informações sobre os grupos, uma música de cada banda também era disponibilizada. Agora, em 2008, além de tudo isso, o público poderá enviar para o site as fotos e vídeos que forem feitos durante os shows e serão instruídos em relação a como editar esse conteúdo, de modo a criar pequenas vinhetas dos artistas. Haverá votação online para escolher as produções mais interessantes, que ganharão prêmios, buscando estimular a participação e uma maior interatividade. Esta é uma das formas utilizadas para aproximar o público da música contemporânea e permitir que as artes digitais também estejam integradas no processo. Outro destaque do site neste ano é a coletânea virtual que será disponibilizada, incluindo bandas que se apresentaram nas edições anteriores e também artistas convidados que se identificam com a proposta do Stereoteca.

Uma das mais bem-sucedidas ações de formação de público e divulgação dos músicos do Estado também teve origem no Stereoteca. Em 2007, o projeto inovou ao criar um álbum de figurinhas dos artistas selecionados em sua programação. Antes de cada apresentação, a figurinha de um artista era distribuída para ser colada no álbum e, ao fim do projeto, as primeiras 10 pessoas que apresentassem seus álbuns completos seriam premiadas com uma coleção de 10 CDs de artistas locais e nacionais. Esta iniciativa estimulou a fidelidade do público e permitiu que mais pessoas tivessem contato com os artistas e entre si. Essa campanha mostrou-se tão bem sucedida que será citada em duas publicações de ações culturais em lançamento no mês de maio deste ano.

Contribuindo para o amadurecimento do setor cultural local e o desenvolvimento dos próprios artistas, o Stereoteca também realiza, desde sua primeira edição, debates e seminários, nos quais são discutidos temas relacionados ao mercado musical, as transformações acontecidas na cultura na contemporaneidade e os novos rumos da arte. Em 2006 e 2007, essas iniciativas ganharam vida através do Stereomundo (desenvolvido junto ao site Overmundo) e o Stereocubo (desenvolvido com o Instituto Cultural Espaço Cubo), que levou ambos à Belo Horizonte pela primeira vez. Os seminários são gratuitos, tendo em vista a democratização do acesso à cultura e o estímulo à reflexão sobre a arte, além de serem uma forma de dar mais um retorno à sociedade.

Utilizando formatos híbridos conciliados à mentes da vanguarda cultural brasileira, estas ações contribuem para o surgimento de discussões benéficas para a arte e também para que o tema seja pensado e desenvolvido com seriedade.

Stereocubo
O Stereocubo promoveu uma série de debates em torno do futuro da música e as transformações acontecidas no meio musical, reunindo jornalistas, produtores, músicos, representantes de iniciativas públicas e privadas para discutirem junto ao público alternativas para o amadurecimento e o desenvolvimento sustentável do setor cultural. Os debates estimularam o surgimento de novas e interessantes ações em Belo Horizonte e incitaram o público a repensar suas relações com o meio cultural.

Stereomundo

O ciclo de debates Stereomundo, parceria com o site colaborativo Overmundo, mobilizou profissionais de diferentes áreas para discutir temas relacionados à cultura, como a produção colaborativa na internet e o jornalismo cultural, passando por sua relação com o terceiro setor. Com o lema “Cultura em Movimento”. A troca de conhecimento e informação, reiterando que cultura trata-se muito mais do que simples entretenimento, possuindo um enorme valor social.

Parcerias
Uma das grandes novidades do Stereoteca este ano é a parceria com o projeto Pão e Poesia, idealizado pela poeta Diovvani Mendonça. O Pão e Poesia consiste em uma iniciativa totalmente inusitada, através da qual uma seleção especial de 112 poemas é publicada em cerca de 300 mil embalagens de pão, distribuídas em padarias de Belo Horizonte e região metropolitana. No Stereoteca, 13 poetas participantes do projeto recitarão seus poemas antes dos shows.

A loja virtual MUBI - Música Brasileira Independente é outra importante parceira do festival, colocando à venda em seu site os CDs que serão lançados ao longo de todo o Stereoteca.



O cuidado com o meio ambiente também não fica de fora e é foco do projeto Campo Neutro, que irá trabalhar pela neutralização do carbono produzido em eventos culturais (veja vinheta explicativa, acima).

* Texto que escrevi para a apresentação do Stereoteca na primeira reunião anual da Abrafin, levemente alterado. O festival é realizado pela Casulo Cultura, produtora na qual trabalho. Em 2008, atuo como produtor no Stereoteca.

15 de abril de 2008

Abril Pro Rock 2008: debates

Assim que cheguei a Recife teve início a 16ª edição do Abril Pro Rock. Não que minha presença fosse ansiosamente aguardada pelos produtores, mas porque, na tarde daquela quinta-feira, 10 de abril, simultaneamente ao meu desembarque tinham início as primeiras atividades do Abril Pro Rock 2008.

Público no auditório da Livraria CulturaCiclo de Debates

As atividades em questão faziam parte do primeiro ciclo de palestras realizado pelo festival na luxuosa Livraria Cultura. Desenvolvido em parceria com a Abrafin e as Faculdades Integradas Barros Melo, as palestras reuniram alguns dos principais nomes envolvidos com a música independente brasileira, abordando desde aspectos relativos à produção musical à realização de festivais e turnês com baixos orçamentos. Apesar de ser um excelente momento para se conhecer melhor os bastidores do efervescente cenário musical independente, o mais interessante era que ali estavam reunidos os produtores de alguns dos principais festivais brasileiros, jornalistas, músicos e aspirantes às três categorias anteriores (ha!). Bastava virar para o lado e conversar com a pessoa ao lado para fazer contatos importantíssimos, conhecer boas histórias ou se informar diretamente na fonte sobre o que está surgindo no underground tupiniquim.

Perdi as palestras de Fabrício Nobre (Monstro Discos, Abrafin) e Iuri Freiberger (produtor musical), que juntos falariam de produção executiva e musical, mas ambos eram figurinhas carimbadas por todas as outras atividades do APR (desde a reunião da Abrafin aos shows).

Primeiro dia de palestrasA logística de realização de uma turnê pelo nordeste foi abordada por Anderson Foca (Centro Cultural DoSol Rockbar e The Sinks) e Rafael Bandeira (HeyHo Rockbar), que utilizaram suas experiências pessoais como (bons) exemplos do assunto. Tema semelhante foi objeto da palestra de Gustavo Sá (Porão do Rock) e dos produtores do Demo Sul, que comentaram as trajetórias dos festivais que realizam, as dificuldades, etc.

Na sexta-feira os debates começaram pelo tema "Mídia Independente", tendo como convidados Paulo Terron (que edita o blog With Lasers, trabalha para a revista Rolling Stone e e escreveu para a Capricho, Bizz e IG) e Bruno Maia (que edita o blog Sobremúsica, tem um programa na Multishow FM e é executivo da gravadora EMI).... Será apenas uma impressão minha, talvez culpa de minha tenra idade, mas o termo "independente" não costumava significar algo como NÃO estar vinculado a grandes corporações"? Tsc tsc.
Tanto Terron como Maia possuem bons blogs, principalmente Maia, mas foi o tipo de debate que pouco teve a acrescentar e ficou perdido na mesmice cliché de dizer "você pode ter um blog! você pode ter poder! o mundo vai te ouvir! blá blá blá". Talvez, para o público leigo, seja proveitoso. Porém, para aqueles que têm um mínimo conhecimento de internet, blogs e ferramentas 2.0, foi muito pouco proveitoso (ou, como disse, a famosa hora de conversar com as pessoas na platéia ou do lado de fora do auditório e conhecer gente nova e interessante).

Espaço ao lado do auditório, onde aconteceram as melhores conversasUm dos temas mais interessantes de todo o ciclo de palestras, "Divulgação de bandas na internet", também poderia ter sido melhor explorado. O problema, em grande parte, se deu pela total falta de jeito do mediador Guilherme Moura em exercer sua função e às perguntas óbvias e egocêntricas do público (o conhecido "eu tenho uma banda que..."). Em meio a este cenário, Luiz César Pimentel (gerente de conteúdo do MySpace Brasil e um dos criadores da antiga revista Zero) e Fernanda Cardoso (Trama Virtual) puderam apenas apresentar um pouco das empresas em que trabalham, comentar casos de sucesso e esclarecer parte do funcionamento dos dois serviços que representam, principais ferramentas de divulgação da música independente / alternativa brasileira.

A bem-sucedida experiência do Espaço Cubo, de Cuiabá, com seu sistema de crédito alternativo (Cubo Card) e as associações de produtores independentes foram tema das palestras de Pablo Capilé (Espaço Cubo, Circuito Fora do Eixo) e Claudão Pilha (Casas Associadas, A Obra). Minha abstinência de internet bateu e corri para uma lan house, não por falta de interesse no assunto, mas por já conhecê-lo o suficiente, principalmente por causa de minha atuação com o Fórceps (e a crise abstinência de internet, claro).

13 de abril de 2008

Recife #4: noite indie do Abril Pro Rock 2008

Breves considerações:

* Para mim, Superguidis e Sweet Fanny Adams fizeram os melhores shows do Abril Pro Rock 2008.

* Violins é metal emotivo!!!! E isso é bom!

* Barbiekill = Vergonha alheia? Piada sem graça? Hype que some daqui a dois meses? Talvez tudo isso e mais um pouco? Sim, talvez. Mas que o som anima, anima.

* Autoramas é sempre bom. Ponto.

* CéU é trilha pra maconheiro que faz pose de cult. Ou cult que faz pose de maconheiro (?).

* The Datsuns funciona muito bem ao vivo, mas pegou um público cansado. Fizeram um show longo demais, mesmo problema do Bad Brains na noite anterior: não saber o momento certo para terminar uma apresentação.

* Júpiter Maçã não deu chilique nem derrame no palco.

* Lobão acústico? Rio de Janeiro? Década de 80? Tsc tsc. Não é a minha, definitivamente.

* Pata de Elefante agradou bastante ao público e funcionou muito melhor ao vivo do que em estúdio.

* Madalena Moog foi uma grata surpresa.

12 de abril de 2008

Recife #3: "50% da cidade é de artista"

Pessoa 1: "Eu não vou levar o minino lá! Aquele lugar só dá artísta, eu náum gosto dí artísta!"
Pessoa 2: "Então você náum gosta da maioria do povo daqui. 50% da cidade é dí artísta!"
Sentiu como é Recife?

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From Twitter:
#abrilprorock New York Dolls foi fraco, apesar da galera saudosista (Claudão, Fabrício Nobre, Wander Wildner, etc) ter amado. 03:13 PM April 12, 2008

#abrilprorock Bad Brains foi muuuuito metal! Quase não senti a pegada hardcore. Um dos shows mais animados da noite. 03:12 PM April 12, 2008

#abrilprorock Vamoz! foi muito bom, animou bastante o povo em sua terra natal. 03:13 PM April 12, 2008

*

Mukeka Di Rato, como sempre, deixou o público ensandecido, mas foi o show mais "fraco" (aspas porque um show do Mukeka nunca é "fraco" de verdade) que vi da banda até hoje. Só de não tocarem "Primeira Comunhão com Satanás" e "Visual É Tudo", já é um show aquém do potencial da banda.

The Sinks foi melhor do que eu esperava. Mas eu não esperava muito.

Cansei de bandas com propostas (tanto conceituais como sonoras) do tipo do Zumbis do Espaço. O show deles foi hora de fazer outras coisas pelo Chevrolet Hall pernambucano.

11 de abril de 2008

Recife #2: reuniões, contatos e muito suor

Os principais conselhos que recebi antes de vir a Recife foram: "tome cuidado com tubarão. E com os bandidos nas ruas". Logo que cheguei no aeroporto, ouvi um caso de assalto. E a cada hora que saio sozinho alguém me diz "tóme cuidádo, Marcélo". Some a isso o fato de que, apesar de a cidade ser linda, o centro histórico ser bem decadente, com prédios caindo aos pedaços e abandonados, sinto como se tivesse participando de uma versão brasileira de Trilogia Suja de Havana sem as partes de putaria (por enquanto).

Ainda não dei uma volta por Olinda, mas já conheci muita coisa em Recife. O pessoal do Grito está sendo ótimo anfitrião. Daqui a pouco começo a falar acentuando tudo, igual ao povo local. Tipo, "ólinda", "ménino", etc.

Ontem eu queria ver os shows do Nuda e do Amps e Lina, mas estava acordado há 22 horas e cansado da maratona que foram os últimos dias, então desistimos. Mesmo assim, beber em frente ao Burburinho (local dos shows) foi muito bacana.

A reunião da Abrafin merece um texto exclusivo, mas posso dizer que foi tudo bem, apesar da desorganização.

Mal vi os debates do Abril Pro Rock ontem porque tinha outras coisas a fazer. Mesmo assim, o tempo que fiquei lá foi bem aproveitado, principalmente pelas pessoas que estavam por ali. Os debates de hoje foram mais interessantes, com certeza, e agora estou voltando pra lá, participar do último debate do dia.

Daqui a algumas horas estarei fazendo alongamento para o show do Mukeka di Rato...

10 de abril de 2008

Recife #1: sem títulos bacanas

Aqui começa meu diário de viagem para Recife, onde fico nos próximos dias devido ao Abril Pro Rock 2008. Na realidade, onde fico por causa da reunião da Abrafin, intuito primordial de minha viagem.

Se os textos estiverem ridículos, caducos ou simplesmente toscos, é porque estou:
a) super cansado por causa dos trampos dos últimos dias (semanas?)
b) estou com 124,2 coisas para fazer, então escrevo tudo correndo
c) estou tristinho e sozinho, chorando pelos cantos e desanimado para escrever
d) existem coisas mais interessantes na vida do que blogar

Independente da razão, ainda não consigo parar e pensar em como serão os próximos dias. Ter acabado de fazer 21 anos e ser o representante de um festival na primeira reunião nacional da Abrafin, ainda por cima em Recife, durante o Abril Pro Rock, é meio desnorteante.

"Ai, que loucura!", diria Narcisa. Concordo.

6 de abril de 2008

Inscrições para o projeto Música Independente e FIT terminam na próxima sexta

Os músicos independentes residentes em Minas Gerais têm duas boas oportunidades de mostrar seu trabalho ao público de Belo Horizonte nos projetos Música Independente e no FIT - Festival Internacional de Teatro, que permanecem com inscrições abertas até 11 de abril, próxima sexta-feira.

O Música Independente será realizado no Teatro de Arena João Ceschiatti, às segundas-feiras, de maio a novembro. Assim como em sua edição anterior, todos os shows serão gravados e exibidos na Rede Minas e na Rádio Inconfidência. Ao todo serão escolhidos 24 artistas para se apresentar no projeto, recebendo cachê de R$2.500 e mais 50% do valor arrecadado na bilheteria . Em 2007, o MI recebeu 183 inscrições, escolhendo 23 artistas para sua programação. Edital e ficha de inscrição estão disponíveis no site da Fundação Clóvis Salgado, responsável pelo Edital de Estímulo às Artes, do qual o MI é fruto.

Já o FIT - Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte, que entre 26 de junho e 6 de julho realiza sua 9ª edição, está com inscrições abertas para os artistas interessados em se apresentar nos palcos da Mostra Movimentos Urbanos, que busca "incentivar e difundir as múltiplas manifestações da cultura popular brasileira, sejam elas tradicionais ou contemporâneas". As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por email. A ficha de inscrição e demais informações estão disponíveis no site da Prefeitura de Belo Horizonte.

5 de abril de 2008

Portal Fora do Eixo é lançado com festas pelo país

Estréia hoje o site do Circuito Fora do Eixo, que reunirá informações sobre a cena musical independente brasileira. Baseado em conteúdo colaborativo, o site também terá uma equipe fixa responsável por produzir conteúdo inédito diariamente. A idéia é que blogs, vídeos e podcastas também tenham destaque, buscando explorar as possibilidades da internet e divulgar o trabalho das bandas de forma mais completa.


O Fora do Eixo é uma rede nacional de produtores, músicos, profissionais de comunicação e demais pessoas envolvidas com a música independente brasileira, atuante desde 2005, e cujo surgimento pode ser entendido como uma resposta à hegemonia mercadológica/midiática exercida pelo eixo Rio-São Paulo durante anos.

Os responsáveis por alguns dos melhores festivais independentes do país, como o Espaço Cubo, Monstro Discos e coletivo Goma (respectivamente, dos festivais Calango, Goiânia Noise e Jambolada) estão juntos na iniciativa. Ter novo conteúdo publicado todos os dias, com qualidade, é um dos maiores desafios, conforme revela o editor do portal, Leo Santiago (sim, ele, que também escreve aqui no Meio Desligado).

Outro ponto interessante é que o núcleo de profissionais comprometidos com as atualizações diárias do portal será remunerado dentro do sistema de créditos criado pelo Espaço Cubo, ou seja, em Cubo Cards. Trata-se de um sistema de crédito originado em Cuiabá há cerca de 4 anos, como alternativa de mediação de relações mercadológicas, e que se expandiu pelo país, possibilitando a troca organizada de serviços entre profissionais de diferentes áreas e regiões.

Festas marcam lançamento
Para celebrar a estréia do site, mais de 10 festas acontecerão em diferentes estados brasileiros entre os dias 5 e 15 de abril. Os eventos são organizados pelos coletivos que integram o Circuito Fora do Eixo e variam desde debates e seminários a shows com várias bandas. Cuiabá (MT), Brasília (DF), Goiânia (GO), Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO) são algumas das cidades que realizarão atividades.

Em Sabará, única cidade mineira cujas ações de lançamento estão confirmadas, acontece o 1º Fomentando a Cena, criado para ser um espaço onde músicos, produtores e comunicadores independentes poderão se reunir e estabelecer novos contatos, dando continuidade à Festa.Reunião promovida no mês passado.

O responsável pela iniciativa é o coletivo Fórceps, que logo em seguida também lança o CineBrasa, um cineclube focado na produção audiovisual independente, mas que pretende abrir espaço para curtas e longa-metragens produzidos com orçamento maiores, contanto que tenham relação com o trabalho realizado pelo coletivo.

Mais informações:
www.foradoeixo.org.br
www.forceps.com.br

3 de abril de 2008

Mais?

Entre deixar os leitores na mão e fazer mais um post picareta mistureba, é claro que prefiro a segunda opção. A falta de tempo tem dois nomes: Pluc (não, eu não escrevi errado) e Stereo....(em breve).

Quer uma dica? Quando acessar o Meio Desligado e não achar conteúdo novo, aproveite os links da barra lateral. Você pode acabar encontrando alguns clássicos como esse...


E outras coisas boas também, como:

> O que é maximalismo
> Creative Commons ganha investimento e anuncia mudanças no alto escalão
> Cubo card tem novo endereço
> Prévia do festival DoSol 2008
> Ferramenta testa a acessibilidade de sites e blogs
> Metrópolis comemora 20 anos e apresenta especial sobre rap