Novo clipe do ruído/mm

Sensacional o novo vídeo do ruído/mm, lançado hoje, feito para a música "Petit pavé".

 

Abaixo, comentários do firetor Felipe Allon sobre o vídeo.
 "Último clipe do projeto “Radar Curitiba – Imagens e Sons”, realizado com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Curitiba, o videoclipe de Petit Pavé partiu do conceito de videodança e do uso de algum tipo de tecnologia que nos desafiasse enquanto técnicos criadores. Desde o início buscávamos algo que dialogasse com a música num sentido mais atmosférico. Identificamos uma vontade comum de trabalhar as imagens num sentido sensorial, ora mais cerebral, ora mais catártico, seguindo as linhas e camadas instrumentais que vão se revelando e se sobrepondo durante sua duração. Nossa gama de referências pesquisadas foi bem ampla (desde vídeos de terror, imagens do espaço sideral captadas pela Nasa, testes de escanerização tridimensional de objetos, imagens de campos eletromagnéticos e semicondutores, etc), até que aos poucos fomos sintetizando essas ideias para resolvê-las enquanto proposta de videoclipe.
A partir destas pesquisas, nos dedicamos então a encontrar uma forma de casar nossa proposta “temática” - a videodança - e nossas referências estéticas selecionadas - formas mais abstratas. Decidimos assumir o risco de mergulhar numa tecnologia até então não dominada por nenhum de nós: a captação de imagens via kinect (aquela câmera do videogame X-Box que, através de um sensor infravermelho faz uma varredura tridimensional do espaço e capta os movimentos do jogador).
Usando um software livre desenvolvido por pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology), captamos imagens de uma dançarina num ferro-velho e posteriormente as manipulamos num ambiente tridimensional, decompondo suas formas até que restassem apenas vestígios de sua presença. Num desdobramento de “Ponto e Linha sobre o Plano”, do russo Wassily Kandinsky, investimos numa forma de abrir uma veia de comunicação direta com o espectador através de um universo minimalista formado apenas de linhas e pontos oriundos de suas intersecções. Este conceito estético bem simples do clipe estabeleceu suas bases temáticas na luta deste corpo para ganhar forma em meio às amarras de linhas das quais surge, nas quais se debate para ter seus momentos de respiro e liberdade e para as quais forçadamente acaba sendo tragado de volta.
Neste sentido, o clipe foi trabalhado ao longo da música em momentos distintos, criando-se seções com agrupamentos de informações, com um começo mais enxuto, mais mântrico mesmo, em que o espectador é levado de maneira mais cerebral a desvendar este emaranhado de linhas que se apresenta. Cada paisagem é explorada por mais tempo, numa busca de ordem no caos para que este mundo abstrato vá aos poucos ganhando forma e o ritmo passe a dominar, até que irrompam momentos mais catárticos de iluminação nas partes mais distorcidas da música, onde se criam paisagens mais sensoriais e onde nossa dançarina resplandece e seu corpo toma forma em sua plenitude, marcando assim divisões de forma incisiva.
Entre estas partes, no que chamamos de mundo transitório da música, trabalhamos bastante com o conceito de mixagem e sobreposição de canais, com um nível de ruído ocupando mais ou menos o espaço de diagramação da tela e isolando grupos de informação estética, criando uma identidade distinta das outras partes, permitindo uma conexão mais sinestésica em vários pontos e inclusive aumentando o ritmo de cortes de forma à imprimir, pela velocidade, uma percepção mais direta mesmo, bem como aumentando as sobreposições no crescente, saturando a tela de informação até ela ficar muito clara/branca e desembocar no trecho final.
Paralelamente, o nível de excitação das linhas em determinados momentos é trabalhado para que entre em vibração com a música. Ao final o mundo abstrato toma as rédeas e o corpo se dissolve novamente em linhas... Pelo uso de uma tecnologia de captação e manipulação de imagens ainda não muito explorado pelas bandas de cá, o resultado visual do clipe acaba sendo bem peculiar se distanciando um pouco do que estamos habitualmente acostumados a ver em termos de videoclipes nacionais."

Downloads em troca de divulgação online


Disponibilizar conteúdo online gratuitamente é praticamente uma regra para bandas atualmente, mas existem opções para potencializar a divulgação online do seu trabalho. Uma delas, interligada ao Facebook, é o Dropify. O uso do serviço é simples: você escolhe o arquivo que deseja colocar para download (uma música, um livro, um vídeo, um CD inteiro etc) e em troca do download o usuário precisa curtir sua página no Facebook. Funciona de forma semelhante ao que o Pay With a Tweet faz no Twitter, mas no Facebook.

Não deve ser usado como regra (afinal, obrigar o seu potencial fã a fazer algo pode não ser uma boa maneira de começar uma relação), mas sim como uma alternativa para tentar divulgar determinado conteúdo na rede social e reforçar sua presença online.

Música independente global na Music Alliance Pact de Maio

O Meio Desligado é o representante exclusivo do Brasil no Music Alliance Pact, projeto global que envolve cerca de 40 blogs especializados em música, de diferentes países, que mensalmente realiza uma coletânea com bandas independentes/alternativas desses países. Todo dia 15 é publicada a coletânea com uma música escolhida pelo representante de seu respectivo país de origem. No Brasil, essa função é exercida pelo Meio Desligado, que neste mês enviou o Faroff. Você pode fazer o download desta edição da coletânea ou ouvir as músicas abaixo, individualmente.

 BRAZILMeio Desligado FAROFF - Brazilian Star Wars
Can you imagine the Star Wars troopers having fun in a slum in Rio de Janeiro, listening to funk carioca in the summer and surrounded by girls? This is not a new track, but Brazilian Star Wars shows one of the best moments of DJ FAROFF, the name used by Leo Bursztyn, PHD in economics and former guitarist of Brazilian band Móveis Coloniais de Acaju. 

Paula y Los Besos is the new musical adventure of singer, songwriter and poet Paula Trama. The band just released eight songs in the form of two EPs that range from acoustic-punk upbeat tunes to tender folk ballads. Bailar is a cover of T. Rex's Cosmic Dancer, with Spanish lyrics adapted by Paula herself. You can hear and download both EPs from their Bandcamp page. 

Adelaide's Swimming are sisters Katie and Angie Schilling and friend Sam Reynolds. Triplebrie is the first single from their new record Yes, Tonight. There are plenty of layered vocals and looped sounds on the album, but Swimming's simple outlook on a capella really does its best in an acoustic setting. The trio also sell tea towels as merchandise, so we can't really say anything bad about this band right now. 

First a drum machine, then a Billie Jean-style bassline and finally synthscapes that embed the voice of Fijuka's Ankathie singing one of the weirdest declarations of love we have ever heard. Fijuka stands for DIY pop with an art school touch. Watch the music video for some Rhönrad wheel action. 

Program's wall of sound is not insurmountable but it's far from an easy climb. It will challenge you to find a familiar foothold (Is it shoegaze? Is it drone-rock? Is it disco or dance?) but ultimately leaves you breathless with its brilliant audacity. It is a mountain you'll climb over and over again, never once following the same sonic route to its summit. 

Lainus is the solo project of Alfredo Ibarra who, after returning from New Zealand, has devoted himself to writing music and rediscovering his country. The Andes is the source of inspiration for his single Montañitas ("Little Mountains"), a catchy electronic pop breeze that links him telepathically to the new pop wave (Passion Pit, Phoenix), the Chilean psychedelic tradition and the now very trendy world music. It's a taster of his next album, due for release in the second half of the year. 

With roots in classical singing, Lina Patiño has been experimenting with jazz, ballads, R&B and classical music. Proof of this is the endless number of projects of different genres she has participated in. But now, in her solo guise, her range takes her a step further than usual. We invite you to listen to Plena Luz ("Full Light"), produced by Eblis Alvarez (Meridian Brothers), in which Lina's vocals are confused and intermingled between bambuco and dark experimental pop. 

This month we cover the association of two young artists: Adrián Berazaín and Mauricio Figueiral. Por Una Camarera ("For A Waitress") is a song in which Cuban rhythms are fused with extraordinary results and will be included in the upcoming releases of both artists separately. Follow these two songwriters closely as they are sure to surprise us with their future output. 

Five years on from their awesome debut Bless You, electronica legends Lulu Rouge (aka DJs and producers Buda and T.O.M.) released their second full-length, The Song Is In The Drum, at the end of April. If you're into deep, dark and excellently melancholic dub this is one not to miss. Grey Heron Man, one of three instrumentals, is a MAP exclusive download. 

DOMINICAN REPUBLIC: La Casetera Nelson García - La Bomba 
Veteran singer-songwriter Nelson García (formerly known as Nelson Poket) went solo and is now making music under his real name. La Bomba is a rock song with a classic attitude that ticks with new energy and prepares us for his new album release on June 15. 

After 15 years on the road, Guanaco, one of the most important independent music icons in Ecuador, presents his most ambitious and mature album, Raíz. The record has 16 versatile tracks that blend hip hop with a wide range of urban and Latin sounds. The lyrics of Crónico provide a deep reflection on the use of drugs. 

Ghosting Season are a techno-loving duo from northern England. Until recently, their music was a marriage of glacial post-rock and warm late-night electronica as Worriedaboutsatan. Under their new guise, Gavin Miller and Tom Ragsdale are already readying a second LP of brooding bloops that spiral into something you could call evil party music. This track was featured on our DiS community podcast.  

Kannabinõid are a deafening stoner/doom band from Tallinn. Obviously there are plenty of (Nordic) metal/rock bands but these guys are particularly good. They just received some really good feedback from the international music industry delegates of showcase festival Tallinn Music Week. 

Phenomenal Creature play (mostly) acoustic folk with an intense bluesy feeling, creating songs that are beautifully arranged and decorated with a myriad of little instruments and harmonies. Perfect Impression is the opener of the band's recently released debut album. 

FAUVE appeared from nowhere in the French music scene at the end of 2011, and after only a few months and four songs, offered for free, they became what many French critics called "the voice of our generation". With beautifully crafted instrumentals, marvellous choirs and words that touch and speak to our feelings and soul directly - putting a finger on our many life problems and crises - they deserve to be known all over the world, even if only using spoken word in Molière's language. Their first EP, Blizzard, is released on May 20. 

GERMANY: Coltran HELMUT - The Tribe 
Voice, guitar, loops. More and more artists focus on these instruments to make versatile songs to dream, cry or dance to. HELMUT has the talent to build up a song layer by layer, motif by motif, and then slowly start to variate and deconstruct everything. The live experience of this guy is simply amazing.