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11 de março de 2007

Os tempos mudaram. As respostas também.

Muito se comenta sobre as grandes mudanças ocorridas nos últimos tempos no mercado musical, mas são poucas as discussões que se aprofundam no assunto. Desta forma, faltam debates sobre os efeitos da chamada "revolução digital" na vida daqueles que vivem (de) ou se interessam por música.

Para ajudar a mudar este cenário, eis que surge o Chappa - nova música, novas oportunidades, uma espécie de coletivo que visa promover o "desenvolvimento sustentável da indústria da música", através de ações de integração dos produtores e trabalhadores da indústria musical em meio às alterações provocadas pela internet e o desenvolvimento tecnológico.

Focado apenas na produção carioca, o Chappa se define como "o canal carioca da nova música" e trabalha pela "transformação social e a geração de riquezas e empregos em torno de um arranjo produtivo mais eficiente para os agentes locais", como está disponível em seu site, chappa.com.br.

É uma iniciativa que chama bastante atenção não apenas pelo fato de relacionar nova música, internet e avanços tecnológicos, mas também por tratar a música como uma forma de desenvolvimento e geradora de empregos e riqueza. Esta discussão mercadológica-administrativa é ainda mais rara em meio à cena independente.

Os responsáveis por tudo isso são quatro empresas cariocas, todas relacionadas à internet e/ou cultura: Tecnopop, agência de design e desenvolvedora de sites; Rinoceronte, produtora cultural; sobremusica, blog carioca sobre música (dãããã); e a Lunuz, empresa de gestão de projetos culturais.

Para alcançar seus objetivos o Chappa realiza durante todo o mês de março, e início de abril, o Música Chappa Quente, uma série de debates sobre "indústria da música pós-revolução digital", sempre às quartas-feiras, em algumas faculdades do Rio de Janeiro. Serão mais de 40 convidados, entre jornalistas (Alexandre Matias, André Barcinski, Lúcio Ribeiro, etc), produtores musicais e culturais (Fabrício Nobre, Rodrigo Lariú, etc) e gente envolvida em projetos como Creative Commons e C.E.S.A.R, discutindo oito temas relacionados à música nos tempos atuais.

Confira abaixo as datas dos debates, com seus respectivos temas, convidados e locais de realização:

14 de março
9h - A CADEIA PRODUTIVA DA MÚSICA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Convidados já confirmados: Sérgio Sá Leitão (BNDES), Arthur Bezerra (SEBRAE-RJ), Sydney Sanches (advogado, um dos responsáveis pelo estudo Cadeia Produtiva da Economia da Música no estado do RJ), Bruno Levinson (Humaitá Pra Peixe) e Rodrigo Lariú
14h - PÓS-JORNALISMO: BLOGS E INTERNET 2.0
Convidados já confirmados: Diego Assis (G1), Felipe Vaz (Overmundo), Celso Fonseca (Terra) e Berna Ceppas
Local: PUC-Rio, Auditório Pe. José Anchieta. Rua Marquês de São Vicente, 225 – Gávea

21 de março
9h - RÁDIOS ON-LINE E PODCASTS: DE OUVINTE A PROGRAMADOR
Convidados já confirmados: Maestro Billy (ABPod), Giuliano Djadjah (Rádio Janela) e Paulo Daudt (Multishow)
14h - YOUTUBE, MYSPACE, NAPSTER, ITUNES: AS NOVAS PLATAFORMAS ON-LINE
Convidados já confirmados: Alexandre Matias, Gisela Castro (ESPM), André do Valle (FGV), Marcelo Ferla e Silvio Meira (C.E.S.A.R)
Local: UFRJ, Salão Dourado do FCC. Av. Pasteur, 250 – 2º andar – Urca

28 de março
9h - ARTISTAS S/A: O TRABALHO ALÉM DOS PALCOS
Convidados já confirmados: André Barcinski, Mauro Benzaquem e Luciano Marsiglia (Revista BIZZ)
14h - NOVOS CONSUMIDORES E NOVAS FORMAS DE MARKETING
Convidados já confirmados: Lúcio Ribeiro, Jerome Vonk, Léo Feijó e André Eppinghaus
Local: ESPM, Auditório. Rua do Rosário, 90 – 12º andar – Centro

04 de abril
9h - MERCADO INDEPENDENTE: EXPERIÊNCIAS E VIABILIZAÇÕES
Convidados já confirmados: Fabrício Nobre (pres. ABRAFIN), Paulo André (Abril Pro Rock), Gabriel Moptop, Gabriel Autoramas e Ricardo Cruz (Rolling Stone)
14h - DIREITO AUTORAL NA NOVA MÚSICA
Convidados já confirmados: Paulo Rosa (pres. ABPD), Creative Commons, Felippe Llerena (iMúsica/ABMI), Bruno Natal e Antonio Carlos Miguel
Local: UERJ, Teatro Noel Rosa. Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã


Obs.: (Impressão pessoal) A única coisa que incomoda é o "todos direitos reservados" no fim da página do Chappa. Uma iniciativa como esta poderia muito bem (e deveria) estar sob uma licença Creative Commons.

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