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12 de maio de 2008

Indiada Magneto

Daniel Saavedra é figura carimbada na atual cena musical de Belo Horizonte. Músico e produtor, é membro das bandas PROA e Manobra, além de guitarrista da cantora Érika Machado e responsável pela produção de diversos novos artistas mineiros. Entretanto, é com o Indiada Magneto, seu projeto solo, que Saavedra vem chamando cada vez mais atenção no restante do país e conquistando seu espaço.

Misturando eletrônica e rock em canções instrumentais, com uma inegável proximidade das trilhas sonoras e jingles publicitários (os quais Daniel também cria profissionalmente), o Indiada varia do downtempo ao semi-industrial.

Daniel (ao centro, de óculos) junto aos artistas de sua coletânea
Fruto de quase 10 anos de trabalho na produção musical, quatro deles à frente do estúdio que dá nome ao projeto, o Indiada Magneto começou a se apresentar apenas este ano e, mesmo com apenas três shows no currículo (1º: Warm Up do Festival do Sol em Natal / 2º: Lançamento do Festival Stereoteca / 3º: Festa do Meio Desligado), vem recebendo prêmios e se destacando na mídia.

Indiada Magneto - "Call Maria"




Na entrevista abaixo, Daniel fala da coletânea Indiada Magneto Apresenta, que reúne alguns dos músicos produzidos por ele, do Indiada Magneto e sua carreira.

Como você define o Indiada Magneto? É uma banda ou um projeto solo?
Indiada Magneto é o nome do estúdio e também do meu projeto autoral. A banda (um trio) foi formada para as apresentações ao vivo. Esse CD (Indiada Magneto Apresenta) é uma coletânea de músicas de vários artistas produzidas por mim no estúdio.

Você foi o único no país a ter sido selecionado em duas categorias do prêmio Rumos Itaú Cultural. Como isso aconteceu?
Participei da produção musical de dois projetos escolhidos na categoria "Mapeamento", o Coletivo Universal e a cantora Érika Machado, com a qual também me apresentarei. Também fui selecionado com o Indiada Magneto na categoria “Homenagem” com dois remixes, um do Sabotage e um do Itamar Assunção. Me apresentei em Natal dentro do Warm Up do Festival do Sol, tocando minhas músicas e os remixes.

Você iniciou na produção musical em 1998. Dá pra ver muitas mudanças no mercado desde então?
O mercado se fragmenta cada vez mais e os segmentos musicais tem espaços e públicos específicos. Acho que as grandes corporações dão lugar às pequenas produtoras, selos e festivais. Isso é bom para a música autoral que acha um espaço antes não existente no mercadão. E a tecnologia ajuda a democratizar a produção.

No Stereoteca você se apresentou com vários músicos convidados. Este formato foi exclusivo do Stereoteca ou se repetirá em outros shows?
Esse show foi criado para o Stereoteca, mas nada impede que exista uma sequência. Talvez a única dificuldade seja conciliar agendas de todos, mas estamos abertos a todas as possibilidades.

Foto: Vinícius (Fumaça Corp)

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