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30 de novembro de 2007

3º Boom Bahia

BoomBahiaAs duas primeiras edições do BoomBahia Music Fest aconteceram nos já longínquos anos de 1997 e 1998, época em que a cena independente brasileira vivia um momento muito diferente do atual e também muito mais árduo (tanto para as bandas como para o público, já que a qualidade da maioria das bandas deixava a desejar). Agora, quase uma década após sua última edição, o BoomBahia retorna e pega carona no bom momento da música independente para colocar a Bahia no circuito de festivais.

Nos dias 8 e 9 de dezembro, bons grupos baianos como Pessoas Invisíveis e Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta se juntam a diversos DJ's e bandas de outras regiões do país para completar a programação do festival, que tem entrada gratuita e acontece no Pelourinho, na Praça Teresa Batista em Salvador. A seleção de bandas de outros Estados é composta por Snooze (SE), Montage (CE) e Wander Wildner (RS), os dois últimos, presença constante em festivais Brasil à fora.

Paralelamente ao BoomBahia acontece também uma edição especial da Feira Hype, que comercializa discos, filmes, livros, roupas e objetos de arte, além de promover palestras, oficinas e demais ações culturais, visando "a integração e o intercâmbio dos mais variados segmentos da cultura pop/tech de Salvador".

Escute "Começo do fim", canção despretensiosa e com cara de anos 90 do Pessoas Invisíveis


Programação

Sábado. 08 de dezembro
DJ Cryer
Subaquático (BA)
DJ Munch
Pessoas Invisíveis (BA)
DJ Mopa
Theatro de Séraphin (BA)
Som do Roque
DJ Big T
DJ Angelis Sanctus
Rebeca Matta (BA)
Cascadura (BA)
DJ Elettra
Montage (CE)

Domingo. 09 de dezembro
DJ Chicão / Bhramz
Berlinda (BA)
DJ Novelli
Tagua (BA)
DJ Big Brother
Alex Pochat e os 5 Elementos (BA)
Tropical Noise
Snooze (SE)
DJ El Cabong
Nazca
Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta (BA)
Retrofoguetes (BA)
DJ Mauro Telefunksoul
Wander Wildner (RS)

Site oficial: www.boombahia.com.br

27 de novembro de 2007

Atrações brasileiras do Nokia Trends

M. Takara, Artificial, The Twelves e DJ Hisato são as atrações nacionais do festival Nokia Trends, que acontece em 8 de dezembro no Memorial da América Latina, em São Paulo. Takara é mais conhecido por seu trabalho com Hurtmold e Instituto e se apresenta junto a convidados especiais. Artificial é outro projeto de Alexandre Kassin, produtor que também integra o + 2 e a Orquestra Imperial. No Artificial, ele utiliza um gameboy para criar sons de sintetizador. The Twelves é um dos mais recentes hypes da cena eletrônica brasileira e, assim como DJ Hisato, vem ganhando espaço através do MySpace.

m.takara - voa



Em relação às atrações internacionais, o Nokia Trends tem em sua programação Phoenix (França), She Wants Revenge (EUA), Van She (da Austrália, bem ruinzinha e oitentista farofa) e Underground Resistance (EUA). O ingresso custa R$ 100 (inteira) e pode ser comprado via Ticketmaster. A expectativa é de que cerca de 4 mil pessoas compareçam aos shows.

Para saber mais sobre o festival você pode ler o que escrevi sobre ele no Mazzacane.

cobertura do Goiânia Noise

O chapa Bruno Nogueira foi ao Goiânia Noise no último final de semana e já publicou suas impressões do festival, que podem ser lidas em seu blog. Abaixo vai uma amostra do que ele achou:
"A curadoria da programação surpreende. Não existe, entre as 41 bandas que tocaram lá, alguma que seja visivelmente ruim, equivocada ou sem proposta. Todos os shows são proveitosos. Mas o palco desmistifica alguns nomes, como a local Barfly, que tem um ótimo disco, mas uma apresentação que deixa muito a desejar; assim como a Valentina, que fez seu último show da carreira. O contrário da Black Drawing Chalks, que compensa um disco regular com uma das melhores apresentações da noite. Entre os mitos da casa, só crescem o das bandas Violins e a instrumental Pata de Elefante, com shows que arrancavam coros (para o Violins) e aplausos seguidos de sorrisos e fanatismo (para ambos).

O Goiânia Noise serve de plataforma para novas promessas no pop nacional do cenário independente. Além das citadas, juntam ao time dos bons os shows dos bem humorados mods paulistas do Haxinxins; também de São Paulo a Ecos Falsos e, do Rio Grande do Sul, a banda Superguidis. Já no time dos excelentes, os cariocas da Pelvs; o gaúcho Júpiter Maçã e a estreante The Name, essa com um pop oitentista cantado em inglês."

Texto completo no Pop Up!

Na foto (também feita por Nogueira), Fabrício Nobre, do MQN

25 de novembro de 2007

Eletronika 2007 - dia 03

Diário de produção - 17.11.07

"Mais uma vez um grande número de figurantes se atrasou. As filmagens estão finalmente começando no horário e isso é ótimo, mas as pessoas ainda não se acostumaram. O resultado foi que muita gente perdeu as cenas com Dago Donato e sua pancinha roliça como protagonistas - seria essa uma brincadeira da equipe figurinista e dos maquiadores, visto que grande parte do elenco do núcleo "jornalistas sabichões" (e também de outros núcleos, como Nobre, do núcleo bebum) ostentava as famosas "panças de cerveja" (vide Matias, Vinil, Ribeiro e outros)?.

Battles em BH
De qualquer forma, logo em seguida os gringos do Battles fariam uma apresentação incrível, digna de prêmios. A arquitetura futurista da locação escolhida (Roxy) encaixou-se perfeitamente ao som experimental e semi-instrumental da banda, marcado por elementos eletrônicos, e comparações à estética de 2001 - Uma Odisséia no Espaço (versão gay) serão inevitáveis. Os executivos do estúdio devem pensar seriamente na possibilidade de colocar a banda para tocar durante as exibições do filme, pois ao vivo a experiência é ainda mais marcante do que em estúdio. Boa parte dos figurantes ficou boquiaberta ou mostrava sorrisos de satisfação (felizmente nenhum deles desdentado e a imagem ficará bem na fita, parabéns para a produção e as pessoas que fizeram a seleção, poucas vezes vi tanta gente bonita em uma filmagem assim). Sugiro que no trailer sejam utilizados trechos da banda enquanto tocava "Tonto, "Atlas", "Tras" ou "Leyendecker", que fechou a primeira parte das filmagens da sequência do show. Problemas técnicos impediram que a cena continuasse a ser rodada, mas os figurantes estavam tão ávidos em participar de uma obra de tal nível de excelência que se manifestaram com fervor e conseguiram mais alguns minutos. Tenho que confessar que há anos não presenciava uma apresentação tão digna dos adjetivos "experimental" e "vanguardista" e que ao mesmo tempo não soasse pedante e prepotente. Obs: preciso saber urgentemente o nome do cabelereiro responsável pelo penteado do tecladista/guitarrista/vocalista.



killer shoesNão estava fácil transitar pela locação e foi com dificuldade que alcancei o set das Killer Shoes. Apesar do belo trabalho de figurinistas e maquiadores, o resultado na prática é mediano, mas provavelmente serve de atrativo para a platéia afetada e a tchurminha com um pé em 2006 e outro na década de 80 (farofa). Algumas versões eletrônicas (techno, electro) de hits indie dos últimos anos até vingaram, mas nem de longe o trio de belezocas modelo-manequim-dj é tudo aquilo que algum crítico/jornalista anda espalhando por aí (teria sido o Rubens Ewald Filho?). Sem contar que, ao tocarem "(I've had) the time of my life", no final, a vergonha alheia foi de doer (por favor, alguém corte isso na edição ou coloque nos extras, na seção "cenas deletadas porque temos senso de ridículo").

the field
Não estou a fim de escrever sobre o techno house minimal do The Field, mas a-do-rei a bolsa e a roupa dele! Ui! Será que ele é tipo um personagem de desenho animado e usa sempre o mesmo figurino?

Gente Bonita no EletronikaA dupla Alexandre Matias e Luciano Kalatalo, a.k.a. Gente Bonita (apesar do diretor de marketing achar que a troca para "Gente Esquisita" é uma coisa a ser pensada), foi excelente e superou as expectativas da nossa equipe. Interagem muito bem com as outras pessoas em cena e sabem definir o ritmo da ação com poucos. Começaram escolhendo como trilha sonora The Rapture e ao longo da madrugada repleta de cenas de dança (das mais estranhas às contidas, com espaço para o famoso "balanço blasé") mandaram We Are Scientists (para o meu delírio contido), Simiam Mobile Disco, L7 com Cansei de Ser Sexy ("Pretend we're dead" com "Alala"), Beastie Boys com Led Zeppelin e até duas (mais do que) questionáveis versões de Strokes com MC Leozinho ("Se ela dança eu danço") e Barão Vermelho com Beastie Boys.

Não tive ânimo para acompanhar a atuação de Mau Mau, mas, se não me engano, passei por lá e tudo pareceu "correto".

MirandaO ritmo de trabalho foi apertado nos últimos dias e o máximo que pude conferir foi cerca de 40 minutos do grande (no sentido figurado e literal) Miranda, com um set mais eletrônico e menos espantoso do que da última vez que o vi em ação (na Mary in Hell). E por falar em Miranda, ele foi o astro das cenas cômicas rodadas no início da noite de sexta, mais uma vez no Oi Futuro, nas quais o roteiro tratava das transformações provocadas pela internet no meio audiovisual. Em um show de improvisação (e que contribuiu enormemente para o caráter cômico do filme/festival), ele soltou frases desde já clássicas como "Deviam criar uma lei pra que sax soprano só pudesse ser tocado com o cu" e "Eu acredito na tv hipnótica! Eu preciso da tv hipnótica!" (lembrete: conversar com o pessoal do marketing sobre a possibilidade de utilização dessa frase como slogan para divulgação). Parece meio estranho lendo as frases assim, mas elas fazem sentido na história. Quem viu, entendeu. Caso seja barrado da versão final, sempre há a chance de termos um "director's cut"...

Enfim, o saldo geral foi extremamente positivo e a equipe se saiu muito bem. As cenas em locais menores parecem render muito mais e deveriam ser ampliadas. Talvez essa possa ser uma das alterações em futuras continuações. E por falar nisso, os executivos parecem ter ficado satisfeitos com o resultado, já que uma nova sequência está prevista para junho de 2008. Até lá, pretendo trabalhar e treinar bastante para poder fazer parte do elenco e sair dos bastidores. Cansei de ser estagiário."

Leia sobre o primeiro dia do festival.

Fotos e design: Marcelo Santiago. Mais fotos, em alta resolução, no meu Flickr.

Eletronika 2007 - dia 02

Recado para a equipe 15.11.07

"Hoje filmaremos novamente no Oi Futuro e não haverá shows de noite, todos estarão liberados. É provável que o elenco principal que também participou da filmagem de ontem apareça com cara de ressaca (principalmente o Matias), portanto, levem muita maquiagem extra para escondermos os estragos da noite. Juntam-se ao elenco nesta tarde: Claudão e Fabrício Nobre (ambos do núcleo bebum, sendo que Fabrício também assume o papel do "gordinho fanfarrão"), Bruno Maia ("o jovem empresário cheio de idéias") e André Barscinki ("o coveiro"). Jarmeson de Lima (do núcleo nordestino) fará apenas uma participação especial no fim e provavelmente trará brindes para os figurantes.

O roteiro de hoje inclui algumas fofocas interessantes, como aquela em que o público descobre que o Smashing Pumpkins estava fechado para o festival Planeta Terra, mas, em uma reunião com os executivos (sempre eles!) patrocinadores, uma estagiária teria dito que considera SP uma banda 'velha' e por isso ela teria saído do line-up. Esse é um bom mote para um possível filme sobre um fanático com Smashing Pumpkins partindo em busca de vingança e seguindo o rastro da tal estagiária imbecil (é claro que toda a platéia torcerá para a morte dessa garota maldosa, burra e extremamente impiedosa).

Outros temas de hoje são a importância das casas de show alternativos, que sustentam a cena ao longo do ano, os festivais independentes, a conexão com as cidades do interior e os preços dos cachês.

Após as filmagens das cenas de debate, há o boato sobre um churrasco indie, mas ainda precisamos confirmar. Durante a noite, a equipe irá se encontrar na Miss Pig, onde Lúcio Ribeiro, Kid Vinil e Flávia Durante cuidarão da trilha sonora. Todos os outros membros também estão convidados, mas lembrem-se que o próximo dia de trabalho será árduo."

23 de novembro de 2007

Goiânia Noise 2007 - 13ª edição

13ºGoiânia NoiseComeça hoje a 13º edição do Goiânia Noise, provavelmente o maior e melhor festival independente do Brasil. Realizado pelo pessoal da Monstro Discos, o festival vai até o domingo e nesse período se apresentam 40 bandas, sendo seis delas internacionais. O Goiânia Noise faz um bom apanhado do atual rock independente brasileiro e mistura algumas bandas já conhecidas, como Pato Fu (que, apesar de ter grande passagem pelo mainstream, é uma banda independente agora), Cordel do Fogo Encantado e Sepultura, com novas bandas do circuito alternativo, como Pata de Elefante, Kassin + 2, Macaco Bong e Cooper Cobras.

Os shows acontecem no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, e os ingressos custam R$ 20 (meia-entrada) e o passaporte para o evento custa R$ 50 (também meia-entrada).

Antecedendo os shows, desde a última terça-feira foram realizados sobre a cultura, música independente, divulgação na internet e mídia, envolvendo importantes profissionais do jornalismo brasileiro e do ramo cultural. Os debates são uma constante na maioria dos festivais realizados atualmente no país e são uma ótima iniciativa, já que incitam a discussão e reflexão em torno de temas importantes e que possuem pouco espaço na mídia tradicional.

Programação completa:

Sexta 23.11

18:10 - Mugo (GO)
18:40 - Seven (GO)
19:00 - Barfly (GO)
19:30 - Diego de Moraes (GO)
20:00 - Superguidis (RS)
20:30 - Cooper Cobras (RJ)
21:00 - Violins (GO)
21:30 - Os Haxixins (SP)
22:00 - MQN (GO)
22:30 - Sick Sick Sinners (PR)
23:00 - Móveis Coloniais de Acaju (DF)
23:40 - Rubín & Los Subtitulados (Argentina)
00:20 - The Dts (EUA)
01:20 - Pato Fu (MG)

Sábado 24.11
Woolloongabbas (GO)
18:40 - Control Z (GO)
Valentina (GO)
19:30 - Stuart (SC)
Pelvs (RJ)
Sangue Seco (GO)
Kassin + 2 (RJ)
Perrosky (Chile)
Mechanics
(GO)
Motherfish (GO)
Korzus (SP)
Mukeka de Rato (ES)
Jupiter Maçã (RS)
Cordel Do Fogo Encantado (PE)

Domingo 25.11
Perfect Violence
(GO)
Black Drawing Chalks (GO)
Rollin’ Chamas
(GO)
18: 30 - The Name (SP)
Ecos Falsos (SP)
Damn Laser Vampires (RS)
Macaco Bong
(MT)
Pata de Elefante (RS)
Spiritual Carnage
(GO)
The Battles (EUA)
Mundo Livre S/A (PE)
Sepultura
(MG)

Quer ver como foram as edições anteriores do festival? Aí vai uma mostra (Ludovic no ano passado e Forgotten Boys em 2005):


20 de novembro de 2007

Produção e crítica cultural, hoje

logo Café com LetrasO Café com Letras é um dos mais agradáveis cafés de Belo Horizonte e constantemente realiza ações culturais interessantes, como mostras e debates envolvendo diversas áreas da cultura. Ontem, por exemplo, começou o seminário Produção e Crítica Cultural, Hoje, abrangendo desde a música e o cinema ao design e a arquitetura.

Profissionais de importantes instituições e empresas se reunirão ao longo de duas semanas, sempre às 19:30, para fazer uma retrospectiva das iniciativas culturais promovidas em BH ao longo de 2007 e debater sobre o panorama atual dessa produção. Posteriormente, um livro com excertos do seminário será publicado.

Produção e Crítica Cultural
Destacam-se na programação o debate sobre música, com a participação de Kiko Ferreira (Rádio Inconfidência) e Mariana Peixoto (jornal Estado de Minas), no dia 26, e o encontro focado em festivais, com Terence Machado (Alto-Falante / Rede Minas) e Lúcio de Oliveira (da produtora ArtBhz), no dia 30.

Os encontros acontecem no próprio Café (que também possui uma boa livraria) e tem entrada gratuita.

Nike e CSS



A propaganda é meio idiota, mas não deixa de ser um "acontecimento" (para nós, brasileiros).

16 de novembro de 2007

Eletronika 2007 - dia 01

Cenas de um festival

"Anota o meu site" (interna/noite)
Data: 14.11.07
Horário: 19:25-21:40
Locação: Multiespaço Oi Futuro
Elenco: Kid Vinil ("o vovô bacana"); Thiago Ney ("o gringo de sotaque engraçado"), Daniel Barbosa ("o mudo"), Paulo Terron ("o geek cool"), Lúcio Ribeiro ("o cara que parece vilão mas, no fundo, é uma boa pessoa"), Alexandre Matias ("o esquisito")
Coadjuvantes: dois idiotas para fazer as perguntas imbecis e tentar monopolizar a conversa
Figurantes: 40 estudantes de comunicação (ou algo semelhante)
Participação especial: Miranda ("o gordinho bonachão")

Eletronika FreaksRoteiro:
O elenco principal discute sobre a cobertura jornalística em tempos de internet e como este meio pode alterar e potencializar o jornalismo. A praticidade e as características democráticas da internet e, especialmente, dos blogs, orientam a discussão, mostrando como o caráter híbrido e hipermidiático da internet possibilita que a informação alcance o leitor mais rapidamente e com mais conteúdo.
Para apimentar a cena e prender a atenção dos espectadores, algum dos coadjuvantes mala-sem-alça deve levantar teorias conspiratórias envolvendo grandes grupos de mídia e a internet, dando a deixa para que "o gordinho bonachão" (Miranda) entre em cena e tome a ação com seus esquetes cômicos e sua sabedoria de bar embasbacante.
Previsões futurísticas permeam a conversa, para alegria de nerds, geeks e demais minorias esquisitas. Por questões de credibilidade e fundamento teórico, dados estatísticos são mencionados, demonstrando o apuro técnico da equipe ao pesquisar sobre o assunto.
(correção/adição: utilizar termos mais simples e de assimilação mais fácil. Citar exemplos práticos e pop)

Lembrete: intervenções do "patrão" (Malab) devem ocorrer ao longo da cena, mas não são programadas. Trata-se de um exercício estilístico de improvisação e expressão natural das angústias e questionamentos do homem, método este, influenciado pelo trabalho de Fátima Toledo.

Obs.: completada a cena, figurantes e membros da equipe se esbaldam em uma boca-livre disfarçada de coquetel de lançamento (ou o contrário, "um coquetel de lançamento disfarçado de boca-livre". O estagiário que fez o cronograma do dia é disléxico e fanfarrão, então não dá para ter certeza).

Ps.: cuidado para que membros com tendências alcoólatras não passem do limite e atrapalhem as cenas a serem rodadas mais tarde.

Os shows pt.1 - (interna/noite-madrugada)
Data: 14.11.07
Horário: 22:00-06:00
Locação: Chevrolet Hall
Elenco: LCD Soundsystem, Shir Khan, Turbo Trio, Mixhell, Chernobyl, Jon Carter, Bo$$ in Drama, Kowalsky (caso haja tempo e ânimo, o trabalho continua em outra locação, o Deputamadre, com Robinho e convidados como protagonistas)
Figurantes: o patrão disse "todas as pessoas que você conseguir"
Roteiro:
O público roceiro de Belo Horizonte (verificar com os advogados se podemos usar este termo) chega atrasado e perde o DJ local Kowalsky. "O patrão" faz com que o evento comece na hora marcada e o povo da cidade se surpreende. Acostumados com longos atrasos antes do início dos shows, muita gente também perde a apresentação especial de Turbo Trio, Mixhell e Chernobyl juntos.

Mixhell x Turbo Trio x ChernobylMixhell x Turbo Trio x Chernobyl
Dividindo uma enorme mesa estão Tejo Damasceno, Alexandre Basa (ambos do Turbo Trio) e Laima Leyton (Mixhell), ocupados com seus aparatos eletrônicos, disparando estrondos acelerados enquanto Iggor Cavalera (Mixhell), estrategicamente posicionado em uma bateria na lateral do palco, contribui com suas batidas quebradas. No extremo oposto do palco está Chernobyl (808sex, produtor do Bonde do Rolê), fazendo as bases em uma guitarra preta que fique bem na tela (confirmar com o pessoal da produção qual o modelo e marca). Dando identidade à mistura, o ícone do hip hop underground brasileiro B Negão (Turbo Trio) assume os vocais e incorpora o papel de frontman do projeto.
O resultado sonoro é uma espécie de digital hardcore do morro carioca, algo próximo de uma fusão entre Atari Teenage Riot e Deize Tigrona, com passagens por MSTRKRFT (gabba, miami bass, electro e drum'n'bass no mesmo balaio?). Alguns irão dizer que a guitarra (distorcida e às vezes com bases metal) está muito baixa, mas a justificativa pode ser o fato de que se trata de um projeto mais eletrônico.

Obs.: a namorada do Chernobyl é um pitéu e comparecerá às filmagens. Mantenham os peões da equipe elétrica longe dela, para evitar problemas.

[em seguida precisamos que a equipe de apoio (a.k.a. "macacos carregadores") atue rápido e prepare o palco para a próxima cena, protagonizada pelo alemão de nome estranho. Aproveitando o tempo, podemos filmar as seguintes cenas:

* sujeito fica de queixo caído ao saber que a única cerveja à venda é Sol e custava R$ 4

* playboys desavisados vasculham toda a extensão do lugar em busca de minas para pegar, já que esta é a solução encontrada para passar o tempo depois que descobriram que não irá rolar nenhum DJ de trance

* patota fofoqueira e sem o que fazer (núcleo cômico) discute quais pessoas são gays ("Esse é passivo, olha! Quem usa uma calça dessa com esse tênis quer dar!") baseado na combinação de cores do vestuário do público

Terminadas as cenas acima, podemos passar para o próximo ato]

Shir KhanShir Khan
Trata-se de um momento delicado em relação aos direitos autorais de terceiros. O alemão xxx (difícil entender a letra desse pirralho estagiário) interpreta o DJ Shir Khan e faz versões eletrônicas de hits do "novo rock", alterando e adaptando canções de bandas como Bloc Party, Gossip, Klaxons e Bonde do Rolê para as pistas.
A trilha sonora é animada e de qualidade, ótima para acompanhar enquanto o local enche aos poucos. Shir Khan é contido enquanto toca e por vezes desaparece atrás da mesa, procurando pelo material que irá tocar. Por isso, este é o momento em que a câmera irá rodar pelo público e captar suas reações em uma estrutura bem livre, aberta a improvisações geradas pela ótima discotecagem.

LCD soundsystemLCD Soundsystem
São necessários sincronia e coordenação de equipe neste momento. São muitas pessoas em ação, incluindo o maior número de figurantes na noite (a locação ficará cheia, mas não lotada, de forma a permitir o trânsito das câmeras com relativa tranquilidade).
A equipe de efeitos especiais irá cuidar para que o chão trema durante quase todo o show, reforçando os tremores durante "Daft Punk is playing in my house", "All my friends" e "Losing my edge" (?).
Durante a execução de "North american scum" será rodada a tomada do banheiro, que havia sido cortada da última versão do roteiro mas voltou e poderá ser usada nos extras do DVD.
Não é a cena mais divertida, mas com certeza, uma das mais esperadas e que dificilmente será rodada outra vez. O momento romântico fica por conta de "New York I love but you're bringing me down", encerrando a cena.

Bo$$ in Drama
Parte dos figurantes já terá sido dispensada e é provável que a equipe também esteja cansada nessa cena, que teve de ser alterada na programação, deixando as filmagens com Jon Carter para o início da manhã. O moleque sob a alcunha Bo$$ in Drama começa sua apresentação na pilha, comprovando o hype gerado em torno de seu nome. Disparando programações e também cantando, suas influências oitentistas são inegáveis, assim como a de nomes recentes da eletrônica européia. À essa hora tudo o que importa é se esbaldar ao máximo, gastar as forças que restam (se ainda restam) e aproveitar que a trilha sonora é um chamado à diversão.

Jon Carter
O estagiário perdeu a cópia do roteiro dessa cena.

Mugg esta noticia

14 de novembro de 2007

Demo Sul 2007


Entre os dias 16 e 18 de novembro o festival Demo Sul leva 27 bandas à Londrina (PR) para a realização do que os organizadores consideram o maior festival independente do sul do país. O evento que chega a sua sétima edição tem desde seu início o objetivo de colocar a cena independente da cidade no mapa de festivais brasileiros. Em seus seis primeiros anos o Demo Sul conseguiu atrair um público de cerca de 21 mil pessoas oferecendo "72 atrações locais e regionais, 97 de todas as regiões do país e duas sul-americanas".

Nomes importantes da cena musical brasileira como
Cachorro Grande e Mundo Livre S/A já se apresentaram no festival que dessa vez tem como principais atrações Edgar Scandurra, Matanza, Ludov, Vanguart e Móveis Coloniais de Acajú. A novidade este ano será a chegada do Arquivo do Rock Brasileiro criado e mantido pela Associação Cultural Dynamite que fará uma exposição intinerante entre os dias 13 e 18.

Outros atrativos do Demo Sul são o acervo móvel, a exposição fotográfica, a exibição de documentários e curtas e um simpósio de música independente. O Demo Sul 2007 acontece na Chácara Lima e os ingressos para cada dia custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

Programação

16/11 - Sexta-feira

Edgar Scandurra - (SP)
Vanguart - (MT)
Trilöbit - (PR)
Droogies - (PR)
Charme Chulo - (PR)
Espíritos Zombeteiros - (PR)
New Ones - (PR)
Vertix - (PR)
The Wind - (PR)

17/11 – Sábado

Ludov - (SP)
Móveis Coloniais de Acaju - (DF)
Junkie Bozo - (PR)
Eddie - (PE)
Chá de Chocalho - (PR)
Los Porongas - (AC)
Clavadistas - (ARG)
Terra Celta - (PR)
Liga Protestante - (PR)

18/11 – Domingo

Matanza - (RJ - foto)
Supergalo - (DF)
Hocus Pocus (PR)
Bang Bang Babies - (GO)
Fisicopatas - (PR)
Revoult - (PR)
Toa Toa - (RJ)
Chernobils - (PR)
Crazy Horse - (PR)

10 de novembro de 2007

Eletronika - Festival de Novas Tendências Musicais (e eu)

Eletronika 2001Continua claro em minha mente. Uma noite amena e cheia de novidades. Um local bonito, pessoas diferentes e uma grande expectativa no ar. Enquanto me deslumbro com as instalações do local, com apresentações simultâneas em diferentes galpões e outro palco montado ao ar livre, em meio à grande área gramada, um mendigo aparentemente bêbado estaciona ao meu lado e fixa o olhar nos painéis reluzentes da MTV. Percebo que mais pessoas ao redor também estão reparando nesta estranha figura, com sua barba enorme e os cabelos desgrenhados, calça de couro e jaqueta surrada. Por um breve momento imagino se esta seria uma versão junkie do Paulinho Moska, justificando a atenção recebida, mas a idéia me parece ridícula e, antes que eu possa elaborar novas teorias para sua origem, ele se esvai cambaleante, até sumir em meio ao público. Meu típico desvio de atenção adolescente me leva novamente a destrinchar o local e a maravilhar-me com uma espécie de trailer-instalação artística (foto acima), partido ao meio e decorado com almofadas modernosas, e também com uma maria-fumaça exposta em uma das laterais do lugar.

Alguns minutos depois era chegada a hora da apresentação principal da noite e, para minha surpresa, lá estava o mendigo no palco. Tratava-se de ninguém menos que Jon Spencer, que, naquela noite de 26 de abril de 2001 na Casa do Conde, ao lado de sua Blues Explosion, permitiu que eu tivesse minha primeira experiência com o rock alternativo internacional ao vivo.
Aos 14 anos, presenciar um show tão explosivo e ensurdecedor como aquele pode mudar vidas ou, no mínino, alterar seus conceitos em relação à música. No meu caso, aconteceram ambas as coisas.

flyer EletronikaA partir dessa história têm-se uma idéia da minha relação com o Eletronika - Festival de Novas Tendências Musicais, realizado em Belo Horizonte desde 1999 com breves hiatos em alguns anos. Através da seleção de importantes nomes da vanguarda musical contemporânea, cada edição do festival sempre se mostrou uma boa surpresa, mesclando diferentes vertentes da música eletrônica mas não se limitando apenas aos sons sintéticos, deixando o merecido espaço para desbravadores das fronteiras sonoras, como os escoceses do Mogwai, que se apresentaram no festival em 2002 e não tiveram piedade em desvirginar tímpanos com suas dissonâncias absurdas e ao mesmo tempo sentimentais. Quem esteve presente àquele show no Teatro Francisco Nunes, em 17 de maio de 2002, não saiu incólume. Mais uma vez, cortesia do Eletronika.

flyer EletronikaNos anos anteriores o festival já havia sido responsável por trazer à Belo Horizonte Stereolab, Asian Dub Foundation, Nação Zumbi e uma variedade de DJ's. Em 2002, 2003 e 2004, realizou debates (com gente como Hermano Vianna, Alexandre Matias, Marcelo D2, Cláudia Assef, etc), workshops e mostras audiovisuais, além de selecionar em sua programação atrações internacionais interessantes como Ellen Alien, Stereo Total, Rubin Steiner, Kruder and Dorfmeister e artistas nacionais como Mombojó, Hurtmold, DJ Marky, Mau Mau, Cidadão Instigado, Anderson Noise, Golden Shower, Wado e Mamelo Sound System. Ao deparar com as programações anteriores, é incrível perceber como a direção artística era afiada, escolhendo ótimas atrações que apenas anos mais tarde teriam destaque na grande mídia. Apparat, por exemplo, que se apresenta no Motomix este mês (dia 25 em São Paulo), tocou na edição de 2004 do Eletronika e eu nem fazia idéia, apesar de estar presente no evento. Na época, não tinha a mínima de quem se tratava e agora sou fã (que falta fazia a banda larga e o MySpace...).

Após uma discreta versão do festival em 2005, transformado em fórum de debates, e sua ausência em 2006, o Eletronika retorna este ano com uma boa e coesa programação, tendo como principais atrações os grupos norte-americanos LCD Soundsystem (electro rock) e Battles (rock experimental com intervenções eletrônicas).

No dia 14 de novembro, quarta-feira véspera de feriado, tocam junto ao LCD Soundsystem o DJ alemão Shir Khan, o novo hype curitibano Bo$$ in Drama, o projeto especial que reúne Turbo Trio (B Negão, Tejo Damasceno e Alexandre Basa), Mixhell (Iggor Cavalera e Laima Leyton) e Chernobyl (produtor do Bonde do Rolê e ex-guitarrista da Comunidade Nin-Jitsu), em sua primeira apresentação, além do inglês Jon Carter e o DJ mineiro Kowalsky. Os shows acontecem no Chevrolet Hall e os ingressos custam R$ 30 (meia entrada).

Na sexta a festa é na Roxy, com ingressos a R$ 35 (homens) e R$ 25 (mulheres). A escalação inclui os já citados Battles, o renomado DJ The Field, o mítico Carlos Eduardo Miranda (Trama Virtual, Ídolos), Dago Donato (editor da Trama Virtual), Gente Bonita, Mau Mau, Fred Mafra, Bittencourt e o trio de DJ's que parece ter saído de uma vitrine de shopping de elite, Killer Shoes.

O ciclo de debates está excelente e acontece de 14 a 16 de novembro no Oi Futuro, com entrada gratuita. As discussões abordam a atual produção independente brasileira, as alterações no jornalismo cultural provocadas pela internet e a ascensão do vídeo na internet como forma de divulgação. Entre os debatedores estão Lúcio Ribeiro, Kid Vinil, Fabrício Nobre (Abrafin, MQN, Monstro Discos) e Thiago Ney (Folha de S. Paulo).


Eletronika 2007Programação:

14 de novembro, quarta-feira, no Chevrolet Hall
22 h - Kowalsky (BH)
23:30 h - Turbo Trio x Mixhell X Chernobyl (SP-POA)
00:30 h - Shir Khan (Berlim)
02:00 h - LCD Soundsystem (NYC)
03:30 h - Jon Carter (Londres)
05:30 h - Bo$$ in Drama (CWB)
Local: Chevrolet Hall
Endereço: Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 - Savassi, Belo Horizonte/MG
Fone: (31) 3209-8989
Ingressos: primeiro lote = R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia)

16 de novembro, sexta-feira, na Roxy
Pista 1
23 h - Dago Donato (SP)
00:30 h - Battles (NYC)
01:30 h - The Field (Estocolmo)
02:30 h - Mau Mau (SP)
04:30 h - Fred Mafra (BH)
Pista 2
00:00 h - Killer Shoes (BH)
01:30 h - Gente Bonita (SP)
03:00 h - Miranda (SP)
Local: Roxy Club
Endereço: Rua Antonio de Albuquerque 729 – Savassi, Belo Horizonte/MG
Fone: (31) 3269-4410
Ingressos: R$ 35,00 (masculino), R$ 25,00 (feminino)
Obs.: Bônus de R$ 10,00 em drinks para quem chegar até 00h.


Ciclo de Debates "Nós e a Rede - O convívio com a internet e a onipresença da música"

Dia 14. "Anota o meu site"
Divulgação e Cobertura em Tempos de Internet
- Thiago Ney (jornalista Folha de S. Paulo e blog Ilustrada no Pop)
- Lúcio Ribeiro (jornalista, blog Popload)
- Kid Vinil (DJ, músico e radialista)
- Paulo Terron (jornalista, blog With Lasers)

- Daniel Barbosa (jornalista, O Tempo)


Dia 15. "Estamos fazendo"
Núcleos de Produção Independente
- André Barcinski (jornalista, Circuito Techno e Clash Club)
- Fabrício Nobre (músico, produtor, Monstro Discos)
- Bruno Maia (produtor Chappa Quente)
- Ana Garcia (produtora festival Coquetel Molotov)
- Cláudio Pilha (produtor Campeonato Mineiro de Surf, A Obra)


Dia 16. Entre o YouTube e a MTV
A Importância do Vídeo como Veículo
- Carlos Eduardo Miranda (jornalista, produtor)
- Renata Simões (jornalista, apresentadora do Multishow)
- Dagoberto Donato (editor do site TramaVirtual)
- Israel do Vale (jornalista, produtor)
- Kiko Ferreira (jornalista, Estado de Minas/Rádio Inconfidência)


Links:
MySpace / mapas de acesso aos locais do evento / Twitter / Fotolog / Site oficial

Mugg

8 de novembro de 2007

Teia 2007

Esta semana estamos no Teia 2007, o primeiro encontro nacional de pontos de cultura, que movimenta Belo Horizonte de 7 a 11 de novembro com cerca de 600 atrações.

2 de novembro de 2007

The Next Big Thing

"Esqueça as grandes gravadores e o grande mercado musical... estamos procurando por pioneiros da música que mereçam atenção", diz o anúncio. Enquanto grande parte da crítica musical inglesa tem como passatempo apontar salvações de prazo limitado para a música, a BBC está à procura de novos nomes da vanguarda mundial através do concurso The Next Big Thing, cuja segunda edição foi lançado no fim de outubro.

A intenção é encontrar "o som do futuro" e dar espaço às bandas independentes. Grupos ou artistas solo de qualquer parte do mundo podem participar, contanto que não tenham contrato assinado com alguma gravadora e apresentem canções autorais. As inscrições podem ser feitas no hotsite oficial do concurso dentro do site da BBC, no MySpace ou no Bebo até 18 de novembro.


Cinco bandas serão escolhidas e viajarão para a Inglaterra, onde se apresentarão para o júri que irá definir o grande vencedor (na edição passada o júri incluía Gary Powell, baterista do Dirty Pretty Things e William Orbit, produtor que trabalhou com Blur e Madonna). A banda escolhida irá se apresentar em um grande festival promovido pela BBC em dezembro, que também será transmitido pela emissora.

Na primeira edição do The Next Big Thing, a banda brasileira Sweet Cherry Furry foi uma das finalistas e viajou para Londres para participar da final, acabando em terceiro lugar. Em primeiro lugar ficou a cantora armena Silva, com a canção "I like".