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4 de fevereiro de 2008

mono.tune - the worst day with the best person

Ouvir the worst day with the best person, álbum de estréia da mono.tune, é como ser levado de volta a algum dia frio e nublado dos anos 90. Emulando indie pop depressivo e carregado de belas melodias, a banda se aproxima do som que dominou a cena indie brasileira durante a década passada, quando a maioria das bandas cantava em inglês e cada integrante parecia ter em casa um altar com uma foto do Jesus and Mary Chain. No caso do mono.tune, a diferença é que eles fazem isso com qualidade.

Cantando sobre amor, arrependimentos e os momentos difíceis da vida, a banda faz canções sensíveis e despretenciosas, muito influenciadas por britpop e indie pop, além de um pouco de folk, lembrando bandas como The Vaselines, Delgados e, principalmente, o atormentado Elliot Smith.

O mono.tune é um projeto de Filipe Consoline, que compôs e produziu o álbum em seu estúdio caseiro e posteriormente convidou Pedro Machado (guitarra) e Ravi Machado (baixo) para fazerem parte da banda. A discreta bateria eletrônica em contraponto ao violão em primeiro plano de Filipe cria um efeito interessante, por vezes lembrando o finado Astromato.

Das nove faixas que compõem the worst day... as que mais se destacam são "Poor heart and it troubles", "Getting alone" e "Once nad again", sendo que a balada "Known end.lastlove" também merece atenção. O lado folk aflora em "Oh! Hello" e até um pouco de alt country aparece em "Another love tale about us part I".


No geral, o CD mostra uma banda que caminha na direção certa e vem acumulando mais acertos do que erros em sua recente trajetória.

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