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4 de maio de 2008

EU - o entrevistado da vez

O ótimo site O Grito foi reformulado recentemente e uma de suas novas seções se chama Metaweb, na qual entrevistam pessoas envolvidas com "jornalismo e novas experiências online" e que tenham atuação importante na internet. O primeiro entrevistado foi ninguém menos que o grande Alexandre Matias, do blog Trabalho Sujo, da festa Gente Bonita e que edita o caderno Link no jornal O Estado de S. Paulo. E quem foi o convidado seguinte? Ninguém menos que euzinho!

Marcelo Santiago, a.k.a 'o cara do Meio Desligado'
Na conversa, falei do Meio Desligado, Fórceps, festivais independentes, dos meus projetos musicais (e da suspeita de minha hiperatividade provocada por açúcar), dos blogs brasileiros de cultura pop e mais um monte de coisas.

Detalhe: quando falei que o Meio Desligado e a P.U.T.A. são tentativas de melhorar as vidas das pessoas (principalmente a minha), era totalmente verdade. Por isso é tão bom obter respostas positivas das pessoas, seja por causa dos textos do blog, das centenas de músicas que espalho por aí ou por projetos como o V-idiossincrasia: se alguém se sentir bem com algo que faço e por ao menos alguns instantes sua vida se tornar um pouco melhor por causa de algo que criei, então já terá valido a pena.

Leia a entrevista completa ou pense se vale a pena conferindo os trechos abaixo (não selecionei esses trechos por serem as melhores respostas, mas sim alguns dos que poderiam ser mais relevantes para quem costuma ler o blog e não tem muito tempo para acompanhar o texto completo) .

Como você consegue dar conta de tantos projetos? Qual o que ocupa maior parte do seu tempo hoje?
Bem, manter 7 projetos musicais (p.u.t.a. / m.a.s FEAR SATAN / Miss Leck / Viva Nayla! / Eu Tenho Uma Banda, Eu Tenho o Poder!, Pornochanchada do Canal Brasil / Cafetão), um coletivo de (anti)arte experimental (P.U.T.A.) e outro de produção cultural (Fórceps), quatro blogs (Meio Desligado / Fórceps / A Festa Nunca Termina / Mazzacane), duas faculdades (jornalismo e design) é meio complicado, mas são coisas que adoro fazer e que tenho necessidade de dar continuidade. São formas de me expressar, então é um processo natural.

Por um tempo fiz tudo simultaneamente, mas acabei tendo que me organizar e distribuir melhor meu tempo, então tranquei a faculdade de design e acabei com o Mazzacane. Os projetos musicais são conceituais e têm estilos diferentes entre si, então dou continuidade a um certo projeto de acordo com o que estou sentindo naquele momento. Se eu comer um saco de açúcar, por exemplo, e depois assistir a um DVD do Pantera, provavelmente irei fazer umas músicas ultra-aceleradas para o Viva Nayla!.

Atualmente me dedico principalmente ao Meio Desligado e ao meu trabalho com produção cultural (o que envolve tanto o meu emprego como o trabalho realizado através do Fórceps), pois são as atividades que me dão mais prazer e através das quais sinto que posso contribuir de forma efetiva para melhorar ao menos um pouco a vida de outras pessoas. É mais ou menos desse pensamento que vem a idéia da P.U.T.A. também (tanto o nome como as ações).

O que acha da cobertura da cena indie feita pelos blogs brasileiros? Eles, de fato, representam alguma importância para a cena, para as bandas?
Os blogs são a plataforma por onde circulam as informações do cenário independente, porque são feitos pelos próprios personagens dessa cena. Não são fruto de jornalistas preguiçosos e cujos egos só não são maiores do que as poses. O problema é que na grande maioria dos casos esses mesmos blogueiros são pessoas despreparadas e desinformadas, que não conseguem tirar grande proveito das ferramentas que a internet oferece e estão ligadas a modelos padronizados de cobertura, seguindo a formatação utilizada pela mídia tradicional e generalista há décadas. Ainda falta muito para que tenhamos diversos blogs interessantes abordando o que acontece fora dos grandes palcos. Pensando rapidamente, não consigo chegar a 10 nomes sequer.

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