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30 de junho de 2014

Festival Vozes do Brasil

Estou fazendo a produção da primeira edição do Festival Vozes do Brasil, que acontece em BH, no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, entre 8 e 12 de julho. Toda a programação é gratuita. Segue abaixo o release que fiz para o evento. Mais informações na página do festival no Facebook.

Criado pela jornalista Patrícia Palumbo, o programa Vozes do Brasil está no ar em diversas rádios país afora e também na internet, sendo testemunha das transformações ocorridas nos últimos 15 anos da música brasileira. Após uma bem-sucedida festa de celebração de seus 15 anos (que reuniu no mesmo palco Ed Motta, Bixiga 70, Flávio Renegado e Anelis Assumpção), o Festival Vozes do Brasil estreia no palco do Teatro Oi Futuro Klauss Vianna com cinco noites de shows entre 8 e 12 de julho, com uma programação de peso: Karina Buhr, Marina Lima, Anelis Assumpção, Zélia Duncan, Ana Cañas, Flávio Renegado, Marina Machado, Marcelo Jeneci, Pedro Morais e Paulinho Moska.

Idealizado pela produtora cultural Danusa Carvalho em parceria com Patrícia Palumbo, esta é a primeira edição de um projeto que pretende rodar o Brasil apresentando uma seleção criteriosa de parte do que há de mais interessante e original na música brasileira contemporânea.

As apresentações acontecerão às 21h e terão entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria do Oi Futuro, uma hora antes de cada show. A produção é da Casulo Cultura, que realiza o projeto através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Oi e apoio do Oi Futuro.

Mais do que um festival, trata-se de uma celebração desse momento histórico da nossa música através de uma série de cinco encontros musicais, reunindo artistas tão diversos quanto similares.


Sobre o Oi Futuro
O Oi Futuro é o instituto de responsabilidade social da Oi, que desenvolve e apoia programas e projetos nas áreas de educação, cultura e sustentabilidade. O Oi Futuro tem um compromisso com a transformação e com a inclusão social, tendo como missão promover o desenvolvimento humano por meio das tecnologias da informação e da comunicação. Desde 2001, suas ações visam democratizar o acesso ao conhecimento e reduzir distâncias geográficas e sociais, com especial atenção à população jovem.

Na educação, os programas NAVE e Oi Kabum! usam as tecnologias da informação e da comunicação, capacitando jovens para profissões na área digital e criativa, fornecendo conteúdo pedagógico para a formação de educadores da rede pública e fomentando o desenvolvimento de modelos inovadores. Já na área cultural, o Oi Futuro mantém dois espaços culturais no Rio de Janeiro (RJ) e um em Belo Horizonte (MG), com programação nacional e internacional de qualidade reconhecida e a preços acessíveis, e o Museu das Telecomunicações nas duas cidades, além de apoiar festivais e projetos em todas as regiões Brasil por meio do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados.

O programa Oi Novos Brasis reafirma o compromisso do Instituto no campo da sustentabilidade, com o apoio e o desenvolvimento de parcerias com organizações sem fins lucrativos para a viabilização de ideias inovadoras que utilizem a tecnologia da informação e comunicação para acelerar o desenvolvimento humano. O esporte completa o seu escopo de atuação apoiando projetos aprovados pelas Leis de Incentivo ao Esporte, tendo sido a Oi a primeira companhia de telecomunicações a apostar nos projetos socioeducativos inseridos na Lei Federal.




PROGRAMAÇÃO

dia 8, terça-feira
Pedro Morais convida Paulinho Moska
Dois “cantautores”, como chamamos os artistas que cantam seu repertório autoral, dois cancionistas com muito em comum e com seus acentos muito próprios. Pedro é herdeiro da tradição melódica de Minas e Moska carrega em si um pouco da mágica do Rio.

dia 9, quarta-feira
Marina Machado convida Marcelo Jeneci
Os dois têm em comum uma certa doçura nos seus temas e canções. Ambos também apresentam novos trabalhos: Marina acaba de lançar o Quieto Um Pouco e Jeneci, De Graça.

dia 10, quinta-feira
Ana Cañas convida Flávio Renegado
Muito ligados à expressão negra da nossa música. Ana compõe inspirada nas cantoras de jazz e blues e Renegado é um rapper ligado no samba e na canção brasileira. Juntos e misturados, lembram Jards Macalé.

dia 11, sexta-feira
Anelis Assumpção convida Zélia Duncan
As duas cantoras têm em comum o repertório de Itamar Assumpção. Anelis, sua herdeira direta, com trabalho autoral cheio de suíngue, dub e reggae. Zélia reverencia Itamar desde seus primeiros discos e acaba de lançar um trabalho inteiro sobre a obra do compositor.

dia 12, sábado
Karina Buhr e Marina Lima
Parceiras em "Desencantados", música que faz parte do Climax (trabalho mais recente de Marina), Marina e Karina encerram a última noite do Vozes no Oi Futuro com um encontro especial. Duas artistas com presença de palco únicas, inimitáveis. Marina Lima é referência para toda essa geração. Um show de rock e de canção.


SERVIÇO
Festival Vozes do Brasil
8 a 12 de julho no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna
Av. Afonso Pena nº 4.001, Mangabeiras, BH
Entrada gratuita (ingressos distribuídos uma hora antes de cada show)
facebook.com/festivalvozesdobrasil
Info: (31) 3222.3242

27 de junho de 2014

Virada Cultural de BH prorroga inscrições

Previsto para encerrar na sexta-feira, 27 de junho, o prazo para envio de propostas de artistas interessados em participar da Virada Cultural de Belo Horizonte foi prorrogado até 2 de julho, quarta-feira. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo site viradaculturalbh.com.br. A segunda edição da Virada Cultural de BH acontece nos dias 30 e 31 de agosto de 2014.

As atividades propostas podem abranger diferentes manifestações artísticas (música, teatro, dança, cinema, literatura, fotografia, artes plásticas, intervenções e outras) e devem ser enviadas por artistas de BH e região metropolitana.

Em sua primeira edição, realizada em 2013, a Virada aconteceu entre os dias 14 e 15 de setembro com 24 horas de programação e público estimado em mais de 200 mil pessoas. Ao todo, foram mais de 430 atrações artísticas, envolvendo cerca de 2 mil artistas e 1.500 profissionais do mercado cultural. Foram ocupados 52 espaços da capital, entre praças, parques, centros culturais, teatros e outros locais, que receberam uma programação artística diversificada e acessível ao público da cidade.

22 de junho de 2014

Cultura da participação - Criatividade e generosidade no mundo conectado

Lançado em 2011 no Brasil pela editora Zahar, Cultura da participação - Criatividade e generosidade no mundo conectado apresenta no título uma diferença em relação à sua publicação original (em 2010) que muda levemente o foco da abordagem do estadunidense Clay Shirky, autor do livro. No original, Cognitive surplus (creativity and generosity in a connected age), a ideia de Shirky fica mais clara: trata-se de uma obra sobre como o excedente cognitivo pode gerar experiências coletivas que unem criatividade e generosidade.

Especialista em internet e comunicação digital, Shirky analisa as formas de organização social através da tecnologia digital e seus desdobramentos culturais. Seus exemplos vão de aplicativos para denúncias de violências étnicas no Quênia à influência política de grupos pop sobre adolescentes chinesas (as manifestações acontecidas em junho de 2013 por todo o Brasil poderiam ser, facilmente, objeto de análise semelhante). Otimista, ele acredita vivermos um momento de potenciais transformações através da ação coletiva mediada pela internet. "As oportunidades diante de nós, individual ou coletivamente, são gigantescas; o que fazemos com elas será determinado em grande parte pela forma como somos capazes de imaginar e recompensar a criatividade pública, a participação e o compartilhamento", escreve.

Alguns dos pontos cruciais referem-se à diminuição de custos resultante da digitalização e o posterior aumento da experimentação e o potencial de criação (além de compartilhamento e desenvolvimento) ao não se guiar por interesses comerciais mas sim por motivações intrínsecas que compartilhamos com diferentes indivíduos. Abaixo, uma seleção de trechos do livro que ajudam a entender o que Shirky propõe. Quem se interessar, também pode ler o primeiro capítulo, "Gim, televisão e excedente cognitivo", no site da Zahar.

"É mais fácil lidar com a escassez do que com a abundância, porque, quando algo se torna raro, nós simplesmente acreditamos que é mais valioso do que era antes, uma mudança conceitualmente fácil. A abundância é diferente: seu advento significa que podemos começar a tratar coisas que antes eram valiosas como se fossem baratas o bastante para desperdiçar, o que significa baratas o bastante para fazer experiências com ela. Como a abundância é capaz de eliminar os valores de custo-benefício aos quais estamos acostumados, ela pode desorientar as pessoas que cresceram com escassez. Quando um recurso é escasso, as pessoas que o gerenciam normalmente o consideram valioso em si mesmo, sem parar para avaliar quanto do seu valor está condicionado à sua escassez."

"O material de baixa qualidade que surge com a liberdade crescente acompanha a experimentação que cria o que acabaremos apreciando. Isso foi verdade na tipografia do século XV, e é verdade na mídia social de hoje. Em comparação com a escassez de uma era anterior, a abundância acarreta uma rápida queda da qualidade média, mas com o tempo a experimentação traz resultados, a diversidade expande os limites do possível, e o melhor trabalho se torna melhor do que o que havia antes. Depois da tipografia, publicar passou a ter maior importância porque a expansão dos textos literários, culturais e científicos beneficiou a sociedade, mesmo que tenha sido acompanhada por um monte de lixo."

"... a maneira como colocamos nossos talentos coletivos para funcionar é uma questão social, e não apenas individual. Como precisamos nos coordenar mutuamente para extrair algo de nosso tempo e talentos compartilhados, usar o excedente cognitivo não é apenas acumular preferências individuais. A cultura dos diversos grupos de usuários tem grande importância para o que eles esperam uns dos outros e para o modo como trabalham juntos. A cultura, por sua vez, é o que determina quanto do valor que extraímos do excedente cognitivo é apenas coletivo (apreciado pelos participantes, mas não muito útil para a sociedade como um todo) e quanto dele é cívico."

"O excedente cognitivo, recém-criado a partir de ilhas de tempo e talento anteriormente desconectadas, é apenas matérias-prima. Para extrair dele algum valor, precisamos fazer com que tenha significado ou realize algo. Nós, coletivamente, não somos apenas a fonte do excedente; somos também quem determina seu uso, por nossa participação e pelas coisas que esperamos uns dos outros quando nos envolvemos em nossa conectividade." 

"A antiga visão de rede como um espaço separado, um ciberespaço desvinculado do mundo real, foi um acaso na história. Na época em que a população online era pequena, a maioria das pessoas que você conhecia na vida diária não fazia parte dela. Agora que computadores e telefones cada vez mais computadorizados foram amplamente adotados, toda a noção de ciberespaço está começando a desaparecer. Nossas ferramentas de mídia social não são uma alternativa para a vida real, são parte dela. E, sobretudo, tornam-se cada vez mais os instrumentos coordenadores de eventos no mundo físico."

"O que importa agora não são as novas capacidades que temos, mas como transformamos essas capacidades, tanto técnicas quanto sociais, em oportunidades. A pergunta que agora enfrentamos, todos nós que temos acesso aos novos modos de compartilhamento, é o que vamos fazer com essas oportunidades. A pergunta será respondida muito mais decisivamente pelas oportunidades que fornecermos uns para os outros e pela cultura dos grupos que formamos do que por qualquer tecnologia em particular."

E aqui está o registro da palestra que Shirky deu sobre excedente cognitivo e seu livro no seminário "A Sociedade em rede e a economia criativa", realizado em São Paulo, em 2011. O áudio está ruim porque a tradução em tempo real está sobreposta à voz de Shirky, mas dá para entender (com certa dificuldade).

15 de junho de 2014

Russo Passapusso na Music Alliance Pact de junho

A coletânea Music Alliance Pact deste mês tem o baiano Russo Passapusso como representante brasileiro. Você pode fazer o download da coletânea completa ou ouvir a faixa que desejar clicando no nome da música.

Music Alliance Pact é um projeto global que envolve cerca de 30 blogs especializados em música, de diferentes países, que mensalmente realiza uma coletânea com bandas independentes/alternativas desses países. Todo dia 15 é publicada a coletânea com uma música escolhida pelo representante de seu respectivo país de origem. No Brasil, essa função é exercida pelo Meio Desligado.

ARGENTINA: Zonaindie
Temper - Quitapenas
Temper is an instrumental rock band with influences that encompass tango, jazz, surf-rock, Hindu movie soundtracks and psychedelic music. This catchy track is from their third album, Clitoxismo: 10 Neurotransmisiones En Círculos, released last year by La Boca Se Te Haga Un Lago, a local independent label which specializes in instrumental music.

AUSTRALIA: Who The Bloody Hell Are They?
Kučka - Unconditional
Perth native Kučka, aka Laura Jane Lowther, makes tinsel-y RnB that falls somewhere between the smooth, subdued sounds of 90s-era Janet Jackson and the cartoonish decadence of K-pop. With her vocals featured on two tracks from A$AP Rocky's debut album, LONG.LIVE.A$AP, and with a brand new EP due out later this year, Kučka is definitely an artist to keep your eye on.



BRASIL: Meio Desligado
Russo Passapusso - Paraquedas
Vocalista do BaianaSystem e do Bembatrio, Russo Passapusso está prestes a lançar seu primeiro disco solo, Paraíso da Miragem (previsto para agosto de 2014). "Paraquedas" é o primeiro single, um samba rock com clima de sertão, que lembra bastante os trabalhos de Curumin (produtor do disco de Russo).

Russo Passapusso, the lead singer of BaianaSystem, is about to release his first solo album. In single "Paraquedas" he displays a deep appreciation of Brazil's musical roots. It's a mixture of samba rock, funk and hip hop to make you dance.



CANADA: Ride The Tempo
Once A Tree - Howling
Hayden John Wolf and Jayli Wolf may show some Europe electronica inspiration in Howling but the duo are indeed from Toronto. Each time Once A Tree drop a track on SoundCloud, they deliver with creative vocals and eargasmic production. Howling proves to be their best tune yet, experimenting with trap-like beats and chilling atmosphere.

CHILE: Super 45
Adelaida - O Sea No Mundial
Adelaida, a trio from Valparaíso, are members of the new brood that's renewing the Chilean independent rock scene. In their debut album Monolito, they reclaim the best moments from the 90s: grunge's anger, shoegaze's walls of sound and the versatility of experimental noise.

COLOMBIA: El Parlante Amarillo
Flying Bananas - Funk No Name
Based on the legend that tells the story of a man who committed suicide by jumping off a seventh floor disguised as a banana, as you can see in this video, Bogotá quintet Flying Bananas make a musical tribute of the deceased using funk, jazz and hip hop. These seasoned musicians have no fear and float between genres with the power of bass, samplers and percussion, as we can hear in Funk No Name.

DENMARK: All Scandinavian
The Olympics - Leaves
Art-pop quintet The Olympics are in the process of following up on their debut album Mother and Limbo EP with 10 songs in 10 months (to be released as an album later). You can check out the first two, Monument and 4U, while the third great one, Leaves, is a MAP exclusive download.

DOMINICAN REPUBLIC: La Casetera
Franny & Zooey - I Love You
I Love You is taken from Franny & Zooey's new EP, Bottled Up And Ready To Go. Following the same line of influences as Heavenly, Go Sailor and Talulah Gosh, they exhibit strong pop melodies with some power structures and punk, reminiscent of the Ramones.

ECUADOR: Plan Arteria
Sexores - Historias De Frio
Historias De Frio, the second album by shoegaze and dream-pop band Sexores, flirts with distortion, ethereal wave and melancholy. The title track envelops the listener in a lethargic, mellow sweetness.

ENGLAND: Drowned In Sound
Lucy Claire - Stille
Perhaps it's obvious with a site name like Drowned in Sound, but we're a sucker for a swell of strings that leaves you feeling suspended in a sea of melodies. Our love of classical may have begun with watching A Clockwork Orange as a child and blossomed with falling in love with Sigur Rós but my-oh-my is modern classical music on fire right now. Lucy Claire from London melds big strings and glorious electronics.

ESTONIA: Rada7.ee
Firejosé feat Sander Mölder - Mas O Menos
Firejosé (aka Mark Stukis) is an artist born in Estonia and tempered by the jungles of Central America. His roots go deeper and influences run wider than the rainforests of Tortuguero, though. Similarities to Detroit Swindle and Joy Orbison have been drawn, but most recently Firejosé quenched the thirst for Baltic beats with live shows alongside Gold Panda and Bonobo. A well-kept secret from the hype machines, it is the unquenchable desire for deep, shuffled beats that keep Firejosé ablaze.

FINLAND: Glue
Saints Of Winter - Lullaby March
Inspired by the Finnish Lapland, songwriter Mikko Hautakangas came up with the songs that form the debut of his latest project Saints Of Winter, which is defined by three words: snow, melancholy and hope. The album, Bridges And Windmills, is an indie-folk affair in which songs come to life thanks to the vocals of lead singer Sari. You can pay as much as you wish to download it on Bandcamp. Here is the beautiful opener Lullaby March.

FRANCE: Your Own Radio
Aamourocean - Yuntekkem
Aamourocean is a​ ​mysterious​ ​indie producer. We don't know much about him, but who cares? His song Yuntekkem is enthralling as the sampled army choir takes us by the hand to ​a tropical forest.​

GREECE: Mouxlaloulouda
Opsis - Antigone
Based on deep drones, eerie noise, dislocated beats and classical vocal choruses from Byzantium and Renaissance, Opsis' sublime double album Antigone/Persae conveys musically the eternal agonies of man as they are portrayed in the works of the tragic poets of the ancient world, Sophocles and Aeschylus. It is a personal contemplation on the events taking place in those two tragedies and the emotional variations and torments of their most substantial characters.

INDONESIA: Deathrockstar
Cupumanik - Luka Bernegara
Luka Bernegara ("Pain of Nationalism") is a song about the dirty, bloody politics in Indonesia. The heavy distortion and angst displays a heavy influence of 90s grunge music. As one of the few bands left who label themselves grunge, they enjoy a strong following in Indonesia.

IRELAND: Hendicott Writing
Red Sail - Wheel Your Wings Home
Built around winding, subtle folky melodies, Red Sail stand out above Ireland's folk-pop masses. Wheel Your Wings Home is their latest single, a vocal-led rustic beauty backed by Damien Rice's wonderful touring cellist Vyvienne Long. 2012's harmony-drenched Paper Cutouts EP and lyrically nuanced follow up We Still Build Forts EP have already seen this unassuming project head across Europe; this delicate musical partnership is threatening to take flight.

ITALY: Polaroid
Yakamoto Kotzuga - All These Things I Used To Have
Yakamoto Kotzuga is not Japanese. His real name is Giacomo Mazzucato and he is a 20-year-old Venice-based producer. His sound is influenced by Shlohmo, Shigeto, Gold Panda and Flying Lotus, just to name a few. He's going to release an album on La Tempesta International and it will be great. But you should forget all these notions and just let his music vibrate and take you to the deepest regions of outer space.

JAPAN: Make Believe Melodies
StillSound - Towns
Based out of the lovely capital city of Okinawa, StillSound makes rubbery electronic music taking sonic cues from the likes of Toro y Moi, and latest song Towns is a slippery bit of funk that moves at an easy-breezy pace perfect for the start of summer. Despite the beachside vibe, Towns conceals a bleeding heart, the vocals revealing far deeper emotions than simply chilling out.

MEXICO: Red Bull Panamérika
Montenegro - Blackout
With melodic, heavy and catchy guitar riffs like The Cure, and deep vocals like Joy Division, you might think we are somewhere in 80s England. Not at all. Montenegro come from Mexico City, and Blackout sounds fresh without the trite of being too "innovative". They're noisy without turning their backs on melancholy (in fact, they just look down at their feet). This quartet embodies the spirit of DIY and seem to make music for their own joy, and fortunately also for ours.

PERU: SoTB
Los Filipz - Positivo
Formed in 2004, Los Filipz make something called reggae power - a mix of funk, rock and reggae obviously. The band is promoting their second album Presente, which tries to create a link between people and the world around them.

PORTUGAL: Posso Ouvir Um Disco?
Bullet - 6830 Miles
Vladimir Orlov is the leader of Bullet. However, in reality, Orlov is just an alter-ego for the multi-instrumentalist, vocalist, composer and producer Armando Teixeira, who has visited us before in the Music Alliance Pact. 6830 Miles is taken from Cosmic Noise Vol. 1, the third album by Bullet, in which the vocals by Lili take center stage; the second volume will see Orlov's vocals come to the fore. Bullet should please those into bands such as Air, Saint Etienne or Stereolab.

PUERTO RICO: Puerto Rico Indie
Dead Hands - Perdido Sin Ti (Ricky Martin cover)
Ricky Martin is Puerto Rico's premier international pop superstar. Indie Martin is a celebration of his career and musical legacy, reinterpreted by emerging artists from the county's independent music scene. The full compilation will be made available online through Discos Diáspora in August, but you can listen to a new cover each Tuesday via PuertoRicoIndie.com during June and July. Noise and ambient producer Dead Hands is in charge of the third weekly single, an exclusively MAP download. His refreshing take on the fan-favorite Perdido Sin Ti reaches for the pop perfection of The Postal Service, with glitchy melodies and a driving beat that bolster the dual boy-girl vocals sung by Francisco Valls and La Nikko.

ROMANIA: Babylon Noise
Bohemian Groove - Sanctuary
From hard rock to psychedelia and blues, Bohemian Groove is reminiscent of 70s rock bands such as Cream, Black Sabbath and Led Zeppelin. Sanctuary starts off softly, taking you to a magical place where a wise dog whispers truths of life in your ear, then culminates with Sabbath-like riffing and a mind-bending keyboard solo. It's taken from the power trio's debut album Event Horizon.

SCOTLAND: The Pop Cop
Nieves - Winter
Glasgow duo Nieves sure know how to make a stunning first impression. With a simple acoustic guitar/piano set-up they deliver debut song Winter with immaculate poise, an elegant sadness pervading as singer Brendan Dafters uses the changing of the seasons to tell the story of a relationship's end. MAP exclusive download Winter and new single Symmetry (check it out on SoundCloud) are taken from Nieves' debut EP, due out later this summer.

SOUTH KOREA: Indieful ROK
Hyun Lee Yang - Is Help On The Way?
Hyun Lee Yang made a name for himself as the leader and vocalist of emo-punk band 99anger. After a decade-and-a-half, 99anger disbanded in 2012 but Hyun Lee Yang continued to write songs and in May he finally released his first solo single. Is Help On The Way? is an excellent start: lyrics still in English, the band replaced by an acoustic guitar and a melody that lends itself well to repeated listening.
SPAIN: Musikorner
C.I.A.N.U.R.O. - Purity
C.I.A.N.U.R.O. is the Spanish response to Kap Bambino, Crystal Castles or even Purity Ring. They are a trio formed by acid-synth lovers influenced mainly by synth-punk, witch house and post-rave. Their music is as dark and breathtaking as it gets, and Purity, taken from their second EP, is no exception.

UNITED STATES: We Listen For You
Bro. Stephen - The Shape
The music of Bro. Stephen just seems to float. On The Shape, the listener is treated to a glider of a song, where Bro. Stephen elevates the craft of folk music to a visceral experience of changing tempos and gentle yet powerful vocals.

9 de junho de 2014

Virada Cultural de Belo Horizonte recebe inscrições de artistas

Este ano sou o assessor de imprensa da Virada Cultural de BH e aproveito para enviar abaixo o release sobre as inscrições para artistas interessados em participar do evento.

Foto por Flávio Charchar

A Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte (FMC), em parceria com a Associação de Amigos do Museu Histórico Abílio Barreto (AAMHAB), promove a segunda edição da Virada Cultural de Belo Horizonte nos dias 30 e 31 de agosto de 2014. Artistas residentes em BH e região metropolitana podem enviar propostas para apresentações artísticas entre os dias 9 e 27 de junho através do site viradaculturalbh.com.br. O processo de inscrição deve ser feito no site do evento e é gratuito. O resultado da seleção será divulgado na segunda quinzena de julho.

As atividades propostas podem abranger diferentes manifestações artísticas (música, teatro, dança, cinema, literatura, fotografia, artes plásticas, intervenções e outras). As inscrições devem ser feitas por pessoas físicas ou pessoas jurídicas, representantes dos artistas. Cada CPF ou CNPJ pode representar uma única proposta. No ato de inscrição o artista deverá detalhar as necessidades técnicas para a realização de sua apresentação e demais informações relevantes sobre seu trabalho artístico.

Em 2013, a Virada aconteceu entre os dias 14 e 15 de setembro de 2013 com 24 horas de programação e público estimado em mais de 200 mil pessoas. Ao todo, foram mais de 430 atrações artísticas, envolvendo cerca de 2 mil artistas e 1.500 profissionais do mercado cultural. Foram ocupados 52 espaços da capital, entre praças, parques, centros culturais, teatros e outros locais, que receberam uma programação artística diversificada e acessível ao público da cidade.

Com atividades divididas entre os palcos oficiais da Virada, programação associada, ações nos equipamentos culturais da Fundação Municipal de Cultura e ao longo de seu circuito, a Virada Cultural de Belo Horizonte reforça o caráter democrático do espaço público tendo na manifestação artística um grande eixo de ressignificação da cidade.

As atrações serão pensadas para, em cada um dos espaços e a cada período do dia ou da noite, dialogar com as vocações de cada um dos espaços urbanos e reiterar a tradição de Belo Horizonte de ser uma cidade cultural e criativa.