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17 de março de 2017

Uma trilha pra viajar


Aproveitando que agora rola de usar o Spotify dentro do Waze (e vice-versa), uma playlist especial pra ≈viajar≈ ouvindo (ou ouvir ≈viajando≈). São 101 músicas, quase 10 horas de psicodelícia (tentando fugir de obviedades). Gringos e brasileiros misturados, daquele jeito.

11 de fevereiro de 2017

Pin Ups de volta e com show em BH


A paulistana Pin Ups foi criada em 1988 e se tornou um dos principais nomes do underground nacional nos anos 90. Elogiada por gente como Dave Grohl e Kurt Cobain, a banda tocou com ícones indie como Pixies e Superchunk. Após anos parada, a banda se reuniu para uma apresentação lotada no Sesc Pompeia no fim de 2015 e agora retoma as atividades na Obra, em BH, dando sequência aos shows que fizeram no festival Bananada e na Virada Cultural de São Paulo em 2016. A formação atual da banda é Alê Briganti (voz e baixo), Zé Antônio Algodoal (guitarra), Adriano Cintra (guitarra / ex-Cansei de Ser Sexy, Thee Butchers Orchestra, Madrid) e Flávio Cavichioli (bateria / Forgotten Boys, Corazones Muertos). O show de BH acontece dentro da programação do Tremor, festival criado para marcar os 20 anos da Obra, famoso inferninho da capital mineira. O projeto já recebeu bandas como Autoramas, Ludovic, Pequena Morte e Vivendo do Ócio e segue até junho, quando a Obra comemora seu aniversário.

 A abertura do Pin Ups será feita pela Miêta, banda indie que apesar do pouco tempo de formação (foi criada em 2015 a partir de um post no Facebook) já realizou algumas turnês pelo país. Representante do rock feminino de BH, a banda mistura dream pop, shoegaze e indie e prepara seu primeiro disco.

8 de fevereiro de 2017

Uma prévia do novo disco do Minimalista

Programado para ser lançado dia 13 de março, Banzo é o segundo disco do Minimalista, projeto solo do Thales Silva (também vocalista da A Fase Rosa e do bloco Juventude Bronzeada, um dos maiores de BH). É um disco mais complexo e denso que o anterior, lançado aqui no Meio Desligado há quase três anos. Dois singles já lançados dão uma ideia do que está por vir: "O peso", colaboração com Gui Amabis, e a manochaoana "Branquinha". Dos melhores lançamentos desse início de ano.

22 de janeiro de 2017

O que vi ao vivo em 2016

Essa é uma playlist bastante pessoal, parte de um registro particular que mantenho desde 2014 anotando todos os shows aos quais assisto. Em 2016 foram 196 shows (quase como um show dia sim, dia não), cujos artistas estão reunidos na ordem cronológica em que os vi na playlist abaixo. Para mim, marca parte de como foi o meu ano, por onde estive e o que fiz. Aqui, no blog, serve como um exemplo do que era possível acompanhar ao vivo em 2016 e um recorte das bandas ativas nesse período (principalmente na cena alternativa brasileira).

Abaixo destaco, a partir das minhas anotações na época dos shows, alguns dos meus favoritos:

- SUUNS (Sala Apolo e Parc Del Forum) _ "dos shows mais incríveis que já vi. segue a estética do health e battles só que mais industrial e dark"
- BEAK > (Barcelona e Porto) _ "minha maior surpresa no festival. hipnótico e dançante, krautrock contemporâneo com raízes no Portishead"
- RADIOHEAD (Barcelona)_ "pra mim, sem dúvida uma das melhores bandas da história. incrível como o som mudou em comparação com as bandas que tocaram anteriormente no mesmo palco. as músicas do 'a moon shaped pool' funcionaram bem ao vivo, ao contrário do que eu imaginava"
- TY SEGALL AND THE MUGGERS (especificamente o show da Sala Apolo, em Barcelona. O do Parc Del Forum vi só um pedaço e o de Porto foi mediano) _ "foda. alta velocidade o tempo todo. deathpunk ao estilo Turbonegro com um visual Village People e Frank Zappa. Ty é como um Iggy Pop da geração instagram"
- BATTLES (Porto, porque o de BCN foi ruim - a banda errou bastante lá) _ "deve ter sido a primeira vez que chorei durante um show instrumental. é a trilha de uma hipotética luta entre homens e máquinas em um futuro pós-apocalíptico. a gravação dos loops ao vivo é de uma fragilidade que usa pequenos 'erros' como elementos pra construir a singularidade de cada show da banda"
- PJ HARVEY (BCN e Porto) _ "poucos hits no repertório. atmosfera mais sombria. show mais bonito que já vi em termos de imagens ao vivo no telão"
- JOHN CARPENTER (BCN) _ "primeiro show dele. musicalmente, é um pré-industrial com hard rock, não lá muito original. as projeções de trechos de filmes do diretor funcionaram muito bem, público delirou"
- FLOATING POINTS (Porto) _ "daqueles shows que valeriam, por si só, todo o festival"
STEVE SHELLEY + GATA PIRÂMIDE (CCSP) _ "cerca de meia hora de show apenas, mas valeu por um festival. mistura as músicas mais agitadas do Sonic Youth com o início do Hurtmold e o Diagonal"
- TORTOISE (Porto) _ "começou estranho, como se algo estivesse fora do lugar, até que você se percebe imerso no som sem saber como chegou ali e não quer que aquilo acabe"
- KAMASI WASHINGTON (BCN) _ "tive receio por causa do hype mas ele se justifica. os hipsters não duraram o show inteiro, o rockdelux estava entupido no início e foi esvaziando"
- OCEANIA (Autêntica) _ "15 anos depois do show do Diesel no Rock in Rio, a energia do público ao ouvir as músicas da banda foi sensacional. expectativa boa pelo que o Oceania vai produzir"
- AVA ROCHA (no Coquetel Molotov BH, o do Popload Festival vi pela metade)
- DEERHOOF (Coquetel Molotov BH e Recife) _ "muito melhor ao vivo do que gravado. experimentalismo com punch"
- CIDADÃO INSTIGADO (Autêntica) - "até então meu show favorito do Música Quente (atualização: foi sim meu favorito). pesado, enérgico, boa escolha de repertório, mesmo sem tocar alguns hits"
- NELDA PIÑA E BOGOTÁ ORQUESTRA AFROBEAT (Latino Power)
- RAKTA (Coquetel Molotov) _ "justifica todo o burburinho. música experimental enérgica e sombria"
- METÁ METÁ (Autêntica) _ "duas noites seguidas, ambas lotadas. a primeira, com repertório mais animado e distorcido. só ao vivo reparei como os elementos percussivos cresceram progressivamente ao longo dos álbuns"
- LES DEUXLUXES (Centro Cultural Rio Verde e Breve) _ "dupla de duas guitarras e bateria. sujo, cru. entre o rock de garagem e rockabilly"
- SANDRA KOLSTAD (Centro Cultural Rio Verde) _ "metronomy + bjork. pena que as músicas novas ainda não foram lançadas"
- CAETANO VELOSO (Inhotim) _ "a produção do festival foi desastrosa, mas assistir a um show do Caetano voz e violão, de perto em Inhotim, é algo pra ficar marcado na memória"