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8 de dezembro de 2008

Festival Garimpo 2008

No ano passado, os 10 anos do Alto-Falante e da Obra foram comemorados em alto estilo com a criação do festival Garimpo, o único festival realizado em BH com uma boa curadoria dedicado ao rock independente, sem se restringir a um único sub-gênero. Apesar das dificuldades enfrentadas (sempre que você ler algo do tipo, subentenda como “falta de grana”), o Garimpo retorna em 2008 trazendo a Belo Horizonte atrações inéditas na cidade e que se destacaram ao longo do ano, como Cérebro Eletrônico (atração do Tim Festival 2008) e Do Amor (presença constante atualmente nos blogs de música brasileiros), aliados a duas das mais interessantes novas bandas mineiras, Transmissor e Fusile. Outro destaque na programação, responsável por fechar o Garimpo 2008, é o Superguidis, responsável pelo melhor show do Abril Pro Rock 2008, na minha opinião, e que prepara o lançamento de seu terceiro álbum.

Dividido ao longo de quatro dias, três espaços da capital (A Obra, Teatro Marília e Lapa Multshow) e com preço acessível (R$ 12), o Garimpo também tem em sua programação Instiga (SP) e Jonas Sá (RJ), ambos conhecidos no cenário independente; Ricardo Koctus (MG), baixista do Pato Fu, apresentando seu recém-lançado trabalho solo; a veterana banda belorizontina de surf punk Estrume´N´tal; e as mineiras The Dead Lover´s Twisted Heart, Pequena Morte, Cinco Rios, Churrus e Elephas (as duas últimas, originárias do interior mineiro).

Rodrigo James, produtor do Alto-Falante ao lado de Terence Machado e Tiago Pereira, um dos responsáveis pelo Garimpo, explica alguns aspectos do festival na mini-entrevista abaixo.

Por que alguém deveria ia ao Garimpo ao invés de passar quatro noites seguidas tomando algumas cervejas em alguns dos 4.738 bares de BH?
Porque você tem mais 361 dias no ano para ir a bares. E porque, se você gosta de música e se interessa por novidades, no Garimpo estarão alguns dos nomes emergentes da cena belorizontina (Transmissor, Fusile), alguns que já podem ser considerados "veteranos" (Dead Lover's) e um panorama de quem fez e aconteceu durante o ano no circuito de festivais (Cérebro Eletrônico, Do Amor, Superguidis). Como se não bastasse, temos um artista já conhecido na cidade (Ricardo Koctus) lançando seu primeiro disco solo.
Ah sim, e com exceção feita ao Teatro Marília, nos demais locais do festival haverá venda de bebida alcoólica. Então você pode tomar algumas cervejas NO Garimpo.

O Alto-Falante realizava festas regulares em BH com bandas locais e de outros Estados. Por que abandonar esse formato e decidir realizar um festival como o Garimpo?
Uma coisa não exclui a outra. Está em nosso planos voltar com as Noites Alto-falante em 2009. Só não fizemos este ano por pura falta de tempo e porque tivemos que priorizar outros dois projetos, além do Garimpo: as Sessões Alto-falante, que fizemos no Estúdio Ultra, e foram ao ar no programa de tv e em nosso Myspace; e as viagens internacionais que consumiram muito tempo de pré e pós-produção. Mas foram bem proveitosas. Fomos a três festivais na Europa (Eurockeennes, Roskilde e Benicássin), um nos Estados Unidos (Treasure Islands) e fizemos um especial na Argentina.

O Garimpo traz a marca do Alto-Falante, que é o mais respeitado programa musical na TV brasileira, e da Obra, o principal espaço para o rock independente/alternativo em Belo Horizonte. Mesmo levando em consideração esses fatores, quais as principais dificuldades enfrentadas na produção do Garimpo?
O de sempre: falta de dinheiro. Apesar de termos sido aprovados na Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, não conseguimos captar os recursos. Portanto, tivemos que realizar o evento com recursos próprios e um apoio da cerveja Sol em produtos. Ainda assim, como no ano passado, conseguimos realizar o evento com um cast respeitável. Já tivemos feedback de gente da imprensa e do próprio público elogiando o lineup. Como isto - escalação de artistas - é primordial para nós, acho que conseguimos atingir nosso objetivo.


Programação

Quarta-feira, dia 10/12 >> 20h30 >> Teatro Marília
QUARTA SÔNICA com
CINCO RIOS (MG) com participação de Gato Jair (Último Número)
Entrada Franca. Ingressos distribuídos a partir das 19 horas.
+ a partir de 22 horas, festa de abertura do festival n'A Obra

Quinta-feira, dia 11/12 >> 22:00 >> A Obra
ELEPHAS (MG)
CHURRUS (MG)
INSTIGA (SP)
+ djs
Entrada: R$ 12,00

Sexta-feira, dia 12/12 >> 22:00 >> A Obra
PEQUENA MORTE (MG)
JONAS SÁ (RJ)
FUSILE (MG)
+ djs
Entrada: R$ 12,00

Sábado, dia 13/12 >> 20:00 >> Lapa Multishow
20h30 - TRANSMISSOR (MG)
21h15 - RICARDO KOCTUS (MG)
22 hs - ESTRUME'N'TAL (MG)
22h45 - DO AMOR (RJ)
23h30 - DEAD LOVER'S TWISTED HEART (MG) e convidados
0h15 - CÉREBRO ELETRÔNICO (SP)
1h15 - SUPERGUIDIS (RS)
Ingressos: R$ 12,00 (antecipados) e R$ 15,00 (no dia)

+INFO

Pontos de venda:
Obar (Rua Claudio Manoel, 296 - Savassi - Tel.: 3223-6592), 53HC (Galeria Praça 7, loja 53, Centro - Tel.: 3271-7237), A Obra (R. Rio Grande do Norte, 1168 - Savassi - Tel.: 3261-9431)

Endereços dos locais dos shows:
Lapa Multshow (Av. Álvares Maciel, 312 - Santa Efigênia - Tel.: 3241-2074)
Teatro Marília (Av. Alfredo Balena, 586 - Centro - Tel.: 3277-6319)
A Obra (R. Rio Grande do Norte, 1168 - Savassi - Tel.: 3261-9431)

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