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26 de agosto de 2008

Diesel + Udora + Mordeorabo + Cinza

O resultado da soma é o Transmissor, grupo em ascensão na cena musical belorizontina e que lança seu primeiro álbum, Sociedade do Crivo Mútuo, nesta quarta-feira, 27 de agosto, no projeto Stereoteca.

A banda apresenta canções elaboradas, mistura de rock alternativo com influências de bossa nova, jazz, Clube da Esquina e MPB, resultando em uma sonoridade diferenciada e que se destaca pela singularidade. Seu álbum de estréia esteve disponível na íntegra para audição no MySpace, assim como o EP lançado em 2007, Primeiro de Agosto.


O show de lançamento do CD acontece amanhã às 20:30, no Teatro da Biblioteca Pública Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade, em BH, com ingressos por R$ 6 e R$ 3 (meia-entrada).

Confira abaixo a breve entrevista que fiz com a banda para o site do Stereoteca.

Agora que a banda também foi a vencedora das seletivas do festival Jambolada vocês pretendem iniciar o circuito de festivais independentes? Há planos para uma turnê?
Thiago: Nossa vontade é tocar bastante. Nos divertimos nos shows, gostamos do contato com o público. Queremos mostrar o disco para o maior número de pessoas e festivais são uma grande oportunidade de fazer exatamente isso. Para uma banda nova e independente, turnês são um tanto complicadas, dependem de muita coisa que só se alcança com o tempo, mas estamos fazendo contatos com festivais e aceitando convites para tocar fora de BH.

Como funciona o projeto Combo Mineiro e qual a importância dele, na opinião de vocês?
Thiago: O Combo é um desejo antigo que a gente conseguiu colocar em prática com muito trabalho. Muito se fala da organização da cena independente, união de forças entre as bandas e coisas do tipo. Nós acreditamos que tudo isso é importante de verdade mas antes de tudo, precisa haver uma afinidade entre as pessoas envolvidas. Tem a ver com admiração e respeito pelo trabalho uns dos outros. O Combo reúne isso tudo. São três bandas formando um grupão de amigos que se gostam e querem rodar o Brasil mostrando um pouco do que acontece aqui. Tivemos uma boa aceitação em São Paulo, acabamos de promover um ótimo evento em BH e temos planos pra Vitória e Rio em breve.
A parte boa na minha opinião é que as bandas são responsáveis por tudo, desde a portaria e montagem do palco até a divulgação, confecção de material gráfico, etc. É um pouco daquele discurso de parar de reclamar e fazer com as próprias mãos.

Apesar das diversas influências presentes no álbum, existem algumas que se sobressaem? Quais seriam elas?
Thiago: Eu acredito que esse álbum começou de um jeito e terminou de outro. No começo ouvíamos umas coisas diferentes do que ouvíamos no final, já que o disco foi feito ao longo de um ano. Hoje, acho que tem muita coisa melódica do clube da esquina que a gente ouve, além de bandas como Wilco e Radiohead.

Atualmente há um crescente movimento na cena musical independente, através do qual as próprias bandas cada vez mais estão envolvidas em todos as etapas do processo de produção. Como o Transmissor se posiciona nesse panorama?
Henrique: Com a gente não é diferente. Fizemos a produção do disco, a arte do CD, a maior parte da gravação foi feita em nosso estúdio.
Mas isso não foi uma opção e sim uma necessidade. Acho perigoso se afundar na parte burocrática e esquecer do principal, as composições, a parte artística que é o que realmente deveria caber à banda.
De qualquer forma achamos que tem que ser assim mesmo, as bandas têm que botar a mão na massa, delegar funções a cada integrante e correr atrás porque no começo ninguém fará isso por nós.

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