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18 de abril de 2016

Zé Manoel _ "Canção e silêncio"

Expoente de uma vertente mais erudita da MPB contemporânea, o cantor e pianista pernambucano Zé Manoel é autor de um dos discos mais belos que escutei nos últimos tempos. A sensibilidade desse Canção e silêncio, lançado em 2015, é envolta em um minimalismo que reforça a essência das canções e expõe o lirismo das letras. "A maior ambição da canção é ser silêncio", crava em "A maior ambição", ditando o tom minimalista (e nem por isso menos complexo) do álbum.

Jazz, MPB e samba se misturam a ritmos regionais e a referências sonoras de nomes como Chico Buarque, Dorival Caymmi e Caetano Veloso. "Canção e silêncio", a faixa-título, é de fazer chorar qualquer um que tenha vivido uma grande desilusão amorosa ("procurei nos livros / nas fotografias o seu sorriso / só achei tristeza / vejo a cada instante você indo embora / eu não sei pra onde / deve ser onde a alegria e o seu amor se escondem"). Um disco que foge do óbvio e que abraça a melancolia de forma singela e a transforma em prazer.

Produzido pelo Miranda e Kassin (que assina "produção de bases adicionais" e também toca baixo em diversas faixas), o disco ainda conta com as participações de artistas como Pupilo (Nação Zumbi) e do maestro Letieres Leite, entre outros. Comece por "Canção e silêncio", "Quem não tem canoa vai n'água" e "Nas asas do manganga".



12 de abril de 2016

Salomão Terra _ Pacífico [lançamento exclusivo]


Estreia solo do multi-instrumentista Salomão Terra, Pacífico apresenta um som ímpar na cena mineira. As linhas e ondas na capa não são apenas um elemento estético, mas refletem conceitualmente as camadas e texturas que se destacam ao longo das 8 faixas que compõem o álbum. Influenciado principalmente por trip hop e synthpop, é um disco que flui com suavidade sem abrir mão da intensidade musical e das letras. Nomes como Portishead, Sneaker Pimps e How to Destroy Angels servem como referências para contextualizar o campo musical em que o disco se encontra, do encontro entre a eletrônica e instrumentos orgânicos.

Músico experiente, ligado a bandas como Valsa Binária e, anteriormente, ao Spooler, Salomão está acompanhado em Pacífico pelo produtor Lucas Mortimer (Confeitaria / Grupo Porco de Grindcore Interpretativo / Monograma) e os músicos Ygor Rajão (Graveola e o Lixo Polifônico / Fusile), Fernando de Sá Monteiro (A Fase Rosa / Juventude Bronzeada), Priscila Armani, Robert Frank (Pelos de Cachorro) e Gladson Braga. O projeto gráfico é de Jaime Silveira, que também assina capas de discos de artistas como Jair Naves, ruído/mm e Banda Gentileza.


Pacífico também está disponível para audição nos principais serviços de streaming. Escolha o seu preferido:
DeezerSpotifySoundcloud ou Youtube. Aproveite para acompanhar as novidades do Salomão no Facebook.

[Foto do Rafael Sandim]

11 de abril de 2016

Vídeos exclusivos do Silva e Leonardo Marques ao vivo

No show de lançamento do Júpiter, seu terceiro álbum, em BH, o Silva também tocou "Um girassol da cor de seu cabelo", clássico do Clube da Esquina de autoria do Lô Borges, e misturou o single "Volta" com "Uma onda no mar", do Lulu Santos. Abaixo você assiste aos vídeos com exclusividade!
 


Outro vídeo da mesma noite é o do mineiro Leonardo Marques (Transmissor, Diesel, Udora, Maglore) tocando "Day mind travel", uma das minhas favoritas do seu disco de estreia, Dia e noite no mesmo céu.

9 de abril de 2016

DJ jornalista


Ser o responsável pela música nos intervalos de um show é propício para um DJ jornalista. Nesses momentos, diferentemente de quando se é atração principal da noite e fazer o público dançar é obrigação, é possível atuar como uma extensão da função de jornalista musical. Na verdade, é algo entre o jornalismo musical e a curadoria, porém mais volúvel.

Gosto do termo "DJ jornalista" porque não carrega as pretensões de um DJ tradicional e ao mesmo tempo traz a proposta de apresentar ao público músicas consideradas boas o suficiente para serem ouvidas no pouco espaço disponível entre os shows (neste caso) e que devem funcionar dentro de um determinado contexto, definido pelos artistas que se apresentam na ocasião, o perfil da casa e outras variáveis.

Parece besta, mas não deixa de ser uma questão relevante para quem frequenta shows ou para quem cuida das trilhas dos intervalos. Mesmo que seja uma playlist a ser executada, uma seleção criada de acordo com o contexto e a proposta do evento sempre tem seu mérito e potencializa as chances das pessoas presentes terem momentos mais agradáveis.

Um amigo me disse que isso é coisa de nerd, mas desde 2009 anoto parte das músicas que toco nesses momentos, antes e depois de shows. Parte disso agora está reunido no perfil do Meio Desligado no Deezer. Além das playlists com pedaços desses DJ sets, lá você encontra alguns discos que tenho ouvido e outras playlists temáticas em constante atualização (assim espero).

Abaixo, uma amostra com listas de algumas noites recentes (shows do Baleia e Pequeno Céu, dia 8 de abril e Silva e Leonardo Marques, dia 18 de março), além de uma mais antiga (noite do show do Dibigode com o Transmissor em 25 de outubro de 2013).

BALEIA + PEQUENO CÉU


SILVA + LEONARDO MARQUES



DIBIGODE + TRANSMISSOR